DO CILINDRO À NUVEM - Uma breve história das tecnologias de reprodução de músicas.
Exposição temporária - Museu da Língua portuguesa - São Paulo -SP
Até a segunda metade do século XIX, só era possível ouvir música ao vivo.
O sonho de capturar os sons para ouvi-los depois foi sendo concretizado com objetos materiais, como: cilindros, gramofones, aparelhos de rádio e TV, vinis, hard drives, pen drives, iPods.
Hoje, o sonho se realiza desmaterializado em serviços de streaming e nas nuvens.
Tudo começou em 1877, quando o norte-americano Thomas Edison apresentou ao mundo uma máquina falante - o fonógrafo - um cilindro que girando permitia que uma agulha riscasse a sua superfície produzindo sons.
Em 1893, o alemão Emile Berliner apresentou ao mundo o Gramofone. A vantagem em relação ao fonógrafo era a capacidade de produzir os sons em discos de cera e não mais em cilindros.
Em 1922, ocorreu a primeira transmissão radiofônica no Brasil.
Em poucos anos, o rádio se espalhou com notícias e muitas músicas. Em 1936, Carmem Miranda e sua irmã Aurora Miranda faziam sucesso com a música “ Cantoras do rádio “.
Em 1948, surgiram os discos de vinil, os chamados Long Play, substituindo os velhos discos de 78 rpm.
Vitrola era o nome de um toca-discos produzido pela Victor Machine Company. Ficou tão popular que passou a designar o nome toca-discos.
Em 1950, chegou a vez da televisão. As apresentações musicais na TV eram uma espécie de rádios filmados. Depois, na década de 1960, vieram os festivais das canções. Em 1970, surgiram os clips musicais.
As fitas magnéticas k7 surgiram nos anos 1960.
A Sony lançou o modelo walkman.
Em 1982, foi lançado o CD superando o vinil, mas logo foi superado com as canções digitais na Internet.
Em 2001, o IPod fazia uma promessa irresistível: mil músicas no seu bolso.
Atualmente, as canções encontram-se nas nuvens dos aplicativos dos streaming que acessamos pelo celular.
Como será no futuro?
Eis a questão.
ana margarida furtado arruda rosemberg
Sampa, 24.01.2024


