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segunda-feira, 30 de junho de 2025
O LOUVRE-PARIS - Vídeos 2025
quarta-feira, 25 de junho de 2025
TRAMWAY DU MONT-BLANC
Tramway du Mont-Blanc
O ”Tramway du Mont-Blanc”, um dos últimos trens de cremalheira (trem de montanha) ainda em operação na França, leva os passageiros por uma das rotas mais altas do país.
Percorrendo um dos mais bonitos trajetos ferroviários alpinos, o trem proporciona uma verdadeira viagem panorâmica pelos Alpes.
Vai da estação de trem (800 metros de altitude), da cidade francesa de “Saint-Gervais-les-Bains” até o “Nid d'Aigle” (Ninho da Águia), a 2.380 metros de altitude. Entretanto, o ponto mais alto da comuna fica no cume do “Mont Blanc “4.807 a 4.810 metros de altitude) .
Ou seja, o vilarejo principal está em torno de 800 metros, mas a comuna cobre uma área que vai desde o fundo do vale até o topo do “Mont Blanc”, o ponto mais alto da Europa Ocidental.
O trem, muito utilizado por turistas e alpinistas que iniciam a ascensão ao “Mont Blanc” a partir do “Nid d'Aigle”, oferece paisagens espetaculares do maciço do “Mont Blanc”, geleiras, florestas e vales alpinos.
É um excelente passeio para quem quer fazer trilhas na montanha ou apenas admirar a natureza.
Várias trilhas bem marcadas saem das estações intermediárias, levando esquiadores e visitantes até áreas de esqui e caminhada na neve.
ana margarida furtado arruda rosemberg
Saint-Gervais-des-bains, 25.06.2025
sábado, 21 de junho de 2025
O APOLO DE BELVEDERE - Musée de Beaux-Arts de Dijon
O APOLO DE BELVEDERE
O Apolo de Belvedere é a mais bela representação do deus grego Apolo e, para muitos historiadores da arte, a mais bela escultura da Antiguidade clássica.
Ostentando força e graça em um corpo esguio e atlético, ele representa o ideal grego de beleza masculina com proporções perfeitas, postura elegante e expressão serena.
Esculpido em mármore, no século II d.C., como cópia romana de um original grego em bronze do século IV a.C, o Apolo foi um modelo ideal de beleza masculina para artistas renascentistas e neoclássicos como Michelangelo, Dürer, Canova, Goethe e Byron.
PS: o Apolo encontra-se no Museu do Vaticano, no Pátio Octogonal (Cortile del Belvedere), em Roma, mas muitas cópias estão espalhadas por vários museus do mundo.
ana margarida furtado arruda rosemberg
Dijon, 21 de junho de 2025
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| Cópia do Apolo de belvedere - Musée de Beaux-Arts de Dijon |
sexta-feira, 13 de junho de 2025
O PANTEÃO DE PARIS
O PANTEÃO DE PARIS
Um dos monumentos neoclássicos mais emblemáticos da França, localizado na montanha “Sainte-Geneviève” e no coração do “Quartier Latin”, o Panteão é um mausoléu que foi concebido para homenagear as grandes personalidades da nação francesa.
Sua história, que vai de basílica cristã ao templo da nação, teve início em 507, quando o rei Clóvis, depois de sua conversão ao cristianismo, fundou uma igreja destinada a abrigar sua sepultura e a de sua mulher, Clotilde.
Em 512, a religiosa Genoveva, por ter protegido Paris das invasões dos bárbaros, foi enterrada lá.
Em 1744, o rei Louis XV confiou ao arquiteto Soufflot o projeto de uma Basílica grandiosa dedicada à Santa Genoveva por acreditar que ela o havia curado de uma grave doença.
Em 1791, no calor da Revolução Francesa, o monumento foi transformado em Panteão Nacional.
Durante o século XIX, por duas vezes, o majestoso santuário recuperou sua função de igreja, até ser, definitivamente, Panteão Nacional.
O Panteão de Paris, conhecido por sua imponente arquitetura com colunas coríntias e cúpula inspirada no Panteão de Roma, ostenta decorações artísticas, afrescos e mosaicos, que remetem ao templo religioso original.
