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| Festa das bonecas centenário de Baturité, 9 de agosto de 1958. |
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| Na frente da E. pra D.: Fafá, Maninha, Edna, Lucia e Vanda |
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| Fátima, representando uma boneca portuguesa Centenário de Baturité |
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| Maninha |
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| Ana Margarida (representando Baturité Centenária) R. Luiz, seu par, no centenário de Baturité |
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VOCÊ SE LEMBRA MANINHA?
Por: Maria Vanda Teixeira de Arruda Furtado
Já se foram tantos anos, que até
perdi a conta. Na tão decantada Cidade Jardim, o silêncio da noite era permanentemente quebrado pelo
garrular de crianças, que enchiam as calçadas, ora com seus gritos de “manjôo”!!!,
ora com cantigas de roda, hoje tão esquecidas, que soavam harmoniosas, enchendo
de alegria e misto de saudade, a querida rua SETE.
Tudo tinha vida e sentido! As jardineiras
formadas por Ficus Benjamin, caprichosamente recortados, eram as mais perfeitas
casas de bonecas que se podia desejar. E aquela rua era só nossa... Como nossos,
também, eram os palcos improvisados, no interior de nossas casas, onde nos
sentíamos mais estrelas que as próprias de Hollywood.
E, por que não falar do desfile das
bonecas na grande festa centenária? Dos dramas tão bem dirigidos por minha
saudosa mãezinha, nas instalações do Círculo Operário, que nos reportavam ao
mundo dos sonhos e nos faziam sentir princesas, rainhas e anõezinhos? Tal como um Dunga que, na peça Branca de Neve,
representado por Raimundo Luiz, deu asas à fantasia, e resolveu munir-se de uma
lanterna que teria vindo do exterior, e que, com certeza, o ajudaria bastante
quando adentrasse a gruta na caça aos diamantes. Antes, porém, para resistir à
corrida até a casa do tio, dono do tão propalado equipamento, devorou quase
tudo que estava servido na minúscula mesa dos anões.
O tempo passou. Sim, o tempo,
porque nós somos importantes demais para passarmos. Estaremos sempre na memória
dos que amamos, na realização plena do nosso Criador.
Mãe amorosa, competente profissional,
você Maninha, não deixou para trás, nem o seu jeito simples de criança feliz,
contagiando a todos com sua alegria, com uma inquietude própria de quem tem pressa de
viver, de aproveitar os bons momentos da vida para praticar o bem, para ajudar o próximo, para, muitas vezes, no papel
de “Cupido”, antecipar-se as flechadas do mesmo. Para dizer para todos,
arremedando reportagem, que o mundo é lindo e que a vida é bela. Que é muito
bom viver!
E eu fico a imaginar com qual
alegria você terá sido recebida na sua nova vida, que, além de ser muito bela,
lhe trará um mundo bem mais lindo e duradouro.
SEJA
ETERNAMENTE FELIZ!!!
ESTEJA
COM DEUS!!!
Fortaleza,
09 de abril de 2002.





