quarta-feira, 8 de julho de 2026

76 Voltas em torno do Astro-Rei - Ana Margarida - Paris - 07.07.2026

 

































Mensagens
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Ao vivo 
Jana e Dani
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parabens mamae!
Daniel
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Herdei dela boa parte das características com as quais mais me reconheço: 

o amor pelos livros, um romantismo incorrigível, a dedicação ao trabalho, a coragem de desbravar o mundo, o deleite pela boa música buarqueana (perdoem-me os relativistas, mas existe música boa, sim).

Outras qualidades sigo tentando absorver, com a convivência inspiradora: 

o vasto conhecimento, a determinação, a generosidade.
Liana 
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Existem no mundo pessoas espenciais pelas qualidades morais, pela busca do perfeito, pelo amor as artes.

Você é uma delas.

Tenho muito orgulho de fazer parte de sua vida como prima irmã.

Feliz aniversário!

Que o Divino lhe proteja sempre com saúde e paz.

Bjos

Níobe

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Aninha,

Já passa de meia-noite . Chegou o seu DIA! VIVA!!!

Vejo-a muito feliz, de volta ao seu segundo  "ninho" ( o primeiro é o Brasil!) após uma imersão cultural pela bela Itália!

Isso é um presente incrível que você se dá a cada ano. É  saber viver a vida com plenitude !Parabéns, querida amiga! Que você tenha um dia lindo e feliz , cercada de familiares  e das  mais belas obras de arte  do planeta .

Você é uma OBRA DE ARTE de carne  e osso  que enche a nossa alma de felicidade , de tê-la como amiga . Um beijo muito especial !🎂🥂♥️

Angela Uchôa

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CHÈRE COUSIN-SOEUR ANA.

JOYEUX̌ ANNIVERSAIRE!

NOUS TE SOUHAITONS UNE LONGUE BEAUCOUP DE SANTÉ, DE PAIX ET TOUT LE  BONHEUR DE MONDE. ON T'ENVOLVE UNE ÉNORME BIS, DE TON COUSIN-FRÈRE, LUÍS ACHILLES E ISABEL.

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Bom dia, Ana. Meus parabéns por todos esses tantos anos de vida vivida com tanta alegria de viver. Você é exemplo de quem encontrou alegria onde ela realmente se encontra: na arte. Parabéns! Adoro seus vídeos.

Marcos/Graça

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Hoje é dia de cantar parabéns para a nossa querida irmã Ana Margarida. A ela, os votos de feliz aniversário e muitas felicidades.

R. Luiz

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Parabéns 🌹 querida irmã Ana! Muitos anos de vida com saúde e paz. Deus te abençoe sempre. Feliz aniversário ❤️

Clêide

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Parabéns  Ana querida feliz aniversário.  Deus abençoe ricamente com muita saúde e paz!👏🎂🎂🥳🥳🧁🧁❤️❤️

Fátima

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Parabéns minha querida irma Ana! Muitas felicidades, saúde e paz! Que Deus lhe cubra de todas as bençãos!

Carminha

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Parabéns,  querida irmã Ana, feliz aniversário com as bênçãos de Deus.

Lúcia

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Parabéns, Ana,  muitas felicidades e saúde

Luis da Goretti

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Feliz aniversário querida irmã Ana!Continue por muitos e muitos anos sendo um farol irradiando conhecido e sabedoria!Sob as bençãos de Deus muita paz,prosperidade e saúde!Parabens!!!!👏👏👏👏👏👏👏♥️♥️♥️♥️♥️

Goretti

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Parabéns minha  querida irmã Ana. Desejamos-lhe muita saúde, paz, felicidade e vida longa. Que você continue sendo a mestra iluminada sobre a arte que amamos.Deus te abençoe! Feliz aniversário! 🎂🎂🍾🍾🍷🍷🍡🍡🍚🍚💐💐🙌🙌❤️❤️👏👏👏

Angela

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Feliz aniversário, querida Ana Margarida.

Que felicidade você tem de poder comemorar mais um ano de vida com parte dos seus familiares na sua amada Paris.