Alguns afrescos representam Santa Genoveva em cenas de piedade, milagres e intercessão pela Paris invadida por Átila. Outros afrescos a vida de Santa Joana d’Arc.
Conjuntos escultóricos com temas patrióticos e históricos, exaltam os ideais da Revolução Francesa.
A escultura “ Convenção Nacional” , de François‑Léon Sicard (1913‑1920), que representa a República (Marianne) ladeada por deputados e soldados, é destaque no Panteão.
Um belo mosaico, na abside, acima da Convenção Nacional, é intitulado: "Le Christ montrant à l’ange gardien de la France les destinées de son peuple" — Cristo ensinando ao anjo guardião da França o destino do seu povo.
Na cripta estão enterradas grandes personalidades da França, como: Voltaire, Rousseau, Victor Hugo, Emile Zola, Alexandre Dumas. Jean Jaurès, Jean Moulin, Braille, Marie Curie, Pierre Curie, entre outros.
Imponente, caindo da abóbada do Monumento, o pêndulo de Foucault nos mostra a rotação da Terra em seu próprio eixo.
Vale a pena uma visita
ana margarida furtado arruda rosemberg
Paris, 11.06.2025
Tradução
LE PANTHÉON DE PARIS
Situé sur la montagne Sainte-Geneviève, au cœur du Quartier Latin, le Panthéon est l'un des monuments néoclassiques les plus emblématiques de France. Ce mausolée a été conçu pour rendre hommage aux grandes personnalités de la nation française.
Son histoire, qui passe de basilique chrétienne à temple de la nation, débute en 507, lorsque le roi Clovis, après sa conversion au christianisme, fonde une église destinée à abriter son tombeau et celui de son épouse, Clotilde.
En 512, la religieuse Geneviève, pour avoir protégé Paris des invasions barbares, y est enterrée.
En 1744, le roi Louis XV confie à l'architecte Soufflot la conception d'une grandiose basilique dédiée à sainte Geneviève, croyant qu'elle l'avait guéri d'une grave maladie.
En 1791, en pleine Révolution française, le monument est transformé en Panthéon national. Au cours du XIXe siècle, le majestueux sanctuaire retrouva à deux reprises sa fonction d'église, jusqu'à devenir le Panthéon national.
Le Panthéon de Paris, connu pour son architecture imposante avec ses colonnes corinthiennes et sa coupole inspirée du Panthéon de Rome, arbore des décorations artistiques, des fresques et des mosaïques qui rappellent le temple religieux d'origine. Certaines fresques représentent sainte Geneviève dans des scènes de piété, de miracles et d'intercession pour Paris envahi par Attila. D'autres fresques illustrent la vie de sainte Jeanne d'Arc.
Des groupes de sculptures aux thèmes patriotiques et historiques exaltent les idéaux de la Révolution française.
La sculpture « La Convention nationale » de François-Léon Sicard (1913-1920), qui représente la République (Marianne) entourée de députés et de soldats, est un joyau du Panthéon.
Une magnifique mosaïque de l'abside au-dessus de la Convention nationale est intitulée : « Le Christ montrant à l'ange gardien de la France les destinées de son peuple ».
La crypte abrite les sépultures de grandes personnalités françaises, telles que Voltaire, Rousseau, Victor Hugo, Émile Zola, Alexandre Dumas, Jean Jaurès, Jean Moulin, Braille, Marie Curie et Pierre Curie, entre autres.
Imposant, tombant de la voûte du Monument, le pendule de Foucault nous montre la rotation de la Terre sur son axe.
Une visite s'impose.
Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
Paris, le 11 juin 2025
quinta-feira, 12 de junho de 2025
LES ARÈNES DE LUTÈCE
Les Arènes de Lutèce - As Arenas de Lutécia
Em Paris, Les Arènes de Lutèce, no icônico “Quartier Latin”, é classificada como Monumento Histórico.
As referidas Arenas e as “Thermes de Cluny” são os únicos vestígios encontrados na cidade-luz do período galo-romano.
Construída no final do século I, esse complexo híbrido, anfiteatro-teatro, com capacidade para 17 mil pessoas, ostentava um palco para apresentações teatrais e uma arena para lutas de gladiadores e animais.
