Sérgio Moro se tornou um "aprendiz de golpista", diz secretário da Justiça do Ceará
na aula pública "em defesa pela democracia e contra o golpe", realizada na noite desta quarta-feira, 30, no auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC)
http://www.opovo.com.br/app/politica/2016/03/30/noticiaspoliticas,3596015/sergio-moro-se-tornou-um-aprendiz-de-golpista-diz-secretario-da-jus.shtml
Para Hélio Leitão, secretário estadual da
Justiça e Cidadania, Moro cometeu vários excessos na Lava Jato, como nos
casos de divulgação dos grampos telefônicos e na condução coercitiva do
ex-presidente Lula
Publicado no Jornal "O POVO" on line 30/03/2016
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| Hélio Leitão foi dos integrantes da mesa de debate realizada na Faculdade de Direito da UFC |
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| Auditório da Faculdade de Direito da UFC ficou lotado durante aula pública |
Atualizada às 22h19min O POVO 30/03/2016
A atuação do juiz Sérgio Moro foi
bastante criticada pelos juristas componentes da mesa da aula pública
"em defesa pela democracia e contra o golpe", realizado na noite desta
quarta-feira, 30, no auditório da Faculdade de Direito da Universidade
Federal do Ceará (UFC), localizado no Centro. O secretário estadual da
Justiça e Cidadania, Hélio Leitão, um dos participantes
do debate, chamou o responsável pelas investigações da operação Lava
Jato de "aprendiz de golpista" e disse que o pedido de desculpa de Moro
ao Supremo Tribunal Federal (STF), neste momento, já não faz diferença.
Para
Hélio, Moro cometeu vários excessos na Lava Jato, como nos casos de
divulgação dos grampos telefônicos e na condução coercitiva do
ex-presidente Lula. O secretário afirma que o magistrado da Justiça
Federal do Paraná deixou de exercer suas funções para se tornar uma peça
importante do jogo político. "Ele divulgou um conteúdo de interceptação
telefônica, que foi capturado quando ele já teria mandado cessar as
interceptações. Quando Moro divulgou, ele despiu a toga de magistrado e
se tornou protagonista de uma cena política rasteira e, neste momento,
deixou de ser juiz. Essa mea culpa (pedidos de desculpa), a essa altura
do campeonato, não faz muita diferença", disse Leitão ao O POVO Online.
Durante
discurso na mesa, Hélio também aproveitou para criticar o juiz federal.
“No momento em que ele põe de parte os interesses da justiça e faz da
ação judicial, da magistratura, um instrumento a serviço do golpe, se
torna um aprendiz de golpista", acusou o secretário.
Leitão ainda criticou as fundamentações do processo de impeachment e
classificou com um "grande equívoco" a decisão da Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB) de apoiar a ação . Para advogada e professora adjunta da UFC, Cynara Monteiro, que presidiu
a mesa na aula pública, o pedido de impeachment não utiliza bases
verdadeiras. "O atual processo de impeachment da presidente Dilma é
ilegítimo porque as bases não são verdadeiras. As pedaladas fiscais não
constituem operação de crédito, portanto não tem crime de
responsabilidade. O áudio (grampo telefônico) é uma prova ilícita,
portanto não pode ser utilizado", comentou ela.
Entre outros
assuntos colocados na mesa, foram levantadas questões sobre a nomeação
do ex-presidente Lula e a ordem econômica internacional. Além de Cynara e
Hélio, participaram como palestrantes na ocasião: professor Newton
Albuquerque (UFC), professor Martônio Mont'Alverne (procurador do
Município de Fortaleza, Unifor), professora Gretha Leite Maia (UFC),
professor Felipe Braga (UFC), professor Fábio Sobral (Economia-UFC) e o
secretário adjunto da Secretaria Especial de Políticas sobre Drogas,
Marcelo Uchôa.



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