quarta-feira, 30 de abril de 2025

A volta de Meu Sorriso de Juventude

 


A Volta de Meu Sorriso de Juventude

Por: Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg


Esta semana fiz um tratamento dentário. Foram duas manhãs na cadeira da dentista — quase um suplício.


Coloquei finas lâminas de resina nos dentes (as chamadas lentes de contato dentais). Clareei e alinhei o sorriso. Terminei hoje.


Gastei uma parte da pensão do Rose, que recebi com quase dois anos de atraso. Acho que valeu a pena.


Sempre quis ter aqueles maravilhosos dentes que os sapiens negros ostentam. Até preferia ser coxa, mas com uma bela dentadura.


Quando li *Memórias Póstumas de Brás Cubas*, deparei-me com a frase famosa que ele disse ao conhecer a bela Eugênia, que era coxa:


"Por que bonita, se coxa? Por que coxa, se bonita?"


Os dois viveram um breve romance — e logo acabou. Dizem  as más línguas,  que a mulher de Dom Pedro II também era coxa. Mas isso é outra história.


Enfim, ao sair do consultório, ofertei à odontóloga um exemplar de *Confissões de Amor*, com a seguinte dedicatória:


Para Marília, bela, meiga e competente odontóloga, que me devolveu o sorriso de minha juventude, ofereço este livro que retrata o AMOR.

O amor que ofertei e recebi do Rose.


Com carinho e admiração,

Ana Margarida.

Fortaleza, 30 de abril de 2025.

Sobre a autora

Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg é escritora e apaixonada pelas pequenas crônicas da vida. Vive em Fortaleza, onde encontra na memória, no afeto e na literatura formas de celebrar o amor e o tempo.


Crônica - A VOLTA DE MEU SORRISO DE JUVENTUDE


Por: ana margarida furtado arruda rosemberg 

Esta semana fiz  tratamento  dentário. Foram duas manhãs na cadeira da dentista. Quase um suplício.

Coloquei nos dentes finas lâminas  de resina (lentes de contato dentais). Clareei e alinhei os dentes. Terminei hoje. 

Gastei  uma parte da pensão  do Rose que recebi com quase dois anos de atraso. Acho que valeu a pena. 

Sempre  quis ter os maravilhosos dentes que os sapiens negros ostentam. Até  preferia  ser coxa, mas com uma bela  dentadura.  

Quando li "Memórias Póstumas de Brás Cubas" me deparei com a frase famosa que ele disse ao conhecer a bela Eugênia,  que era coxa.

 "Por que bonita, se coxa? Por que coxa, se bonita? 

Os dois viveram um breve romance e logo acabou. Dizem as más-línguas que a mulher de Dom Pedro II, a imperatriz  Teresa Cristina, era coxa. Mas isso é outra história.   

Enfim,  ao sair do consultório ofertei à odontóloga, Marília Melo. um exemplar de "Confissões de Amor ", assim: 

Para Marília,  bela, meiga e competente odontóloga,  que me devolveu o sorriso  de minha juventude,  ofereço  este livro que retrata  o AMOR. O amor  que ofertei e recebi  do Rose. 

Com carinho  e admiração.  ana margarida  . Fortaleza,  30.04.2025.

sábado, 26 de abril de 2025

Academia Massapeense de Letras e Artes - posse de novos membros

No dia 24.04.2025, quinta-feira, às 19h, em Sessão  Solene na sede da Câmara de Vereadores de Massapê-CE, a Academia Massapeense de Letras e Artes ( AMLA) empossou cinco novos membros:

Três membros efetivos : José Ronaldo Dias Carneiro (médico), Diego Arruda ( advogado) e Edmilson Cisne (jornalista e poeta).

Dois membros correspondentes: Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg (médica e historiadora) e  Rosália de Fátima Albuquerque Aguiar (engenheira-agrônoma).

Parabéns para os novos membros e para o  presidente  da Academia Massapeense de Letras e Artes, Eudes de Sousa,  pelo brilhantismo  do evento.

-------------------------------------------------------------------------------

Por: ana margarida furtado arruda rosemberg 

Por que  mais uma Academia?

Aceitei o convite para participar  da Academia Massapeense de Letras e Artes porque tenho memória  afetiva com Massapê. 

Foi lá que, no final do século  XVIII, meu tetravô,  o lusitano Amaro José de Arruda, vindo da Ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores,  aportou com sua mulher, Ana Maria, mais precisamente  na “Fazenda  Oiticará”. 

Eles geraram uma prole numerosa criando raízes e ramos que se expandiram pelos sopés do maciço cristalino da Serra de Meruoca, penetraram nos sertões da Ribeira de Aracatiaçú, fincaram raízes em Sobral, deitaram-se na doçura das encostas da Serra de Baturité, alojaram-se em Fortaleza, transpassaram a Amazônia e o Pará e se espraiaram pela Pátria Mãe. 

