sexta-feira, 30 de maio de 2025

REPÚDIO À DEMOLIÇÃO DA ESTÁTUA DO COMENDADOR ANANIAS ARRUDA


DEMOLIÇÃO  DA ESTÁTUA 

Por: Eurico Flávio Távora Arruda  e Beatriz Melo  Arruda 

A demolição da estátua do Comendador Ananias Arruda, maior benfeitor de Baturite, e’ uma profunda desconsideração pela história e a memória de nossa cidade.

Repudiamos , veementemente, tal decisão que apaga um símbolo de gratidão e reconhecimento a quem dedicou sua vida ao desenvolvimento e bem-estar da comunidade.

A estátua do Comendador Ananias Arruda não é apenas um monumento de pedra mas representa a materialização  de um legado de um indivíduo que com sua visão e esforço contribuiu imensamente para a Baturité,  de hoje.

A história não pode ser apagada ou reescrita por decisão arbitrária. 

Eurico Arruda e Beatriz

quinta-feira, 29 de maio de 2025

O ASSASSINATO DO MONSENHOR SIBOUR - ÉGLISE SAINT-ÉTIENNE-DU-MONT

 O ASSASSINATO DO MONSENHOR SIBOUR (1857)

Marie-Dominique-Auguste Sibour (1792–1857), Arcebispo de Paris, ficou conhecido por ter sido assassinado dentro da igreja Saint-Étienne-du-Mont, pelo padre Jean-Louis Verger (1826-1857).

No dia 03.01.1857, durante uma celebração religiosa, Verger se aproximou do arcebispo e o apunhalou.

A motivação do crime foi Verger se opor ao dogma da Imaculada Conceição, proclamado pelo Papa Pio IX.

Rapidamente preso e julgado, Verger, um padre rebelde, conhecido por sua oposição às doutrinas papais, não demonstrou arrependimento e defendeu seus atos com veemência.

Condenado à morte, foi executado na guilhotina, em 30.01.1857, menos de um mês após o crime que chocou profundamente a França e causou grande comoção.

O fato evidenciou uma crise dentro do clero e expôs as tensões entre o ultramontanismo (obediência ao Papa) e setores mais nacionalistas da Igreja.

Uma das 767 placas de bronze “Histoire de Paris”, espalhadas pela cidade, encontra-se em frente à Igreja “Saint-Étienne-du-Mont” e faz alusão ao assassinato.

A Igreja, mesmo com o triste episódio que manchou de sangue sua história, não perdeu o brilho e ostenta o único coro monumental (1545) da cidade-luz, a caixa de órgão mais antiga de Paris (163), restos mortais de Santa Genoveva, padroeira da cidade, e uma notável coleção de vitrais do século XVII.

Vale a pena uma visita

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Paris. 29.05.2025



















Promenades de Margô - Paris - 2025 - parte 1







 








segunda-feira, 26 de maio de 2025

Paris - Église Saint-Étienne-du-Mont

Em Paris, a Igreja "Saint-Étienne-du-Mont", localizada na Praça "Sainte-Geneviève", perto do Panteão, é uma joia da arquitetura que combina os estilos gótico flamejante e renascentista.

Ela  abriga os restos mortais de Sainte-Geneviève, a padroeira de Paris, e dos franceses: Blaise Pascal, matemático, físico e filósofo e Jean Racine, dramaturgo.

A igreja foi construída entre 1492 e 1626, no local da antiga abadia de Sainte-Geneviève, fundada por Clóvis no século VI.

Seu Coro-Alto é  um tesouro  arquitetônico esplendoroso.

A Igreja ficou famosa depois que Woody Allen filmou algumas cenas do filme "Meia-Noite em Paris" em suas escadarias.

Vale a pena uma visita 

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Paris, 23.05.2025































segunda-feira, 19 de maio de 2025

Escultura de Gilgamesh no Louvre-Paris




A Epopeia de Gilgamesh, poema épico escrito em acádio, cerca de 18 séculos a.C, de um valor histórico e literário inestimável, é considerada a mais antiga obra literária da humanidade. 

O tema principal é a amizade entre dois homens, duas figuras masculinas potentes, Gilgamesh e seu duplo Enkidu.

Acredita-se que Gilgamesh teve existência histórica. Ele foi rei da primeira dinastia de Uruk, centro urbano importante no Sul da Mesopotâmia, próximo ao Golfo Pérsico, no período proto-dinástico, por volta de 2750 a 2600 a. C.

 Na “Epopeia”, Gilgamesh, filho de um rei e de uma deusa, é apresentado como o maior dos reis, sendo 1/3 divino e 2/3 humano.

