terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Museu da Língua Portuguesa - DO CILINDRO À NUVEM

 


DO CILINDRO À NUVEM -  Uma breve história  das tecnologias de reprodução  de  músicas. 

Exposição temporária  - Museu da Língua portuguesa - São Paulo -SP


Até  a segunda metade do século  XIX, só  era possível  ouvir música  ao vivo. 


O sonho de capturar os sons para ouvi-los depois foi sendo concretizado com objetos materiais, como: cilindros,  gramofones, aparelhos de rádio  e TV, vinis, hard drives, pen drives, iPods. 


Hoje, o sonho se realiza desmaterializado em serviços de streaming e nas nuvens.  


Tudo começou  em 1877,  quando o norte-americano  Thomas  Edison apresentou  ao mundo uma máquina falante - o  fonógrafo -  um cilindro que  girando permitia que uma agulha riscasse a sua superfície produzindo  sons.


Em 1893, o alemão  Emile Berliner apresentou  ao mundo o Gramofone. A vantagem em relação  ao fonógrafo  era a capacidade  de produzir os sons em discos de cera e não  mais em cilindros.


Em 1922, ocorreu a primeira transmissão  radiofônica  no  Brasil. 


Em poucos anos, o rádio  se espalhou com notícias  e muitas músicas.  Em 1936, Carmem Miranda e sua irmã Aurora Miranda faziam sucesso  com a música “ Cantoras do rádio “.


Em 1948, surgiram os discos  de vinil, os chamados Long Play,  substituindo  os velhos discos de 78 rpm. 


Vitrola  era o nome de um toca-discos produzido  pela Victor Machine Company.   Ficou tão  popular que  passou a designar o nome toca-discos. 


Em 1950, chegou a vez da televisão. As apresentações musicais na TV eram uma espécie de rádios filmados. Depois, na década de 1960, vieram os festivais das canções.  Em 1970, surgiram os clips musicais. 


As fitas magnéticas k7 surgiram nos anos 1960.


A Sony lançou  o modelo  walkman.


Em 1982, foi lançado  o CD superando o vinil, mas logo foi superado com as canções  digitais na Internet.


Em 2001, o IPod fazia  uma promessa  irresistível: mil músicas no seu  bolso.


Atualmente,  as canções  encontram-se nas nuvens  dos aplicativos dos streaming que acessamos pelo celular. 


Como será  no futuro? 


Eis a questão.


ana margarida furtado arruda rosemberg 

Sampa,  24.01.2024

RENOIR NO MASP



Pierre-Auguste Renoir (1841-1019) é um dos mais famosos pintores franceses.


 Membro do grupo impressionista, foi pintor de nus, retratos, paisagens, marinhas, naturezas mortas e cenas de gênero. 


 Num período de cerca de sessenta anos, o pintor estima ter criado cerca de quatro mil pinturas.


O MASP tem em seu acervo cinco telas de Renoir, entres elas a famosa tela "Rosa e Azul - As meninas Cahen d'Anvers, 1881".


ana margarida furtado arruda rosemberg 

São Paulo,  22.01.2024

sábado, 20 de janeiro de 2024

Juliano Moreira - Pai da Psiquiatria Brasileira






JULIANO MOREIRA – Pai da Psiquiatria Brasileira

Juliano Moreira, filho de Galdina Joaquina do Amaral, empregada doméstica de Luís Adriano Alves Gordilho (Barão de Itapuã), e Manuel do Carmo Moreira Junior, inspetor de iluminação pública, nasceu pobre e negro, em Salvador- Bahia, no dia 6 de janeiro de 1872.

Quando tinha 13 anos, sua mãe faleceu. Graças ao apoio de seu padrinho - o Barão de Itapuã - médico e professor da Faculdade de Medicina da Bahia, ele fez os cursos preparatórios nos Colégios: Pedro II e Liceu Provincial ingressando na Faculdade de Medicina da Bahia, em 1886, com apenas 14 anos.

