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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
sábado, 24 de dezembro de 2016
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
domingo, 18 de dezembro de 2016
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
sábado, 10 de dezembro de 2016
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
domingo, 4 de dezembro de 2016
VÍDEO EM HOMENAGEM À FIDEL - Cabalgando con Fidel
Con letra del cantautor cubano Raúl Torres, y en voz de varios músicos de nuestro país, el video clip “Cabalgando con Fidel” rinde honor al Líder de la Revolución, Fidel Castro Ruz
VELÓRIO E SEPULTAMENTO DE FIDEL CASTRO
Fidel Castro faleceu no dia 25/11/2016, em Havana-Cuba.
VELÓRIO DE FIDEL EM HAVANA
CORTEJO COM CINZAS DE FIDEL
SEPULTAMENTO EM SANTIAGO DE CUBA DE FIDEL CASTRO
VELÓRIO DE FIDEL EM HAVANA
CORTEJO COM CINZAS DE FIDEL
SEPULTAMENTO EM SANTIAGO DE CUBA DE FIDEL CASTRO
sábado, 3 de dezembro de 2016
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
POR: ANA MARGARIDA ROSEMBERG - BREVE HISTÓRIA DE CUBA : de Colombo à Fidel Castro
No dia 28 de outubro de 1492,
Cristóvão Colombo desembarcou em Cuba imaginando ter chegado à Ásia. Encontrou os nativos (índios) fumando tabaco.
Até então, o tabaco era uma planta desconhecida na Europa, mas cultivada na
América e fumada pelos caciques em rituais religiosos, pois eles acreditavam
que a fumaça tinha poderes de curar doenças e espantar os maus espíritos. Em
1530, Jean Nicot levou a planta para Europa e a mesma disseminou-se com ajuda
da nicotina, potente alcaloide com poder viciante, batizado com esse nome em
homenagem à Nicot.
Com a chegada dos espanhóis e portugueses à América,
iniciou-se um violento processo de colonização. Inúmeras populações indígenas
foram dizimadas e outras foram submetidas ao trabalho escravo pelos chamados
“homens civilizados”. Cuba tornou-se uma colônia da Espanha chefiada por um
governo espanhol em Havana.
Em Cuba, o processo de colonização
se deu de modo muito traumático, pois o povo cubano resistiu. Estava na alma
daqueles nativos não serem escravizados. O início dessa resistência se deu com
a revolta do cacique Hatuey que acabou sendo queimado vivo. Diante da
dificuldade de escravizar os índios, como ocorreu no Brasil, o colonizador
espanhol foi buscar o africano para ser utilizado como alternativa de
mão-de-obra barata. O sistema da monocultura, outra característica comum às
colônias espanholas e portuguesas, elegeu em Cuba o açúcar e o tabaco como
produtos preferenciais.
No início do século XVIII,
aconteceram as primeiras sedições. Com a alta do preço do tabaco, os terrenos
semeados com tabacos passaram a ser lucrativos. Em 1716, a Espanha decretou a
“Lei do Estanco” proibindo os “vegueros” de vender livremente sua produção.
Contra a esse monopólio espanhol ocorreram várias rebeliões, como a
“Insurreição dos Vegueros”, em 1723. A referida insurreição foi sufocada e seus
líderes enforcados. Em 1762, Havana foi ocupada pelo reino da Grã-Bretanha, mas
voltou para a mãos dos espanhóis quando houve a troca pelo território da
Flórida que atualmente pertence aos Estados Unidos.
Uma série de rebeliões durante o século XIX não conseguiu pôr
fim ao domínio espanhol. O primeiro movimento de independência de Cuba, chamada “Grande
Guerra”, ocorreu entre 1868 e 1878 e foi
liderado por Carlos Manuel Céspedes que, por ter sido educado na Europa, defendia os princípios de liberdade do Iluminismo.
Em
outubro de
1868, conduzindo duzentos homens, Céspedes levantou-se contra o governo
espanhol, proclamando a independência de Cuba. Uma das primeiras providências
de seu governo foi conceder a liberdade de todos os escravos que se unissem ao
exército revolucionário. Essa medida
aumentou o seu efetivo para doze mil homens. Diante disso, a Espanha ampliou o
seu contingente militar na Ilha e Céspedes foi deposto, em 1873. A resistência, entretanto, prolongou-se até 1878,
quando as tropas espanholas retomaram o controle de Cuba.
Logo em seguida, surgiu um novo líder revolucionário: José
Martí. Preso aos 16 anos de idade por ter fundado um jornal revolucionário (La Patria Libre), Martí foi condenado a
trabalhos forçados e, posteriormente, deportado para a Espanha. Uma vez
libertado, viveu no México, na Venezuela e nos Estados Unidos, onde passou a
articular uma nova revolução para a independência de Cuba.
Em 1892, fundou o Partido Revolucionário Cubano (PRC), visando angariar recursos para o seu projeto de romper com o padrão colonial. Em 1895, desembarcou em Cuba e deu início a uma nova guerra de independência, na qual pereceu um mês após ter iniciado o conflito. Entretanto, mesmo após a sua morte, os combates prosseguiram até 1898.
Após a morte de José Martin assumiu a liderança Tomás Estrada Palmas que pediu ajuda aos Estados Unidos.
Os Estados Unidos tinham interesse em Cuba, pois compravam o açúcar cubano desde o início do século XIX e, através de um comércio triangular, trocavam rum por escravos.
Em 1892, fundou o Partido Revolucionário Cubano (PRC), visando angariar recursos para o seu projeto de romper com o padrão colonial. Em 1895, desembarcou em Cuba e deu início a uma nova guerra de independência, na qual pereceu um mês após ter iniciado o conflito. Entretanto, mesmo após a sua morte, os combates prosseguiram até 1898.
