FUNERAL DO VICTOR HUGO
Fonte : IA
O funeral de Victor Hugo foi um dos maiores acontecimentos públicos da França no século XIX — um evento político, popular e simbólico, que transformou a morte do escritor em uma cerimônia nacional.
Victor Hugo morreu em 22 de maio de 1885, em Paris, aos 83 anos.
No seu testamento, ele havia pedido um funeral simples, em carro dos pobres (corbillard des pauvres) e sem cerimônias religiosas, apenas “uma oração a todas as almas”.
Contudo, dada sua importância como poeta nacional, símbolo republicano e humanista, o governo francês organizou uma despedida grandiosa.
O cortejo fúnebre
Data: 1º de junho de 1885 (dez dias após a morte).
Local de saída: O corpo foi exposto no Arco do Triunfo, transformado em capela ardente (primeira vez que isso aconteceu).
Multidão: Estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas acompanharam o cortejo pelas ruas de Paris — praticamente toda a cidade.
Carro funerário: Apesar de desejar o carro dos pobres, Hugo foi conduzido em uma carreta fúnebre ornamentada, mais condizente com um chefe de Estado, arrastada por cavalos pretos.
Procissão: Seguiu do Arco do Triunfo até o Panteão, edifício que, por decreto especial, foi transformado em mausoléu laico da pátria para acolher os restos mortais de Hugo.
Homenagens
Populares: Trabalhadores, estudantes, intelectuais, veteranos e famílias inteiras foram às ruas. Muitos carregavam flores, bandeiras republicanas e cartazes com frases de Hugo.
Oficiais: A Terceira República francesa utilizou o funeral como demonstração de unidade e culto ao escritor como “pai da pátria literária”.
Internacional: Jornais do mundo inteiro noticiaram o acontecimento; delegações estrangeiras também participaram.
Sepultamento
Victor Hugo foi enterrado no Panthéon de Paris, ao lado de outros grandes homens da França.
Seu túmulo ainda hoje é um dos mais visitados do país.
Contraste com seu desejo
Hugo queria um funeral humilde, no “carro dos pobres”.
O governo e o povo transformaram sua morte em uma apoteose republicana, comparável a de imperadores e chefes de Estado.















