quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Diferença entre Sexo Biológico e Identidade de Gênero

 

Érika Hilton  - deputada federal (Psol)  - Mulher trans

Sexo  Biológico  e dentidade de Gênero são  coisas diferentes 


Algumas crianças nascem com um sexo biológico determinado, mas se identificam com um gênero diferente.


O sexo biológico se refere às características físicas, como órgãos genitais e cromossomos, enquanto a identidade de gênero é o sentimento profundo de ser menino, menina, ambos ou nenhum. 


Pesquisas mostram que fatores biológicos, como hormônios durante a gestação, diferenças no cérebro e influências genéticas, podem fazer com que a identidade de gênero não coincida com o sexo de nascimento. 


Ser transgênero é uma expressão natural da diversidade humana, e apoiar essas crianças é essencial para sua saúde emocional e bem-estar, não  só  delas mas também  dos pais e da sociedade  como um todo. 


ana margarida furtado arruda rosemberg

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Manifestação contra a Anistia e a PEC da blindagem

 

Fortaleza, 21.09.2025



























PINCELADAS DA LUTA CONTRA O TABAGISMO NO BRASIL


PINCELADAS DA LUTA CONTRA O TABAGISMO NO BRASIL

1) CARTA DE SALVADOR

Em março de 1979, em Salvador, Bahia, o Instituto Brasileiro para a Investigação do Tórax (IBIT) promoveu um Seminário sobre Tabagismo. O referido evento gerou um documento histórico intitulado “CARTA DE SALVADOR- (O Tabagismo - um novo desafio)”

A Carta de Salvador chamava a atenção dos poderes públicos sobre o problema do Tabagismo no Brasil.

Os signatários deste documento:

José Silveira – Superintendente técnico do IBIT

Jaime Santos Neves – Prof. de Pneumologia da Escola de Medicina do Espírito Santo - Relator

Antônio Carlos Peçanha Martins – presidente d Associação Baiana de Medicina

José Rosemberg – Professor titular da Faculdade de Medicina de Sorocaba e diretor geral do Centro de Ciências Médicas e biológicas da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Mario Rigatto - Vice-reitor da Universidade de Porto Alegre

Edmundo Blundi – Prof. da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Angelo Rizzo – Prof. da Universidade Federal de Pernambuco

Antônio Pedro Mirra – diretor do Dep. De Cirurgia Torácica d Fundação Antônio Prudente – São Paulo

2) PROGRAMA NACIONAL CONTRA O FUMO (AMB)

Em 31 de julho de 1979, em São Paulo, por iniciativa da Associação Brasileira de Cancerologia foi elaborado o primeiro Programa Nacional Contra o Fumo – Associação Médica Brasileira - com a participação de várias entidades médicas e ONGS. AMB criou uma Comissão Especial de Controle do Tabaco que deu credibilidade às ações junto as sociedades médicas. Foi realizada a primeira Conferência Brasileira de Combate ao Fumo, em Vitória, no Espírito Santo. Após essa conferência, foram iniciados os primeiros programas estaduais de controle do tabagismo (Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul). Grupos como Testemunhas de Jeová, entre outros, deram importante apoio à luta contra o fumo no Brasil.

3) COMITÊ COORDENADOR DO CONTROLE DO TABAGISMO NO BRASIL (CCCTB)

O referido comitê foi fundado em 29 de setembro de 1984, com o objetivo de coordenar e implementar ações contra o tabagismo em nível nacional.

Este comitê estava vinculado ao Comitê Latino-Americano Coordenador do Controle do Tabagismo (CLACCTA), criado em 1983 sob o patrocínio da União Internacional Contra o Câncer.

A presidência do CCCTB foi inicialmente assumida por Mario Rigatto, com Antonio Pedro Mirra como vice-presidente.

Outros membros notáveis incluíam José Rosemberg e Jayme Zlotnik, que ocuparam a presidência e vice-presidência.

O comitê também contou com a participação de profissionais e representantes de diversas instituições, como:

• Lourival Baptista – Presidente e representante da Comissão de Saúde do Senado Federal.

• Antonio Pedro Mirra – Coordenador do Registro de Câncer de São Paulo da Faculdade de Saúde Pública da USP.

• Edmundo Blundi – Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Pneumologia da PUC do Rio de Janeiro.

• Geniberto Paiva Campos – Diretor da Divisão Nacional de Doenças Crônico-Degenerativas do Ministério da Saúde.

• Germano Gerhardt Filho – Diretor da Divisão Nacional de Pneumologia Sanitária do Ministério da Saúde.

• Guaracy da Silva Freitas – Representante da Ordem dos Advogados do Brasil.

• Jayme Santos Neves – Presidente da Liga Espiritosantense contra a Tuberculose.

• José Rosemberg – Professor titular de Tisiologia da Faculdade de Ciências Médicas da PUC de São Paulo.

• Luiz Carlos Romero – Representante da Divisão Nacional de Pneumologia Sanitária do Ministério da Saúde.

• Maria Goretti Pereira Fonseca – Representante da Coordenação do Programa Nacional de Combate ao Fumo do Ministério da Saúde.

• Paulo Roberto Guimarães Moreira – Representante do Ministério da Cultura.

• Pedro Calheiros Bonfim – Representante da Associação Brasileira de Imprensa.

• Regina Celi Nogueira – Representante do Ministério da Educação.

• Roberto Azambuja – Representante da Divisão Nacional de Doenças Crônico-Degenerativas do Ministério da Saúde.

• Thomas Szego – Representante da Associação Médica Brasileira.