Após a morte de José Martin assumiu a liderança Tomás Estrada Palmas que pediu ajuda aos Estados Unidos.
Os Estados Unidos tinham interesse em Cuba, pois compravam o açúcar cubano desde o início do século XIX e, através de um comércio triangular, trocavam rum por escravos.
Os Estados Unidos enviaram à Cuba um navio de guerra chamado “USS
Maine”. O mesmo, ancorado em Havana, sofreu uma explosão com a morte de muitos
marinheiros americanos.
O governo norte-americano culpou o governo espanhol pela explosão e declarou guerra à Espanha. Foi a famosa guerra Hispano-Americana.
Resumindo: A guerra de independência de Cuba, que começou com José Martín, terminou sendo travada entre Estados Unidos e Espanha. O presidente William McKinley assinou uma Resolução Conjunta, em 20 de abril de 1898:
O governo norte-americano culpou o governo espanhol pela explosão e declarou guerra à Espanha. Foi a famosa guerra Hispano-Americana.
Resumindo: A guerra de independência de Cuba, que começou com José Martín, terminou sendo travada entre Estados Unidos e Espanha. O presidente William McKinley assinou uma Resolução Conjunta, em 20 de abril de 1898:
A referida Resolução
Conjunta autorizava o presidente a usar a força para eliminar o governo
espanhol em Cuba. Assim, os Estados Unidos passaram a atacar territórios
espanhóis quer no Caribe ou Pacífico, invadindo-os. Os espanhóis foram
derrotados e obrigados a assinar com os Estados Unidos o “Tratado de Paris”,
que finalizava a dominação espanhola na Ilha.
Cuba se libertou da Espanha, mas passou a sofrer uma gigantesca interferência dos Estados Unidos. Em outras palavras, Cuba passou a ser um protetorado americano que se reflete até os dias atuais, na base militar na cidade de Guantânamo.
Cuba se libertou da Espanha, mas passou a sofrer uma gigantesca interferência dos Estados Unidos. Em outras palavras, Cuba passou a ser um protetorado americano que se reflete até os dias atuais, na base militar na cidade de Guantânamo.
Após a vitória sobre
os espanhóis, os EUA nomearam um Governador-Geral para Cuba, o general
norte-americano John Brooke.
O governo americano começou a criar propostas econômicas que beneficiavam apenas aos Estados Unidos. Todos os produtos que Cuba produzia eram exportados apenas para os Estados Unidos, a preços baixíssimos, que os revendia por preços maiores. Tudo isso aconteceu, porque os cubanos assinaram uma emenda constitucional, a “Emenda Platt”, já que a independência deles foi feita pelos Estados Unidos. Assim, Cuba teve que aceitar imposições dos Estados Unidos, como a ocupação militar que se estendeu de 1891 até 1903.
A chamada “Emenda Platt” permaneceu mantendo Cuba um protetorado até 1933. Embora essa ocupação privilegiasse os interesses dos Estados Unidos, houve um legado positivo para Cuba, como: melhora nas condições sanitárias, com redução das doenças e melhora no sistema de educação e saúde.
O governo americano começou a criar propostas econômicas que beneficiavam apenas aos Estados Unidos. Todos os produtos que Cuba produzia eram exportados apenas para os Estados Unidos, a preços baixíssimos, que os revendia por preços maiores. Tudo isso aconteceu, porque os cubanos assinaram uma emenda constitucional, a “Emenda Platt”, já que a independência deles foi feita pelos Estados Unidos. Assim, Cuba teve que aceitar imposições dos Estados Unidos, como a ocupação militar que se estendeu de 1891 até 1903.
A chamada “Emenda Platt” permaneceu mantendo Cuba um protetorado até 1933. Embora essa ocupação privilegiasse os interesses dos Estados Unidos, houve um legado positivo para Cuba, como: melhora nas condições sanitárias, com redução das doenças e melhora no sistema de educação e saúde.
Nas primeiras
décadas do século XX, Cuba foi governada por políticos alinhados aos interesses
americanos. Em 1924, um liberal chamado Gerado Machado foi eleito presidente,
mas seu governo fracassou. Em 1933, houve um golpe militar liderado pelo sargento
Fugencio Batista. Pela primeira vez, na história cubana um afrodescendente
chegou ao poder.
Em 1940, Fugencio Batista que já ocupava a presidência desde 1933, foi eleito democraticamente. Em 1944, Batista perdeu a eleição para o Dr. Grau. Em 1952, Batista retornou ao poder por meio de um golpe. Fugencio Batista era pro Estados Unidos e pro máfia americana que investia em jogos, prostituição e turismo.
No governo de Batista, Cuba progrediu economicamente, mas ainda possuía uma economia fraca e havia um forte desequilíbrio na distribuição de renda. Em 1958, Cuba era a oitava economia, entre os 20 maiores países latino-americanos, e a primeira economia do Caribe. Entretanto, havia um grande desequilíbrio entre a área rural e a área urbana. A área urbana possuía forte infraestrutura financiada pelo capital vindo dos Estados Unidos. Em 1958, havia em Havana um expressivo número de prostitutas o que fazia da indústria da prostituição a mais rentável da Ilha.
A corrupção, jogatina, prostituição e negociatas caracterizaram a Era Batista afastando a população do regime. A forma como foi forjada a independência de Cuba, que serviu mais aos interesses econômicos, sociais e culturais dos norte-americanos, deu margem para um descontentamento das classes média e baixa da população cubana.
Na esteira dos protestos, os jovens começaram a se mobilizar e a adquirir ideias revolucionárias. Entre eles, Fidel Alejandro Castro Ruz, um jovem advogado.
