segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

A Adoração dos Pastores

 Postado no Jornal Médico . Link, abaixo

https://jornaldomedico.com.br/2022/12/a-adoracao-dos-pastores/



A Adoração dos Pastores (L'Adoration des bergers) é um óleo sobre tela (107 x 131 cm), de 1645, do pintor francês Georges de La Tour (1593-1652).

O tema é baseado no episódio do “Evangelho Segundo São Lucas”, em que os pastores, depois de receberem dos anjos a mensagem de que o Messias tinha nascido, foram à Belém presenteá-lo e reverenciá-lo.

Na cena retratada, os pastores, Maria e José cercam o Menino Jesus. Um cordeiro mastiga um raminho das folhas oferecidas ao Menino. Não há burro nem boi. A realista cena evidencia um crepúsculo causado pela luz de uma vela na mão de São José.

Ao fundo, o pastor e a pastora trazendo presentes são simétricos em relação à figura do pastor sorridente visto de frente, que segura uma flauta e leva a mão ao chapéu – um gesto e respeito para com Jesus. Em primeiro plano vemos: à direita a figura de São José; à esquerda a Virgem em oração, de mãos postas; no centro, a Criança enfaixada.

Os pastores estão com roupas contemporâneas do pintor; a virgem com um manto vermelho, como era comum ser retratada, e José carrega a luz, símbolo da verdade.

A adoração dos pastores é representada na História da arte por pintores famosos, como: Caravaggio (1571-1610), El Greco (1541-1614), Giorgione (1477-1510), entre outros.

Esta magnífica obra de arte pode ser apreciada na sala 912, da Ala Sully, do Museu Louvre-Paris

 

Fortaleza, 24 de dezembro de 2022

ana margarida furtado arruda rosemberg

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

BREVE HISTÓRIA DA MEDICINA ESTÉSTICA

Publicado no Jornal do Médico -  dezembro de 2022



Descrição:

Busto de Nefertiti

Material: calcário e estuque

Data: 1345 a.C. (Egito Antigo)

Exposição: Museu de Berlim-Alemanha

 

A história da Medicina Estética remonta à origem das civilizações. Desde a Antiguidade, em todas as épocas, a preocupação com a aparência foi uma constante. 

Cerca de 2000 a.C., surgiram os tratamentos estéticos com a depilação. Os notáveis da Babilônia depilavam o queixo com pinças de bronze e usavam barba postiça, atributo dos deuses.  

Em túmulos egípcios foram encontrados objetos, como: pinças, navalhas, instrumentos (sondas, curetas, agulhas, bisturis). Isto evidencia a preocupação que os povos da Antiguidade tinham com a aparência.

A civilização egípcia perseguia a beleza para afirmar a boa saúde e a pureza da alma. As mulheres egípcias, de todos os estratos sociais, usavam óleo corporal, maquiagem refinada e a depilação era comum entre homens e mulheres.  

O “Busto de Nefertiti”, hoje exposto no Museu de Berlim, uma escultura de calcário, pintada no século XIV a.C., retrata uma mulher muito bem maquiada. Esposa de Akhenaton, faraó egípcio da XVIII dinastia, Nefertiti tornou-se um arquétipo da beleza feminina.

Na Grécia Antiga, a força e a beleza estavam presentes no pensamento grego. Não havia separação de remédios e cosméticos. Os cuidados com a depilação eram difundidos em todos os estratos da sociedade.

Na Roma Antiga, Galeno, século II d.C., considerado o pai dos farmacêuticos (La Galénique) criou os primeiros cremes para empalidecer o rosto. Galeno estava interessado na depilação, bem como no tratamento dos sinais de envelhecimento da pele e do cabelo.

Na Idade Média, no final das Cruzadas, generalizou-se a depilação, prática que reproduzia os usos emprestados das populações conquistadas.

No Renascimento, época marcada pelas grandes descobertas, houve o desenvolvimento dos cosméticos.

No século XVIII, século da sofisticação, os perfumes, sabonetes perfumados, maquiagem, uso da madeira para alargar os quadris e das cabeleiras enormes entraram na moda.

