sábado, 16 de março de 2024

CRÔNICAS DO CAPITÃO EDGY - Nº2 - LEMBRANÇAS DE PORTUGAL - tia Belizarina - elevador - fantasias de carnaval


LEMBRANÇAS DE PORTUGAL Nº 2
    Por: Miguel Edgy Távora Arruda

Eu tenho lembranças inesquecíveis da minha tia Belizarina, porque a chegada dela coincidiu com a morte da minha babá, de meningite. A minha tia Belizarina foi um anjo para mim e para as minhas irmãs que nasceram em Portugal (Maria do Livramento e Maria de Lourdes).

Como eu era o mais velho, me lembro que minha mãe, às vezes, saía para fazer compras no centro de Lisboa e me levava. Eu era muito voluntarioso. Lisboa tem a cidade baixa e a cidade alta. Já naquele tempo tinha um elevador público que transportava as pessoas da cidade baixa para alta e vice-versa. Mesmo que a minha mãe não tivesse necessidade de andar no elevador ela me levava, porque eu fazia tanto barulho, tanta exigência que ela acabava satisfazendo a minha vontade. 

Eu me lembro também que meu pai, naquela ocasião, como agente do seu irmão Jeremias Arruda em Lisboa, tinha um automóvel. Recordo-me que uma vez, no carnaval de 1925, minha mãe comprou para mim uma fantasia de pierrô e para a minha irmã Livramento uma fantasia de saloia, que é uma veste típica de Portugal. 

A minha fantasia de pierrô desapareceu, mas a de saloia durou muitos anos. Minha mãe a conservava muito bem e, tantos anos depois, aqui em Baturité, em um desfile de bonecas (meninas vestidas à moda regional de vários países) a minha filhinha Maria de Fátima desfilou com esta fantasia que pertenceu a minha irmã Livramento.


PS.: Crônica publicada no livro “Relembranças – Lampejos de minha memória” de Miguel Edgy Távora Arruda - pág. 106 e 107 - Expressão Gráfica, 2019 – Organizadora – ana margarida furtado arruda rosemberg. 

Tanscrita de uma gravação  feita em fita cassete, pelo autor, no dia 12.01.1992, em Baturité-CE. 

 

domingo, 10 de março de 2024

CRÔNICAS DO CAPITÃO EDGY - Nº 1 - LEMBRANÇAS DE PORTUGAL

 

Miguel Edgy Távora Arruda - Lisboa 1923

LEMBRANÇAS DE PORTUGAL  Nº 1

Por: Miguel Edgy Távora Arruda


Cheguei a Portugal com dois anos e alguns meses e voltei com seis anos e meio, exatamente no ano de 1925. Não tenho muita coisa de lembrança. Não dá para recordar o dia em que nasceu a minha irmã Livramento. Lembro-me apenas que me chamaram para ver uma irmãzinha.


Naquela época, os partos eram feitos em casa com as parteiras e só em casos complicados os médicos eram chamados. Minha mãe não teve nenhum parto complicado.


Quando eu nasci, em Fortaleza, minha mãe foi assistida por uma parteira portuguesa - passei a vida ouvindo falar dela - dona Glorinha Pestana. Ela fez durante sua vida uma infinidade de partos, inclusive atendeu minha mãe quando nasci, em 1919, atendeu, em 1920, quando nasceu morto um irmãozinho.


Em 1921, fomos para Portugal e, em 1922, nasceu minha irmã Maria do Livramento, hoje religiosa salesiana. Eu tenho mais lembranças de quando nasceu minha outra irmãzinha, Maria de Lourdes.


Meu pai, em 1923, veio ao Brasil porque foi chamado (seu pai estava muito mal). Naquele tempo as viagens eram feitas de navio a vapor e levavam dias na travessia do Oceano Atlântico até Recife. De lá, tomava-se outro navio, geralmente um brasileiro da Companhia Nacional da Navegação Costeira, chamada “ITA” ou “Lord Brasileiro”, para Fortaleza.


Quando ele chegou a Fortaleza seu pai já tinha morrido. Ele demorou algum tempo na Chácara do Benfica, onde continuava morando sua mãe Maria do Livramento Vasconcelos Arruda. Quando ele retornou a Portugal, levou sua cunhada Belizarina (irmã mais moça de minha mãe, que era solteira), porque minha mãe se via muito só longe da família.


PS.: Crônica publicada no livro “Relembranças – Lampejos de minha memória” de Miguel Edgy Távora Arruda - pág. 106 e 107 - Expressão Gráfica, 2019 – Organizadora – ana margarida furtado arruda rosemberg. 