Em 1891, colou grau em Medicina com a tese: Sífilis Maligna Precoce. Em 1896, foi aprovado em primeiro lugar no concurso para a cadeira de moléstias nervosas e mentais da Faculdade de Medicina. Entre 1895 e 1902, visitou vários asilos em países europeus, estudando as doenças mentais.

Em 1903, depois de trabalhar como psiquiatra na Bahia, foi morar no Rio de Janeiro e, até 1930, dirigiu o “Hospício Nacional de Alienados”, primeiro hospital psiquiátrico do Brasil e o segundo da América Latina, que havia sido inaugurado, em 1852, com o nome de “Hospício Pedro II”.

Moreira representou o Brasil em congressos internacionais nas cidades: Paris (1900), Lisboa (1906), Milão e Amsterdã (1907), Londres e Bruxelas (1913); foi Presidente Honorário do IV Congresso Internacional de Assistência a Alienados, em Berlim.

Albergando o bacilo de Koch em seus pulmões, Moreira internou-se em um Sanatório no Cairo em busca de tratamento.  Não encontrou a cura para sua tuberculose, mas, sim, sua esposa, a enfermeira alemã de Hamburgo, Augusta Peick. Em 1910, casaram-se e não tiveram filhos.

Como diretor do “Hospício Nacional dos Alienados”, Moreira humanizou o tratamento dos pacientes acabando com o aprisionamento, torturas e maus-tratos, comuns na época. Fez mudanças importantes no “Hospício Nacional dos Alienados” tanto na estrutura física do hospital como no modelo assistencial, provando que a questão racial não motivava doenças.

Em abril de 1911, na gestão de Moreira, o Hospício recebeu João Cândido, cognominado de “Almirante Negro”, líder da “Revolta da Chibata”, para tratar de uma suposta psicose. Após dois meses de tratamento, João Candido foi levado de volta ao presídio da Ilha das Cobras, onde cumpria pena.

Contra o pensamento racista da época, que pairava no meio acadêmico e atribuía os problemas mentais dos brasileiros a “miscigenação”, Moreira defendeu que as doenças mentais eram advindas de: falta de higiene e de acesso à educação.

Moreira fundou a “Sociedade de Medicina e Cirurgia da Bahia” e a “Sociedade de Medicina Legal da Bahia”, entre outras; foi membro da Academia Brasileira de Ciências e de várias sociedades médicas no Mundo, como: Anthropologische Gesellschaft (Munique), Societé de Medicine (Paris) e Medico-legal Society (NovaYork). 

Recebeu, postumamente, várias homenagens, como: Patrono da cadeira 57 da Academia Nacional de Medicina; Prêmio Juliano Moreira, instituído pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia; Memorial Juliano Moreira, no Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira, em Salvador; Patrono da cadeira 27 da Academia Pernambucana de Medicina.

Em 2 de maio de 1933, Moreira faleceu no Sanatório de Correias, em Petrópolis, consumido pelo bacilo da tuberculose, deixando um legado inestimável, pois revolucionou as concepções e métodos da Psiquiatria no Brasil.

ana margarida furtado arruda rosemberg

Fortaleza. 7 de janeiro de 2024

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

GOSTARIA DE SER NEGRA




 

GOSTARIA DE SER NEGRA 

Ontem, 17.01.2024,  fui à dermatologista aqui em Sampa.

 Ela retirou um basocelular no meu braço esquerdo e outro no rosto.

   havia feito esse procedimento cirúrgico duas vezes ao longo da vida.

A primeira vez, em 1973, quando era  estudante de medicina, e surgiu no meu nariz uma pequena lesão desse tipo; a segunda vez na década de 1990, quando retirei um basocelular no antebraço direito - ainda tenho a cicatriz.

A conta da minha exagerada exposição  ao sol, quando jovem, nas belas praias alencarinas da “Loura Desposada do Sol”, não  para de chegar.

Ontem, retirei, também, três ceratoses seborreicas na coxa direita,  herança  genética de meu pai.

Para completar,  retirei na testa um cisto sebáceo - foi o procedimento  mais complicado – “esmeraldite”, disse a dermatologista.

 Comentamos sobre as desvantagens  da pele branca.