Marcelo Gurgel

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[13:14, 07/07/2026] Marcelo Gurgel: Querida Ana, para você meu afetuoso abraço de parabéns pelo aniversário natalício, acompanhado de votos de que tenha muitos mais com bastante saúde e felicidades. Djacir Figueirêdo Aqui ou em Paris

Sinta-se muito feliz

Tenha saúde paz e melodia 

Neste seu melhor dia! O Luiz escreveu:

 

Aqui ou em Paris

Sinta-se muito feliz

Tenha saúde paz e melodia 

Neste seu melhor dia!

 

Eu acrescento, mantendo a mesma linha;

 

Seja perto ou longe daqui,

Sorria sempre por ti!

Traga no peito amor e alegria

Nesta data de magia!

 

Aos poetas da Academia, segue uma provocação: acrescente mais um, e tão somente um, verso, mantendo a mesma melodia e tema. Ao final o Luiz, que abriu a louvação, fará a compilação e dará nome à poesia. ‎<Mensagem editada>p

[13:15, 07/07/2026] Marcelo Gurgel: Parabéns confreira Ana Rosenberg, saúde, paz e felicidade. Estimada confreira Ana Margarida, abraço muito fraterno na passagem de seu natalício, com votos de vida longa e saudável, paz de espírito e harmonia familiar. Parabéns, Ana Margarida

Saúde, paz e todas as realizações.

Acadêmicos ACM

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[17:27, 07/07/2026] Marcelo Gurgel: Votos de um dia feliz ! Parabéns.! Prezada Confreira Ana Margarida parabéns pelo transcurso do seu aniversário com votos de saúde e felicidades. João Evangelista e Zélia. Para a querida confreira Ana, meus parabéns pela passagem do seu aniversário natalício. Que seja seu presente e futuro de muita paz, saúde e prosperidade.

[17:28, 07/07/2026] Marcelo Gurgel: Lucia Zélia e H Leal

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Bonjour chérie.

Je t’embrasse très affectueusement pour ton anniversaire.

Deus te conserve essa criatura ética e solidária, que consigas realizar teus objetivos e sonhos, mantendo essa postura exemplar de vida. Com toda minha amizade, consideração e respeito.

Nada melhor hoje do que um bom vinho francês 🍷🎂🍷

Helena Pitombeira

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Bonjour ma chèrie, je passe te souhaiter un joyeux anniversaire et j'espère que ta journée est remplie de joie. Bon déjeuner à la Closerie des Lilas! Je t'embrasse fraternellement, Heládio Feitosa.

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Este é o dia que o Senhor fez Aleluia Aleluia Aleluia!!!

Regozijamo-nos e alegremo-nos nele '

Parabéns Margot querida amiga Deus lhe abençoe grandemente com saúde da alma e do corpo.

Muitas felicidades e muitos anos de vida realizações de sonhos e projetos.

🙏🏽🙌🏾🎂🥂😘

Cidinha

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Bom dia, querida

Hoje, dia do seu aniversário, receba meu abraço carinhoso com boas vibrações, desejando alegrias, saúde, viagens, entusiasmo, escritos e conquistas!!

Vc é uma amiga preciosa!!

Vou esperar sua chegada para festejar nossos três aniversários!!

Marisa Biazoli

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[11:26, 07/07/2026] Naná Novo: parabéns, vovó!

[11:26, 07/07/2026] Naná Novo: te amo muito viu? Saudades

Naná

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[08/07, 17:08] PEPÊ: Oi, vovó!

[08/07, 17:08] PEPÊ: Feliz aniversário! ❤️

[08/07, 17:09] PEPÊ: Foi ontem, eu acabei confundindo que dia era ontem…

Pepê

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Que maravilha! Deve ser uma sensação incrível de poder estar num restaurante assim e poder sentir toda essa energia destes grandes seres humanos que deixaram um grande legado para o mundo.

Robston

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Parabéns, tia Ana!!! 👏🏻👏🏻🥳 Que esse novo ciclo que se inicia hoje seja repleto de saúde, paz e felicidade! E que a senhora conserve essa disposição para viajar e aprender por muito tempo! 🙏🏻 Já expressei antes, mas renovo aqui minha admiração. 🥰 Aproveite seu dia! Um beijo grande! 😘

Danielle

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Confreira Ana Margarida, grande abraço de parabéns, celebre a vida, saúde e vida longa

Fernando Melo

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[08:10, 07/07/2026] Tio Eurico: Bonjour, ANA MARGARIDA

[08:18, 07/07/2026] Tio Eurico: Parabéns feliz aniversário sobrinha querida Ana Margarida,  Deus te proteja e abençoe sempre com muita saúde e uma longa vida.