A parte norte foi descoberta durante escavações, em 1869, por Théodore Vacquer (1824-1899), pioneiro da arqueologia parisiense.
A parte sul foi descoberta pelas obras de terraplanagem da “Compagnie général des omnibus”, entre 1883 e 1885, a fim de construir um depósito de bondes.
A “Sociedade dos amigos das Arenas”, criada para defender o sítio e seu valor histórico, contou com a apoio de Victor Hugo que escreveu a seguinte carta ao presidente do Conselho Municipal de Paris:
“Paris, 27 de julho de 1883,
Senhor Presidente,
Não é possível que Paris, a cidade do futuro, renuncie à prova viva de que era a cidade do passado. O passado traz o futuro. As arenas são a marca antiga da grande cidade. Elas são um monumento único. O conselho municipal que as destrói se destrói de certo modo. Conservem as arenas de Lutécia. Conservem-nas a todo custo. Vocês farão uma ação útil, e, o que é melhor, darão um ótimo exemplo.
Eu vos dou em mãos."
Com o apoio exemplar da sociedade parisiense, as Arenas de Lutécia foram preservadas para a posteridade.
ana margarida furtado arruda rosemberg
Paris, 11.06.2025
Les Arènes de Lutèce - Les Arènes de Lutèce
À Paris, les Arènes de Lutèce, situées dans l'emblématique Quartier Latin, sont classées Monument Historique.
Les Arènes et les Thermes de Cluny sont les seuls vestiges de l'époque gallo-romaine découverts dans la Ville Lumière.
Construit à la fin du Ier siècle, ce complexe hybride, amphithéâtre-théâtre, d'une capacité de 17 000 personnes, comportait une scène pour les représentations théâtrales et une arène pour les combats de gladiateurs et d'animaux.
La partie nord a été découverte lors de fouilles menées en 1869 par Théodore Vacquer (1824-1899), pionnier de l'archéologie parisienne.
La partie sud a été mise au jour par les travaux de terrassement de la Compagnie générale des omnibus entre 1883 et 1885, pour la construction d'un dépôt de tramways. La Société des Amis des Arènes, créée pour défendre le site et sa valeur historique, bénéficiait du soutien de Victor Hugo, qui écrivit une lettre au président du Conseil municipal de Paris :
« Paris, le 27 juillet 1883, Monsieur le Président, Il est impossible à Paris, ville de l’avenir, de renoncer à la preuve vivante qu’elle fut la ville du passé. Le passé porte l’avenir. Les arènes sont la marque ancienne de la grande ville. Elles sont un monument unique. Le conseil municipal qui les détruit se détruit en quelque sorte lui-même. Préservez les arènes de Lutèce. Préservez-les à tout prix. Vous ferez œuvre utile et, qui plus est, vous donnerez un grand exemple. Je vous les offre. »
Ainsi, les arènes de Lutèce furent préservées pour la postérité.
ana margarida furtado arruda rosemberg
Paris, le 11 juin 2025
segunda-feira, 9 de junho de 2025
quinta-feira, 5 de junho de 2025
NOTA DE REPÚDIO DO PRESIDENTE DA ACADEMIA MASSAPEENSE DE LETRAS E ARTES
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| Instalação e Posse da Primeira diretoria da Academia Massapeense de Letras e Artes |
NOTA DE REPÚDIO AO GESTOR MUNICIPAL PELA DERRUBADA DA ESTÁTUA DO COMENDADOR ANANIAS ARRUDA
*Eudes de Sousa
Neste início de século, em pleno alvorecer do século XXI, somos chamados a viver a plenitude da democracia, em que o respeito à memória, à cultura e aos símbolos da nossa história deveria ser inegociável.
Entretanto, nos deparamos com um ato que nos envergonha profundamente: a derrubada da estátua do Comendador Ananias Arruda, instalada na praça que leva seu nome, na cidade de Baturité. Este gesto revela um lamentável desprezo por um dos grandes ícones cearenses, cuja trajetória honrou o Ceará e o Brasil, sendo agraciado com duas comendas pela Santa Sé em reconhecimento ao seu legado.