Falei: nós,  os sapiens, surgimos negros, na África, há  aproximadamente 300 mil anos, e, há  70 mil anos, segundo Yuval Harari, nos espalhamos  pelos continentes.

 Primeiramente no Oriente  Próximo e, em seguida, em toda a Eurásia, Austrália  e Oceania.

 Os que chegaram ao norte da Europa  perderam a melanina para se adaptarem a escassa radiação solar da região, tão necessária  para a formação da vitamina D.

Ela falou das vantagens  da pele negra na sua especialidade.

Eu citei os belos  dentes dos negros e, ela, a fortaleza dos músculos.

Concluindo nosso colóquio, disse: se fosse nascer novamente  e pudesse escolher, escolheria nascer negra. Ela sentenciou : eu também.

Segundo estudos científicos, há, aproximadamente, 22 a 28 mil anos, os genes mais associados à cor da pele clara nos europeus modernos se originaram no Oriente Próximo e no Cáucaso.

Alguns estudos genéticos concluíram que a pigmentação da pele mais clara começou a ficar mais comum, em algumas regiões europeias, há  cerca de 25 mil anos.

A descoberta  arqueológica do esqueleto  de um sapiens britânico, que viveu    10 mil anos,  batizado  de “ Homem  de Cheddar “,   mostra, pelo estudo do genoma, que ele tinha a pele de escura a negra.

Essa descoberta de um grupo  de especialistas  da Universitária College de Londres ( UCL) e do Museu  de História  Natural, no início  do século  XX, no Sudoeste  da Inglaterra, evidencia que os primeiros  britânicos eram negros, tinham cabelos  crespos  e olhos azuis.

Conclusão:

Há muito pouco tempo surgiram os sapiens branquelos de cabelos  loiros e olhos  claros.

ana margarida furtado arruda rosemberg

Sampa,  18.01.2024

domingo, 14 de janeiro de 2024

O que aprendi lendo o livro: ASCENSÃO E QUEDA DOS DINOSSAUROS de Steve Brusatte

O que aprendi lendo o livro: ASCENSÃO E QUEDA DOS DINOSSAUROS  de Steve Brusatte

A Terra se formou  há  cerca de 4,5 bilhões de anos. As primeiras bactérias microscópicas  desenvolveram-se algumas centenas de milhões de anos depois. 

Durante,  aproximadamente, 2 bilhões  de anos, o mundo era habitado por bactérias. 

Não  havia plantas nem animais, nada que pudesse  ser visto a olho nu.  

Há, aproximadamente, 1,8 bilhão de anos,  essas células simples desenvolveram a capacidade  de se agruparem em organismos  maiores e mais  complexos.

Houve uma era glacial global - que cobriu quase o planeta inteiro  com geleiras.

Os primeiros animais eram simples sacos moles de gosma, semelhantes à esponjas e águas-vivas.  

Há cerca de 540 milhões de anos, no período  Cambriano, surgiram formas  de animais com esqueleto.

Eles foram se multiplicando e ficando diversos  e abundantes. Começaram  a comer uns aos outros. 

Há 390 milhões  de anos,  alguns  transformaram as nadadeiras em braços e deixaram a água  com destino  à terra.

Há cerca de 240 a 230 milhões de anos, os primeiros  dinossauros,  como o Herrerasaurus e o Eoraptor, desenvolveram-se a partir de seus ancestrais dinossauromorfos do tamanho  de gatos.

Nesse período, não  havia continentes individuais. O que havia era uma grande  massa sólida e ininterrupta de terra - supercontinente (Pangeia) e o oceano  (Pantalassa).

Os  mamíferos só explodiram  em diversidades  na Terra - após  a recuperação  dos ecossistemas -  500 mil anos depois  do dia mais destrutivo da história  da  Terra,  quando um cometa ou asteroide colidiu com a Terra e sentenciou a morte os dinossauros. 

Entre os mamíferos que surgiram, um do tamanho de um filhote  de cachorro  chamado Torrejonia viveu cerca de 3 milhões  de anos depois  da queda do asteroide.  

Ele pulava nas árvores com seus dedinhos magrelos agarrados aos galhos.

