sexta-feira, 25 de setembro de 2020

A PROPÓSITO DO DIA NACIONAL DE COMBATE AO FUMO - 29/08

Publicado no Jornal do Médico

Link, abaixo.

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A PROPÓSITO DO DIA NACIONAL DE COMBATE AO FUMO (29/08)

 

Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg                                                                 

                                                                                                  Fortaleza, 18/9/2020

 

Até a década de 1970 as ações de combate ao tabagismo no Brasil foram incipientes, circunscritas e desencadeadas, em sua maioria, por médicos. Alguns pioneiros, como: Mário Rigatto, do Rio Grande do Sul, José Rosemberg, de São Paulo, e Jaime Zlotnik, do Paraná, tornaram-se grandes líderes desta luta.

Em 1976, o Professor José Rosemberg publicou o livro “Tabagismo - Sério Problema de Saúde Pública” e realizou, no ano seguinte, a Primeira Semana Antitabagismo da PUC-SP. Como desdobramento da referida semana, o tema tabagismo foi incluído no currículo médico da Faculdade de Medicina daquela instituição.

Também, em 1976, a Associação Médica do Rio Grande do Sul, através do Professor Mário Rigatto, instituiu o primeiro Programa Estadual de Combate ao Tabagismo do Brasil. Nos anos seguintes, as Sociedades Médicas criaram programas em diversos estados da federação e, somente, na década de 1990 os programas de combate ao fumo passaram para o âmbito dos governos estaduais.

Em janeiro de 1979, Antônio Carlos Campos Junqueira, Antônio Pedro Mirra, Almério de Souza Machado, Glacilda Telles Menezes Stewien, José Rosemberg, Luiz Carlos Calmon Teixeira, Mário Rigatto, Mozart Tavares de Lima, Roberto Bibas e Ruth Sandoval Marcondes lançaram a semente para a concretização de um Programa Nacional de Combate ao Fumo, que foi oficializado, em 12 de agosto de 1979, pela Associação Médica Brasileira.

 Em março de 1979, sob a coordenação do Dr. José Silveira, o Instituto Brasileiro de Investigação Torácica – IBIT, na Bahia, realizou um Seminário sobre Tabagismo que resultou na histórica “Carta de Salvador”. Documento de extrema importância, a carta alertava os poderes públicos, às instituições médicas e à população sobre os malefícios do tabaco. Foram signatários da “Carta de Salvador” os seguintes doutores:  Angelo Rizzo, Antônio Carlos Peçanha Martins, Antônio Pedro Mirra, Edmundo Blundi, Jaime Santos Neves, José Rosemberg e José Silveira.

Em 29 de agosto de 1980, a Sociedade Médica do Paraná lançou a “Greve do Fumo”, sob a liderança do Dr. Jayme Zlotnik. Em homenagem ao evento, esta data passou a ser o “Dia Nacional de Combate ao Fumo”. Nas primeiras décadas, depois de sua criação, era comemorado em inúmeros municípios do Brasil com uma corrida rústica, cujo slogan, “Largue o Cigarro Correndo”, inspirou centenas de fumantes a abandonarem o vício.

As comunidades religiosas participaram da luta, desde 1979, através da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, Igreja Católica e Centros Espiritas. O Rotary Club, Lions Club e Associação Cristã de Moços abraçaram, também, a causa.

Em 1984, foi criado o Comitê Coordenador do Controle do Tabagismo no Brasil tendo à frente o Professor Mário Rigatto, que foi o seu primeiro presidente. O Comitê esteve durante muitos anos sob a presidência do Professor Rosemberg e desdobrou-se em vários capítulos, nos estados, e, em subcapítulos, nos municípios.