Em 1953, junto com outros jovens, Fidel Castro, numa ação de guerrilha urbana, tentou tomar o Quartel de La Moncada, em Santiago de Cuba, um local onde se guardavam armas.
Fidel tentou iniciar uma revolução que fracassou. Na ação, alguns jovens foram mortos e Fidel foi capturado, preso, julgado e condenado a 15 anos de prisão. Fez a sua própria defesa terminando, após um longo discurso, com a seguinte frase “A História me absolverá”. Esses jovens eram nacionalistas e não comunistas, como muitos pensam. Eles queriam a soberania de Cuba. Queriam uma pátria livre.
Em 1940, Fugencio Batista que já ocupava a presidência desde 1933, foi eleito democraticamente. Em 1944, Batista perdeu a eleição para o Dr. Grau. Em 1952, Batista retornou ao poder por meio de um golpe. Fugencio Batista era pro Estados Unidos e pro máfia americana que investia em jogos, prostituição e turismo.
No governo de Batista, Cuba progrediu economicamente, mas ainda possuía uma economia fraca e havia um forte desequilíbrio na distribuição de renda. Em 1958, Cuba era a oitava economia, entre os 20 maiores países latino-americanos, e a primeira economia do Caribe. Entretanto, havia um grande desequilíbrio entre a área rural e a área urbana. A área urbana possuía forte infraestrutura financiada pelo capital vindo dos Estados Unidos. Em 1958, havia em Havana um expressivo número de prostitutas o que fazia da indústria da prostituição a mais rentável da Ilha.
A corrupção, jogatina, prostituição e negociatas caracterizaram a Era Batista afastando a população do regime. A forma como foi forjada a independência de Cuba, que serviu mais aos interesses econômicos, sociais e culturais dos norte-americanos, deu margem para um descontentamento das classes média e baixa da população cubana.
Na esteira dos protestos, os jovens começaram a se mobilizar e a adquirir ideias revolucionárias. Entre eles, Fidel Alejandro Castro Ruz, um jovem advogado.
Em 1953, junto com outros jovens, Fidel Castro, numa ação de guerrilha urbana, tentou tomar o Quartel de La Moncada, em Santiago de Cuba, um local onde se guardavam armas.
Fidel tentou iniciar uma revolução que fracassou. Na ação, alguns jovens foram mortos e Fidel foi capturado, preso, julgado e condenado a 15 anos de prisão. Fez a sua própria defesa terminando, após um longo discurso, com a seguinte frase “A História me absolverá”. Esses jovens eram nacionalistas e não comunistas, como muitos pensam. Eles queriam a soberania de Cuba. Queriam uma pátria livre.
Por interferência de
alguns religiosos, Fidel foi libertado e viajou para o México. Lá conheceu um
jovem médico argentino chamado Ernesto Guevara Lynch de la Serna, conhecido
como “El Ché”.
Ché ajudou Fidel na formação de um movimento revolucionário chamado “Movimento 26 de Julho”.
Esse movimento era composto por jovens estudantes que iniciaram uma luta contra Batista. Liderados por Fidel, eles se organizaram em Sierra Maestra e receberam enorme apoio dos camponeses e da população cubana.
A revolução que desencadearam era contra a ditadura de Fugencio Batista que era vinculada aos Estados Unidos. Foi, portanto uma revolução nacionalista e defendia a ideia de que a liberdade de Cuba estava vinculada ao anti-imperialismo.
Após 25 meses de luta, os jovens revolucionários foram vitoriosos. No dia 1 de janeiro de 1959, derrubaram a ditadura de Batista que fugiu com seus auxiliares. Fidel não era comunista. Aliás, os comunistas apoiavam Batista e desconfiavam de Fidel.
Esse movimento era composto por jovens estudantes que iniciaram uma luta contra Batista. Liderados por Fidel, eles se organizaram em Sierra Maestra e receberam enorme apoio dos camponeses e da população cubana.
A revolução que desencadearam era contra a ditadura de Fugencio Batista que era vinculada aos Estados Unidos. Foi, portanto uma revolução nacionalista e defendia a ideia de que a liberdade de Cuba estava vinculada ao anti-imperialismo.
Após 25 meses de luta, os jovens revolucionários foram vitoriosos. No dia 1 de janeiro de 1959, derrubaram a ditadura de Batista que fugiu com seus auxiliares. Fidel não era comunista. Aliás, os comunistas apoiavam Batista e desconfiavam de Fidel.
Fidel era um líder
carismático. Chegando ao poder ao lado de Ché, Raúl Castro (seu irmão), Camilo
Cienfuegos e outros mobilizou a juventude cubana (100 mil jovens) e conseguiu
eliminar, em um ano, o analfabetismo, que era em torno de 40%; investiu na
melhoria da saúde pública; fez uma reforma agrária, desapropriando propriedades
dos americanos, que foram indenizados pelo valor que declararam no imposto de
renda; nacionalizou boa parte das
indústrias, dos hotéis e dos bancos e fuzilou os contra revolucionários.
Evidente que essa revolução gerou uma reação de descontentamento dos latifundiários e da burguesia. Os Estados Unidos, também, descontentes, apoiaram os contra revolucionários para derrubar Fidel Castro. Treinaram os militares do Batista com a finalidade de invadir Cuba.
Em abril de 1961, cerca de 1500 homens recrutados e treinados pela CIA dos Estados Unidos e marines norte-americanos tentaram uma invasão à Baía dos Porcos. Fidel foi para a frente de combate rechaçando a invasão. Morreram 300 homens e 1200 foram aprisionados e julgados pela multidão no estádio. Quando Fidel perguntou o que fazer com eles, a multidão gritou: Paredão! Fidel preferiu trocá-los por tratores e devolvê-los para Miami. Não conseguiu tratores e, sim, alimentos e medicamentos em troca dos prisioneiros.
