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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

FOTOS HISTÓRICAS DE BATURITÉ

FOTOS DO ACERVO DO MUSEU COMENDADOR ANANIAS ARRUDA

O Comendador Ananias Arruda legou à cidade de Baturité um extraordinário acervo de fotos que registram a história de Baturité em seus momentos mais relevantes. 
Além de três Colégios, Jesuítas, Salesiano Domingos Sávio e Salesiana Nossa Senhora Auxiliadora, hospitais, Circulo Operário, Via Sacra etc, Ananias Arruda deixou, também, a história de Baturité registrada no Jornal “A VERDADE”.

Reverencio a memória de ANANIAS ARRUDA, o maior benfeitor de Baturité.

Ana Margarida F. Arruda Rosemberg



























quinta-feira, 8 de março de 2012

HOMENAGEM ÀS MULHERES NO SEU DIA INTERNACIONAL – 8 de março





Olympe de Gouges
Madame Curie
Berta Lutz
Simone de Beauvoir

Maria Luiza Fontenele
Rosa da Fonsêca


Em 1791, na França, Théroigne de Méricourt e Marie Olympe de Gouges ousaram lutar pelos direitos da mulher. Historicamente foram as primeiras feministas e deram origem ao movimento que ganhou adeptas (os) no mundo inteiro. Marie Olympe de Gouges escreveu, em 1791, a declaração dos direitos da mulher. Ambas tiveram  um fim trágico. Gouges foi decapitada por Robespierre, durante a Revolução Francesa, e Méricourt enlouqueceu.
Em 1832, a francesa Jeanne Villepreux,  apaixonada por ciências naturais, criou o primeiro aquário e tornou-se mãe da biologia marinha.
Em 1849, nos Estados Unidos, Elizabeth Blacwell tornou-se a primeira  mulher médica (medicina moderna) da história. Sempre as mulheres desempenharam o papel de cuidadoras e foram médicas sem diplomas.
Em 1851, na França, Marie Angélique Duchemin foi a primeira mulher a receber a comenda Chevalière de la légion d’Honneur. Em 1884, na França, Madeleine Brès foi a primeira mulher a receber o direito de ensinar na Sorbonne.
Em 1893, na Nova Zelândia, as mulheres conquistaram o direito ao voto.
Em 1903, na França, Marie Curie foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel de Física.
Em 1904, no Canadá, Marie Sirois foi a primeira mulher a obter um diploma universitário em literatura.
Em  1905, na Austria, Bertha Von Suttner foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel da Paz.
Em 1907, nos Estados Unidos, Kate Barnard foi a primeira mulher eleita ao parlamento de Estado.
Em 1908, na França, Mme Decourcelle foi a primeira motorista de taxi.
Em 1909, na Suécia, Selma Lagerlöf foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel da Literatura. 
Em 1909, na França, Lily Laskine foi a primeira mulher instrumentalista da orquestra da Opéra de Paris. Os homens ameaçaram fazer uma greve, em protesto.
Em 1910, na Espanha, as mulheres ganharam o direito de acesso às universidades.
Em 1910, na França, Elise Deroche, foi a primeira mulher a obter um brevet de piloto de avião.
Em 1911, na Grã-Bretanha, Elanor Davies Colly  foi  a primeira mulher cirurgiã. 
Em 1911, em Portugal, as mulheres puderam tornar-se funcionárias públicas.
Em 1922, no Brasil, Berta Lutz e Nísia Floresta  fundaram a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Essa instituição lutou pelo voto feminino e pelo trabalho das mulheres, sem autorização dos maridos, entre outras bandeiras. Elas foram consideradas pioneiras do feminismo no Brasil.
Os dois primeiros estados brasileiros a legalizarem o voto feminino foram: Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Em  25 de novembro de 1927, no Rio Grande do Norte, Celina Guimarães Viana deu entrada em uma petição requerendo a inclusão de seu nome no rol dos eleitores. Tornou-se a primeira mulher a ter o direito de voto, no Brasil.
Em 1933, o código eleitoral estendeu o referido direito às mulheres brasileiras.
Na década de 1960, o feminismo eclodiu na Europa e Estados Unidos, respaldado por Simone de Beauvoir  com seu livro o Segundo Sexo, e pela rebelião das mulheres americanas que queimaram sutiãs em praça pública, em Nova York.  
No final da década de 1970, no Ceará, foi criada a União das Mulheres Cearense (UMC) para lutar pela emancipação da mulher aguilhoada, objetivando elevá-la à condição da dignidade humana.   Dentre as pioneiras, destaco: Rosa da Fonsêca, Maria Luiza Fontenele e Célia Zanetti.  Tive a honra de participar da UMC, ao lado de Nilze Costa e Silva, desde os seus primórdios.  Assim, contribuimos pela libertação das mulheres sufocadas pela opressão machista e pelos sistemas sociais retrógrados.  
Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
Fortaleza, 8 de março de 2012.



