O ASSASSINATO DO MONSENHOR SIBOUR (1857)
Marie-Dominique-Auguste Sibour (1792–1857), Arcebispo de Paris, ficou conhecido por ter sido assassinado dentro da igreja Saint-Étienne-du-Mont, pelo padre Jean-Louis Verger (1826-1857).
No dia 03.01.1857, durante uma celebração religiosa, Verger se aproximou do arcebispo e o apunhalou.
A motivação do crime foi Verger se opor ao dogma da Imaculada Conceição, proclamado pelo Papa Pio IX.
Rapidamente preso e julgado, Verger, um padre rebelde, conhecido por sua oposição às doutrinas papais, não demonstrou arrependimento e defendeu seus atos com veemência.
Condenado à morte, foi executado na guilhotina, em 30.01.1857, menos de um mês após o crime que chocou profundamente a França e causou grande comoção.
O fato evidenciou uma crise dentro do clero e expôs as tensões entre o ultramontanismo (obediência ao Papa) e setores mais nacionalistas da Igreja.
Uma das 767 placas de bronze “Histoire de Paris”, espalhadas pela cidade, encontra-se em frente à Igreja “Saint-Étienne-du-Mont” e faz alusão ao assassinato.
A Igreja, mesmo com o triste episódio que manchou de sangue sua história, não perdeu o brilho e ostenta o único coro monumental (1545) da cidade-luz, a caixa de órgão mais antiga de Paris (163), restos mortais de Santa Genoveva, padroeira da cidade, e uma notável coleção de vitrais do século XVII.
Vale a pena uma visita
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Paris. 29.05.2025
















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