Os Estados Unidos iniciaram um tremendo embargo econômico contra Cuba, ameaçando cortar relações com qualquer país que fizesse comércio com Cuba para, assim, asfixiá-la.
Evidente que essa revolução gerou uma reação de descontentamento dos latifundiários e da burguesia. Os Estados Unidos, também, descontentes, apoiaram os contra revolucionários para derrubar Fidel Castro. Treinaram os militares do Batista com a finalidade de invadir Cuba.
Em abril de 1961, cerca de 1500 homens recrutados e treinados pela CIA dos Estados Unidos e marines norte-americanos tentaram uma invasão à Baía dos Porcos. Fidel foi para a frente de combate rechaçando a invasão. Morreram 300 homens e 1200 foram aprisionados e julgados pela multidão no estádio. Quando Fidel perguntou o que fazer com eles, a multidão gritou: Paredão! Fidel preferiu trocá-los por tratores e devolvê-los para Miami. Não conseguiu tratores e, sim, alimentos e medicamentos em troca dos prisioneiros.
Os Estados Unidos iniciaram um tremendo embargo econômico contra Cuba, ameaçando cortar relações com qualquer país que fizesse comércio com Cuba para, assim, asfixiá-la.
Para entender a
Revolução Cubana é necessário compreender o contexto histórico em que ela se
deu. O Mundo estava bipolarizado e sendo disputado pelos Estados Unidos e pela
União Soviética. O contexto era o da Guerra Fria.
A partir da fracassada invasão da Baía dos Porcos, e com a nova ameaça de invasão pelos Estados Unidos, uma potência bélica incontestável, Cuba foi buscar apoio no bloco socialista. A partir de então, Cuba passou a ser protegida economicamente e militarmente pela União Soviética e instaurou um regime de orientação marxista e partido único.
Os Estados Unidos, através da CIA, tentaram, em vão, centenas de vezes assassinar Fidel Castro, pois viam nele uma ameaça para o Continente Americano.
A partir da fracassada invasão da Baía dos Porcos, e com a nova ameaça de invasão pelos Estados Unidos, uma potência bélica incontestável, Cuba foi buscar apoio no bloco socialista. A partir de então, Cuba passou a ser protegida economicamente e militarmente pela União Soviética e instaurou um regime de orientação marxista e partido único.
Os Estados Unidos, através da CIA, tentaram, em vão, centenas de vezes assassinar Fidel Castro, pois viam nele uma ameaça para o Continente Americano.
No auge da Guerra
Fria a União Soviética usou o território de Cuba para implantar mísseis contra
os Estados Unidos. O Mundo esteve à beira de uma guerra nuclear que,
felizmente, teve uma solução diplomática.
No pico das tensões
entre as duas potências, o presidente dos Estados Unidos, Kennedy, ameaçou
invadir a Ilha ou bombardear as rampas de lançamento dos mísseis. O presidente
da União Soviética, Khrushchev, cedeu e retirou os mísseis do território cubano
em troca do compromisso dos Estados Unidos de respeitarem a soberania de Cuba e
desmontarem bases de mísseis na Turquia.
O embargo econômico, comercial e financeiro imposto à Cuba pelos Estados Unidos, em 1962, foi aderido pela Organização dos Estados Americanos (OEA). A partir desse embargo o destino da Ilha ficou atrelado à União Soviética. Quando a mesma se fragmentou, Cuba ficou relegada à sua própria sorte.
Em junho de 2009, a Organização dos Estados Americanos (OEA), aprovou, por consenso, a anulação da resolução de 1962, que expulsava a Ilha da organização. Todos os governos do continente restabeleceram contato com Cuba, com exceção dos Estados Unidos.
A decisão histórica permite que Cuba seja reincorporada caso manifeste vontade, embora o governo cubano já tenha declarado em várias ocasiões não ter interesse em retornar.
O presidente dos EUA, Barack Obama, levantou restrições de viagens à Ilha e de remessas de dinheiro feitas por cubano-americanos para suas famílias que moram em Cuba. O levantamento das restrições beneficia cerca de 1,5 milhão de cubano-americanos,
O embargo econômico, comercial e financeiro imposto à Cuba pelos Estados Unidos, em 1962, foi aderido pela Organização dos Estados Americanos (OEA). A partir desse embargo o destino da Ilha ficou atrelado à União Soviética. Quando a mesma se fragmentou, Cuba ficou relegada à sua própria sorte.
Em junho de 2009, a Organização dos Estados Americanos (OEA), aprovou, por consenso, a anulação da resolução de 1962, que expulsava a Ilha da organização. Todos os governos do continente restabeleceram contato com Cuba, com exceção dos Estados Unidos.
A decisão histórica permite que Cuba seja reincorporada caso manifeste vontade, embora o governo cubano já tenha declarado em várias ocasiões não ter interesse em retornar.
O presidente dos EUA, Barack Obama, levantou restrições de viagens à Ilha e de remessas de dinheiro feitas por cubano-americanos para suas famílias que moram em Cuba. O levantamento das restrições beneficia cerca de 1,5 milhão de cubano-americanos,
Somente no governo
de Obama, dos EUA, e com a interferência do Papa Francisco, o embargo
comercial começou a dar sinais de deixar de existir. Com a recente eleição de
Trump, nos EUA, fica incerto o destino de Cuba.
Fidel Castro ocupou o poder em Cuba desde 1959, inicialmente como
primeiro-ministro, e, a partir de 1976, como presidente. Exerceu esse cargo até
2006, quando delegou seus poderes ao seu irmão mais novo, Raúl. Em 19 de abril
de 2011, Fidel Castro retirou-se oficialmente da vida política do seu país.