Participar  dessa Academia é reverenciar meus ancestrais.

ana margarida furtado arruda rosemberg

Fortaleza, 25.04.2025 






















































terça-feira, 22 de abril de 2025

FRANCISCO: 0 PAPA LIVRE - Por: Márcia Alcântara

 

Foto da Internet  - Papa Francisco 

Francisco: O Papa Livre

Artigo escrito por Márcia Alcântara e publicado no Jornal O POVO, em 05 de agosto de 2013.


Poder-se-ia começar essas linhas perguntando: será que existe alguém que tenha sido livre, ou seja, livre?

A primeira coisa que surge na mente como resposta é: não, principalmente nesse mundo de globalização em que o consumo é que dita o nosso comportamento, especialmente no mundo ocidental.

Entretanto o Papa Francisco é livre. Poder-se-ia então perguntar: como pode um papa ser livre, se tem que seguir os trâmites protocolares de sua posição enquanto papa que obedece a rituais religiosos, rigores de Governo e Estado?

Papa Francisco, entretanto é filosoficamente livre, e expressa isso muito bem, seja nas suas expressões faciais, comportamentais ou pelo uso da palavra.

Transpirou autenticidade quando sem medo se expos ao risco que as multidões imprimem principalmente se reprimidas: passou de carro aberto (janela abaixada) em frente à Central do Brasil, num hora de muito movimento. Qual celebridade ou milionário passaria por ali senão em carro blindado, com vidros escuros e seus seguranças ao lado?

Demostrou santidade quando se pôs como ser humano livre: vestes simples, sem galões; alimentou-se do trivial; visitou uma casa simples, manifestou desejo de compartilhar da simplicidade referindo-se ao acolhimento com agua fresca e cafezinho; abraçou calorosamente um droga–adicto, sem preconceito.

Seus olhos apertados e sorriso na face falavam de sua alegria, quando junto do povo. Quando os arregalava dizia de sua admiração, espanto, ora pelo belo, ora pela palavra de algum locutor também autêntico. E assim se mostrou livre nos sentimentos e emoções.

Visitou pessoas, abraçou quando desejou abraçar, falou o que quis dizer: essencialmente convocou Deus e expôs seus desejos em prol de todos.

Com desembaraço exibiu atitudes que mudam realidades, e para cada realidade que abordou apresentou o sentido da mudança, ou o que se pode chamar de fé.

O Papa Francisco deu a entender que se encontra em um grande processo em que se aprofunda e refina os atos de fé que lhes guia rumo a Deus.

Pediu humildemente oração para si, porque se sente humano e, portanto capaz de falhar como tal, por isso precisa da força da oração.

A filosofia franciscana está com o Papa Francisco, adaptada aos tempos de hoje: o aceitar Deus, aventurar-se aos seus chamamentos e desafios, permitir que Deus penetre na sua vida que foi o que Francisco de Assis fez durante o processo de transformação durante toda sua existência (Daniel Spoto, em Francisco de Assis – O Santo Relutante).

Na despedida o Papa Francisco manteve-se livre quando disse que estava sentindo saudades de todos, dos atos que praticou e recebeu, como a estupenda acolhida do povo brasileiro ao seu chamamento.  Foi embora maravilhado.

Márcia Alcântara

Testamento do Papa Francisco

 

Fonte: internet -  O papa Francisco em dois momentos de sua vida

TESTAMENTO DO PAPA FRANCISCO (1936-2025)

"Em Nome da Santíssima Trindade. Amém.

Sentindo que se aproxima o ocaso da minha vida terrena e com viva esperança na Vida Eterna, desejo expressar a minha vontade testamentária somente no que diz respeito ao local da minha sepultura.

Sempre confiei a minha vida e o ministério sacerdotal e episcopal à Mãe do Nosso Senhor, Maria Santíssima. Por isso, peço que os meus restos mortais repousem, esperando o dia da ressurreição, na Basílica Papal de Santa Maria Maior

Desejo que a minha última viagem terrena se conclua precisamente neste antiquíssimo santuário Mariano, onde me dirigia para rezar no início e fim de cada Viagem Apostólica, para entregar confiadamente as minhas intenções à Mãe Imaculada e agradecer-Lhe pelo dócil e materno cuidado.

Peço que o meu túmulo seja preparado no nicho do corredor lateral entre a Capela Paulina (Capela da Salus Populi Romani) e a Capela Sforza desta mesma Basílica Papal, como indicado no anexo.

O túmulo deve ser no chão; simples, sem decoração especial e com uma única inscrição: Franciscus.

As despesas para a preparação da minha sepultura serão cobertas pela soma do benfeitor que providenciei, a ser transferida para a Basílica Papal de Santa Maria Maior e para a qual dei instruções apropriadas ao Arcebispo Rolandas Makrickas, Comissário Extraordinário do Cabido da Basílica.