60 milhões de anos de evolução transformariam esses humildes  protoprimatas em macacos bipedes,  filósofos , escritores, crentes, não  crentes etc (os sapiens).

Se o asteroide  não  tivesse caído, provavelmente, nós  não  estaríamos  aqui, e, sim, os dinossauros. 

Os dinossauros  viveram 150 milhões  de anos e se extinguiram. 

Se aconteceu com os dinossauros,  pode acontecer  conosco. 

Oh!

ana margarida furtado arruda rosemberg 

Sampa,  12.01.2024

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

No MASP com Portinari



Os Retirantes  - Candido Portinari 

Criança  Morta  - Candido Portinari 

NO MASP COM CANDINHO

Ontem, 11.01.2024, fui ao Masp.  Sempre vou. Ele muda muito pouco, diferentemente do Louvre, mas gosto de rever as suas obras de arte nos "CAVALETES DE CRISTAIS DE LINA BO BARDI".

 Enfim, saí  de lá  com vontade do Louvre e a sensação de "QUERO MAIS". 

Em compensação, tive o prazer, mais uma vez, de apreciar duas MARAVILHOSAS telas de Portinari: Retirantes e Criança Morta.

Sem dúvida, Candinho  é o maior pintor brasileiro de todos os tempos. O GRANDE CANDIDO PORTINARI  está  na ONU  com  GUERRA E PAZ.   Vi esses painéis  em NY, com o Rose,  mas não  entendia nada de pintura e nem de Portinari. 

Muitos anos depois,  os painéis  atravessaram o Atlântico e foram expostos no "Grand Palais" da minha "Paris  adorada". Eu disse minha?  Sim, ela é minha e de todos e todas nós.  

Em maio, se tudo correr bem, irei revê-la.  Lembrei-me  agora do Museu  Comendador Ananias Arruda, em Baturité-CE, e do poema de Fernando Pessoa - vestido de Alberto  Caeiro.

"O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,

Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,

Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia."

ana margarida furtado arruda rosemberg 

Sampa,  12.01.2024

Poema completo 

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,

Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia

Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia,

 

O Tejo tem grandes navios

E navega nele ainda,

Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,

A memória das naus.

 

O Tejo desce de Espanha

E o Tejo entra no mar em Portugal.

Toda a gente sabe isso.

Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia

E para onde ele vai

E donde ele vem.

E por isso, porque pertence a menos gente,

É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

 

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.

Para além do Tejo há a América

E a fortuna daqueles que a encontram.

Ninguém nunca pensou no que há para além

Do rio da minha aldeia.

 

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada

Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

Dr. Guillotin- O inventor da Guilhotina?

Publicado no Jornal do Médico

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Joseph-Ignace Guillotin – Retrato do Museu Carnavalet- Paris

DR. GUILLOTIN – o pai da guilhotina?

Na França, até a Revolução Francesa (1789-1799), os principais métodos utilizados para a pena capital eram: a decapitação, feita por machado ou espada; a forca; o esquartejamento e o suplício da roda - na qual o condenado era amarrado e queimado com brasas.  A decapitação era privilégio da nobreza. Aos plebeus, de acordo com os crimes, eram reservados os outros métodos descritos acima.

No início da referida revolução, o médico e político, Joseph-Ignace Guillotin, então presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Nacional Constituinte, propôs, em 01.12.1789, um projeto de reforma do direito penal.  O foco principal era o uso de uma máquina que substituísse a mão do carrasco e causasse uma morte rápida e sem dor, nas pessoas condenadas.

Embora Guillotin fosse contra a pena de morte e não ser o inventor do dispositivo que, depois, ficou conhecido como “guilhotina”, sua intenção era, além de garantir uma igualdade em todas as execuções, abrir as portas para um futuro em que a pena de morte fosse abolida. Somente, em 09.10.1981, passados 192 anos, a pena de morte foi declarada ilegal na França, pelo Presidente François Miterrand (1916-1996).

Joseph-Ignace Guillotin, o nono dos treze filhos do casal Joseph-Alexandre Guillotin e Catherine-Agathe Martin, nasceu no dia 28.05.1738, em Saintes-França.