sábado, 18 de fevereiro de 2012

PELAS RUAS DE SAMPA EM BUSCA DE SUA HISTÓRIA



Praça da Sé - São Paulo
 




Catedral da Sé - São Paulo


Marco Zero de SAMPA


Apóstolo Paulo - Praça da Sé



José de Anchieta - fundador da Cidade - Praça da Sé
 


Pateo do Collegio - Origem de SAMPA
 

São Paulo nasceu aqui


Museu Anchieta - Pateo do Collegio



Flanando em SAMPA
 




Solar da Marquesa de Santos
 


Solar da Marquesa de Santos
 

Marquesa de Santos que foi amante de D. Pedro I



Domitilla - Marquesa de Santos
 

Á Esquerda: Secretaria de Governo, ao fundo:  Pateo do Collegio, à Direita: Museu da Imagem


Guilherme Gaensly - fotógrafo


Pateo do Collegio


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A HISTÓRIA E A REVOLUÇÃO FRANCESA

Jules Michelet (1798-1874)

Lucien Febvre (1878-1956)


A desagregação de um sistema muito bem articulado, como era o absolutismo na França, só foi conseguido através da Revolução Francesa que, por outro lado, teve, também, um papel decisivo na História.
A Revolução Francesa deu origem a um poderoso movimento intelectual liderado por alguns historiadores como: François Guizot (1787-1874), Augustin Thierry (1795-1856),  Adolphe Thiers (1797-1877) e Jules Michetet (1798-1874), entre outros.
Filho de um artesão gráfico, Michelet foi doutor em letras aos 21 anos. Em 1838,  entrou para os Arquivos Nacionais e começou a lecionar no Collège de France, onde seus cursos obtiveram enorme sucesso. 
À partir de 1825, publicou diversas obras, entre as quais: Introduction a L’histoire Universelle, onde expôs sua concepção de História. Após 1840, começou a pregar idéias democráticas e anticlericais. Preparou sua Histoire de la Revolution Francaise, que apareceu de 1847 a 1853. Retomou sua Histoire du XIXe siècle que, com sua morte, não pôde ser concluída.
A obra de Michetet fundamenta-se em uma documentação rigorosa. Ele não dissimula paixões: ódio aos reis e a Igreja, amor ao povo. Criticado pelos positivistas, contestado pelos partidários de Maurras e pelos Marxistas, Michetet foi reabilitado pela Escola dos Annales.
Segundo Lucien Febvre (um dos criadores da Escola dos Annales), “A História e o estado de espírito que ela devia engendrar nasceram desses grandes movimentos de fluxo e refluxo, que, na sua alternância, descobrem em nossa França ora praias secas, nuas, bem lavadas pelas ondas, banhadas de luz fria, igual e sem mistério; ora praias encharcadas de umidade...” 
Foi em fins do século XVIII, que este terreno fértil propiciou aos historiadores uma atmosfera encorajadora para que a História pudesse desabrochar. Assim, a Revolução Francesa agiu de duas formas na gênese da História: direta e positivamente e indireta e negativamente. Vamos ver como isto foi abordado por Febvre. Segundo ele, o que a Revolução fez foi fundamental e positivo à medida que promoveu o povo à dignidade de agente e de sujeito da História. Até então, e por muito tempo, o historiador era o mais fiel contador dos feitos dos reis, de suas vitórias, suas conquistas  etc, tornando a História unilateral, voltada para o  poder. Ao historiador cabia escrever para agradar à classe dominante.  