Fidel Castro faleceu em Havana no dia 25 de novembro de 2016.
Fidel Castro faleceu em Havana no dia 25 de novembro de 2016.
Figura controversa, Fidel Castro deixou uma legião de admiradores e, também, outra legião de críticos. Foi um líder amado e odiado. Seus críticos alegam que ele foi um ditador sanguinário, responsável por centenas de milhares de exilados, pela morte de quase 10 mil opositores e por um número desconhecido de prisões. Sufocou o povo por restringir as liberdades.
Seus admiradores dizem que ele fez uma revolução humanística, uma revolução voltada para o homem, legando ao seu povo cultura, saúde e educação de qualidade. Dizem que Fidel conseguiu igualar os homens da nação cubana e permitiu a eles uma grandeza de sentimentos, de solidariedade de uns com os outros.
Seus admiradores dizem que ele fez uma revolução humanística, uma revolução voltada para o homem, legando ao seu povo cultura, saúde e educação de qualidade. Dizem que Fidel conseguiu igualar os homens da nação cubana e permitiu a eles uma grandeza de sentimentos, de solidariedade de uns com os outros.
Esse humanismo da Revolução Cubana foi, sem dúvida, a maior
contribuição de Fidel para o Mundo.
Ana Margarida Furtado
Arruda Rosemberg
Mestre em História pela PUC-SP
Fortaleza, 2 de dezembro de 2016.
Referências
Nicotina: Droga Universal,
José Rosemberg, Centro Técnico de Documentação /GTIS/SES/CVE, São Paulo, 2003
Era dos extremos - o
breve século XX (1914-1991), Eric Hobsbawm, Editora Cia. das Letras, 1995.
Cuba: A Revolução na
América, Almir Matos, Editora Vitória LTDA, 1961.
Enciclopédia Mirador
Internacional.
Cuba: uma nova
história, Richard Gott, Editora Jorge Zahar, 2006.
Cuba (coletânea de
artigos organizada por Manuel García).
A Ilha, Fernando
Morais, Editora Alfa-Ômega, 1985
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/12/1837361-ditadura-cubana-e-a-mais-letal-das-americas.shtml
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Elizabeth Carvalho comenta a morte de Fidel Castro
![]() |
| Elizabeth Carvalho |
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/v/elizabeth-carvalho-comenta-morte-do-ex-presidente-cubano-fidel-castro/5475785/
Transcrição da fala da jornalista Elizabeth Carvalho no Programa Jornal Globo News 28/11/2016
Eu tenho a
impressão que a morte de Fidel Castro é dessas que o Mundo todo se sente na
obrigação de repercutir e render homenagens a pessoa que ele foi. Todo o Mundo
repercute de uma forma positiva ainda que nos últimos 50 anos ele tenha sido
permanentemente difamado no nosso Mundo Ocidental como um cruel ditador com
imagem de um homem que estava impondo ao seu país um sistema nocivo de um comunismo
que come criancinhas. Essa foi a tônica durante a guerra fria durante todos
esses anos. A morte de Fidel Castro marca, de fato, uma data trágica para a humanidade, porque é uma data, realmente, de uma uma página virada na História. Uma
página onde terminam os grandes líderes que marcaram a História
do século XX. Sim, porque ele era o último deles, uma pessoa da estatura de
Mandela, da estatura de Ho Chí Minh, que levou a cargo a Guerra do Vietnam, e de muitos
outros grandes líderes que levaram a sua nação, impulsionaram a sua nação numa
direção que hoje a gente inclui todos eles dentro de uma pequena expressão
chamada populista.
Mas Fidel Castro foi de fato um homem importantíssimo. A nação
cubana está órfã, hoje. Ela está vivendo uma orfandade de um homem que durante
50 anos conseguiu sobreviver a dezenas de tentativas de assassinatos comandadas
pela CIA e conseguiu manter aquela pequena ilha, grudada quase nos EEUU, independente apesar de submetida a um bloqueio cruel dos EEUU durante todo esse tempo.
E, no entanto,
sobreviveu. Como todos os grandes líderes cometeu excessos, cometeu erros, mas
com Fidel nós estamos enterrando de fato uma era. Estamos, de fato, nos sentindo
órfãos de um tempo. Se nós olharmos hoje certos Estados das nossas
sociedades, ditas democratas, poucos deles irão passar para a História da
Humanidade com a grandeza de Fidel Castro.
Eu acho também que a revolução
cubana foi uma revolução humanista. Uma revolução voltada para o homem. Isso é
uma coisa muito importante. Não foi uma revolução pragmática, econômica.
Cuba, que é
um país que eu visitei muitas vezes, tinha esse aspecto fundamental da dignidade
do homem. O que mais me comovia em Cuba era ver a forma como qualquer pessoa era tratada. Você conversava com um lixeiro na rua, um operário na construção, uma
camareira em um quarto de hotel e todos falavam de igual para igual. Havia uma irmandade
que os unia. Desapareceu aquela ideia de classe social, em que você é melhor do que
aquele. Essa é uma das grandes vitórias da revolução cubana. A vitória de ter conseguido
realmente igualar os homens da nação cubana e permitir a eles uma grandeza de
sentimentos de solidariedade de uns com os outros. Era muito comovente de ver, porque era uma
coisa que eu só via em Cuba. Eu nunca
tinha visto isso em nenhuma outra parte do Mundo. Esse humanismo da revolução cubana
talvez tenha sido a maior contribuição de Fidel e da geração dele para o Mundo.
