Ppublicado no Jornal do Médico
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OS
PIONEIROS DA CADIOLOGIA CEARENSE
Antônio Jorge de Queiroz Jucá (1915-1965),
A
história da cardiologia cearense teve início com o dr. Antônio Jorge de Queiroz
Jucá (1915-1965), discípulo de Paul Dudley White, M. D., Professor de medicina
da Harvard Medical School.
Em
julho de 1951, o dr. Antônio Jucá, representante da Regional do Ceará da
Sociedade Brasileira de Cardiologia–SBC, realizou, em Fortaleza, a “8ª Reunião
Anual da Sociedade Brasileira de Cardiologia”. Essas reuniões, que ocorreram de
1944 até 1954, passaram, a partir de 1955, a ser chamadas de “congressos”.
A
dra. Glaura Férrer, que foi aluna do Prof. Antônio Jucá, teve papel relevante
na história da “Sociedade Cearense de Cardiologia”. Em julho de 1962, ela foi
eleita, durante o Congresso de Cardiologia, em Belo Horizonte, representante regional
da “Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) no Ceará, por um período de dois
anos, sendo reconduzida ao cargo várias vezes.
Os
primeiros cardiologistas foram: Antônio Jorge de Queiroz Jucá, Célio Brasil
Girão, Francisco Edgardo Saraiva Leão, Francisco de Paiva Freitas, Francisco
Edson dos Santos Monteiro, Geraldo Wilson Gonçalves, Heládio Feitosa de Castro,
Haroldo Gondim Juaçaba, Hélio Vieira de Souza, José Murilo de Carvalho Martins,
José Edísio da Silva, Jurandir Picanço, José Carlos Ribeiro, Luiz Carlos
Fontenele, Newton Teófilo Gonçalves, Raimundo Hélio Cirino Bessa e M. Pinto.
A
Sociedade Cearense de Cardiologia-SCC foi criada em 27/06/1972 durante uma
reunião no então “Centro Médico Cearense”. A primeira diretoria, eleita para um
mandato de dois anos (1972 e 1973), era assim composta: Presidente – Glaura
Férrer; Vice-presidente – Eduardo Regis Jucá; 1º Secretário - Francisco Edgardo
Saraiva Leão; 2º Secretário – Francisco Waldeney Rolim; 1º Tesoureiro –
Raimundo Hélio Cirino Bessa; 2º Tesoureiro – Francisco Martins Ferreira Filho;
Diretor de Publicações e Assuntos Científicos – José Nogueira Paes Junior.
Em
julho de 1973, a SCC realizou em Fortaleza o XXIX Congresso Brasileiro da SBC, tendo
como presidente a dra. Glaura Férrer.
Segundo
o dr. João Martins, na década de 1950, o Prof. Newton Gonçalves, realizou, “a
céu fechado”, auxiliado pelos colegas Haroldo Gondim Juaçaba e Paulo de Melo
Machado, a desobstrução de uma válvula mitral estenosada.
Newton
Gonçalves entrou para a história da cardiologia cearense como o primeiro
cirurgião a operar coração sem circulação extracorpórea. Na mesma década, o dr.
Wilson Jucá, irmão de Antônio Jucá, operou alguns pacientes com estenose mitral
na Casa de Saúde César Cals e na Assistência Municipal, auxiliado pelo jovem
estudante de Medicina, César Gondim.
Em
1959, o dr. Haroldo Juaçaba, um dos três primeiros médicos que iniciaram no
Ceará a cirurgia cardíaca, montou na Faculdade de Medicina um “Laboratório
Experimental de Cirurgia Cardíaca”, com o auxílio do então estudante de
medicina, Régis Jucá.
Em
1967, foi realizada no hospital César Cals a primeira cirurgia cardíaca com
circulação extracorpórea. A paciente, portadora de estenose mitral, foi operada
pelo Prof. Adib Jatene, auxiliado por seus dois ex-residentes, Maurício e
Petrola. A perfusão foi feita pelo dr. João Evangelista.
Em
agosto de 1968, o dr. Régis Jucá, ao voltar de treinamento em grandes centros
de cirurgia cardíaca nos Estados Unidos, aliou-se à equipe de cirurgia cardíaca
da César Cals, dando grande contribuição ao desenvolvimento da cirurgia
cardíaca em nosso Estado.
ana
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Fortaleza,
8 de agosto de 2023