Tio Eurico

Parabéns Ana felicidades dos primos Pró e Mirtes

Parabéns, Ana! Muitas felicidades, saúde, viagens e bençãos de Deus! 🙏🏻🥂🎂

Patricia

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Parabéns amiga querida!!

Hj é o seu dia!

Mtas felicidades, saúde, paz e alegrias !

Deus te abençoe,proteja e ilumine sempre!!

Heloisa

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[14:18, 07/07/2026] Gabriel Duda Paiva: Parabéns tia Ana! Meu pai falou que hoje é o seu aniversário🙂

[14:18, 07/07/2026] Gabriel Duda Paiva: Muita saúde e energia pra senhora!

Gabriel do Duda

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Tia Ana!!! Bon jour

 

Passando aqui para desejar muitas felicidades pelo seu dia.

Que seja um dia muito especial e que Deus continue abençoando você e sua família sempre.

Duda

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[14:01, 06/07/2026] Ronald Teles Sobrames: Queridissima dra Ana Margarida Arruda Rosemberg, grande médica, escritora, historiadora, museóloga, e dona de um coração devoto ao amor de seu inexprimível amor [ dr Rosemberg - in memorian] lhe desejo vida longa, saúde plena ,e muitas venturas  por sua nova idade!Parabéns 🤍🔷🙏🏻Ronald Teles

[16:54, 06/07/2026] Ana Margarida Rosemberg: Muito  obrigada,  meu amigo 🥰🙏

[23:25, 06/07/2026] Ronald Teles Sobrames: É merecedora de todas as honras, felicidades e  saúde plena!!

Aguardando seu livro 🤍🤍🤍

Ronald Teles 

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Bom dia querida, parabéns pelo seu aniversário

Toni

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Parabéns pra você, querida  prima, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida! Feliz aniversário. 🎂👏🎁Deus te abençoe.🙌🙏⚘️♥️💋

Noemi prima

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Parabéns, Tia Ana!

Que os seus dias sejam repletos de muitas alegrias, felicidades e saúde.

Muitas felicidades!

Que Deus abençoe sempre a sua vida.

🎂🎂👏🏻👏🏻👏🏻🙏🏻🙏🏻🥰🥰

Lívia da Angela

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Minha querida  e sumida amiga  Ana Margarida. Parabéns  pelo seu aniversário natalício, pela sua trajetória de vida, pela sua coragem  em conduzir suas decisões. Vc merece toda a felicidade  do mundo  e faço  votos que vc continue  a conquistá-la

Paulo Reis

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[08/07, 16:21] João Scortecci: Ana

[08/07, 16:21] João Scortecci: Bom dia

[08/07, 16:21] João Scortecci: Marisa me falou que ontem foi o seu aniversário

[08/07, 16:21] João Scortecci: Parabéns 

João Scortecci 

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[07/07, 13:32] Luciano Pinheiro ACM: Parabéns pelo transcurso do seu aniversário natalício, preclara e ínclita confreira Ana Margarida. Paz e saúde.
Abraço amigo do Luciano Pinheiro.
[07/07, 13:34] Ivan de Araújo Moura Fé ACM: Ilustres Confreiras e Confrades da ACM, hoje 7 de julho, é o aniversário natalício da confreira Ana Margarida Arruda Rosemberg, pneumologista destacada e historiadora, que tantos serviços tem prestado à Academia Cearense de Medicina. A ela, nossos agradecimentos e admiração, com votos de muita saúde, paz e alegria. Ivan Moura Fé
[07/07, 13:37] Sebastião Diógenes: Parabéns, prezada confreira Ana Margarida! Feliz aniversário! Saúde!
Graça e Paz 
Sebastião Diógenes
[07/07, 13:44] João Martins Academia: Parabéns, querida Ana Rosenberg! Feliz aniversário natalício! Votos de paz e bem!
[07/07, 13:54] Lineu Jucá: Um bom dia, além do parabéns pela sua data, confreira Ana Margarida.
[07/07, 14:30] Djacir Figueiredo: Querida Ana, para você meu afetuoso abraço de parabéns pelo aniversário natalício, acompanhado de votos de que tenha muitos mais com bastante saúde e felicidades. Djacir Figueirêdo
[07/07, 14:37] Luiz Gonzaga De Moura Jr: Aqui ou em Paris 
Sinta-se muito feliz
Tenha saúde paz e melodia  
Neste seu melhor dia!
[07/07, 14:54] heladiofeitosafilho Heládio ACM: O Luiz escreveu:

Aqui ou em Paris 
Sinta-se muito feliz
Tenha saúde paz e melodia  
Neste seu melhor dia!

Eu acrescento, mantendo a mesma linha;

Seja perto ou longe daqui,
Sorria sempre por ti! 
Traga no peito amor e alegria
Nesta data de magia!

Aos poetas da Academia, segue uma provocação: acrescente mais um, e tão somente um, verso, mantendo a mesma melodia e tema. Ao final o Luiz, que abriu a louvação, fará a compilação e dará nome à poesia.
[07/07, 14:54] +55 85 9982-4376: Parabéns confreira Ana Rosenberg, saúde, paz e felicidade.
[07/07, 14:59] Eurípedes Jú ACM: Estimada confreira Ana Margarida, abraço muito fraterno na passagem de seu natalício, com votos de vida longa e saudável, paz de espírito e harmonia familiar.
[07/07, 15:04] +55 85 9737-4063: Parabéns, Ana Margarida
Saúde, paz e todas as realizações.
[07/07, 15:49] Marcelo Gurgel: A Ana está em Paris e usando o celular com um chip europeu.
Vou tentar passar para ela as mensagens postadas aqui
[07/07, 15:50] heladiofeitosafilho Heládio ACM: Excelente, confrade Marcelo Gurgel! Mas, aproveitando o ensejo, conte-nos da sua recuperação. Um abraço fraterno, Heládio Feitosa
[07/07, 19:00] Lucia ALCÂNTARA ACM: Votos de um dia feliz ! Parabéns.!
[07/07, 20:50] Zélia Petrola ACM: Prezada Confreira Ana Margarida parabéns pelo transcurso do seu aniversário com votos de saúde e felicidades. João Evangelista e Zélia.
[07/07, 21:14] Henrique Leal ACM: Para a querida confreira Ana, meus parabéns pela passagem do seu aniversário natalício. Que seja seu presente e futuro de muita paz, saúde e prosperidade.

domingo, 5 de julho de 2026

Vídeos de Paris 2026 mês de julho

Bonjour!

Canicule foi embora,
Margarida vê a hora
De outra promenade bela,
Que nos deixe em sentinela.

Atenta, grava tudinho,
Com cuidado e com carinho;
Material de estudo,
Do seu olhar tão graúdo.

Fico aqui bem ansioso,
Pela nova criação;
Sempre alerta e bem cioso,

Peço: mande, por favor,
Essa nova produção,
Leve, fina e com primor!

Heládio Feitosa
02.07.2026


 








sábado, 6 de junho de 2026

58. Arte & Medicina - Marat assassiné (A Morte de Marat) — 1794

 58. Marat assassiné (A Morte de Marat) — 1794


Ficha Técnica

Artista: Jacques-Louis David (1748–1825)

Título original: Marat assassiné

Título em português: A morte de Marat

Data: 1794

Técnica: Óleo sobre tela

Dimensões: 162,5 × 130 cm

Movimento/Estilo: Neoclassicismo

Localização atual: Museu do Louvre, Paris, França

Crédito da imagem: Fotografia da autora, acervo pessoal

A ESTÉTICA DO SACRIFÍCIO: Marat entre a história e a pintura


“Para ser útil à pátria, é preciso ousar tudo.”

Jean-Paul Marat

A tela, Marat assassine, mostra o corpo de Marat agonizante em sua banheira, destacando-se contra um fundo marrom-esverdeado. A cabeça, inclinada para o lado, está envolta em um turbante branco. Sua mão direita, pendendo para baixo, segura uma pena. O braço esquerdo repousa sobre uma prancha coberta com um pano verde, e a mão segura uma folha manuscrita com o texto:

«Du 13 juillet 1793. Marie Anne Charlotte Corday au citoyen Marat. Il suffit que je sois bien malheureuse pour avoir droit à votre bienveillance.»