Hoje, vivemos em um processo exatamente contrário. Vivemos no Mundo absolutamente
individualista, onde cada um está voltado para si mesmo. O espírito
coletivo está desaparecendo. Em Cuba eu
via muito essa generosidade prevalecer entre os cidadãos. Essa generosidade existiu em função de uma
revolução que foi feita com coragem e profunda paixão. A paixão revolucionária
é também uma coisa que desapareceu no mundo de hoje. A revolução cubana foi
feita dessa forma, de uma forma apaixonda.
Fidel encarna
um apaixonado revolucionário, mais do que qualquer outra coisa.
Que mais eu
posso dizer. Eu e muitas pessoas aqui em Paris estamos todos muito chocados. A morte de Fidel tem pra França, que é um país humanista, que é um país que tem os valores de liberdade, de igualdade e de fraternidade, um significado muito doloroso. O significado do
desaparecimento de uma era. Nós estamos aqui profundamente mobilizados, estamos
surpreendidos com essa notícia.
Me vem a
cabeça um elemento que eu acho importante que seja dito Nós vivemos em um continente ligado e
dependente dos EEUU, mais do que o resto do Mundo. Os EEUU é a nação mais
poderosa do Mundo. Ela influi nos destinos da Europa, mais ainda nos destinos da América
do Sul. Nós estamos
umbilicalmente ligados. Uma coisa que é comovederora no povo cubano é ser o povo mais
culto de toda a América Latina. Não há um cubano iletrado. Não há um cubano
incapaz de conhecer a literatura latino americana. Isso é uma
coisa que nenhum dos outros países da América Latina conseguiu conquistar. O grau de cultura que Fidel foi capaz de dar ao seu povo em 50 anos. Não há como
não reconhecer que o povo cubano é o povo mais culto por causa de 50 anos da revolução cubana.
Acho que é
isso que tenho a dizer neste momento.
sábado, 26 de novembro de 2016
POR LULA : DESCANSE EM PAZ, COMPANHEIRO FIDEL
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| Lula e Fidel |
DESCANSE EM PAZ, COMPANHEIRO FIDEL
Morreu ontem o maior de todos os latino-americanos, o comandante em chefe da revolução cubana, meu amigo e companheiro Fidel Castro Ruz.
Para os povos de nosso continente e os trabalhadores dos países mais pobres, especialmente para os homens e mulheres de minha geração, Fidel foi sempre uma voz de luta e esperança.
Seu espírito combativo e solidário animou sonhos de liberdade, soberania e igualdade. Nos piores momentos, quando ditaduras dominavam as principais nações de nossa região, a bravura de Fidel Castro e o exemplo da revolução cubana inspiravam os que resistiam à tirania.
Eu o conheci pessoalmente em julho de 1980, em Manágua, durante as comemorações do primeiro aniversário da revolução sandinista. Mantivemos, desde então, um relacionamento afetuoso e intenso, baseado na busca de caminhos para a emancipação de nossos povos.
Sinto sua morte como a perda de um irmão mais velho, de um companheiro insubstituível, do qual jamais me esquecerei.
Será eterno seu legado de dignidade e compromisso por um mundo mais justo.
Hasta siempre, comandante, amigo e companheiro Fidel Castro.
Luiz Inácio Lula da Silva
São Paulo, 26 de novembro de 2016
São Paulo, 26 de novembro de 2016
Foto: Ricardo Stuckert
FIDEL, POR EDUARDO GALEANO
Fidel, por Eduardo Galeano
![]() |
| Fidel durante discurso em Havana em 2006 Eduardo Galeano | Havana - 26/11/2016 - 12h47
Seus inimigos dizem que foi rei sem coroa e que confundia a unidade com a unanimidade.
E nisso seus inimigos têm razão.
Seus inimigos dizem que, se Napoleão tivesse tido um jornal como o Granma, nenhum francês ficaria sabendo do desastre de Waterloo.
Seus inimigos dizem que exerceu o poder falando muito e escutando pouco, porque estava mais acostumado aos ecos que às vozes.
E nisso seus inimigos têm razão.
Mas seus inimigos não dizem que não foi para posar para a História que abriu o peito para as balas quando veio a invasão, que enfrentou os furacões de igual pra igual, de furacão a furacão, que sobreviveu a 637 atentados, que sua contagiosa energia foi decisiva para transformar uma colônia em pátria e que não foi nem por feitiço de mandinga nem por milagre de Deus que essa nova pátria conseguiu sobreviver a dez presidentes dos Estados Unidos, que já estavam com o guardanapo no pescoço para almoçá-la de faca e garfo.
E seus inimigos não dizem que Cuba é um raro país que não compete na Copa Mundial do Capacho.
E não dizem que essa revolução, crescida no castigo, é o que pôde ser e não o quis ser. Nem dizem que em grande medida o muro entre o desejo e a realidade foi se fazendo mais alto e mais largo graças ao bloqueio imperial, que afogou o desenvolvimento da democracia a la cubana, obrigou a militarização da sociedade e outorgou à burocracia, que para cada solução tem um problema, os argumentos que necessitava para se justificar e perpetuar.
E não dizem que apesar de todos os pesares, apesar das agressões de fora e das arbitrariedades de dentro, essa ilha sofrida mas obstinadamente alegre gerou a sociedade latino-americana menos injusta.
E seus inimigos não dizem que essa façanha foi obra do sacrifício de seu povo, mas também foi obra da pertinaz vontade e do antiquado sentido de honra desse cavalheiro que sempre se bateu pelos perdedores, como um certo Dom Quixote, seu famoso colega dos campos de batalha.
Do livro "Espelhos, uma história quase universal", tradução de Eric Nepomuceno. Publicado no site Outras Palavras.E nisso seus inimigos têm razão.
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HASTA SIEMPRE, FIDEL!
