A
greve geral é o momento no qual o povo manda o recado mais abrangente
para a classe dominante no contexto do Estado Democrático. A atual greve
geral é absolutamente legítima diante do Estado de Exceção instalado
no Brasil com a derrubada de Dilma Russeff e cuja operacionalização
através do Sistema Judiciário, do Congresso e do Poder Executivo tenta
usurpar direitos adquiridos da população brasileira. O
topo da pirâmide da desigualdade onde está situado o rentismo e a
parcela dos dois porcento mais ricos do país, querem ampliar ainda mais
os seus lucros, penalizando os que estão na média da pirâmide e na sua
base. Este verdadeiro massacre promovido pelo mercado do capital está
recebendo uma resposta efetiva dentro da constitucionalidade, lutando
contra um governo ilegitimo com a legítima arma da greve geral que
existe em todas as constituições do mundo democrático. Certamente que,
as absurdas reformas trabalhista e da previdência só serão um grande
revés e no futuro todos os seus aspectos absurdos que porventura o
congresso de palermos tenha ratificado, serão eliminados. O
próximo presidente da república terá que, entre outras obrigações,
estabelecer o marco regulatório da mídia brasileira, determinar os
limites da atividade jurídica e desfazer os malefícios que sob o manto
de ajuste fiscal, estão sendo praticados contra o povo. É dentro da democracia que a greve geral está golpeando o golpe.O 1º de maio deverá ser uma continuidade desta grandiosa mobilização do povo brasileiro.
Te deixo consternado No primeiro abril,
Mas não sê tão ingrata! Não esquece quem te amou E em tua densa mata Se perdeu e se encontrou. Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal: Ainda vai tornar-se um imenso Portugal!
"Sabe,
no fundo eu sou um sentimental. Todos nós herdamos no sangue lusitano
uma boa dosagem de lirismo ( além da sífilis, é claro). Mesmo quando as
minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar, o meu coração
fecha os olhos e sinceramente chora..."
Com avencas na caatinga, Alecrins no canavial, Licores na moringa: Um vinho tropical. E a linda mulata Com rendas do alentejo De quem numa bravata Arrebata um beijo... Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal: Ainda vai tornar-se um imenso Portugal!
"Meu coração tem um sereno jeito E as minhas mãos o golpe duro e presto, De tal maneira que, depois de feito, Desencontrado, eu mesmo me contesto.
Se trago as mãos distantes do meu peito É que há distância entre intenção e gesto E se o meu coração nas mãos estreito, Me assombra a súbita impressão de incesto.
Quando me encontro no calor da luta Ostento a aguda empunhadora à proa, Mas meu peito se desabotoa.
E se a sentença se anuncia bruta Mais que depressa a mão cega executa, Pois que senão o coração perdoa".
Guitarras e sanfonas, Jasmins, coqueiros, fontes, Sardinhas, mandioca Num suave azulejo E o rio Amazonas Que corre trás-os-montes E numa pororoca Deságua no Tejo... Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal: Ainda vai tornar-se um império colonial! Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal: Ainda vai tornar-se um império colonial!