(13 de julho de 1793. Marie Anne Charlotte Corday ao cidadão Marat. Basta que eu seja muito infeliz para ter direito à sua benevolência.)

O corpo está coberto por um lençol branco manchado de sangue. No chão, encontra-se uma faca de cabo branco, também manchada de sangue, de tamanho semelhante ao da pena. À direita, há um bloco de madeira com um tinteiro, uma pena e outra folha manuscrita com o texto:

«Vous donnerez cet assignat à cette mère de cinq enfants, dont le mari est mort pour la défense de la patrie.»

(Você dará este assignat a esta mãe de cinco filhos, cujo marido morreu pela defesa da pátria.)

Na parte inferior do bloco, a obra está assinada:

«À Marat, David. — L’an deux.» (À Marat, David. — Ano II.)

O “Ano II” refere-se ao novo calendário revolucionário instituído durante a Revolução Francesa.

Existem quatro cópias desta obra em museus: o Louvre (Paris), o Museu de Belas Artes de Dijon, o Museu de Belas Artes de Reims e o Palácio de Versalhes. Para David, essa pintura idealizada, que guarda semelhança com a imagem de Cristo morto na Pietà de Michelangelo e no Sepultamento de Cristo de Caravaggio, foi concebida como um monumento ao amigo Marat, apresentado como herói e mártir da Revolução.

Em 13 de julho de 1793, o revolucionário Jean-Paul Marat (1743–1793) foi assassinado. A pedido da Convenção, David pintou uma de suas telas mais famosas e emblemáticas, retratando Marat agonizando na banheira. Ele também cuidou do funeral, precedido de um cortejo fúnebre no dia 16 de julho, na igreja dos Cordeliers.

Marat, apelidado de “amigo do povo” (l’ami du peuple), médico, filósofo, cientista e revolucionário radical, era portador de uma doença de pele, provavelmente dermatite seborreica, que o obrigava a permanecer horas dentro de uma banheira de cobre, tomando banhos curativos de enxofre. Dessa banheira, equipada com uma espécie de escrivaninha, Marat, com a cabeça envolta em um lenço embebido em vinagre para aliviar as enxaquecas, enviava cartas à Convenção. No contexto da Revolução Francesa, ele representava os montanheses (Montagnards), grupo político contrário aos girondinos.

Charlotte Corday (1768–1793), simpatizante dos girondinos, entrou nos aposentos de Marat com o pretexto de entregar-lhe uma lista de supostos traidores da Revolução e cravou-lhe uma faca no peito, assassinando-o enquanto ele estava na banheira. Sem demonstrar arrependimento, Corday foi julgada e guilhotinada quatro dias depois.

Breve biografia de Jacques-Louis David

Jacques-Louis David, pintor francês considerado o líder do movimento neoclássico, nasceu em Paris, em 1748, e morreu em Bruxelas, em 1825, aos 77 anos. Rompeu com o estilo galante e libertino da pintura rococó do século XVIII e reivindicou a herança do classicismo de Nicolas Poussin e dos ideais estéticos gregos e romanos, após uma estada em Roma, de 1774 a 1780.

Em 1784, com sua tela O Juramento dos Horácios, tornou-se famoso. Durante a Revolução Francesa (1789–1799), engajou-se na política, tornou-se membro da Convenção, apoiou Robespierre e organizou vários festivais revolucionários.

Quando Napoleão Bonaparte (1769–1821) chegou ao poder, David tornou-se seu pintor oficial e produziu sua maior composição, Le Sacre de Napoléon Ier (A Coroação de Napoleão). Sob a Restauração, foi exilado por seu passado como revolucionário regicida e artista imperial. Refugiou-se em Bruxelas, onde continuou sua atividade artística até sua morte, em 1825.


