segunda-feira, 22 de abril de 2024

PARIS

PARIS 

Paris é Margô e Rose

é a conexão com a nossa essência

é o encontro de nossas almas

é transbordamento

 

Paris é SURREAL 

é História

é Cultura

é Arte

 

Paris é REVOLUÇÃO

é Olympe de Gouges

é Camille Desmoulins

é Marat

é Danton

é Robespierre

 

Paris é MINHA CASA

é o meu refúgio 

 

Paris é o VOO DO PÁSSARO cruzando horizontes

 é liberdade total 

 

Em Paris eu digo SIM pra VIDA

 

ana margarida furtado arruda rosemberg 

Fortaleza, 21 de abril de 2024






sexta-feira, 19 de abril de 2024

CRÔNICAS DO CAPITÃO EDGY Nº 3 Lembranças de Portugal

Miguel Edgy Távora Arruda com 2 anos, 8 meses e 15 dias 
 Lisboa-Portugal 1921

 Lembranças de Portugal Nº3 

Por: Miguel Edgy Távora Arruda 

Outra coisa que eu quero contar de Portugal é que no natal de 1924, meu pai conseguiu uma missa de meia noite em nossa casa. Era uma coisa muito rara, mas devido a religiosidade dele e da minha mãe o vigário da paróquia foi celebrar em nossa casa. Aquilo foi para mim uma expectativa muito grande e eu lembro que a minha mãe ria muito, isto depois da missa, porque cada vez que o padre pegava na hóstia eu me levantava para ver o que ele ia fazer com ela. Levantava-me também quando ele pegava no cálice. 

O papai tinha um sócio chamado Rocha Brito, português, que dizia: “no seu aniversário eu vou lhe dar um cavalo”. Fiquei alimentando a ideia de que no meu aniversário ia receber um animal de verdade. No dia, tive uma certa decepção porque o cavalo que ele me deu era de madeira, tinha umas rodinhas, não era de verdade. Esse cavalo, por sinal, minha mãe levou ao fotógrafo e eu tirei um retrato montado nele. Ainda existe esta foto.

Lembro-me também dos dois aviadores...

Foi na época em que estivemos em Portugal, que os dois aviadores portugueses, Gago Coutinho e Sacadura Cabral realizaram em avião a famosa travessia do Atlântico Sul. Foi uma sensação em todo o mundo e eu obrigava a minha mãe a ler nos jornais de Lisboa tudo o que se relacionava com esta travessia. Os dois aviadores partiram de Lisboa e, fazendo uma série de escalas, atravessaram o Atlântico Sul chegando ao Rio de Janeiro.

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Podcast - O que a Faculdade de Medicina não nos ensina - Dr. Bruno Cavalcante e Dra. ana margarida

 

O que a Faculdade de Medicina não nos ensina

 

Curso pré-congresso  da Sobrames-CE 
Literatura  e  Arte  Setembro  de 2021
Link abaixo 

OS PEREGRINOS DE EMAÚS - VERONESE

 Publicado no Revista da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza



Os Peregrinos de Emaús (Les Pèlerins d’Emmaüs)

O quadro “Os Peregrinos de Emaús”, em francês: Les Pèlerins d’Emmaüs, do italiano Paolo Veronese (1528-1588), é um óleo sobre tela, de 241cm de altura e 415cm de largura, de 1559/60. Pertence ao acervo do Museu do Louvre e encontra-se na Ala Denon, nivel 1, na sala 711, ao lado da Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, e da maior tela do Louvre, "As Bodas de Caná", de Veronese.

O quadro retrata uma passagem bíblica descrita por São Lucas no capítulo 24 de seu Evangelho: Três dias após a paixão e morte de Jesus Cristo, dois de seus discípulos, um deles chamado Cléofas, caminham de Jerusalém para Emaús. Eles falam com tristeza do julgamento e morte de Jesus. Um estranho se aproxima e os conforta ao saber a causa de dor.  A pedido dos viajantes, o estranho fica na estalagem para compartilhar a refeição da noite. No momento em que o estranho parte o pão, os dois peregrinos reconhecem Jesus Cristo ressuscitado.

Ao representar esse momento crucial, Veronese dá uma versão pueril. A estalagem se transforma em um luxuoso palácio clássico; os três protagonistas são cercados por um grupo de pessoas elegantes e duas meninas vestidas com rico brocado, indiferentes ao que está acontecendo acima delas, brincam com um cachorro, assim como o menino um pouco mais adiante.

Para que a cena se tornasse legível, Veronese enfatiza os três protagonistas: Jesus aureolado ergue os olhos para o céu e os dois peregrinos demostram surpresa.  As cabeças dos três homens e os braços dos dois peregrinos formam um oval, com o pão e o vinho, no centro. 

O rompimento na paisagem à esquerda dá profundidade à pintura. Sobre um fundo de ruínas antigas e uma cidade ao pé de uma montanha, caminham os dois peregrinos. Veronese reproduz a ação que antecede o acontecimento que constitui o tema da pintura.

Veronese usa em algumas de suas telas passagens bíblicas para encenar banquetes suntuosos, mostrando a vida da alta sociedade do século XVI.  A “Ceia em Emaús” (Louvre-Paris), a “Ceia na Casa de Simão” (Galleria Sabauda-Turim) e as “Bodas de Caná” (Louvre-Paris) são exemplos.

As autoridades religiosas não ficaram indiferentes a estratégia de Veronese e ele foi intimado pela Inquisição.  

Defendeu-se reivindicando a liberdade do artista: "Nós, os pintores, tomamos as mesmas licenças que os poetas ou os loucos..."

ana margarida furtado arruda rosemberg

Paris, 7 de julho de 2023


Revista da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza - 2023



Veronese - Os Peregrinos de Emaús - Louvre

 

domingo, 7 de abril de 2024

Unifor - Espaço Cultural - Totonho LAPROVITERA

Totonho LAPROVITERA -  Santa Ceia - 2004 

Esta tela é uma releitura da "Última Ceia" de Leonardo da Vinci

Podemos observar que  LAPROVITERA deu uma conotação  cearense a  sua "Santa Ceia" com caju e cajuina sobre a mesa. 

Como no afresco de Leonardo,  os apóstolos estão  agrupados em quatro grupos de três e Cristo  encontra-se no centro.

O momento  que  Leonardo plasmou em sua pintura é  quando Jesus  anuncia aos doze apóstolos que um dentre eles o  trairia. 

LAPROVITERA  preserva em sua pintura  o mesmo  momento, os quatro grupos  de três  e as expressões  dos apóstolos.

Esta releitura é singular. 

ana margarida furtado arruda rosemberg 

Aprendiz da arte

São Paulo, 02.04.2024