Que o Senhor dê a merecida recompensa àqueles que me quiseram bem e que continuarão a rezar por mim. O sofrimento que esteve presente na última parte de minha vida eu o ofereço ao Senhor pela paz no mundo e pela fraternidade entre os povos.

Santa Marta, 29 de junho  de 2022”

Fonte: site do UOL 

quarta-feira, 16 de abril de 2025

TESOURO OITICARÁ - Por: Eudes Sousa





O MONUMENTO DE OITICARÁ - Por: ana margarida furtado arruda rosemberg

Foto - acervo - Ananias Arruda

O MONUMENTO DE OITICARÁ 

O dia era 23 de setembro de 1949, quando Aurora, a deusa do amanhecer, surgiu cor-de-rosa nos céus de “Oiticará”, abrindo caminho para o sol iluminar o Monumento-Cruzeiro, Marco Histórico do Primeiro Centenário de Nascimento do Capitão Miguel de Arruda, a ser inaugurado naquela manhã.

Em memória de seu pai, Miguel, de seu avô, João José, e de seu bisavô, Amaro José, Ananias Arruda ergueu um Cruzeiro no local da casa onde viveram seus ancestrais, na “Fazenda Oiticará”, às margens do riacho Contendas, Ribeira do Acaraú – Rio das Garças – Freguesia de Sant’Ana, então município de Sobral; atualmente pertencente à Massapê, território emancipado de Sobral

Amaro José de Arruda, português, natural da Ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, filho de Pedro de Viveiros e Francisca dos Anjos, aportou em nossas plagas no final do século XVIII com sua esposa, dona Ana Maria da Conceição, brasileira de Mamanguape, Paraíba, filha do Capitão José Ferreira da Costa e de dona Maria da Silva.

O casal instalou-se na região Norte do Ceará, em uma fazenda que carregava um doce nome indígena: “Oiticará”; provavelmente junção da palavra Oiti, uma planta comum no Nordeste, com Cará, um peixe que habitava as águas tranquilas do riacho Contendas.

Amaro e Ana geraram uma prole numerosa criando raízes e ramos que se expandiram pelos sopés do maciço cristalino da Serra de Meruoca, penetraram nos sertões da Ribeira de Aracatiaçú, deitaram-se na doçura das encostas da Serra de Baturité, alojaram-se em Fortaleza, transpassaram a Amazônia e o Pará e se espraiaram pela Pátria Mãe.

Um século e meio depois da chegada do “Patriarca de Oiticará”, Amaro José e Ana, sua esposa, Ananias, honrando a memória de seu pai, Miguel de Arruda, neto de Amaro José, inaugurou com uma Missa Campal, oficiada por Dom José Tupinambá da Frota, então bispo-conde de Sobral, o referido monumento, com uma placa em seu frontispício, perpetuando a memória de seus antepassados.

A missa foi “esculpida” em uma bela foto, premiada pela Kodak Brasileira em concurso nacional, no ano seguinte, 1950, com centenas de pessoas vindas de Baturité, Fortaleza, Sobral, Massapê e outras regiões do Ceará, ajoelhadas à margem do Monumento-Cruzeiro, registrando para a posteridade a religiosidade do povo cearense.

Presentes no dia histórico, membros de várias ordens religiosas, o idealizador do evento, Ananias Arruda, seus irmãos: Raimundo, Adelina e a Ir. Maria Luiza, freira Dorotéia, suas filhas adotivas, Rocilvalda e Luiza Altair, sua tia materna Eliza e grande número de netos, bisnetos, trinetos, primos, parentes e amigos do principal homenageado, Capitão Miguel de Arruda e seus ascendentes.  

Além de fotos, o evento foi registrado pela filmadora de Ananias em um filme que captou importantes momentos daquela manhã histórica, como: os quatros filhos do homenageado Capitão Miguel de Arruda: Ananias, Adelina, Raimundo e a freira Doroteia Ir. Maria de Lourdes semeando, em frente ao monumento, 100 sementes de pés de palmeira; a chegada de canoas, caminhões e jipes com centenas de pessoas; momentos da missa campal oficiada por Dom José Tubinambá da Frota e o grupo de familiares e amigos de Ananias Arruda postados em frente ao Monumento.

Além de um símbolo religioso, o cruzeiro é um marco da História da colonização da região de Massapê que deve ser preservado para a posteridade.

ana margarida furtado arruda rosemberg

Fortaleza, 2 de março de 2025

foto - Acervo Ananias Arruda

Inauguração do Monumento de Oiticará
Massapê-CE - 23.09.1949
Foto Premiada pela Kodak brasileira
Foto - Acervo Ananias Arruda






Filme da inauguração  do Monumento  de  Oiticará