Guillotin estudou teologia durante sete anos no Colégio Jesuíta de Bordeaux, e, depois, medicina, em Reims e Paris. Em 26.10.1770, obteve o doutorado e lecionou anatomia, fisiologia e patologia na Faculdade de Medicina de Paris.

Guillotin, um dos primeiros médicos franceses a apoiar a descoberta da vacina contra a varíola, de Edward Jenner (1749-1823), foi Presidente do Comitê de Vacinação de Paris. Em 1805, atendendo às ordens de Napoleão Bonaparte (1769-1821), atuou na vacinação de todos os soldados franceses.  Ele foi, também,  um dos fundadores da atual  Académie Nationale de Médecine de Paris.

Reza a lenda que o Dr. Guillotin foi executado pela “guilhotina”. Na verdade, ele faleceu em casa, na rue Saint-Honoré, em Paris, de causas naturais, em 26.03.1814. O decapitado pela famosa máquina foi um médico de Lyon, cujo nome era semelhante: J. M. V. Guillotin.  

Guillotin foi sepultado no Cemitério Père-Lachaise, na cidade-luz, após um elogio fúnebre do Dr. Edme-Claude Bourru (1741-1823), ex-reitor da antiga Faculdade de Medicina de Paris.

Guillotin foi casado com Marie Louise Saugrain (1755-1852). O casal não teve filhos. A família mudou o próprio sobrenome, após uma solicitação, sem êxito, ao governo francês, para renomear a famosa máquina de cortar cabeças, “guilhotina”. 

ana margarida furtado arruda rosemberg

Fortaleza, 13 de dezembro de 2023

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

NATIVIDADE DE GIOTTO

Por que a Natividade de Giotto no Convite de Natal do Museu CAA?


Um dos gênios da PINTURA, o italiano pré-renascentista  Giotto  di Bondone  (1267-1337),  nos legou a preciosa  “Capela Scrovegni”,  encravada em Pádua, na Itália. 

Para encher os olhos, por poucos minutos, com essa deslumbrante obra-prima da arte cristã, é  preciso reservar com antecedência o dia e a hora. Caso contrário, a gente dá com os burros  n’água.

A capela foi encomendada a Giotto, em 1303, por Enrico Scrovegni, rico banqueiro que  Dante precipitou no Inferno, no canto 17 da primeira parte da “Divina Comédia”.

Para pagar seus pecados e ser poupado  de tão grande castigo, Scrovegni resolveu decorar a capela com afrescos que contam a vida de Maria e de Jesus. 

No quadro que retrata a Natividade, Maria olha com carinho  para Jesus, demonstrando a capacidade de Giotto  de expressar a emoção  humana em suas pinturas.

O presépio é  pintado com detalhes, como: animais, símbolos da humildade, os pastores, a palha na manjedoura, as expressões faciais de: Jesus, Maria, José,  Sant’Anna e os anjos.

Os tons quentes e vibrantes,  amarelo e vermelho, enchem de vida a cena. 

A luz que o Menino Jesus  irradia cria uma atmosfera  celestial com o azul do manto de Maria e os anjos acima da manjedoura. 

 A Natividade de Giotto, da Capela Scrovegni, é um dos primeiros exemplos do uso da perspectiva na arte. 

A história  singular  desta joia da arte medieval  causa  fascínio nos amantes  da  arte no mundo  inteiro. 

Por tudo isso, ela foi escolhida para ilustrar o convite de Natal/2023, do Museu Comendador Ananias Arruda.

ana margarida furtado arruda rosemberg 

Fortaleza,  12 de dezembro de 2023

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

UMA TARDE NO CINEMA IV – NAPOLEÃO - Por: ana margarida rosemberg

 

ana margarida furtado arruda rosemberg - Iguatemi - Fortaleza, 24.11.2023

Como historiadora, amante da França e de bons filmes, fui, com a minha filha Jana, no dia 24/11/2023, ao UCI Kinoplex Iguatemi Fortaleza, assistir ao filme “Napoleão” (Napoléon, 2023) do diretor britânico Ridley Scott, roteiro de David Scarpa e, nos papeis  principais, Joaquim Phoenix e Vanessa Kirby.