Tanscrita de uma gravação  feita em fita cassete, pelo autor, no dia 12.01.1992, em Baturité-CE. 

 

Ir. lúcia Arruda - 50 Anos de Vida Religiosa no Cenáculo - 08.03.2024

 A Ir. Lúcia  celebrou no dia 08.03.2024, sexta-feira, 50 anos de Vida Religiosa no Cenáculo. 

Às 11h -  Eucaristia com o Pe. Donizetti,  colega  da Ir. Lúcia na FAJE.

Participação  de João Paulo  na missa com cantos compostos pela Ir. Lúcia.

Almoço festivo. 

Da comunidade que acolheu a Ir. Lúcia,  cinco Irmãs estão na eternidade: Lucila,  Ribeiro,  Maria Alice,  Cardoso,  Gercina.

Presentes na  celebração dos 50 anos de Vida Religiosa,  as irmãs que estiveram presentes na cerimonia há 50 anos: Veleda e Isabel. 



































sexta-feira, 8 de março de 2024

Meu glorioso 8 de Março - DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Dia Internacional da Mulher: cerimônia histórica inscreve direito ao aborto na Constituição da França

 Eu, como ativista feminista, esperei 43 anos para ver o primeiro país  do Mundo conceder  às  mulheres  o direito  ao aborto. O direito  sobre seus corpos.

Vive la France !

O Ministro da Justiça, Eric Dupond-Moretti, apôs hoje,  8 de março de 2024, durante uma cerimónia pública na Place Vendôme, em Paris, o selo da República na lei que inscreve na Constituição a “liberdade garantida” de acesso à interrupção voluntária da gravidez .

 Esta cerimónia foi organizada quatro dias após a votação dos parlamentares reunidos no Congresso em Versalhes.

 A cerimónia ficou ainda marcada pela interpretação revisitada de La Marseillaise de Catherine Ringer.

fonte: le monde

https://youtube.com/shorts/Keo9kDNqsoE?si=9s6EWuhz5Jd99lu-


https://www.youtube.com/watch?v=vYohdutYgy0

La chanteuse Catherine Ringer a interprété une Marseillaise revisitée, à l'occasion de la par une cérémonie solennelle de scellement place Vendôme de l'IVG dans la Constitution. La chanteuse et musicienne a remplacer le « sang impur » qui, dans l'hymne national, « abreuve nos sillons » par « une loi pure dans la Constitution » pour évoquer l'inscription de l'IVG dans la Loi fondamentale


A PROPÓSITO DO 8 DE MARÇO DE 2024

 





Place Olympe de Gouges - Paris

Place Olympe de Gouges - Paris

Fotos internet

A PROPÓSITO DO 8 DE MARÇO - Olympe de Gouges (1748-1793)

 

Em 2007, Ségolène Royal, candidata à presidência da república da França, expressou o desejo de que os restos mortais de Olympe de Gouges (1748-1793) fossem removidos para o Panteão de Paris. Entretanto, seria um enterro simbólico, pois Gouges, guilhotinada em Paris, em 3 de novembro de 1798, durante a Revolução Francesa, foi enterrada em vala comum. 

 

 Revolucionária, historiadora, jornalista, escritora e autora de peças de teatro, Gourges foi defensora dos direitos das mulheres e da abolição dos escravos negros. Em setembro de 1791, quando escreveu a “Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã” (Déclaration des Droits de la femme et de la citoyenne) desafiou a injustiça contra as mulheres, expressada na célebre “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão”.  

 

Gouges deixou numerosos escritos em favor dos direitos civis e políticos das mulheres, como o direito ao divórcio e às relações sexuais fora do casamento. Lutou, também, pela abolição dos escravos negros. Em 1774, escreveu uma peça de teatro antiescravagista L'Esclavage des Nègres (A Escravidão dos Negros). Pelo fato de ter sido escrito por uma mulher, tal obra somente foi publicada em 1789, no início da Revolução Francesa.  

 

No dia 6 de março de 2004, Olympe de Gouges foi imortalizada em uma praça de Paris denominada “Place Olympe-de-Gouges”. Inaugurada pelo então prefeito da região, Pierre Aidenbaum, e pela então vice-prefeita de Paris, Anne Hidalgo, a referida praça situa-se no 3º arrondissement no encontro das ruas: Béranger, Franche-Comté, Charlot e Turenne. Bela homenagem à Olympe de Gouges, pseudônimo de Marie Gouze, considerada uma das feministas pioneiras da história. 

 

ana margarida furtado arruda rosemberg

Fortaleza, 8 de março de 2024