Além do tema da amizade o outro tema da “Epopeia” é o da morte. Gilgamesh enfrenta o drama da morte ao perder seu grande amigo, Enkidu.

A “Epopeia’ não tem título e segue a regra da literatura oriental, sobretudo a da Mesopotâmia, que é a inexistência de títulos. O título foi dado pelos estudiosos posteriormente.

Uma das versões da “Epopeia’ foi encontrada nas escavações da cidade de Nínive, antiga capital do Império Assírio, no período de Assurbanipal, 613 a. C. Foram encontrados 11 tabletes cuneiformes, com 2500 a 3000 versos. Esta versão é atribuída a Sin-léqi-unnínni (séc. XIII a.C.).

A tradução da obra é atribuída ao trabalho realizado por Henry Rawlinson e George Smith, que se dedicaram ao estudo e deciframento da antiga obra suméria. 

A parte final do épico mostra a reação de Gilgamesh diante da morte de Enquidu. Gilgamesh busca a imortalidade e faz uma longa e perigosa jornada para descobrir o segredo da vida eterna. Para isso, ele consulta Utnapistim, o herói imortal do dilúvio.

Depois de ouvir Gilgamesh, o sábio diz:

“A vida que você procura nunca encontrará. Quando os deuses criaram o homem, reservaram-lhe a morte, porém mantiveram a vida para sua própria posse.”

 Paris, 17.05. 2025

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terça-feira, 13 de maio de 2025

A Exposição Temporária do Louvre - REVOIR CIMABUE- Aux Origines de la Peinture Italienne






A INSÓLITA HISTÓRIA DO QUADRO DE CIMABUE - O escárnio  de Cristo 

 Uma das obras de arte da exposição  temporária  do Louvre: “Revoir  Cimabue – aux origines de la peinture italienne” é um pequeno  quadro de, aproximadamente, 25,8 X 20,3 cm, denominado “La Désirion de Christ” (O escárnio de Cristo).

A história  desse quadro é insólita. Em 2019, na cidade de Compiègne, no norte da França, uma senhora de 90 anos, ao preparar a venda de sua casa, convidou uma avaliadora para examinar seus pertences. 

Entre os objetos, havia um pequeno quadro pendurado na cozinha, que a proprietária acreditava ser uma simples imagem religiosa de origem russa.

 No entanto, a avaliadora suspeitou que se tratava de uma obra de grande valor e encaminhou-a para especialistas em Paris.

Após análises detalhadas, incluindo exames por infravermelho, a pintura foi atribuída ao florentino Cenni di Pipo (1240-1302) conhecido  como  Cimabue, precursor  do renascimento. 

A obra, intitulada “O escárnio de Cristo”, faz parte de um díptico que retrata cenas da Paixão de Cristo. 

Em novembro  de 2023,  o Museu do Louvre adquiriu a pintura, após a mesma ter sido leiloada por 24 milhões de euros.

Reconhecendo a importância cultural da obra, o governo francês  classificando-a como tesouro nacional,  garantindo que ela permanecesse na França e fosse acessível ao público.

Este episódio evidencia como obras-primas podem ficar ocultas em locais inesperados. Há  vários casos na história  da  arte.

ana margarida furtado arruda rosemberg 

Paris, 13 de maio  de 2025


Abaixo,  a transcrição desse painel 

UM TESOURO NACIONAL ADQUIRIDO PELO LOUVRE 

Após sua descoberta e venda em 2019, "A Zombaria de Cristo", de Cimabue, foi classificada como um tesouro nacional. Graças a esse procedimento, o Museu do Louvre o adquiriu em 2023 e o revela ao público aqui pela primeira vez, após sua restauração. A pintura, uma das mais inventivas de Cimabue, retrata o momento em que Cristo, com os olhos vendados, é atingido por seus agressores que lhe gritam: Profetiza! Quem bateu em você? > Cimabue enfatiza a humanidade dos personagens vestidos à moda do século XIII. Seus músculos tensos são pintados com precisão, acentuando a impressão de violência e movimento que emerge da cena, projetada para mover. Esta obra pertenceu a um díptico do qual dois outros painéis são preservados hoje, a Petite Maestà (Londres, National Gallery) e A Flagelação de Cristo (Nova York, Frick Collection). Estudos científicos realizados no Centro de Pesquisa e Restauração dos Museus Franceses (C2RMF) confirmaram que pertencem ao mesmo grupo e mostraram que a Maestà e a Zombaria de Cristo foram originalmente pintadas na mesma placa.