LE MONDE
http://www.lemonde.fr/ameriques/video/2016/11/26/video-fidel-castro-42-ans-a-la-tete-de-la-revolution-cubaine_5038530_3222.html
UOL
http://noticias.uol.com.br/album/2013/08/13/relembre-a-trajetoria-de-fidel-castro.htm?abrefoto=11#fotoNav=15
EL PAIZ
http://brasil.elpais.com/brasil/2016/11/26/internacional/1480139571_674437.html
FOLHA DA SÃO PAULO
http://m.folha.uol.com.br/mundo/2016/11/507178-ditador-fidel-castro-morre-em-cuba-aos-90-anos.shtml?mobile
ESTADÃO
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,morre-fidel-castro,10000090750
UOL ESPECIAL
http://www.uol/noticias/especiais/fidel-castro.htm
A Humanidade lembrará SEMPRE sua luta pela Paz MUNDIAL ...
Hasta la victoria Siempre !!!
Nazaré Antero
Morre o último dos moicanos...
O último presidente que resistiu ao boicote dos EEUU e não se deixou intimidar pelos gananciosos americanos.
Ângela Pinho de Brito
Aprendi no correr de minha vida a respeitar e admirar Fidel Castro. Um revolucionário na acepção mais pura da palavra. Nunca traiu seu povo. Nunca traiu seus ideais de construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Fidel terá seu nome gravado perenemente no panteão dos grandes líderes mundiais. Viva o comandante Fidel! Hasta siempre, Fidel!
Ana Margarida Rosemberg
Hoje, 25 de novembro, às
10h29 da noite, faleceu o Comandante em Chefe da Revolução Cubana Fidel Castro
Ruz. Cumprindo a vontade expressa do Companheiro Fidel, seus restos mortais
serão cremados. Nas primeiras horas da manhã deste sábado (26), a comissão
organizadora dos funerais dará ao nosso povo uma informação detalhada sobre a
organização da Homenagem póstuma ao fundador da Revolução Cubana. Até a vitória
sempre!”
Raúl Castro.
Raúl Castro.
Já na adolescência me
apaixonei por Fidel Castro, lendo "A ILHA" do Fernando Morais. Tenho
a honra terrena de ter compartilhado com ele uma época. Espírito tenaz e aguerrido,
que deixa a memória de ter defendido e comandado seu povo cubano, que no passado
era considerado o bordel dos americanos. Meu herói, meu guerreiro!
Nilze Costa e Silva
Hasta siempre,
comandante Fidel! Com todo carinho, admiração e reverência por um autêntico
revolucionário, que foi fiel ao povo Cubano e ao socialismo durante toda a sua
vida!
Manoel Fonsêca
Manoel Fonsêca
Morreu Fidel Castro
Comandante revolucionário
Digníssimo mandatário
Do aguerrido povo de Cuba
A quem o mundo inteiro saúda
Por sua saudosa memória
Por sua honra e glória
E seu exemplo de luta.
Dilvardo Costa Lima
Comandante revolucionário
Digníssimo mandatário
Do aguerrido povo de Cuba
A quem o mundo inteiro saúda
Por sua saudosa memória
Por sua honra e glória
E seu exemplo de luta.
Dilvardo Costa Lima
Que dia triste. Hoje falece um homem com a maior armadura moral que o século XX
conheceu. Hoje falece um homem fundamental para manter viva a ideia de que
os homens e mulheres podem ser livres do jugo imperialista, que podem viver com
dignidade. Enquanto muitos países exportam
mísseis, balas, petróleo, Cuba exporta Medicina e solidariedade. A história o absolveu. E nós
absorvemos seu profundo amor pela humanidade. Vá em Paz Comandante. Hoje é um dia triste, mas o futuro é um livro aberto e vamos nos dedicar a
escrever suas linhas, as linhas do mundo livre do jugo capitalista.
Thiago Henrique, "Gaúcho".
Thiago Henrique, "Gaúcho".
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| Fidel Castro e Che Guevara |
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| Fidel Castro e Hemingway |
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| Fidel Castro e Nikita Khrushchauv |
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| Fidel Castro e Nelson Mandela |
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| Fidel Castro e Papa João Paulo II |
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| Fidel Castro e Papa Bento XVI |
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| Fidel Castro e Papa Francisco |
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
POR: MANOEL FONSÊCA - SOBRE CONFISSÕES DE AMOR
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| Dr. Manoel Fonsêca SOBRE CONFISSÕES DE AMOR |
Segundo a concepção filosófica de Pierre Weil, primeiro reitor e um dos fundadores da Universidade da Paz e do Colégio Internacional dos Terapeutas, um casal pode formar um conjunto onde 1+1=1, quando um dos parceiros anula o outro ou este se anula e deixa-se dominar; ou 1+1=2, quando cada um tem autonomia e cada um cuida de sua vida e vivem sob o mesmo teto sem uma harmonia maior e o casal evolutivo, quando 1+1 =3, onde cada um faz tudo para fazer o (a) parceiro (a) feliz, numa simbiose perfeita, formando um novo ente, um casal uno evolutivo. Este é o caso de vocês.
O livro "Confissões de Amor" é excelente, de uma sensibilidade extraordinária, expressão de completude e inteireza na relação marido e mulher, quando 01+01=03, pois formam um novo ente, o casal uno.
domingo, 20 de novembro de 2016
terça-feira, 15 de novembro de 2016
POR: ANA MARGARIDA ROSEMBERG - DIA HISTÓRICO NA VIDA DE ROSEMBERG
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| José Rosemberg |
DIA HISTÓRICO NA VIDA DE ROSEMBERG
Era o dia 15 de novembro de 1915.