            Finalmente, em 1985, o Ministério da Saúde (MS) assumiu oficialmente a luta criando um Grupo Assessor para o Controle do Tabagismo no Brasil.  Grupo eclético, composto por diversos representantes da sociedade, atuou junto ao governo para a criação da primeira lei federal de combate ao fumo. A referida Lei de nº 7.488 instituiu o dia 29 de agosto como o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Este grupo era composto pelo Senador Lourival Baptista, José Rosemberg, Mário Rigatto, Antônio Pedro Mirra, Edmundo Blundi, Geniberto Paiva Campos, Germano Gerhardt Filho, Guaracy da Silva Freitas, Jayme Santos Neves, Luiz Carlos Romero, Maria Goretti Pereira Fonseca, Paulo Roberto Guimarães Moreira, Pedro Calheiros Bonfim, Regina Celi Nogueira, Roberto Azambuja, Thomas Szego, Vera Luíza da Costa e Silva e Vitor Manuel Martinez.

Em 1991, a ação do MS foi transferida para o INSTITUO NACIONAL DE CÂNCER-INCA sob a coordenação da Dra. Vera Luiza da Costa e Silva. Divisor de águas na luta contra o tabaco no Brasil, o INCA instalou uma ampla rede de ações com abrangência nacional, concretizando, finalmente, a fase vitoriosa da luta.

Com a municipalização das ações de controle do tabagismo, o programa penetrou nas Empresas, Escolas e Unidades de Saúde em mais de 80% dos municípios brasileiros. Além dessas ações, o INCA realizou, em parceria com as Secretarias Estaduais de Saúde e o Comitê Coordenador de Controle do Tabagismo no Brasil, vários Congressos Brasileiros sobre Tabagismo.

O I Congresso foi realizado no Rio de Janeiro-RJ, em maio de 1994, sob a presidência de José Rosemberg; o II Congresso foi em Fortaleza-CE,  em junho de 1996, sob à nossa presidência; o III Congresso foi em Porto Alegre-RG; o IV Congresso foi em Brasília-DF, e o V Congresso foi em Belo Horizonte-MG.

Além desses congressos, inúmeros eventos científicos e esportivos foram realizados, em todo o Brasil, para comemorar o Dia Mundial sem Tabaco (31 de maio) e do dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto).  

A inserção do tabagismo na sociedade brasileira, consequência de um processo histórico e social associado a capacidade da nicotina de causar dependência, teve graves consequências para a saúde pública da população.

As representações do tabagismo no imaginário social, sempre tiveram associadas, por um lado, as propagandas enganosas das multinacionais fumageiras e, por outro, pelas campanhas de saúde pública desencadeadas pelas Ongs e órgãos de saúde/educação do governo. Enquanto as multinacionais fumageiras associavam o vício de fumar à saúde, beleza, sucesso, status etc, os órgãos de saúde pública mostravam outra realidade associando-o a doença e a morte.

 Como consequência deste embate, houve uma acentuada mudança das representações do tabagismo no imaginário social, evidenciada pela queda significativa da prevalência de fumantes no Brasil. 

Em 1989, segundo pesquisa realizada pelo IBGE, 33% da população adulta brasileira fumava.  De 2006 a 2009 o percentual de fumantes caiu de 15.7% para 14.3%, segundo inquéritos realizados pelo INCA. Continuou em queda progressiva, chegando, em 2019, a 9.8%. 

Os resultados destes inquéritos nos mostram que a semente lançada pelos desbravadores desta luta não foi perdida em solo estéril. Custou a medrar. Foi lento o seu crescimento, porém floriu e frutificou para o bem e alivio das vítimas do tabaco.

Abriu-se, finalmente, a perspectiva auspiciosa de dias mais promissores e de triunfos sobre a grande pandemia.