No século XIX, a medicina progrediu com o modelo anátomo-fisiológico. A cirurgia reconstrutiva tornou-se realidade com o cirurgião berlinense Dieffenbach (1792-1847), inventor da rinoplastia cirúrgica, com a colocação de uma placa na ponte nasal para corrigir narizes machucados pelas vítimas das guerras napoleônicas.

No século XX, após a Primeira Guerra Mundial, desenvolve-se a cirurgia estética. Houve, também, disseminação das técnicas de correção de rugas, com: silicones, injeções de gordura autóloga e ácido hialurônico. O laser depilatório desenvolveu-se a partir de 1970. No final dos anos 90, a toxina botulínica entrou na moda.

A Medicina Estética foi criada na década de 1970, na França, e, depois, organizada em vários cursos de pós-graduação, sendo o primeiro o Colégio Internacional de Medicina Estética (CIME Paris) e outro reconhecido pelo Conselho Nacional da Ordem dos Médicos: Morfológicos e Anti- Medicina do Envelhecimento.

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Fortaleza, 12 de dezembro de 2022

 

 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

NOITE DE AUTÓGRAFOS - JOSÉ MARIA BONFIM - OS TRAJANOS

Ocorreu ontem,14.12.2022, quarta-feira, às 19h30, na Clínica Trajano Almeida, em Fortaleza-CE, o lançamento do livro de José Maria Bonfim, "OS TRAJANOS - desatando auroras e mourejando saudades".
Editado pela Expressão Gráfica, o livro foi apresentado pelo Professor Dr. Welington Alves e Dr. João Martins (prefaciador da obra).

Abaixo, registro de momentos do evento em fotos e vídeos.

































quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

HERMAFRODITO

 Publicado no JM

https://jornaldomedico.com.br/2022/12/hermafrodito/

Descrição:
Hermaphrodite endormi – Hermafrodito dormindo 
Século II d.C.
Cópia da escultura grega atribuída a Polyclès (c. 150 a.C.).
Louvre-Paris

 HERMAFRODITO

Reza a mitologia grega que Hermafrodito, fruto do romance adúltero entre Hermes, deus mensageiro, e Afrodite, deusa do amor, herdou, além da beleza de sua mãe, a fusão dos nomes de seus pais.

Criado no monte Ida (Troade) pelas ninfas das florestas de Frígia, tornou-se um jovem de uma beleza exuberante. Com 15 anos, partiu para descobrir o mundo e seus passos levaram-no à Ásia Menor.  

Um dia, quando estava em Caria, descobriu uma bela fonte perto de Halicarnasso e resolveu banha-se. A ninfa Salmacis, a náiade da fonte, apaixonou-se por ele. Sem conter sua louca paixão, ela o abraçou, mas foi rejeitada.  Inconsolada, Salmacis implorou a Zeus que unisse seus corpos para sempre. Seu desejo foi atendido e os dois se tornam um único ser, bissexual, masculino e feminino, dotado de ambos os sexos.   

O mito de hermafrodito retrata a experiência de sermos, ao mesmo tempo, masculino e feminino, inteiros e completos; representa as polaridades dos opostos dentro de uma personalidade. A partir do nascimento, todos esses opostos lutam dentro de nós e moldam a nossa personalidade.  

Em “Metamorfoses”, Ovidio (43 a.C. 18 d.C.), poeta latino, descreve: 

“Linda criança, ela disse a ele, eu acredito que você é um mortal? você é deus Se fores, sem dúvida vejo o Amor, ou, se é a um mortal que deves o dia, ah! como sua mãe está feliz! que feliz seu irmão e sua irmã, se você tem uma irmã! feliz de novo a enfermeira que te deu o peito! mas feliz acima de tudo, e mil vezes feliz aquele a quem o casamento tornou seu companheiro, ou aquele que você achará digno desta felicidade! Se a sua escolha já está feita, ao menos permita que um pequeno furto seja o preço da minha chama; e se sua mão ainda puder se entregar, oh! deixe-me ser sua esposa e realizar todos os meus desejos!” (Metamorfoses IV, 310)

No Louvre-Paris há uma bela escultura do século II d.C., “Hermaphrodite endormi” – “Hermafrodito dormindo”.  Em 1619, Bernini esculpiu o colchão sobre o qual o mármore antigo é colocado. Há outra versão, em Roma, “Hermafrodito Borghese” cópia romana de uma estátua helenística restaurada, em 1619, por Bernini a pedido do Cardeal Borghese.

