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| Margô e Rose - Fortaleza, Ideal Club, dezembro de 1994 |
Por José Rosemberg
Adoro-a acima de tudo na vida
Meu amor é oceânico e profundo
Com raízes mais fortes que as do jequitibá.
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Sem você o desespero é trágico tormento
Você é meu doce e vivificante alimento
Como foi para meus ancestrais, o maná.
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Você ausente é a negação de tudo, é o vazio.
É o cinza sem calor, gélido e frio.
É a tristeza melancólica do canto do sabiá.
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Fica ao meu lado por toda eternidade!
Separados, purgarei dilacerante saudade.
Margô, acredite! Sem você, viver não dá!
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Rose
São Paulo, 23 de maio de 2003.

