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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

FÊTE DU MARIAGE

Sábado, dia 25 de fevereiro de 2012, realizou-se o enlace matrimonial de Rebeca e Ivan, na Capela de Nossa Senhora Auxiliadora do Colégio Juvenal de Carvalho, em Fortaleza.
Ela, filha de Germano Rocha e Maria Teresa Arruda Gouveia e neta de Adelina Arruda e Edgy Távora Arruda. Ele, filho de Ivan Freitas e Josefa Freitas. Após a emocionante cerimônia, os noivos foram recepcionados no Bouganville Buffet com uma impecável e inesquecível festa. Parabéns aos noivos com votos de que as juras de amor feitas ao pé do altar se renovem todos os dias de suas vidas.



Ana Margarida e Ângela

Edna
JuNoemy
Teresa, Maria de Lourde e Vera

Ana e Carmen




Rebeca e Germano

Rebeca

Edna

Rebeca e Ivan

Les demoiselles




Rebeca Ivan e Germano

Liana e Denis

Ednilce e Ana

Claudia, R. Luiz e Clêide

Claudio e Teca

Goretti, Luizinho e Luiz

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

“UM ENCONTRO ABENÇOADO - A DESCOBERTA DO AMOR “

Raimundo Arruda e Noemi Távora de Assis Arruda - 17 de junho de 1918.

