Ir. Maria Luiza de Arruda Furtado (1925-2021) (Mimosa) - Foto tirada em Fortaleza, 26.12.2015
Adeus, tia Mimosa!
Partiu
hoje, 6.06.2021, às 6h25, para outra dimensão, a minha última tia materna, Ir.
Maria Luiza de Arruda Furtado (tia Mimosa).
Décima quarta filha, dos 18 filhos nascidos vivos, do casal Adelina Arruda Furtado e
Luis de Gonzada Furtado, tia Mimosa partiu depois de ter completado 96 voltas
em torno do astro-rei.
Affonso
Berardinelli Tarantino (1915-2014), em seu livro “Repetrechos”, cita o texto do
escritor italiano Achille Campanile (1899-1977), que reproduzo abaixo:
“Esses velhos sempre me espantaram,
como é que conseguiram superar sãos e salvos tantos perigos e chegar a idade
avançada? Como fizeram para não morrer atropelados, como lograram superar as
doenças mortais, como conseguiram evitar uma telha, uma agressão, um acidente
de trem, um naufrágio, um raio, um tombo?... Realmente esses velhos devem ter
parte com o demônio! E alguns deles ainda ousam atravessar a rua lentamente... Estarão
loucos?”
Tia
Mimosa venceu um câncer de mama, driblou o Sars-Cov-2 e muitas outras patologias que os
mortais enfrentam nesta trajetória terrena, para “morrer de velhice”, como se
diz no jargão popular.
Certamente,
a tia Mimosa, ao entrar para a Congregação das Irmãs de Santa Doroteia,
seguindo os passos de sua tia materna Maria Luiza Vasconcelos Arruda
(1902-1978), também chamada de Mimosa pelos sobrinhos, ficou resguardada dos
perigos do mundo. Deste modo, ela pôde cumprir sua missão aqui na Terra, de
educadora, na congregação fundada por Santa Paula Frassinetti (1809-1882), em
12 de agosto de 1834, em Gênova, na Itália.
Em
sua velhice, a Ir. Maria Luiza foi cuidada pelas filhas de Santa Doroteia e
cuidadoras dedicadas. Nós, familiares, seremos eternamente gratos pela atenção e
carinho prestados à nossa querida tia, em seus últimos anos e, principalmente,
em seus últimos dias, quando a morte, fatalidade biológica, ceifou sua vida.
Apesar
de sempre presente em nossas vidas, a “indesejada das gentes” causa tristeza e
nos deixa com sensação de vazio. Tia Mimosa
era minha madrinha e eu sua única afilhada. Sinto-me órfã, pela segunda vez, neste
momento de sua partida.
Porém,
não morre quem vive em nossos corações. Por isso, tia Mimosa terá vida eterna
nos corações de suas irmãs doroteias, sobrinhos e sobrinhas que tão bem soube
cativar.
Descanse em paz, tia
Mimosa!
Com carinho
ana margarida arruda rosemberg
Fortaleza, 6.06.2021
dezembro 2013
fevereiro de 2018
