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| Edgy & Adelina - Fortaleza, 12 de abril de 1944 |
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| Edgy & Adelina e filhos - Bodas de Ouro - 12 abril de 1994 |
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| Edgy & Adelina, filhos, genros , noras , netos e bisnetos - Bodas de Diamente - Fortaleza, 12 de março de 2004 |
Aquele 12 de
março de 2004 amanheceu ensolarado, depois de uma semana de chuvas intensas que
banharam, sem trégua, a capital alencarina. O sol, para
prestigiar o auspicioso evento que estava por vir, enviou seus raios luminosos
trazendo alegria e aquecendo os corações de todos que, naquela noite límpida e
estrelada, iriam comemorar os 60 anos de união de Adelina e Edgy. Às 19h o
Bouganville Buffet já estava trajado a rigor para receber os convidados. As
mesas, vestidas de renda branca e verde claro e decoradas com lírios, foram
pouco a pouco ocupadas pelos parentes e amigos do casal, que, ansiosos, aguardavam
o inicio da grande festa de emoções. Um painel com fotos de nossos pais, logo
na entrada, nos dizia que naquela noite iria se desenrolar uma rara celebração. Uma festa de bodas de diamante! Melodias
românticas da mocidade de nossos pais invadiam o ambiente, com nostálgica
ternura, enquanto um telão projetava nossas vidas, em diversas ocasiões
especiais que meu pai perpetuou para a posteridade, com sua filmadora. Docinhos e outros petiscos, cuidadosamente
arrumados em mesas de vidro, iluminadas com luzes especiais e decoradas com
plantas verdes, davam um toque de glamour ao ambiente. O imenso bolo,
artisticamente confeitado com flores brancas e folhagem verde, repousava
majestoso no centro do salão, atraindo a atenção de todos. No fundo do
jardim, uma enorme árvore genealógica, feita de balões brancos e verdes,
aguardava o momento de subir aos céus, um a um, e brilhar ao lado da Maninha
que de lá tudo assistia junto as estrelas do firmamento. A música “La
Cumparcita” que nossa mãe tocava no piano, em sua mocidade, e que marcou o
namoro de nossos pais, foi traduzida nas pontas dos pés de minha querida filha
Liana, num magnífico ballet expressando um tango, sobre um tablado de vidro e
sob uma chuva de papel prateado. A renovação do
casamento, feita pelo padre Francisco, pedindo que Nossa Senhora continuasse
abençoando e protegendo o casal, reproduziu a cerimônia ocorrida na Igreja do
Patrocínio, há 60 anos e teve um instante sublime, quando Nívia, a mais nova
bisneta, nos braços de Luan, o bisneto primogênito, adentraram conduzindo as
alianças, ao som de Ave Maria de Gounod. Os acordes
maviosos de: “Solamente una vez” e “Aqueles olhos verdes”, embalaram as imagens
de um clip, projetado em um telão, cuidadosamente preparado para contar a
história de amor de nossos pais e uma cascata de fogos de artifícios com os
nomes, “Adelina e Edgy - 60 anos”, iluminou a noite explodindo a luz em mil
cores, como um diamante, dando um toque de alegria a festa. Vários oradores
com muita emoção reverenciaram e parabenizaram o casal, exaltando suas virtudes
e agradeceram aos presentes e patrocinadores do evento. Todos os detalhes
daquela maravilhosa festa foram carinhosamente preparados por nossas irmãs;
Fátima e Teca que, com competência e ética profissional, não mediram esforços a
fim de que tudo brilhasse naquela noite. Quero registrar a
mais profunda gratidão, em nome de todos os descendentes de Miguel Edgy e
Adelina, às nossas irmãs e à toda equipe que com dedicação e amor prepararam
para todos nós a inesquecível bodas de diamante. A você, Fátima,
um especial obrigada, por nos proporcionar momento de profunda emoção, quando nossos
pais adentraram a festa, lindos em seus 60 anos de união, nos mostrando o quão
sublime é o amor; pelo espetáculo de
fogos, show e de músicas tão bem selecionadas que nos tocava fundo e nos fazia
marejar os olhos a todo instante; por unir em um momento mágico de nossas vidas
todos nós, filhos e filhas, genros e noras, netos e netas, bisnetos e bisneta
aos nossos pais e a todos os nossos parentes e amigos que contagiados com nossa
alegria e emoção reproduziram naquele dia, o histórico “Beijo de Lamourette” o
qual, em 7 de Julho de 1792, na França, em plena Revolução, contagiou a
assembléia em uma onda de fraternidade quando os deputados, deixando de lado
suas diferenças, começaram a se abraçar e a se beijar exaltando um amor
fraternal. Obrigada, enfim,
pelo impecável cerimonial que nos fez viajantes no tempo do sublime sentimento
do amor que uniu nossos pais durante 60 anos de suas vidas.
Ana Margarida F.
Arruda Rosemberg
São Paulo, 03 de
abril de 2004.


