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segunda-feira, 12 de março de 2012

SOBRE O MOVIMENTO FEMINISTA

Silvia e Ana Margarida
                                                 
 Por:  Silvia Helena Salles Zangirolami
 Historiadora pela PUC-SP

Querida Margarida,
Têm histórias (causas abolicionistas, por exemplo) que ficaram perdidas, mas que felizmente me caíram nas mãos, por ocasião da pesquisa da minha bisa.

Trata-se de um artigo que li sobre Movimento Feminista, aqui no nosso Brasil e mais especificamente no seu Ceará. Em tempo record!

Diz o artigo:Elas deram o seu recado.
Do norte e nordeste do país vêm os primeiros exemplos de organização de mulheres. Aconteceu no século XIX e eram voltados p/ a causa abolicionista. 

Nasceu no Ceará, e, 1882, a "Sociedade das Senhoras Libertadoras ou Cearences Libertadoras", sob a presidência de Maria Tomásia Figueira que, em parceria c/ Maria Correia do Amaral e Euvira Pinho, fundou associações em Fortaleza e no interior, atuando em defesa da liberdade.

Em 1884, a Assembléia Legislativa Provincial, finalmente decretou o fim da Abolição no Ceará. 

Neste mesmo ano foi criada na cidade de Manaus, a associação Amazonenses Libertadoras , fundada por Elisa de Faria Souto (MÃE DA MINHA BISA)...

Quero mostrar com isto, que as mulheres conseguiram, de um jeito ou de outro, mostrar sua força e capacidade. 

Parabéns p/ elas!

Se quiser ver na íntegra :www.firjansaude.com.br:8008/firjansaude/firjansaude.nsf/paginas/movimento_feminista
Qualquer dúvida retorne
bjus Silvinha



quinta-feira, 8 de março de 2012

HOMENAGEM ÀS MULHERES NO SEU DIA INTERNACIONAL – 8 de março





Olympe de Gouges
Madame Curie
Berta Lutz
Simone de Beauvoir

Maria Luiza Fontenele
Rosa da Fonsêca


Em 1791, na França, Théroigne de Méricourt e Marie Olympe de Gouges ousaram lutar pelos direitos da mulher. Historicamente foram as primeiras feministas e deram origem ao movimento que ganhou adeptas (os) no mundo inteiro. Marie Olympe de Gouges escreveu, em 1791, a declaração dos direitos da mulher. Ambas tiveram  um fim trágico. Gouges foi decapitada por Robespierre, durante a Revolução Francesa, e Méricourt enlouqueceu.
Em 1832, a francesa Jeanne Villepreux,  apaixonada por ciências naturais, criou o primeiro aquário e tornou-se mãe da biologia marinha.
Em 1849, nos Estados Unidos, Elizabeth Blacwell tornou-se a primeira  mulher médica (medicina moderna) da história. Sempre as mulheres desempenharam o papel de cuidadoras e foram médicas sem diplomas.
Em 1851, na França, Marie Angélique Duchemin foi a primeira mulher a receber a comenda Chevalière de la légion d’Honneur. Em 1884, na França, Madeleine Brès foi a primeira mulher a receber o direito de ensinar na Sorbonne.
Em 1893, na Nova Zelândia, as mulheres conquistaram o direito ao voto.
Em 1903, na França, Marie Curie foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel de Física.
Em 1904, no Canadá, Marie Sirois foi a primeira mulher a obter um diploma universitário em literatura.
Em  1905, na Austria, Bertha Von Suttner foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel da Paz.
Em 1907, nos Estados Unidos, Kate Barnard foi a primeira mulher eleita ao parlamento de Estado.
Em 1908, na França, Mme Decourcelle foi a primeira motorista de taxi.
Em 1909, na Suécia, Selma Lagerlöf foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel da Literatura. 
Em 1909, na França, Lily Laskine foi a primeira mulher instrumentalista da orquestra da Opéra de Paris. Os homens ameaçaram fazer uma greve, em protesto.
Em 1910, na Espanha, as mulheres ganharam o direito de acesso às universidades.
Em 1910, na França, Elise Deroche, foi a primeira mulher a obter um brevet de piloto de avião.
Em 1911, na Grã-Bretanha, Elanor Davies Colly  foi  a primeira mulher cirurgiã. 
Em 1911, em Portugal, as mulheres puderam tornar-se funcionárias públicas.
Em 1922, no Brasil, Berta Lutz e Nísia Floresta  fundaram a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Essa instituição lutou pelo voto feminino e pelo trabalho das mulheres, sem autorização dos maridos, entre outras bandeiras. Elas foram consideradas pioneiras do feminismo no Brasil.
Os dois primeiros estados brasileiros a legalizarem o voto feminino foram: Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Em  25 de novembro de 1927, no Rio Grande do Norte, Celina Guimarães Viana deu entrada em uma petição requerendo a inclusão de seu nome no rol dos eleitores. Tornou-se a primeira mulher a ter o direito de voto, no Brasil.
Em 1933, o código eleitoral estendeu o referido direito às mulheres brasileiras.
Na década de 1960, o feminismo eclodiu na Europa e Estados Unidos, respaldado por Simone de Beauvoir  com seu livro o Segundo Sexo, e pela rebelião das mulheres americanas que queimaram sutiãs em praça pública, em Nova York.  
No final da década de 1970, no Ceará, foi criada a União das Mulheres Cearense (UMC) para lutar pela emancipação da mulher aguilhoada, objetivando elevá-la à condição da dignidade humana.   Dentre as pioneiras, destaco: Rosa da Fonsêca, Maria Luiza Fontenele e Célia Zanetti.  Tive a honra de participar da UMC, ao lado de Nilze Costa e Silva, desde os seus primórdios.  Assim, contribuimos pela libertação das mulheres sufocadas pela opressão machista e pelos sistemas sociais retrógrados.  
Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
Fortaleza, 8 de março de 2012.