           Por: Noemi Távora de Assis Arruda*



          Fortaleza-Ceará,  1918

Fui convidada, juntamente com minha irmã Belizarina, por Dona Sazinha Soares, vizinha, para comparecer a uma missa a ser celebrada na capela da Santa Casa de Misericórdia, em Fortaleza, em comemoração à 1ª comunhão de um filho de Jeremias Arruda, de nome Luis. Após a missa, em que tomei parte nos cânticos sendo a organista Dona Maroquinha Estelita, foi servido um café em casa do Jeremias Arruda, localizada na Praça dos Mártires, no Passeio Público. No mesmo dia fui convidada pela família para um lauto almoço, pois neste dia era comemorado o aniversário de Jeremias Arruda.  Morava com o referido senhor um seu irmão, Raimundo Arruda, jovem de seus 24 anos, que nos convidou para um passeio de automóvel em companhia de Dona Sazinha e mais outras pessoas. Tendo havido à noite um sarau dançante, ao qual compareci, observei a presença desse mesmo rapaz que era muito cumprimentado e solicitado por todos ,como se fosse o orientador da festa.  Ele me impressionou bastante por seu fino trato com todos e, principalmente, pela sua simplicidade. Era bonito e estava elegantemente vestido com o seu impecável terno branco. Ao regressar para casa, acordei a minha irmã Constancia, para contar as novidades. Ela acordou sonolenta e disse:  “Você já vem com as suas coisa” e eu: “Hoje, sim, vi um rapaz que me agradou”. No dia seguinte, como era costume, a Nenen Barroso foi em casa e a Constância disse: “Temos novidades, pois Noemi achou um rapaz simpático na festa, que não dançou e foi este o motivo de seu agrado. O José, seu esposo, soube da história se entusiasmou e botou logo para a frente a novidade. Ele era empregado da firma do Jeremias Arruda, onde trabalhava no escritório. Com esta notícia Raimundo procurou se entusiasmar e então decidiu  ir em frente na conquista para o altar. A Sazinha era o trombone, pois ia pela manhã à casa de seu cunhado Jeremias e, assim, quando voltava à noite, vinha sempre acompanhada com o Raimundo, que, então, parava um pouco para a troca de algumas palavras, assim, facilitando o nosso conhecimento. Quando a notícia se espalhou toda a família ficou feliz, principalmente a Dona Livramento que desejava uma boa candidata para o seu filho caçula. O namoro foi patrocinado por todos, pois até a Dona Terezinha, sogra do Jeremias, dizia para o Raimundo: “Com esta até eu toco trombone”. Eu, que pouco saia de casa, passei a frequentar festas, cinemas, teatros, etc, e, em tudo, o Raimundo sempre correto e atencioso. Com a inauguração do Majestic, a 14 de junho de 1917, que era cinema-teatro, passei a frequentar todos os espetáculos. Lembro que atriz Fátima Míris era a principal personagem das operetas. Assim, via de longe o Raimundo em meio a mutildão, pois também ele não perdia nenhum espetáculo. Ele na platéia e eu, com os meus irmãos, nos camarotes. Minha família, também, aprovou este namoro, pois as famílias já eram conhecidas. Do conhecimento ao noivado foi um tempo relativamente curto. O Raimundo foi à Baturité comunicar aos pais sua pretensão de noivar e pedir o consentimento e aprovação para a sua decisão. Com o pronto consentimento dos pais – Coronel Miguel Arruda e Dona Livramaneto – logo, no dia 5 de maio de 1918, foi oficializado o noivado cujo pedido foi feito pelo Jeremias. Foi servido Champagne, que eu na minha aflição havia posto num pote vazio – esta era a geladeira da época – apenas que o pote deveria ser cheio d’água. Neste dia, o Raimundo não apareceu o que me deixou um pouco triste. Mamãe acertou logo as visitas e o horário da saída – 9 horas da noite. Para o casamento o tempo foi ainda menor e tínhamos que preparar tudo porque logo foi marcado o dia 17 de junho de 1918. Isto porque Dona Livramento deveria viajar para Senador Pompeu e fazia questão de assistir as bodas. A cerimônia do casamento foi oficiada por Monsenhor  Manoel Cândido dos Santos, vigário de Baturité e grande amigo e conselheiro da família Arruda. A cerimônia foi em casa de meu irmão Assis, no Benfica, em Fortaleza, às 7 horas da noite, com grande solenidade e contou com a presença de grande número de parentes e amigos de ambas as famílias. Em seguida houve uma recepção, neste mesmo local, pois o Assis residia em uma chácara grande e bonita. Tivemos bolos, doces e salgados e, assim, em meio a festa, nós saímos, discretamente, para a nova residência  na rua Barão do Rio Branco, nº 1463, próximo a Igreja do Carmo. Aí já nos esperava a Sazinha que nos recebeu com pétalas de rosas, luzes e alegria. Era costume, na época, curiosos aguardarem os noivos nas calçadas para depois fazerem os comentários. Antes de irmos para a nossa casa, tivemos que ir abraçar a mamãe que, por motivo de doença, não compareceu a cerimonia religiosa. Nós andávamos em companhia do Abdias, meu irmão. Após a recepção os convidados passaram na residência para novos cumprimentos. E aí começou a minha nova vida, agora com outros encargos e responsabilidades.    
E AÍ EU COMEÇEI A SER FELIZ!!!

    
* Noemi Távora de Assis Arruda - minha avó paterna - deixou escrito esse belo texto sobre suas memórias.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

