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| Olympe de Gouges |
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| Madame Curie |
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| Berta Lutz |
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| Simone de Beauvoir |
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| Maria Luiza Fontenele |
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| Rosa da Fonsêca |
Em 1791, na França, Théroigne de Méricourt e Marie Olympe de Gouges ousaram lutar
pelos direitos da mulher. Historicamente foram as primeiras feministas e deram
origem ao movimento que ganhou adeptas (os) no mundo inteiro. Marie Olympe de Gouges escreveu, em
1791, a declaração dos direitos da mulher. Ambas tiveram um fim trágico. Gouges foi decapitada por Robespierre,
durante a Revolução Francesa, e Méricourt
enlouqueceu.
Em 1832, a francesa Jeanne Villepreux, apaixonada por ciências naturais, criou o
primeiro aquário e tornou-se mãe da biologia marinha.
Em 1849, nos Estados Unidos, Elizabeth Blacwell tornou-se a primeira mulher médica (medicina moderna) da história.
Sempre as mulheres desempenharam o papel de cuidadoras e foram médicas sem
diplomas.
Em 1851, na França, Marie Angélique Duchemin foi a primeira
mulher a receber a comenda Chevalière de
la légion d’Honneur. Em 1884, na França, Madeleine Brès foi a primeira mulher a receber o direito de ensinar
na Sorbonne.
Em 1893, na Nova Zelândia, as
mulheres conquistaram o direito ao voto.
Em 1903, na França, Marie Curie foi a primeira mulher a
ganhar o Prêmio Nobel de Física.
Em 1904, no Canadá, Marie Sirois foi a primeira mulher a
obter um diploma universitário em literatura.
Em 1905, na Austria, Bertha Von Suttner foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel da
Paz.
Em 1907, nos Estados Unidos, Kate Barnard foi a primeira mulher
eleita ao parlamento de Estado.
Em 1908, na França, Mme Decourcelle foi a primeira motorista
de taxi.
Em 1909, na Suécia, Selma Lagerlöf foi a primeira mulher a
ganhar o Prêmio Nobel da Literatura.
Em 1909, na França, Lily Laskine foi a primeira mulher
instrumentalista da orquestra da Opéra de
Paris. Os homens ameaçaram fazer uma greve, em protesto.
Em 1910, na Espanha, as mulheres
ganharam o direito de acesso às universidades.
Em 1910, na França, Elise Deroche, foi a primeira mulher a
obter um brevet de piloto de avião.
Em 1911, na Grã-Bretanha, Elanor Davies Colly foi a
primeira mulher cirurgiã.
Em 1911, em Portugal, as mulheres
puderam tornar-se funcionárias públicas.
Em 1922, no Brasil, Berta Lutz e
Nísia Floresta fundaram a Federação
Brasileira pelo Progresso Feminino. Essa instituição lutou pelo voto feminino e
pelo trabalho das mulheres, sem autorização dos maridos, entre outras
bandeiras. Elas foram consideradas pioneiras do feminismo no Brasil.
Os dois primeiros estados brasileiros
a legalizarem o voto feminino foram: Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Em 25 de novembro de 1927, no Rio Grande do
Norte, Celina Guimarães Viana deu entrada em uma petição requerendo a inclusão
de seu nome no rol dos eleitores. Tornou-se a primeira mulher a ter o direito
de voto, no Brasil.
Em 1933, o código eleitoral estendeu
o referido direito às mulheres brasileiras.
Na década de 1960, o feminismo
eclodiu na Europa e Estados Unidos, respaldado por Simone de Beauvoir com seu livro o Segundo Sexo, e pela rebelião
das mulheres americanas que queimaram sutiãs em praça pública, em Nova York.
No final da década de 1970, no Ceará,
foi criada a União das Mulheres Cearense (UMC) para lutar pela emancipação da mulher aguilhoada, objetivando elevá-la à condição da dignidade humana. Dentre
as pioneiras, destaco: Rosa da Fonsêca, Maria Luiza Fontenele e Célia Zanetti. Tive a honra de participar da UMC, ao lado de
Nilze Costa e Silva, desde os seus primórdios. Assim, contribuimos pela libertação das
mulheres sufocadas pela opressão machista e pelos sistemas sociais retrógrados.
Ana Margarida Furtado Arruda
Rosemberg
Fortaleza, 8 de março de 2012.