sexta-feira, 26 de agosto de 2022

O JARDIM DAS TULHERIAS

Publicado no Jornal do Médico, link abaixo.

https://jornaldomedico.com.br/2022/08/o-jardim-das-tulherias-paris/ 


O Jardim das Tulherias (Jardin des Tuileries) é um jardim parisiense que fica no 1º arrondissement, entre o Museu do Louvre e a "Place de la Concorde". Seu nome vem das fábricas de telhas que ficavam no local, onde a rainha Catarina de Médici mandou construir, em 1564, o Palácio das Tulherias.

A partir de 1664, o jardineiro do rei Louis XIV, André Le Nôtre, que estava famoso por ter projetado o jardim do "Château de Vaux-le-Vicomte", reformou o Jardim das Tulherias dando-lhe a aparência atual.

Durante a Revolução Francesa, o referido jardim foi palco de grandes acontecimentos. A “bacia redonda” foi usada para a cerimônia do “Ser Supremo” em 8/06/1794, com Maximilien de Robespierre, numa apoteose de gritos e aplausos. Em 10 de outubro, nesta mesma bacia (piscina) foi colocado o caixão de Jean-Jacques Rousseau (Exumado de Ermenonville para ser levado ao Panteão), coberto com um lençol salpicado de estrelas.

Atualmente, as estátuas de Maillol, de artistas famoso, além de esculturas modernas, propiciam aos visitantes um passeio repleto de arte, cultura, história e beleza. As duas “bacias” (piscinas) com cadeiras são propícias ao relaxamento dos turistas e parisienses.

O "Musée de l'Orangerie", com as pinturas (Nymphéas de Monet), está localizado a sudoeste das Tulherias e a oeste a "Galerie du Jeu de Paume", que abriga exposições de arte contemporânea.

Há quase 20 anos, todos os anos, durante os meses de julho e agosto, com exceção dos últimos dois anos por causa da Pandemia da Covid-19, acontece no Jardim das Tulherias o famoso “Festival das Tulherias”, um parque de diversões para adultos e crianças com 60 atrações.

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Paris, 17/08/202

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

MONTMARTRE - PARIS

Publicado no Jornal do Médico. Link, abaixo.

https://jornaldomedico.com.br/2022/08/montmartre-paris/ 


Montmartre, localizado em uma colina, no 18º arrondissement, dominado pela “Basílica de Sacré-Coeur”, é um dos bairros turísticos mais visitados de Paris. Conhecido por suas ladeiras íngremes, ruas estreitas e longas escadarias, Montmartre se encrava no ponto mais alto de Paris (Butte Montmartre). Além da “Basílica do Sagrado Coração” (Sacré-Coeur), há a histórica “Igreja de Saint-Pierre de Montmartre”, fundada no século VI.

A etimologia da palavra “Montmartre” gera controvérsias. Há duas versões: uma ligada ao “Monte de Marte”, um templo dedicado a Marte (deus da guerra) contíguo a um templo dedicado a Mercúrio (deus do comércio), que existiu no local da atual igreja de Saint-Pierre. A outra versão, "Monte dos Mártires", pois Saint Denis foi decapitado lá com outros dois correligionários. A substituição toponímica da denominação pagã pela denominação cristã permanece, no entanto, hipotética e a dupla etimologia (“Monte de Marte” e “Monte dos Mártires”) ainda é proposta atualmente.

Em 1133, os monges beneditinos, que administravam a região, passaram a cultivar uvas para produção de vinho. Até hoje, existe um magnífico vinhedo nas suas encostas. Foi em Montmartre que, em 15/07/1534, Inácio de Loyola e amigos fundaram a Companhia de Jesus.

 Em 1860, Montmartre, que até então era uma comuna, foi em grande parte ligada à Paris e transformou-se num local de encontro de artistas e intelectuais, como: Picasso, Degas, Cézanne, Monet, Van Gogh, Toulouse-Lautrec e Modigliani, entre outros. A partir de então, Montmartre tornou-se símbolo de uma vida boêmia. Hoje, a famosa "Place du Tertre" e as ruas laterais são repletas de artistas, turistas, lojas, vendedores ambulantes, restaurantes, galerias de arte e museus. 

Em 18/03/1871, a “Comuna de Paris” foi desencadeada em Montmartre quando Adolphe Thiers e seu governo quiseram retomar os 227 canhões de Montmartre. Paris se levantou e proclamou a Comuna, a última grande insurreição da tradição revolucionária francesa.

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Paris, 11 de agosto de 2022

 


quarta-feira, 10 de agosto de 2022

O JARDIM DO PALAIS ROYAL

Publicado no Jornal do Médico. Link, abaixo

https://jornaldomedico.com.br/2022/08/o-jardim-do-palais-royal/ 

                                         O Jardim do Palais-Royal


O jardim do Palais-Royal, no 1º arrondissement de Paris, a poucos passos do Museu do Louvre, é um refúgio de paz que une lugares de poder e prazer, há mais de quatro séculos. O jardim é visitado por poucos turistas por estar escondido no meio de vários edifícios governamentais e culturais, como: Ministério da Cultura e Comunicação, Comédie Française e Théâtre du Palais-Royal.

Obra do Cardeal Richelieu (1585-1642) para adornar o seu palácio, o jardim foi criado, por Pierre Desgotz, o jardineiro do rei. O “Palais-cardinal”, residência de Richelieu, primeiro-ministro de Louis XIII (1601-1643), por sua suntuosidade despertou ciúmes do monarca, que habitava no Louvre. Richelieu legou sua residência a Luís XIII para contornar os ciúmes do rei. Após sua morte, o Palais Royal foi moradia da família real, por breve tempo.

Palco de um momento histórico da “Revolução Francesa”, foi no “Café de Foy”, 57 a 60, galerie Montpensier, uma das galerias desse jardim, que, em 12 de julho de 1789, Camille Desmoulins, um jovem advogado de 29 anos, ativista do clube Cordeliers, proferiu um discurso conclamando o povo a pegar em armas para derrubar a monarquia.

Este jovem advogado gago de repente se viu tomado por uma explosão de coragem e subiu em um banco com uma arma em cada mão no terraço do referido café e bradou: “Nos resta apenas um recurso, que é correr para as armas e tomar os cocares para nos reconhecer”. O verde da esperança foi escolhido primeiro e depois na noite de 13 para 14 de julho, são escolhidas as três cores azul-branco-vermelho, o branco da nação, no meio das duas cores reais.

Nos séculos XIX e XX, o jardim tornou-se repleto de cafés, restaurantes, antiquários e designers de arte e moda. Entretanto, as gigantescas obras de 1780 permanecem incólumes.

Em 1985, foi instalada a “fonte-escultura”, 14 esferas de aço, que refletem as colunas do palácio, uma obra do artista belga Pol Bury. Em 1986, foram instaladas Les Deux Plateaux (Colunas de Buren), uma polêmica obra de arte que atrai turistas.

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Paris, 27 de junho de 2022