 

REFERÊNCIAS

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ROSEMBERG, José. Tabagismo – Sério Problema de Saúde Pública. São Paulo: Almed, 1987, p. 321.

https://www.inca.gov.br/campanhas/dia-nacional-de-combate-ao-fumo/2019/tabaco-ou-saude-pulmonar-o-uso-do-narguile

https://actbr.org.br/rede-act

https://www.inca.gov.br/en/node/1415

https://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2020-04/ap_livro_alertafumo_ok4.pdf

 https://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2020-04/ap_livro_alertafumo_ok4.pdf



POR RUBEM ALVES - O médico


Descrição Técnica            

Autor -  Samuel Luke Fildes (1843-1927); Título - The Doctor (O Doutor); Data - 1891; Técnica – óleo sobre tela;  Dimensões - 166 cm × 242 cm; Localização   Tate Gallery – Londres

O MÉDICO - POR RUBEM ALVES

"O Médico"

                                                    

"... e, de repente, um canto de minha memória que o esquecimento escondera se iluminou, e eu o vi de novo, do jeito como o havia visto pela primeira vez: o quadro. Vejo-me, menino, na sala de espera do consultório médico. Estou doente. Meus olhos assustados passeiam pelos objetos à minha volta, até que o encontram. Pendia, solitário, na parede branca. Levanto-me e me aproximo, para ver melhor. Leio o nome da tela: O médico.

É a sala de uma casa. Cena familiar.

Tudo está mergulhado na sombra, exceto o lugar central, iluminado pela luz de um lampião. Mas a luz é inútil. O lugar mais iluminado é o mais obscuro: uma menina doente. A clareza dos detalhes só serve para indicar o lugar onde o mistério é mais profundo. Quando a luz se acende sobre o abismo, o abismo fica mais escuro. Seus olhos estão fechados, mergulhados em um esquecimento febril. Nada sabe do que acontece à sua volta. Por onde andará ela? Infinitamente longe, num lugar ignorado, onde gesto algum pode tocá-la. Seu braço pende, inerte, sobre o vazio.

O lampião ilumina a menina doente. Mas os olhos de quem examina a tela com atenção desconfiam e percebem a presença de uma outra luz.

Do lampião a querosene sai uma outra luz que ilumina a menina. Mas a menina doente sai da luz que ilumina a cena inteira: luz triste, luz sombria, que inunda a sala com o seu mistério: a luz da morte. Também a morte tem a sua luz.

O artista escolheu de propósito. Se, em vez de uma menina, fosse um velho, a morte seria uma outra. A morte tem muitas faces. A morte dos velhos, por mais dolorosa que seja, é parte da ordem natural das coisas: depois do crepúsculo segue-se a noite. A morte dos velhos é triste, mas não trágica. É conto o acorde final de uma sonata. O fim é o que deveria ser. Mas a morte de um filho é uma mutilação.

A luz da vida é alegre, brincalhona, esbanja cores, vive de uma exuberância que pode se dar o luxo de desperdiçar. Todos os objetos ficam coloridos ao seu toque – os grandes e os pequenos, os importantes e os insignificantes. A luz da morte, entretanto, só ilumina o essencial. Naquela sala se sabe a verdade essencial. O universo inteiro está encolhido. O centro absoluto, em torno do qual giram todos os mundos, é uma menina doente. De que valem as montanhas e os mares, os homens, seus negócios, seus amores e suas guerras, se naquele quarto uma menina luta contra a morte?

Num canto, o casal, pai e mãe, imagens da impotência. Nada sabem fazer, nada podem fazer. A mãe está debruçada sobre uma mesa. Seu rosto está mergulhado no vazio. Só lhe resta chorar. O marido, de pé, pousa a mão sobre o ombro da esposa. Mas imagino que ela não a sente. Naquele momento ela não é nem esposa, nem dona de casa: é mãe, apenas mãe. O gesto do marido, que quererá dizer? Será uma tentativa de consolo, como se dissesse: “Eu estou aqui...”? Pobre consolo! Ou será o contrário, uma discreta busca de apoio, como se dissesse: “Também eu estou desamparado!”? Tudo é uma despedida pronta a cumprir-se. E o amor, a coisa mais alegre, revela-se como a coisa mais triste. Diante da morte, o amor ganha cores trágicas.