61. ARTE & MEDICINA - Bonaparte visitant les pestiférés de Jaffa (Bonaparte visitando os pestíferos de Jaffa) — 1804

 Bonaparte visitant les pestiférés de Jaffa (Bonaparte visitando os pestíferos de Jaffa) — 1804

Ficha Técnica

Artista: Antoine-Jean Gros (1771–1835)

Título original: Bonaparte visitant les pestiférés de Jaffa

Título em português: Bonaparte visitando os pestíferos de Jaffa

Data: 1804

Técnica: Óleo sobre tela

Dimensões: 523 × 715 cm

Movimento/Estilo: Neoclassicismo

Localização atual: Museu do Louvre, Paris, França

Crédito da imagem: Fotografia da autora, acervo pessoal

ENTRE A CURA E O PODER: medicina, propaganda e heroísmo em Bonaparte

“As doenças são o resultado não apenas de causas naturais, mas também das condições sociais.”

 Rudolf Virchow

A cena representa um episódio ocorrido durante a campanha do Egito e da Síria (1798–1801), quando as tropas francesas foram atingidas por um surto de peste bubônica na cidade de Jaffa, atual território de Israel. A pintura retrata Napoleão Bonaparte visitando soldados doentes em um hospital improvisado, instalado em um antigo convento. Ao centro da composição, o general toca com a mão o corpo de um enfermo, gesto carregado de simbolismo, que remete tanto à tradição dos reis taumaturgos, supostamente capazes de curar doenças pelo toque, quanto à construção de sua imagem como líder corajoso e compassivo.

Entretanto, a pintura também pode ser interpretada como instrumento de propaganda. Há registros históricos de que, diante da impossibilidade de tratar adequadamente os infectados e do risco de disseminação da doença, teria sido cogitada a administração de substâncias letais aos soldados mais gravemente enfermos, fato que contrasta com a imagem humanitária construída por Gros. Assim, a obra não apenas documenta um episódio, mas também o ressignifica, transformando-o em um discurso visual de poder e legitimidade.

Do ponto de vista artístico, a composição apresenta forte contraste de luz e sombra, cores intensas e expressividade nas figuras, elementos que distanciam Gros do rigor clássico de seu mestre David. Os corpos dos doentes, expostos em diferentes estágios da enfermidade, evocam uma estética do sofrimento que aproxima a pintura de temas religiosos, como as representações de Cristo entre os enfermos, estabelecendo um paralelo simbólico entre Napoleão e figuras sagradas.

Do ponto de vista médico, a obra revela aspectos importantes sobre a percepção e o manejo das doenças epidêmicas no final do século XVIII. A peste bubônica, causada pela bactéria Yersinia pestis, era associada ao contágio e à morte quase inevitável, gerando medo generalizado. A presença de médicos e auxiliares na cena, alguns cobrindo o rosto ou evitando contato direto com os doentes, contrasta com a atitude de Bonaparte, que se expõe ao risco ao tocar o paciente, reforçando a narrativa heroica.

Inserida no diálogo entre arte e medicina, a obra evidencia como a representação da doença pode servir a múltiplos propósitos: registro histórico, reflexão sobre a condição humana e instrumento de construção política. Em Bonaparte visitando os pestíferos de Jaffa, a enfermidade não é apenas um evento biológico, mas também um elemento narrativo que reforça ideologias e consolida mitos.

Breve biografia de Antoine-Jean Gros (1771–1835)

Antoine-Jean Gros foi um pintor francês nascido em Paris, em 16 de março de 1771, e falecido em 25 de junho de 1835, em Meudon. Discípulo de Jacques-Louis David, Gros iniciou sua formação dentro dos princípios do neoclassicismo, mas sua obra evoluiu para uma linguagem mais dramática e emocional, aproximando-se do romantismo. Durante as guerras napoleônicas, tornou-se o principal pintor das campanhas de Napoleão Bonaparte, acompanhando-o em algumas expedições e registrando visualmente episódios marcantes de sua trajetória. Foi nesse contexto que produziu algumas de suas obras mais conhecidas, nas quais combina a grandiosidade histórica com uma atenção inédita ao sofrimento humano.

Gros foi um dos primeiros artistas a introduzir maior realismo e dramaticidade nas cenas históricas, afastando-se da idealização rígida do neoclassicismo. Sua obra influenciou profundamente pintores românticos como Eugène Delacroix, especialmente na valorização da cor, da emoção e do movimento.