A data era simbólica, pois naquele dia, 18 anos antes, o Rosemberg partia deixando um vazio sideral. Assistir ao longa-metragem citado, seria uma maneira de homenageá-lo, já que ele nutria grande admiração por Napoleão Bonaparte (1769-1821).   

Para mim foi um deleite ver a explosão na telona da superprodução de 200 milhões de dólares, com 2h38min, apesar de muitas inconsistências históricas e de truncagens na biografia retratada. 

O filme aborda a vida de Napoleão - de oficial da artilharia a imperador da França – a partir, principalmente, de sua relação amorosa com sua mulher Joséphine e das principais batalhas travadas com sua “Grande Armée”.

Qualquer filme sobre Napoleão Bonaparte, um dos maiores comandantes da história, considerado um gênio da estratégia de guerra, estudado em escolas militares de todo mundo, apontado como um dos líderes mais célebres e controversos da humanidade, amado e odiado, causa polêmica. 

Segundo o jornalista, escritor e historiador francês, David Chanteranne, foram feitos 700 filmes sobre Napoleão desde a criação do cinema pelos irmãos “Auguste e Louis Lumière”, em 1895. Ele frisou:

 "Nos Estados Unidos, na Itália, na Rússia e até mesmo na Ásia, isso mostra que todos estão tentando se apossar de Napoleão porque ele é, eu diria com uma palavra inglesa, um 'self-made man', em referência à expressão que define pessoas que se tornaram bem-sucedidas e ricas por meio de seus próprios esforços.… Bem, ainda se fala dele na América do Sul, na Ásia e na África também, porque ele é um personagem que já foi contado em todos os seus aspectos. De fato, um livro (sobre ele) foi escrito todos os dias desde sua morte. Portanto, está claro que as pessoas em todo o mundo estão tentando decifrar o mistério de Napoleão".

O jornalista Peter Bradshaw, no jornal “The Guardien”, deu cinco estrelas ao filme chamando-o de "filme biográfico emocionante" e disse:

“Scott não nega os prazeres antiquados do espetáculo e da emoção. Phoenix é a chave para tudo: uma performance tão robusta quanto o vidro de Borgonha ele bate de volta: envaidecido, taciturno, fervilhante e triunfante".

Nicholas Barber, da BBC, chamou de espetaculares as sequencias das batalhas.

Por outro lado, jornalistas dos jornais franceses: “Le Point”, “Le Monde” e “Le Figaro” publicaram críticas negativas. O historiador francês Patrice Gueniffey, autor de uma biografia monumental de Napoleão, comentou:

"Nada é plausível, nem o personagem, nem a história que é contada". 

Scott retrucou as críticas, em uma entrevista à BBC, dizendo:

“Os franceses não gostam nem deles mesmos”. “O público para quem mostrei em Paris adorou".

Ao falar da grandiosidade da figura histórica de Napoleão, Scott frisou:

“Dois mil e quinhentos livros foram escritos sobre ele, eu não consigo pensar em nenhum líder, político, rei, quem seja, que tenha sido tão abordado. O que há nele de tão fascinante?”.

Se a intenção de Scott era causar polêmica, ele conseguiu. O filme está sendo um sucesso de bilheteria na França, ficando em terceiro lugar das maiores bilheterias no final de semana da estreia, 23/11/2023, atrás apenas dos EEUU e Reino Unido.

A meu ver, o filme está sendo criticado na comunidade acadêmica, porque Scott faz revisionismo, rejeitando as orientações de sua equipe de historiadores, com relação a abordagem factual. 

A “liberdade poética” é aceita em filmes históricos, mas, nesse filme, as críticas são pertinentes em passagens que nunca aconteceram, como: Napoleão e seu exército bombardeando as pirâmides do Egito.