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Fortaleza, 9 de dezembro de 2022

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

O SURGIMENTO DO COSMOS E DEUSES DA MITOLOGIA GREGA (2ª PARTE)

 Publicado no Jornal do Médico

Link, abaixo

https://jornaldomedico.com.br/2022/12/o-surgimento-do-cosmos-e-deuses-da-mitologia-grega-2a-parte/

  1. Descrição Técnica            
  2. Autor –      Francisco de Goya (1746-1828)        
  3. Título - Saturno devorando um dos seus filhos
  4. Data – 1819/23
  5. Técnica – óleo sobre tela 
  6. Dimensões – 146 x 83 cm

       Localização Museu do Prado- Madrid

O SURGIMENTO DO COSMOS E DEUSES DA MITOLOGIA GREGA (2ª PARTE)

Após destronar Urano, ao decepar seus órgãos genitais e lançá-los ao mar, Cronos (Saturno na mitologia romana) libertou seus irmãos Titãs, que estavam aprisionados nos grotões da terra e lançou nas profundezas do Tártaro seus irmãos disformes, os Ciclopes e os Hecatônquiros.

Cronos, o mais jovem dos Titãs, pertencente a primeira geração de deuses, passou a reinar sobre a Terra; casou-se com sua irmã Reia e com ela gerou seis filhos: três mulheres: HéstiaDeméter e Hera e três homens: Hades, Poseidon e Zeus.

O reinado de Cronos foi tão tirânico quanto o de seu pai. Com medo de ser destronado por um de seus filhos, por causa da maldição de um oráculo, Cronos os engolia ao nascerem. A única exceção foi Zeus, salvo por sua mãe Reia com ajuda de sua avó Gaia. Ao parir Zeus, Reia deu ao Cronos uma pedra (a pedra de onfalo), enrolada em um pano, que ele engoliu sem perceber.   


Para Cronos não descobrir, Reia escondeu Zeus numa caverna no monte Ida, em Creta. Segundo uma das versões do mito, Zeus foi amamentado pela cabra Amalteia; em outra versão, ele foi criado pela ninfa Adamanteia e, ainda em  outra, ele foi criado por sua avó, Gaia.

Urano foi destronado pelo próprio filho, Cronos, que o emasculou na hora da cópula com Gaia, sua mãe. Cronos, por sua vez, foi destronado por seu filho, Zeus, com ajuda da Titânide Métis, que se tornaria sua primeira esposa. Ela deu a Cronos uma bebida emética que o fez regurgitar, primeiro a pedra e, depois, todas as crianças engolidas. Assim, Zeus conheceu seus irmãos, Hades e Poseidon, e suas irmãs: Héstia, Deméter e Hera (terceira e última esposa de Zeus).

Em seguida, Zeus libertou seus tios, os irmãos gigantes de Cronos: três Hecatônquiros e três Ciclopes, que estavam aprisionados nas profundezas do Tártaro. Com ajuda deles, Zeus iniciou uma guerra contra Cronos e os demais Titãs: a Titanomaquia (Primeira Guerra Mundial).

Após a vitoriosa batalha contra os Titãs, Zeus assumiu o trono de rei dos deuses e dividiu o mundo com seus irmãos mais velhos, Poseidon e Hades: Zeus ficou com o céu e o ar, Poseidon com as águas e Hades com o mundo dos mortos.

Zeus deu origem a geração dos deuses olímpicos e foi o deus mais poderoso do panteão grego.

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Fortaleza, 2 de dezembro de 202