domingo, 6 de junho de 2021

ADEUS, TIA MIMOSA !

 

      Ir. Maria Luiza de Arruda Furtado (1925-2021) (Mimosa) - Foto tirada em Fortaleza, 26.12.2015

Adeus, tia Mimosa!

Partiu hoje, 6.06.2021, às 6h25, para outra dimensão, a minha última tia materna, Ir. Maria Luiza de Arruda Furtado (tia Mimosa).

Décima quarta filha, dos 18 filhos nascidos vivos, do casal Adelina Arruda Furtado e Luis de Gonzada Furtado, tia Mimosa partiu depois de ter completado 96 voltas em torno do astro-rei.  

Affonso Berardinelli Tarantino (1915-2014), em seu livro “Repetrechos”, cita o texto do escritor italiano Achille Campanile (1899-1977), que reproduzo abaixo:

“Esses velhos sempre me espantaram, como é que conseguiram superar sãos e salvos tantos perigos e chegar a idade avançada? Como fizeram para não morrer atropelados, como lograram superar as doenças mortais, como conseguiram evitar uma telha, uma agressão, um acidente de trem, um naufrágio, um raio, um tombo?... Realmente esses velhos devem ter parte com o demônio! E alguns deles ainda ousam atravessar a rua lentamente... Estarão loucos?”

Tia Mimosa venceu um câncer de mama, driblou o Sars-Cov-2 e muitas outras patologias que os mortais enfrentam nesta trajetória terrena, para “morrer de velhice”, como se diz no jargão popular.  

Certamente, a tia Mimosa, ao entrar para a Congregação das Irmãs de Santa Doroteia, seguindo os passos de sua tia materna Maria Luiza Vasconcelos Arruda (1902-1978), também chamada de Mimosa pelos sobrinhos, ficou resguardada dos perigos do mundo. Deste modo, ela pôde cumprir sua missão aqui na Terra, de educadora, na congregação fundada por Santa Paula Frassinetti (1809-1882), em 12 de agosto de 1834, em Gênova, na Itália.

Em sua velhice, a Ir. Maria Luiza foi cuidada pelas filhas de Santa Doroteia e cuidadoras dedicadas. Nós, familiares, seremos eternamente gratos pela atenção e carinho prestados à nossa querida tia, em seus últimos anos e, principalmente, em seus últimos dias, quando a morte, fatalidade biológica, ceifou sua vida.

Apesar de sempre presente em nossas vidas, a “indesejada das gentes” causa tristeza e nos deixa com sensação de vazio.  Tia Mimosa era minha madrinha e eu sua única afilhada. Sinto-me órfã, pela segunda vez, neste momento de sua partida.

Porém, não morre quem vive em nossos corações. Por isso, tia Mimosa terá vida eterna nos corações de suas irmãs doroteias, sobrinhos e sobrinhas que tão bem soube cativar.

Descanse em paz, tia Mimosa!

Com carinho

ana margarida arruda rosemberg

Fortaleza, 6.06.2021


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