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sábado, 24 de março de 2012

24 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A TUBERCULOSE

ROBERT KOCH (1843-1910)



Berlim, 24 de março de 1882. 
Em uma reunião mensal da Sociedade de Fisiologia, Robert Koch, então, com 38 anos, anunciou a descoberta do bacilo da tuberculose. 

Estavam presentes naquela tarde histórica: Helmholtz, Löffler, Ehrlich e outros trinta e três médicos. Löffler descreveu, depois, que koch iniciou o seu discurso com certa timidez, já que era a sua primeira apresentação diante de uma assembléia tão distinta, mas, logo, retomou a cadência, relatando suas experiências de maneira segura e serena. 

Quando Koch terminou, a plateia perplexa não o apladiu, porém seus ouvintes, certamente, sentiram o privilégio  de terem participado de uma reunião médica histórica. 

Filho de um engenheiro de minas, nasceu Robert Koch  no dia 11 de dezembro de 1843, em Clausthal na Alemanha. 

Iniciou os seus estudos médicos em 1862, na Universidade de Göttingen. 

Em 1866, colou grau em medicina com uma tese sobre o ácido succínico.

Trabalhou durante algum tempo como médico no distrito de  Rakwitz, porém, em 1871, durante a guerra franco-prussiana serviu ao exército alemão. 

Em 1872, trabalhou como médico no distrito de Wollheim. Foi ali que sua mulher lhe deu um microscópio de presente de aniversário. 

Montou um pequeno laboratório e começou a estudar as enfermidades infecciosas. 

Descreveu, em 1876, o ciclo vital do bacilo do antrax, demonstrando pela primeira vez que um microorganismo específico era a causa de uma enfermidade determinada. 

Em 1881, descobriu  o bacilo da tuberculose, mas só o apresentou à comunidade científica no dia 24 de março de 1882.

Em homenagem ao grande cientista, é que hoje comemora-se o DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A TUBERCULOSE.

ana margarida furtado arruda rosemberg
Fortaleza, 24 de março de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O SELO NA LUTA CONTRA A TUBERCULOSE NO MUNDO

Marrocos - s/d

Mônaco - 1946

Persia - s/d

Polônia - 1948

Portugal - 1932

República Dominicana - 1949

Romênia - 1932

Russia - s/d

Alemanha - 1939

Argentina - 1938


Baviera - 1911

Bélgica - 1925

Checoslováquia - 1948

China - 1948


Cuba - 1938


Finlândia - 1946

Grécia - 1944


Iugoslávia - 1948


Itália

Japão - 1955

Brasil - Bahia - 1947

Brasil - Pernambuco - 1956

Brasil - Rio Grande do Sul - 1952




Brasil - São Paulo - 1945


O selo antituberculose, símbolo da luta contra a tísica no mundo, teve a sua origem nos últimos anos do século XIX e difundiu-se em mais de 60 países. 
Em 1897, foram emitidos os mais antigos em Nova Gales do Sul e traziam a efígie da Rainha Vitória. Editados na ocasião do Jubileu de Diamante da referida rainha, tiveram suas vendas destinadas aos tuberculosos de Sidney. Os primeiros países do mundo a editarem selos foram: Nova Gales do Sul, Portugal, Dinamarca, Suécia, Países Baixos, Áustria, Noruega, Baviera, Islândia e Finlândia. 

Os selos antituberculose difundiram-se no mundo graças ao dinamarquês Einar Hollboel, funcionário dos correios, que, em 1904, teve a iniciativa de criar todos os anos selos no natal. Logo foi editado um selo com a efígie da Rainha dinamarquesa que era tuberculosa. Em Portugal, a Assistência Nacional aos Tuberculosos (ANT), encampando a idéia, lançou um selo com o retrato da Rainha Dona Amélia, que, também, era tísica, e teve boa receptividade. A partir daí, disseminou-se em muitos países, inclusive no Brasil, e outros países da América Latina. 

A Federação Brasileira das Sociedades de Tuberculose (FBST), a Sociedade Brasileira de Tuberculose (SBT) e as Ligas: Pernambucana, Bahiana, Riograndense do Sul e Paulista, entre 1927 e 1955, editaram selos, como instrumentos de educação sanitária e como meio de obter recursos para a luta. Só a Liga Paulista editou 14 campanhas. Os selos das três primeiras traziam as efígies de três grandes tisiólogos fundadores da Liga Brasileira Contra a Tuberculose: Azevedo Lima, Hilário de Gouveia e Cypriano de Freitas. Quase todos os selos editados por Clemente Ferreira, pioneiro da luta contra a tuberculose no Brasil e presidente da Liga Paulista contra a Tuberculose, traziam a seguinte frase: “Pró-tuberculosos pobres”. 

Os selos foram valiosos instrumentos de educação sanitária e muitos foram usados para proteger a infância. As imagens de crianças e das mães velando os filhos tuberculosos foram muito utilizadas, bem como nas propagandas da vacina BCG. Muitos selos foram usados para homenagear reis, rainhas e grandes vultos da medicina; alguns divulgaram dispensários e sanatórios e outros foram emitidos com motivos de natal para campanhas editadas todos os anos a fim de angariar recursos. 

A partir da década de 1920, todos os selos editados pelas associações filiadas à União Internacional contra a Tuberculose (UICT) passaram a exibir a Cruz de Lorena, outro ícone na luta contra a tísica. No inicio, de maneira discreta, posteriormente, tornou-se, em muitas edições, um símbolo de grande significado. Segundo Rosemberg, a Cruz de Lorena e o Selo Antituberculose erigiram-se em símbolos de maior curso internacional de toda a história da medicina.  

                                                       Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
                            

 Texto originado de minha Dissertação de Mestrado em História Social - PUC-SP - 2008.
Guerra à peste branca
Clemente Ferreira e a “Liga Paulista contra a Tuberculose” 1899 -1947.