| Ana Margarida |
| Nilze Costa e Silva |
Depois do Jardin de Luxembourg, Panthéon e Notre Dame, a nossa quarta parada,
naquele 19 de setembro de 2008, era Montmartre. Eu carregava sacolas com livros (como
pesam!) e a Nilze, sacolas com roupas, que havia comprado no Boulevard Saint Michel. Por isso,
achamos melhor apanhar um taxi, passar em nosso hotel - que ficava no meio do
caminho - deixar as sacolas, e prosseguir no mesmo taxi. Assim, ganharíamos
tempo, pois à noite iríamos encontrar o grupo para jantar na Tour Eiffel e passear de barco no Sena.
Montmartre (monte martre) deve seu nome aos
cristãos (mártires) que foram torturados e mortos na referida colina. Isto,
provavelmente, no ano 250 d.C., quando a religião cristã ainda não era aceita. Na
Idade Média, tornou-se um local de peregrinação. Em 1133 d.C., os monges beneditinos tomaram posse
do local e passaram a cultivar uvas para a produção de vinho. Durante a
revolução francesas eles foram massacrados.
Para escalar a colina de Montmartre é preciso fôlego. A escadaria
que nos leva até a Basílica de Sacré
Coeur (Sagrado Coração), a 129 metros de altitude (parte mais alta da
colina), tem 237 degraus. A deslumbrante
Basílica é um dos templos mais lindos de Paris. Construida com mármore
travertino, que lhe dá uma tonalidade branca, tem a forma de uma cruz grega. Com
sua arquitetura romana bizantina ela ostenta quatro cúpulas e uma torre, que
abriga um campanário com um sino de três metros de diâmetro e dezenove
toneladas.
A promessa de erguer a Basílica
surgiu durante a guerra Franco-Prussiana, em 1870, caso a França sobrevivesse
ao conflito.
Feita por Alexandre Legentil
e Hubert Rohault de Fleury a referida promessa foi cumprida. A construção teve inicio, em
1875, e só foi concluida, em 1914. Sua
consagração só ocorreu após a Primeira Guerra Mundial, em 1919.
Depois de contemplarmos, do alto
da escadaria, a magnífica vista de Paris, adentramos a Basílica. Duas estátuas equestres de bronze, uma de São
Luis e outra Joana d’Arc adornam a entrada. O deslumbrante mosaico,
representando um imenso Cristo, um dos maiores do mundo, encontra-se no
interior.
Após visitar a Basílica fomos até
a pitoresca Place du Tertre que fica
à poucos metros da mesma e ao lado da Igreja Saint Pierre de Montmartre. Conhecida como a praça dos boêmios,
pois no final do século XIX e começo do XX era frequentada pela boemia
parisiense, estava regurgitada de pintores e turistas. Ao passar em frente ao
restaurante Mère Catherine - de 1793 - lembrei-me do Rose que me contou a seguinte curiosidade: a palavra “bistrô”
está ligada ao restaurante Mère Catherine,
pois, em 1814, era o local preferido pelos cossacos russos que tinham o costume
de bater nas mesas e gritar: “bistrô” (rápido, em russo). Não tivemos tempo de visitar
o museu Salvador Dalí, alí pertinho, pois tínhamos que voltar ao hotel para o
nosso quinto e último passeio do dia: a torre Eiffel.
Ana
Margarida Arruda Rosemberg
Fortaleza,
6 de março de 2012
DO FACEBOOK
ResponderExcluirRegina Arruda Bastos Machado:
Estou adorando seu blog.
DO FACEBOOK
ResponderExcluirMaria Helena Santiago Silveira:
....se todos fossem igual a você ,esse face seria só cultura!
Obrigada, Helena, pelo comentário! A convivência com o Rosemberg me deu oportunidade de beber um pouco de sua cultura.
ResponderExcluirLindo mesmo, Ana Margarida. Adorei. Interessante é a coincidência do plano de fundo. Tenho um blog e fiz a mesma escolha. Acho aconchegante, familiar. É como estar entrando em casa. Um grande abraço. Irei acompanhá-la agora. O meu blog, coitado, anda meio abandonado. Beijos e à tout à l'heure!!! :)
ResponderExcluirMerci beaucoup, Fátima.
ResponderExcluirPour moi, c'est comme rentrer chez moi.
Gros bisous et à tout l'heure
Estimada Professora Ana Margarida,
ResponderExcluirBom dia! Sou o Dr Alberto Araujo, médico pneumologista da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Estou presidindo a Comissão de Tabagismo e gostaríamos de homenagear o saudoso professor José Rosemberg em um livro que iremos lançar - um Manual de Tabagismo. Assim gostaria de falar consigo sobre a autorização para incluir o nome dele em um texto junto com Dr Mirra e comigo sobre a historia do movimento contra o tabaco no Brasil. Os meus contatos são: alberto.nett@gmail.com e fones: (21) 8108-5839 e (21) 2596-6033.
Abraço fraterno do
Alberto Araujo
Só agora estou vendo seu comentário. Desculpe. Acredito vque vc tenha conseguido a publicação
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