Apesar do reconhecimento em vida, enfrentou dificuldades no final de sua carreira, marcado por conflitos artísticos e pessoais. Sua trajetória encerra-se de forma trágica, mas sua obra permanece como elo fundamental entre o neoclassicismo e o romantismo, além de constituir um marco na representação artística da doença, do sofrimento e do corpo em situações extremas.


62. ARTE & MEDICINA- Le Radeau de la Méduse (A Balsa da Medusa) — 1819

 A BALSA DA MEDUSA 


Ficha Técnica

Artista: Théodore Géricault (1791–1824)

Título original: Le Radeau de la Méduse

Título em português: A balsa da Medusa

Data: 1819

Técnica: Óleo sobre tela

Dimensões: 491 × 716 cm

Movimento/Estilo: Romantismo

Localização atual: Museu do Louvre, Paris, França

Crédito da imagem: Fotografia da autora, acervo pessoal

ENTRE O DESESPERO E A SOBREVIVENCIA: corpo, doença e desigualdade em A BALSA DA MEDUSA

“O homem é, ao mesmo tempo, o mais resistente e o mais vulnerável dos seres.”

Michel Foucault

O quadro Le Radeau de la Méduse (A Balsa da Medusa) retrata o trágico naufrágio da fragata francesa Méduse, ocorrido em 2 de julho de 1816, quando a embarcação encalhou em um banco de areia a cerca de 60 km da costa da atual Mauritânia. A bordo estavam aproximadamente 400 pessoas, e, diante da escassez de botes salva-vidas, foi improvisada uma jangada destinada a 147 indivíduos, em sua maioria pertencentes às camadas hierárquicas inferiores.

Durante treze dias, esses sobreviventes permaneceram à deriva em condições extremas, enfrentando fome, desidratação, delírio e episódios de canibalismo. Ao final, apenas quinze foram resgatados, em 17 de julho de 1816, pelo navio L’Argus, sendo que alguns ainda morreram pouco depois de chegarem a Saint-Louis, no Senegal. O episódio causou grande escândalo na França, sobretudo pela responsabilidade atribuída ao capitão, cuja nomeação estava ligada à monarquia recentemente restaurada. A tragédia expôs não apenas falhas técnicas, mas também profundas desigualdades sociais e políticas.

Sensibilizado pelo acontecimento, Théodore Géricault realizou uma investigação minuciosa: entrevistou sobreviventes, estudou cadáveres e produziu inúmeros esboços preparatórios. O resultado foi uma composição monumental que captura o instante em que os náufragos avistam, ao longe, o navio L’Argus, fazendo emergir uma tênue esperança em meio ao desespero. Sob a perspectiva da medicina, a obra é particularmente significativa. Ela evidencia os limites do corpo humano diante de condições extremas, revelando estados de exaustão, desnutrição, sofrimento psíquico e colapso fisiológico. Ao mesmo tempo, antecipa reflexões modernas sobre trauma, sobrevivência e vulnerabilidade humana.

A força expressiva da pintura transcende o episódio histórico e convida à reflexão sobre a condição humana. Pode-se estabelecer uma analogia com a própria trajetória da humanidade: enquanto alguns atravessam a existência em condições privilegiadas, outros enfrentam privações que comprometem sua saúde, dignidade e sobrevivência. Nesse sentido, A Balsa da Medusa permanece como uma poderosa metáfora das desigualdades e da fragilidade da vida.

Breve biografia de Théodore Géricault (1791–1824)

Théodore Géricault nasceu em Rouen, França, em 26 de setembro de 1791, e morreu precocemente em Paris, em 26 de janeiro de 1824, aos 32 anos. Foi um dos principais precursores do romantismo francês, rompendo com o rigor idealizado do neoclassicismo e introduzindo na pintura uma intensidade emocional inédita.

Formado no ateliê de Pierre-Narcisse Guérin, Géricault também foi influenciado pela obra de Jacques-Louis David, embora tenha rapidamente desenvolvido uma linguagem própria, marcada pelo dinamismo, pelo realismo cru e pelo interesse pelos extremos da condição humana. Para realizar sua obra mais célebre, Le Radeau de la Méduse (1819), o artista conduziu uma pesquisa quase científica: entrevistou sobreviventes, construiu maquetes da embarcação e estudou cadáveres em hospitais e necrotérios, buscando representar com precisão o sofrimento, a decomposição e a luta pela sobrevivência.