• Vera Luíza da Costa e Silva – Representante da Campanha Nacional de Combate ao Câncer do Ministério da Saúde.

• Vitor Manuel Martinez – Representante do Movimento Evangélico Brasileiro.

Este comitê desempenhou um papel fundamental na organização e implementação de ações de controle do tabagismo em diversos níveis, incluindo estadual e municipal, estabelecendo capítulos em cada estado da federação. Sua atuação foi crucial para o desenvolvimento de políticas públicas de saúde relacionadas ao tabagismo no Brasil.

4) Em 16 de setembro de 1985, foi criado o GRUPO ASSESSOR DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA O CONTROLE DO TABAGISMO NO BRASIL (portaria nº 655/GM)

Participantes:

Senador Lourival Baptista - Presidente

Germano Gerhardt Filho - Diretor da Divisão Nacional de Pneumologia Sanitária

Geniberto Paiva Campos - Diretor da Divisão Nacional de Doenças Crônico-degenerativas

Membros Técnicos:

Antônio Pedro Mirra

Edmundo Blundi

Jayme Santos Neves

José Rosemberg

José Silveira

Mário Rigatto

Representantes:

Oscar Alves -- Comissão de Saúde da Câmara de Deputados

Regina Celi Nogueira Ministério da Educação

Guaracy da Silva Freitas - Ordem dos Advogados do Brasil

Pedro Calheiros Bonfim - Associação Brasileira de Imprensa

Thomas Szego-Associação Médica Brasileira

Vitor Manoel Martinez Movimento Evangélico Brasileiro

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Secretário Executivo:

Maria Goretti Pereira Fonseca

5) ATUAÇÃO DO INCA - Criação de um Programa Nacional de Controle do Tabagismo

Em 1989, o Ministério da Saúde implantou através do INCA, sob a coordenação da Dra. Vera Luiza da Costa e Silva, o Programa Nacional de Controle do Tabagismo e outros Fatores de Risco, após mais de duas décadas de ditadura, quando o Sistema Único de Saúde (SUS) foi construído.

A Dra. Vera Luiza da Costa e Silva, divisora de águas na luta contra o tabagismo no Brasil, coordenou com sucesso o PNCT municipalizando as ações educativas e legislativas do programa em todo o território nacional, atuando em três vertentes: Unidades de Saúde, Escolas e Empresas.

O Marco legislativo iniciado com a lei 9294/96 seguida de inúmeras atualizações permitiu que progressivamente se implementasse os ambientes livres de fumo e a proibição de venda a menores.

Em 1996, o INCA se tornou Centro Colaborador da OMS para o Programa Tabaco ou Saúde.

Em 1999, a criação da ANVISA como agência reguladora estabelece uma base sólida para regular a indústria. Advertências sanitárias, proibição de aditivos e de dispositivos eletrônicos para fumar estão entre estes marcos regulatórios.

Em 1999, foi criada a Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro sobre o Controle do uso do Tabaco – CONICQ – com a finalidade de apoiar as negociações da Convenção-Quadro da OMS. Em 2003, após a aprovação do tratado, a Comissão passou a ter um caráter executivo, tornando-se de implementação, dando o caráter multisetorial que era necessário para abordar medidas de redução da demanda e da oferta. Além disso, como aconselha o governo através do consenso entre os setores que abordam a economia do tabaco como a fazenda, agricultura, comércio e desenvolvimento agrário e a saúde pública, seu posicionamento protege as instruções brasileiras para as conferências de partes dos interesses da indústria.

Em 2003, o INCA implementou o Sistema Nacional de Vigilância para doenças não transmissíveis e desenvolveu o primeiro inquérito domiciliar sobre o tema

Em 2005, o Brasil aderiu e ratificou a Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabagismo

Em 2008, o INCA participou da Pesquisa Especial sobre Tabagismo

Com as ações do PNCT, houve grande impacto na redução do número de fumantes: a prevalência diminuiu consideravelmente passando de 34,8 %, em 1989, para 10,2%, em 2016.

ana margarida furtado arruda rosemberg

Fortaleza, 22 de setembro de 2025


sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Parabéns, Rose ! Feliz Aniversário ! 19.09.2025

 


Oferecimento do Rose pra Margô do livro "Tabagismo -Sério problema  de saúde  pública "


À minha doce Margô, e esposa adorada.


  0s dados do exemplar deste livro que lhe ofertei em 1989 continuam válidos e confirmados pelos estudos subsequentes. Entretanto uma cousa ficou obsoleta e sem significado: é a dedicatória que fiz em 1989 como professor, à colega e aluna então desconhecida e distante.


            Ao dar-lhe hoje este outro exemplar a situação é diametralmente distinta, pelos caprichos do destino. Faço-o na felicíssima condição em que estamos de marido e esposa amantíssimos. Nossa união está sacramentada e legitimada pela mais sublime manifestação que é nosso amor e a infinita afeição pura, dignificante e avassalante que nos cimenta.


  Contudo esta dedicatória ainda é falha, porque como já tive ocasião de lhe dizer, não há no vocabulário palavras que expressem a dimensão do amor que lhe dedico, da dedicação e respeito que lhe devoto.


             Só o beijo terno e quente que lhe dou nesse momento, pode testemunhar como!  e como!  a amo! E como hoje minha doce Margô você está entranhada em minha existência, que nada mais significará sem você. Como é sublime e fantástico estarmos vinculados indissoluvelmente até o final dos meus dias, dos nossos dias! 


Do seu marido apaixonado para todo o sempre


Rose


São Paulo, 03 de setembro 1994