Durante a Revolução Francesa pessoas comuns e anônimas emergiram da massa como: Roland, Desmoulins, Danton, Robespierre e outros. Até o pequeno Bonaparte. Nesta fase não houve usurpação do trono e nem substituto do rei, mas, sim, a nação tomando o poder na França. Febvre faz grande apelo ao nascimento da nação que, em 1789, com o desmoronamento do absolutismo, assumiu a qualidade de sujeito da História.
Assim, a Revolução Francesa constituiu uma nova ideologia que fez perecer o Antigo Regime e promoveu a Nova História. Mesmo quando pensa em Voltaire e nas suas obras, Febvre sugere que os moldes eram ainda tradicionais, quando a glória não era dos povos, mas dos déspotas esclarecidos, seus amigos. Além disso, a ironia que marcava a sua obra e o seu nada modesto comportamento sufocou-lhe a inteligência.
Como a Revolução Francesa agiu indireta e negativamente? Febvre explica: Quando há uma revolução rompemos com o passado. E como este estava mal sedimentado na consciência dos homens daquela época, houve esta ruptura. Exemplificando: Logo após a decaptação de Luis XVI, supõe-se que todos já haviam esquecidos os Bourbons na França. As gerações entre 1780 e 1800 foram bastante sacrificadas. A ruptura com o Antigo Regime reprimiu qualquer manifestação relacionada ao passado. O silêncio era a palavra de ordem. Temos, finalmente, após esse período, a geração que, em 1815,  criou a História Nova.
Edgar Quinet, historiador francês, cita as dificuldades que sofreu quando, em sua infância e juventude, se reportava ao passado, na escola e na família. Todos eram obrigados a conviver com o silêncio em um período em que a tradição nas famílias era oral e a cultura era quase inexistente. Os pais preparavam os seus filhos para serem recrutados para o exército de Napoleão. Até que um dia, a derrota de Waterloo, fez a França, novamente, e com mais força, ser sacudida. Foi a mais fecunda e radical de todas as revoluções do século XIX.  No pós-Waterloo vemos, naquele “fluxo e refluxo” da  História, outro período propício para um novo renascimento de gênios, homens de talentos e conseqüentemente da História.

Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
São Paulo, 2004.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

EXPOSIÇÃO NA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA

Josias Cavalcante, Ana Margarida e Antero Coelho
Dr. Josias Cavalcante

       No dia 11 de janeiro de 2012, quarta-feira passada, o Dr. Josias Sampaio Cavalcante apresentou na Academia Cearense de Medicina a seguinte exposição: "Evolução e Controle do Tabagismo no Estado do Ceará".
Com brilhantismo ele deu uma idéia geral do que foi a luta contra o tabagismo em nosso Estado, dos seus primórdios até os dias atuais. Parabenizo-o, não só pela brilhante exposição, como, também, por sua dedicação e pioneirismo no combate ao tabagismo em nosso Ceará.
Amanhã, dia 14 de janeiro de 2012, de 11:00 às 12:00, estaremos, eu e o Dr. Josias, participando do Programa “Novas Idades”, comandado pelo Dr. Antero Coelho e Dr. João Macêdo Coelho Filho, na Radio Universitária FM 107.9.
O programa, que difunde a saúde e qualidade de vida para que as pessoas atinjam uma longevidade ativa, criativa e saudável, abordará o tema tabagismo.