segunda-feira, 19 de maio de 2025

Escultura de Gilgamesh no Louvre-Paris




A Epopeia de Gilgamesh, poema épico escrito em acádio, cerca de 18 séculos a.C, de um valor histórico e literário inestimável, é considerada a mais antiga obra literária da humanidade. 

O tema principal é a amizade entre dois homens, duas figuras masculinas potentes, Gilgamesh e seu duplo Enkidu.

Acredita-se que Gilgamesh teve existência histórica. Ele foi rei da primeira dinastia de Uruk, centro urbano importante no Sul da Mesopotâmia, próximo ao Golfo Pérsico, no período proto-dinástico, por volta de 2750 a 2600 a. C.

 Na “Epopeia”, Gilgamesh, filho de um rei e de uma deusa, é apresentado como o maior dos reis, sendo 1/3 divino e 2/3 humano.

Além do tema da amizade o outro tema da “Epopeia” é o da morte. Gilgamesh enfrenta o drama da morte ao perder seu grande amigo, Enkidu.

A “Epopeia’ não tem título e segue a regra da literatura oriental, sobretudo a da Mesopotâmia, que é a inexistência de títulos. O título foi dado pelos estudiosos posteriormente.

Uma das versões da “Epopeia’ foi encontrada nas escavações da cidade de Nínive, antiga capital do Império Assírio, no período de Assurbanipal, 613 a. C. Foram encontrados 11 tabletes cuneiformes, com 2500 a 3000 versos. Esta versão é atribuída a Sin-léqi-unnínni (séc. XIII a.C.).

A tradução da obra é atribuída ao trabalho realizado por Henry Rawlinson e George Smith, que se dedicaram ao estudo e deciframento da antiga obra suméria. 

A parte final do épico mostra a reação de Gilgamesh diante da morte de Enquidu. Gilgamesh busca a imortalidade e faz uma longa e perigosa jornada para descobrir o segredo da vida eterna. Para isso, ele consulta Utnapistim, o herói imortal do dilúvio.

Depois de ouvir Gilgamesh, o sábio diz:

“A vida que você procura nunca encontrará. Quando os deuses criaram o homem, reservaram-lhe a morte, porém mantiveram a vida para sua própria posse.”

 Paris, 17.05. 2025

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