O pai está vestido com um pesado capote.É estranho! Por que tanto agasalho dentro de casa? O capote nos conta de sua viagem pelo frio, o desamparo em busca de socorro. Doutor, venha depressa! A minha filha... Voltou e nem se lembrou de tirá-lo. Pois que importa o desconforto de um capote dentro de casa quando a filha luta com a morte?

Ao lado da menina,um estranho,assentado: o médico. Pois o médico não é um estranho? Estranho,sim,pois não pertence ao cotidiano da família. E,no entanto,na hora da luta entre o amor e a morte,é ele que é chamado.

O médico medita.Seu cotovelo se apóia sobre o joelho,seu queixo se apóia sobre a mão. Não medita sobre o que fazer.As poções sobre a mesinha revelam que o que podia ser feito já foi feito. Sua presença meditativa acontece depois da realização dos atos médicos, depois de esgotados o seu saber e o seu poder. Bem que poderia retirar-se,pois que ele já fez o que podia fazer... Mas não. Ele permanece. Espera.Convive com a sua impotência.Talvez esteja rezando. Todos rezamos quando o amor se descobre impotente. Oração é isto: essa comunhão com o amor, sobre o vazio... Talvez esteja silenciosamente pedindo perdão aos pais por ser assim tão fraco, tão impotente, diante da morte. E talvez sua espera meditativa seja uma confissão: - Também eu estou sofrendo...

Amei esse quadro a primeira vez que o vi,sem entender. Talvez ele seja a razão por que, quando jovem,por muitos anos,sonhei ser médico. Amei a beleza da imagem de um homem solitário,em luta contra a morte. Diante da morte todos somos solitários. Amamos o médico não pelo seu saber, não pelo seu poder,mas pela solidariedade humana que se revela na sua espera meditativa. E todos os seus fracassos (pois não estão, todos eles, condenados a perder a última batalha?) serão perdoados se; no nosso desamparo,percebermos que ele, silenciosamente,permanece e medita,junto conosco.

Hoje o quadro já não mais se encontra nas salas de espera dos consultórios médicos. A modernidade transferiu a morte do lar,lugar do amor,para as instituições,lugar do poder.

E os médicos foram arrancados dessa cena de intimidade e colocados numa outra onde as maravilhas da técnica tornaram insignificante a meditação impotente diante da morte.

Mas a bela cena não desapareceu.Sobrevive em muitos,como memória e nostalgia, em meio às frestas das instituições. A esses médicos,cujos nomes não preciso dizer (pois eles sabem quem são), que silenciosamente meditam diante do abismo misterioso da tragédia humana,ofereço minha própria meditação impotente. Olho para eles com os mesmos olhos do menino que, pela primeira vez, se defrontou com a beleza dessa cena,na sala de espera de um consultório."

 

 

terça-feira, 22 de setembro de 2020

18 - apreciação crítica da obra de arte de andré bruillet

 https://jornaldomedico.com.br/apreciacao-critica-da-obra-de-andre-brouillet-1857-1914/

  

Título – A Lição Clínica do Doutor Charcot (Une leçon clinique à la Salpêtrière)

Presentes na tela “A lição Clínica do Dr. Charcot - 1887”
        

1 – Victor CORNIL, 2 - Philippe BURTY, 3 – Maurice DEBOVE, 4 – Mathias DUVAL, 5 - Jean-Baptiste CHARCOT, 6 – Alix JOFFROY, 7 - Jean-Martin CHARCOT, 8 - Joseph BABINSKI, 9 – Théodule RIBOT, 10 - Georges GUINON, 11 - Albert GOMBAULT, 12 – Paul ARÈRE, 13 – Alfred NAQUET, 14 -  Désire-Magloire BOURNEVILLE, 15 – Gilbert BALLET, 16 – Paul Adrien BERBEZ, 17 – Édouard BRISSAUD, 18 – Pierre-Marie-Félix JANET, 19 - Charles FÉRÉ, 20 - Paul RICHER, 21 - Blanche WITTMAN, 22 - Marguerite BOTTARD, 23 -  Mll Écary, 24 – Edouard LELORRAIN, 25 – Albert LONDE, 26 – Léon LE BAS, 27 – Jules CLARÉTIE, 28 – Henry BERBEZ, 29 – Henry PARINAUD, 30 – Romain VIGOUROUX, 31 - Gilles de LA TOURETTE

