DISCURSO
PROFERIDO PELO PROF. LUIS ARRUDA FURTADO
EM 21/08/1977 POR OCASIÃO DA FESTA COMEMORATIVA DO CINQUENTENÁRIO DE FUNDAÇÃO DA ESCOLA APOSTÓLICA DOS PADRES
JESUITAS, EM BATURITÉ. 2ª PARTE
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| Prof. Luis Arruda Furtado |
Aqui estão presentes os nossos dois primeiros
diretores. O Pe. José Celestino, de porte imponente, mas de alma boníssima; o
Pe. Luiz Baecher, que, embora sendo alemão, não possuia a altivez típica de seu
povo; o Pe. Pinheiro, o ecônomo da casa; o nosso inesquecível e querido Pe.
Teixeira, prefeito por muitos anos, o responsável por nossa formação, o nosso
orientador, o sacerdote que permanecia continuamente entre nós, o que
substituia o pai de cada um. Para tornar nossas férias mais amenas, lia-nos,
como somente ele sabia ler, à sombra de frondosas árvores, livros como Tom
Playfair, Percy Wynn, Fabíola e tantos outros; o Pe. Artur Redondo, nosso
diretor espiritual e professor de inglês e francês, sacerdote reconhecidamente
virtuoso, que exhalava de si um ar sobrenatural e em quem se podia notar uma
auréola de santo a circundar-lhe a fronte; o nosso inolvidável e querido Pe.
Alexandrino Monteiro, escritor, poeta, e compositor, que acompanhava ao
harmônio os hinos religiosos. Foi nosso professor de português, latim e grego,
sacerdote a quem muito devo e cujo método de ensino adotei, com absoluto êxito,
durante 35 anos de magistério; o nosso primeiro Mestre de Noviços, o Pe.
Charles Coppex, homem de uma cultura polimorfa e de profunda devoção ao Coração
de Jesus. Costumava dizer que, para se ser feliz, era necessário se ter paz de
consciência e sossego de espírito e acrescentava, e tino prático; o Pe.
Pacheco, que ao ser transferido para Belém despediu-se de nós, que nos
achávamos na Caridade, através do sinal Morse, transmitido por lâmpada
elétrica; o Pe. Peixoto, nosso professor de latim e grego no segundo ano de
Noviciado; o Pe. Veloso, o Pe. Pequito, o Pe. Cheseaux, o Pe. Viellendents, o
Pe. Rocha e todos os que sucederam. Entre os irmãos coadjutores, o nosso
enfermeiro, Irmão Bosco; o Irmão Fernandes, motorista e encarregado da carpintaria;
o Irmão Rodrigues, porteiro e o Irmão
Oliveira, nosso cosinheiro. A todos o nosso preito de saudade e
gratidão. Desejo fazer menção especial a dois Irmãos que ainda residem nesta
Escola, o Irmão Silva e o Irmão Fibeiro, que foi meu colega de noviciado.
Continua na terceira parte. Aguardem...
Continua na terceira parte. Aguardem...