O monumento em homenagem ao Comendador não é apenas uma escultura — é um marco de identidade, uma referência histórica que permite às gerações presentes e futuras compreenderem a grandeza daquele que foi figura central no desenvolvimento de Baturité. Sua memória inspira e deve ser preservada com o devido respeito.
Causa profunda indignação que tal símbolo tenha sido removido para dar lugar a um estabelecimento comercial, como se a memória coletiva pudesse ser descartada em nome de interesses efêmeros. Essa ação nos remete aos tempos sombrios do autoritarismo, quando vozes e símbolos eram silenciados sob o peso do poder arbitrário.
Baturité vive hoje um momento grave: é como uma ave hipnotizada pela lógica autoritária, incapaz de reagir à destruição de seu patrimônio. O fato exige reflexão séria, pois se insere num contexto mais amplo de desvalorização da cultura, frequentemente sacrificada no altar do lucro e do imediatismo. O neoliberalismo, com seu discurso sedutor, tem sido cúmplice silencioso da dilapidação dos bens culturais, relegando ao esquecimento a alma das cidades.
É necessário, portanto, levantar nossa voz com dignidade. A defesa do patrimônio cultural é dever de todos: da sociedade, das instituições, da imprensa livre e dos órgãos de proteção à memória histórica. Não podemos aceitar a omissão. Não podemos permitir que o passado seja apagado impunemente.
Perguntamos: onde estão os guardiões da cultura? Onde estão os instrumentos legais que devem coibir ações lesivas à memória coletiva? Onde está o respeito pelas raízes de um povo?
Que esta nota sirva como um chamado à consciência cidadã. O filósofo romano Cícero advertia: “A ignorância continuará a imperar enquanto não houver respeito pelo patrimônio cultural.” E o cineasta Luis Buñuel nos lembra: “Nossa memória é nossa coerência, nossa razão, nossa ação, nosso sentimento. Sem ela, não somos nada.”
A derrubada da estátua do Comendador Ananias Arruda representa, sim, um retrocesso. E como tal, deve ser denunciado, combatido e revertido, em nome da justiça histórica e do respeito que devemos à nossa própria identidade.
EUDES DE SOUSA
Presidente da Academia Massapeense de Letras e Artes
terça-feira, 3 de junho de 2025
NOTA DE INDIGNAÇÃO DO INSTITUTO DO CEARÁ
NOTA DE INDIGNAÇÃO
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| Instituto do Ceará ( Histórico, Geográfico e Antropológico) |
O Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), por seu presidente, vem manifestar a sua indignação pela recente derrubada da estátua do Comendador Ananias Arruda, na praça do mesmo nome, no município de Baturité-CE. Alegando a necessidade de revitalização do espaço, a Prefeitura Municipal de Baturité decidiu descaracterizar a Praça Comendador Ananias Arruda, com a instalação de um estabelecimento comercial.
A estátua do Comendador não é apenas um marco físico: é símbolo da memória, identidade e história do povo de Baturité e do Ceará. Ananias Arruda foi figura de destaque na economia e na política da região, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento do Maciço de Baturité durante o século XX. Sua memória deve ser preservada, estudada e respeitada, não apagada ou substituída por interesses comerciais imediatistas.
A substituição de um patrimônio histórico por empreendimento privado, sem ampla consulta à população e sem o devido parecer técnico dos órgãos de preservação da memória e do patrimônio, representa uma afronta à identidade cultural da cidade e um perigoso precedente para a gestão pública do patrimônio histórico em nosso estado.
Revitalizar não é destruir e preservar a história não é obstáculo ao progresso, mas condição essencial para que este ocorra com consciência, respeito e reverência aos que se empenharam na construção do nosso passsdo.
Por essa razão, torna-se imperiosa a recolocação imediata da estátua no lugar de origem. Também conclamamos a sociedade civil, os intelectuais, os artistas e os cidadãos de Baturité e do Ceará a se unirem na defesa de nossa memória histórica.
Seridião Correia Montenegro
Presidente do Instituto do Ceará ( Histórico, Geográfico e Antropológico).