Géricault também se dedicou a estudos sobre a doença mental, produzindo uma série de retratos de pacientes psiquiátricos, conhecidos como “monomaníacos”, nos quais captou, com notável sensibilidade, as expressões da alienação e do sofrimento psíquico. Sua obra, breve, porém intensa, influenciou profundamente artistas como Eugène Delacroix e marcou uma virada decisiva na arte ocidental: a passagem para uma pintura comprometida com a realidade, a emoção e a vulnerabilidade humana. Em Géricault, o corpo deixa de ser ideal e torna-se testemunho da dor, da morte e da resistência.


sexta-feira, 5 de junho de 2026

11. Arte & Medicina - Imhotep

 



Ficha Técnica

Autor: desconhecido

Título original: Imhotep assis tenant un rouleau de papyrus

Título em português: Imhotep sentado segurando um rolo de papiro

Data: Período Tardio do Egito Antigo (664–332 a.C.)

Tipologia: Estatueta votiva

Material: Liga de cobre

Técnica: Escultura em metal fundido, com detalhes gravados/incisos em relevo

Inscrições: Escrita hieroglífica

Dimensões: 12,5 × 3,7 × 5,8 cm (altura × largura × profundidade)

Representação: Imhotep sentado, segurando um rolo de papiro sobre os joelhos

Localização atual: Museu do Louvre, Paris — Departamento de Antiguidades Egípcias, sala 336.

Crédito da imagem: Fotografia da autora,  acervo pessoal. 

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IMHOTEP: O Sábio entre a Arte e a Cura

“O primeiro médico cujo nome a história preservou foi Imhotep.”

 William Osler

Imhotep apresenta a cabeça raspada e veste um saiote egípcio (pagne). Está sentado em um bloco cúbico, segurando sobre o colo um rolo de papiro aberto, atributo associado aos escribas e ao saber. No papiro tem uma dedicatória votiva:

“Que a água do cálice de cada escriba seja oferecida em libação ao teu ka, Imhotep.”

No encontro entre arte, ciência e espiritualidade emerge a figura enigmática de Imhotep, um dos nomes mais notáveis do Egito Antigo. Viveu por volta de 2650 a.C., e tornou-se uma lenda que atravessou milênios. Imhotep foi arquiteto, sacerdote, escriba, astrônomo e, sobretudo, é considerado o primeiro médico conhecido da história. Além disso, Imhotep foi um alto funcionário do reinado do faraó Djoser (III Dinastia, c. 2650 a.C.). Tradicionalmente identificado como arquiteto da Pirâmide Escalonada de Saqqara. Séculos após sua morte, foi divinizado como patrono da medicina e da sabedoria no Egito. Muitos historiadores da medicina o consideram o primeiro médico cujo nome foi preservado pela história, sendo citado nesse sentido por William Osler em seus estudos sobre a evolução da medicina.

Entre as representações que sobreviveram ao tempo, destaca-se a pequena estatueta de Imhotep hoje preservada no Museu do Louvre. Sentado em postura serena, ele sustenta um papiro aberto sobre o colo, símbolo do saber, do estudo e da transmissão do conhecimento. A simplicidade da escultura contrasta com a profundidade de seu significado: o homem que transformou o conhecimento em cura e o raciocínio em arte. Seu semblante calmo e introspectivo sugere a união entre a sabedoria sacerdotal e a racionalidade médica, dimensões inseparáveis na concepção egípcia de saúde.

Imhotep acreditava que corpo, espírito e cosmos estavam interligados — uma visão que ecoa, ainda hoje, em concepções holísticas da medicina. Seu nome, frequentemente interpretado como “Aquele que vem em paz”, tornou-se símbolo de equilíbrio e harmonia. Séculos após sua morte, foi divinizado como deus da medicina e da sabedoria, sendo venerado em templos onde os enfermos buscavam cura por meio de sonhos e rituais, muito antes do nascimento de Hipócrates na Grécia.

A presença de Imhotep no Louvre não representa apenas um testemunho arqueológico: constitui um elo simbólico entre arte e medicina, entre o gesto do escultor e a prática do curador. Sua imagem, silenciosa e contemplativa, continua a inspirar gerações de artistas e médicos, recordando que curar é, em essência, também uma forma de arte.