 

Descrição Técnica         

Autor -  André Brouillet (1857-1914)

 

Título – A Lição Clínica do Doutor Charcot (Une leçon clinique à la Salpêtrière)

Data - 1887

Técnica – óleo sobre tela 

Dimensões - 290 × 430 cm

Localização –  Museu de História da Medicina (Paris) - Universidade Paris Descartes

 (Musée d'histoire de Medecine (Paris) - Université Paris Descartes)

Pierre Aristide André Brouillet, pintor francês, nasceu em 1857, em Charroux, França, e morreu, em 1914, em Couhé Vérac, França, com 57 anos. Era filho do escultor Pierre-Amédée Brouillet e de Élisabeth Leriget. André Brouillet, como ficou conhecido, estudou na École des Beaux-Arts de Paris (Escola de Belas Artes de Paris). Ao longo de sua carreira, foi agraciado com inúmeros prêmios: Medalha de 3ª classe no Salão de 1884, medalha de 2ª classe no Salão de 1886, Medalha de bronze na Exposição Universal de 1889, Medalha de 1ª classe no Salão de 1906. Foi, ainda, condecorado oficial da “Legião de Honra”, em 1906. Pintou telas magistrais e ficou famoso com seu quadro Une leçon clinique à la Salpêtrière (A Lição Clínica do Doutor Charcot), ora em pauta. 

A pintura plasma uma aula sobre histeria, ministrada pelo médico francês, Jean-Martin Charcot (1825-1893), considerado o Pai da Neurologia, no hospital Salpêtriere, em Paris. Dentre os 30 espectadores, alunos e professores, há somente três mulheres: a paciente, uma supervisora ​​e uma enfermeira. O Dr. Charcot induz, sob hipnose, em sua paciente, Blanche Wittman (1859-1913), os sintomas associados ao quarto estágio do ataque de histeria, demonstrando que há uma grande diferença entre uma crise convulsiva e um quadro de histeria.

            Na cena, a paciente está à direita de Charcot, apoiada por seu assistente, Joseph Babinski (1857-1932), na época seu aluno. O pescoço da mesma está voltado para a esquerda, enquanto seu braço e mão estão rígidos, com a postura característica da mão dobrada sobre si mesma. A maca ao lado da paciente evidencia sua incapacidade de deambulação. A supervisora ​​geral, Marguerite Bottard (1822-1906), à direita de Babinski, assim como a enfermeira Mlle Écary, na extrema direita da mesa, estão atentas para evitar uma queda da paciente inconsciente. Entre os espectadores, Georges Gilles de La Tourette, em primeiro plano, no centro da pintura, usa um avental branco; Paul Richer, sentado à mesa à esquerda de Charcot, lápis na mão, desenha a cena; Léon Le Bas, administrador do hospital, Jean-Baptiste Charcot, filho de Charcot, então estudante de medicina; Jules Clarétie, jornalista, administrador da Comédie-Française; Pierre Marie que assumiu a cadeira Charcot no hospital Salpêtrière, em 1917.

Esta pintura, exibida no Salon des Artistes, em 01.05.1887, foi comprada pelo Estado e enviada ao Musée de Nice. Posteriormente, pertenceu ao hospital neurológico e neurocirúrgico Pierre Wertheimer, em Lyon. Foi exibida no Museu Nacional de Arte Moderna Georges-Pompidou. Finalmente, foi depositada no Museu de História da Medicina (Paris) e repousa em um corredor da Universidade de Paris Descartes extasiando os visitantes.

ana margarida furtado arruda rosemberg

Fortaleza, 18.09.2020