A Europa estava em guerra. No Brasil, um trem vindo de Santos chegava de
mansinho à Estação da Luz, em São Paulo. Da janela, um garoto de apenas seis
anos, trajando calças curtas, meias de cano longo e suspensório, contemplava
maravilhado a arquitetura da bela estação, quando sua mãe, Sisel, fala-lhe em
ídiche.
- Joe,
chegamos!
O pai, Emanuel, não
disfarçava a alegria do reencontro com sua mulher e seu filho, depois de um mês
de separação. Tinha-os deixado em Buenos Aires e vindo para São Paulo, ganhar a
vida. Finalmente, estava com tudo pronto para recebê-los e foi buscá-los no
Porto de Santos, de onde tomaram aquele trem rumo à capital paulista.
O sol alto e
forte banhava de intensa luz a provinciana cidade de 350 mil habitantes e,
naquela manhã, uma grande parada militar se formava em frente à Estação, para
comemorar o dia da Proclamação da República. Bandeiras verde-amarelas
tremulavam nas mãos dos transeuntes que se apinhavam para ver e aplaudir os
militares engalanados, cheios de medalhas, marchando garbosos ou desfilando em
cima de cavalos. Emanuel Rosemberg logo se apressou para apanhar um coche
e dirigir-se à sua residência, pois a viagem de navio, na 3ª classe, tinha sido
muito cansativa para sua mulher e seu filho.
No curto percurso da estação
à nova morada, o garoto pôde apreciar a cidade com seus tílburis de dois
lugares, leves e elegantes, seus coches cobertos puxados a cavalos, seus bondes
abertos de nove bancos puxando os “caras duras”, os poucos automóveis, os raros
Ford Bigode que trafegavam, sua bela arquitetura, seus lampiões a gás e suas
arborizadas praças com enormes bebedouros para os animais.
Apesar do calor, os homens de terno, palheta e bengala, e as
mulheres com seus vestidos compridos, sombrinhas e elegantes chapéus, passeavam
pelas praças e alamedas da cidade, naquele feriado de 15 de novembro.
Por fim, o táxi-coche para em
frente a uma casa na rua José Paulino esquina com Ribeiro de Lima, e logo
começa a azáfama de descarregar as malas, baús e outros pertences.
E assim, passa-se o dia que haveria
de transformar-se em um marco na vida de José Rosemberg.
Chegando a São Paulo, em 1915,
Rosemberg afeiçoou-se à cidade, adotando-a como sua, transformando-a na terra
de seus filhos, netos e bisnetos. Cresceu com ela e a viu transformar-se na
maior metrópole da América do Sul.
São Paulo, 19 de setembro de 2004.
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
AS ESCARRADEIRAS NA LUTA CONTRA A TUBERCULOSE
AS ESCARRADEIRAS NA LUTA
CONTRA A TUBERCULOSE
Publicado no Jornal do Médico ANO XII, edição nº76 (setembro - outubro) 2016, pág. 14.
Publicado no Jornal do Médico ANO XII, edição nº76 (setembro - outubro) 2016, pág. 14.
Com a descoberta do bacilo da
tuberculose, em 1882, pelo alemão Robert Koch, o escarro passou a ser visto
como o grande veículo e devia, portanto, ser combatido. Era preciso conscientizar a população, que
apresentava o “péssimo” costume de escarrar em todos os lugares, a mudar esse
hábito. O tuberculoso passou a ser visto como disseminador da doença e leis
foram criadas para combater o hábito de escarrar no chão e nas paredes.
Surgiram grandes campanhas, em diversos países do mundo, em favor do uso das
escarradeiras públicas e de bolso contendo líquidos antissépticos.
Por isso, na guerra ao escarro foi relevante o papel que as
escarradeiras (ou cuspideiras) desempenharam. As antigas de madeira cheias de
areia e serradura foram irremediavelmente condenadas pela higiene. Aquelas de
metal, vidro ou ferro esmaltado, apesar de mais asseadas, não foram toleradas
por muito tempo por apresentarem pequeno tamanho e não permitirem a colocação
de uma camada suficiente de liquido antisséptico para impedir a dessecação dos
escarros. Depois, por serem instáveis, podiam tombar com facilidade
contaminando o solo com seu conteúdo e, por serem colocadas ao nível do solo,
dificultava a projeção dos escarros em seus interiores principalmente quando
suas aberturas não eram suficientemente amplas. Outro problema era a
dificuldade para limpá-las e esterilizá-las por causa de suas reentrâncias.
Todos esses inconvenientes justificavam a condenação das escarradeiras comuns pela
ciência sanitária como uma peça anti-higiênica para ser usada principalmente
nos lugares públicos. As escarradeiras fixas, de fácil limpeza e desinfecção,
adaptadas às paredes e sempre a certa altura do assoalho eram as mais
aconselhadas. As escarradeiras higiênicas coletivas sustentadas por um pé de 90
centímetros a 1 metro e as que se fixavam as paredes por ganchos eram as mais
utilizadas nos países civilizados.
Existiam vários tipos e modelos e tornaram-se objetos requintados
que ornamentavam as residências dos ricos.
Os pobres escarravam mesmo no chão, dentro de seus dormitórios escuros e
sem ventilação, espalhando bacilos e contaminando facilmente seus familiares. É
interessante observar que com o mesmo slogan, “É PROIBIDO”, o destino de dois
objetos, escarradeira e cinzeiro, nas lutas contra a tuberculose e contra o
tabaco foi completamente diferente. Na primeira, as escarradeiras entraram na
moda e se disseminaram por todos os lugares. Na segunda, os cinzeiros foram,
paulatinamente, saindo de moda e desaparecendo, pouco a pouco, das residências
e demais locais públicos.
Ana Margarida Arruda Rosemberg
Fortaleza, 20/09/2016
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