Ne me quitte pas é uma canção francesa, composta, escrita e cantada por Jacques Brel, publicada em 1959. Foi escrita em decorrer da separação de Brel e de Suzanne Gabriello e interpretada por muitos outros artistas em francês ou versão em outros idiomas.
Segundo Brel, a música não é sobre o amor, mas sobre a covardia dos homens.
Origem: Wikipédia.
TRADUÇÃO: Ana Margarida Rosemberg
NÃO ME DEIXES
Não me deixes, é preciso esquecer,
Tudo se pode esquecer que já ficou pra trás.
Esquecer o tempo dos mal-entendidos
E o tempo perdido.
Esquecer essas horas que, às vezes, mata a golpes de por quês
O coração de felicidade.
Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes
Eu te oferecerei pérolas de chuva vindas de países
Onde nunca chove.
Eu escavarei a terra mesmo depois da minha morte,
Para cobrir teu corpo de ouro e de luz.
Criarei um país onde o amor será rei,
Onde o amor será lei e você será a rainha.
Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes, eu te inventarei
Palavras absurdas que você compreenderá,
Te falarei daqueles amantes
Que vimos duas vezes seus corações em brasas
Eu te contarei a história daquele rei
Que morreu porque não pôde te reencontrar
Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes
A gente sempre viu reacender o fogo
Do antigo vulcão
Que julgávamos parecer velho demais
Terras queimadas produziram mais trigo que no melhor abril
E quando a tarde cai, para que o céu se inflame
O vermelho e o negro não se misturam.
Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes, eu não vou mais chorar,
Não vou mais falar, Me esconderei aqui
Só para te ver dançar e sorrir
E para te ouvir cantar e depois rir
Deixa-me ser a sombra da tua sombra
A sombra da tua mão, A sombra do teu cão
Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes
Não me deixes