FESTA NUPCIAL

   Naquela manhã o sol despontou inundando de luz a cidadezinha pacata, encravada no sopé da serra de Baturité. Era o dia 17 de setembro de 1911. 
    Na casa do Coronel Miguel de Arruda, um burburinho de regozigo pairava no ar. Tudo estava pronto para as núpcias de Ananias, o sexto filho do casal Miguel e Livramento. 
    Festa de casamento na família já virara uma rotina, pois Ananias era o sétimo filho a contrair matrimônio. Entretanto, aquela festa se apresentava especial, já que o noivo contratara um fotógrafo de Fortaleza para registrar tão auspicioso acontecimento. 
     Fotografia era novidade, nos idos de 1911, em Baturité, e todos estavam ansiosos para conhecer o novo invento que captava e congelava a imagem das pessoas.
    A família crescera muito, desde que o Coronel Miguel de Arruda chegara à Baturité, em julho de 1891, com sua esposa, sua sogra, duas cunhadas e sete de seus filhos. Nasceram mais três filhos; João, o primogênito, casara-se com Mariana, em 1898, e era pai de cinco filhos; Vicente casara-se com Joana, em 1901, e não tinha filhos; José casara-se com Esther, em 1907, e, na ocasião, tinha um filho; Antônio casara-se com Júlia, em 1904, e já tinha cinco filhos; Jeremias casara-se com Margarida, em 1909, e era pai de um filho; Adelina, um ano mais nova que Ananias, casara-se, em 1905, com Luiz, e era mãe de cinco filhos; Eurico, Raimundo e Mimosa eram solteiros.
    Ananias, o noivo, um jovem de 25 anos, encantara, com seu olhar sonhador de um azul profundo, uma bela adolescente e dela se encantara, também. A noiva, Ana, filha de Custódio e Águida, possuia uma beleza quase angelical, no desabrochar dos seus 16 anos.
    A cerimônia de núpcias, celebrada pelo Monsenhor Manoel Cândido, tio da noiva, foi pela manhã na Matriz de Baturité. O cortejo saiu da casa de Miguel de Arruda com todos os familiares do noivo e da noiva, além dos convidados. 
     O vestido branco de brocado, fechado até o pescoço e ornado com pedrarias e joias, realçava o candor virginal de Ana. A cintura bem fina, marcada com uma rosa, dava-lhe, paradoxalmente, um toque sensual. Uma grinalda de pedras preciosas prendia o véu de tule de seda que, ao mesmo tempo, escondia e destacava a beleza da noiva. 
    Ana estava radiante como Ishtar, antiga Deusa do Amor, que foi coberta por um véu de vapores da terra e do mar, ao surgir das profundezas. O noivo, Ananias, elegantemente vestido de fraque preto, camisa e luvas brancas, trazia no olhar energia e determinação.
    Após a cerimônia, os noivos receberam os cumprimentos na casa de Miguel e Livramento e todos festejaram aquela união. Chegada a hora da fotografia, os 39 membros da família posicionaram-se e observaram a máquina que tinha um formato de caixa com um pano preto. 
    O fotógrafo olhou o grupo, através dela, com o pano sobre a cabeça. Depois, pediu para que todos ficassem imóveis. Quando ele percebeu que estavam todos em seus lugares e imóveis, abriu o diafragma e expôs por alguns segundos a chapa fotográfica. Depois, fechou o diafragma e a fotografia foi tirada para a posteridade. 
Os noivos foram fotografados. Ele sentado e ela, ao seu lado, em pé, como era constume da época. As seis noras do casal Miguel e Livramento, todas em pé, lado a lado, foram fotografadas, também.
    Quando casou-se com Ana, Ananias já desenvolvia uma profícua atividade sócio-religiosa. Com apenas 14 anos, tomou parte da fundação da Conferência de São Luiz de Gonzada. Com 15 anos, ainda estudante, foi professor e, logo depois, diretor da Escola Paroquial do Menino Deus, para crianças pobres.                         Concluiu seu curso de humanidades, em 1902, com 16 anos, iniciando sua vida profissional na firma dos irmãos Antonio, José e Vicente. Em 1904, com 18 anos, fundou o Círculo Operário Católico de Baturité. 
           A visita semanal aos presos da Cadeia Pública de Baturité e a Páscoa anual, Ananias realizou desde a idade de 15 anos até o fim de sua vida. 
     Sua união com Ana foi amalgamada com um amor que perdurou para sempre. Ele, movido por este amor e pela fé indômita, que sempre o acompanhou, realizou grandiosas obras durante sua longa e abençoada existência.

Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
Fortaleza, 16 de dezembro de 2011.

Abaixo, flashes do dia histórico.
As seis noras do Pai Arruda e Mãe Mento. Da esquerda para a Direita Mariana, Esther, Mimica, Júlia, Ana e Margarida. Foto tirada por ocasião das núpcias de Ana e Ananias Arruda.
Baturité, 17 de setembro de 1911.


Ana dos Santos Arruda e Ananias Arruda. Foto tirada no dia das núpcias do casal.
Baturité, 17 de setembro de 1911.

Família do Pai Arruda e Mãe Mento. Foto tirada no dia das núpcias de Ana e Ananias Arruda.
Baturité, 17 de setembro de 1911.