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terça-feira, 6 de março de 2012

UM DIA EM PARIS – Passeio nº 4


Ana Margarida

Nilze Costa e Silva


Depois do Jardin de Luxembourg, Panthéon e Notre Dame, a nossa quarta parada, naquele 19 de setembro de 2008, era Montmartre.    Eu carregava sacolas com livros (como pesam!) e a Nilze, sacolas com roupas, que havia comprado no Boulevard Saint Michel. Por isso, achamos melhor apanhar um taxi, passar em nosso hotel - que ficava no meio do caminho - deixar as sacolas, e prosseguir no mesmo taxi. Assim, ganharíamos tempo, pois à noite iríamos encontrar o grupo para jantar na Tour Eiffel e passear de barco no Sena.
Montmartre (monte martre) deve seu nome aos cristãos (mártires) que foram torturados e mortos na referida colina. Isto, provavelmente, no ano 250 d.C., quando a religião cristã ainda não era aceita. Na Idade Média, tornou-se um local de peregrinação.  Em 1133 d.C., os monges beneditinos tomaram posse do local e passaram a cultivar uvas para a produção de vinho. Durante a revolução francesas eles foram massacrados.
Para escalar a colina de Montmartre é preciso fôlego. A escadaria que nos leva até a Basílica de Sacré Coeur (Sagrado Coração), a 129 metros de altitude (parte mais alta da colina), tem 237 degraus.  A deslumbrante Basílica é um dos templos mais lindos de Paris. Construida com mármore travertino, que lhe dá uma tonalidade branca, tem a forma de uma cruz grega. Com sua arquitetura romana bizantina ela ostenta quatro cúpulas e uma torre, que abriga um campanário com um sino de três metros de diâmetro e dezenove toneladas.  
A promessa de erguer a Basílica surgiu durante a guerra Franco-Prussiana, em 1870, caso a França sobrevivesse ao conflito.  
Feita por Alexandre Legentil e Hubert Rohault de Fleury a referida promessa  foi cumprida. A construção teve inicio, em 1875, e só foi concluida, em 1914.  Sua consagração só ocorreu após a Primeira Guerra Mundial, em 1919.
Depois de contemplarmos, do alto da escadaria, a magnífica vista de Paris, adentramos a Basílica.  Duas estátuas equestres de bronze, uma de São Luis e outra Joana d’Arc adornam a entrada. O deslumbrante mosaico, representando um imenso Cristo, um dos maiores do mundo, encontra-se no interior.
Após visitar a Basílica fomos até a pitoresca Place du Tertre que fica à poucos metros da mesma e ao lado da Igreja Saint Pierre de Montmartre. Conhecida como a praça dos boêmios, pois no final do século XIX e começo do XX era frequentada pela boemia parisiense, estava regurgitada de pintores e turistas. Ao passar em frente ao restaurante Mère Catherine  - de 1793 - lembrei-me do Rose que me contou a seguinte curiosidade: a palavra “bistrô” está ligada ao restaurante Mère Catherine, pois, em 1814, era o local preferido pelos cossacos russos que tinham o costume de bater nas mesas e gritar: “bistrô” (rápido, em russo). Não tivemos tempo de visitar o museu Salvador Dalí, alí pertinho, pois tínhamos que voltar ao hotel para o nosso quinto e último passeio do dia: a torre Eiffel. 


Ana Margarida Arruda Rosemberg                                             
 Fortaleza, 6 de março de 2012