Scott perdeu a oportunidade de mostrar que, em 1799, o exército de Napoleão descobriu a “Pedra de Roseta”, um fragmento de uma estela erigida no “Egito Ptolomaico”, que levou a decifração dos hieróglifos pelo francês Jean-François Champollion (1790-1832), criando a fascinante egiptologia e inspirando uma explosão de egitomania na Europa.

Polêmicas à parte, vou escrever as minhas impressões sobre o filme:

As cenas, que viajam entre as batalhas, a conturbada vida amorosa do casal e a atuação política de Napoleão, esmiúçam com maestria a reconstituição de grandes batalhas, como: Toulon, 1793; Austerlitz, 1805; e Waterloo, 1815; a tomada do poder no “18 de Brumário”, golpe de Estado em novembro de 1799; e a coroação de Napoleão como Imperador da França, em 02/12/1804, na Catedral de Notre-Dame de Paris.

A referida coroação é mostrada através da reconstituição impecável do quadro de Jacques-Louis David, “Le Sacre de Napoléon, 1807” (Coroação de Napoleão).

A tela, com dez metros de largura e seis de altura, do acervo do Louvre, mostra o momento em que Napoleão tira a coroa das mãos do Papa Pio VII, se coroa e coroa Joséphine, na presença de familiares, políticos e elite francesa. Há uma cópia dessa tela no Château de Versailles.

As cenas que retratam a conturbada vida amorosa do casal e o fascínio que Joséphine exercia sobre Napoleão, são inspiradas nas mais de 250 cartas que ele escreveu para sua amada.

Joséphine de Beauharnais (1763-1814), uma experiente mulher de 32 anos, viúva, que por um triz não perdeu a cabeça na Revolução Francesa (RF), como o seu primeiro marido, o aristocrata Alexandre de Beauharnais (1760-1794), tinha dois filhos, Eugène de Beauharnais (1781-1824) e Hortense de Beauharnais (1783-1837), quando, em 1795, conheceu Napoleão.

Foi em um jantar da alta sociedade que Bonaparte se encantou pela sofisticada e bela Joséphine, natural da Ilha de Martinica. Pragmática, ela passou a ver nele segurança e estabilidade, após os horrores passados na prisão.

Em março de 1796, selaram os destinos e dois dias depois de casados, Napoleão partiu para liderar o exército francês na Itália. As infidelidades de ambos os lados foram superadas e Napoleão criou os filhos de Joséphine dedicando-lhes amor legítimo.

Durante 14 anos, desde a ascensão de Bonaparte nas fileiras do exército, passando por sua nomeação como Primeiro Cônsul e sua autoproclamação como Imperador, Joséphine esteve ao seu lado. Ela personificava o poder de Napoleão a tal ponto que ele dizia:

 “Eu ganho batalhas, mas Joséphine ganha corações”.

A falta de um herdeiro fez com que Napoleão pedisse o divórcio e contraísse núpcias com Marie-Louise d'Autriche (1791-1847) que lhe deu um filho, Napoleão II (1811-1832). Mesmo separados, Napoleão e Joséphine continuaram amigos e as últimas palavras de Napoleão, ao morrer exilado na Ilha de Santa Helena, como retratado no longa-metragem, foram: "França, exército e Joséphine".

CONCLUINDO:

As expectativas dos franceses foram frustradas no filme de Scott, como na maioria dos filmes e livros dedicados a figura de Napoleão, por tratar-se de um mito grande demais para caber em um filme.

Os franceses construíram para Napoleão na Église du Dôme, no imponente Musée des Invalides (Museu dos Inválidos), o mais suntuoso túmulo de Paris, com uma cúpula barroca folheada a ouro, que pode ser vista de vários pontos da capital francesa.

O túmulo em forma de esquife, ricamente decorado, tem um tampo representando o acento de um trono. Os restos mortais de Napoleão, vestido de uniforme com o chapéu sobre as pernas, estão dentro de seis caixões, a saber: ferro, mogno, chumbo (2), ébano e carvalho. 

A data da “Queda da Bastilha”, “14 juillet”, início da Revolução Francesa, é o “Dia Nacional da França”.  Os revolucionários Jacobinos (Robespierre, Danton, Marat, Camille Desmoulins, entre outros) estão espalhados pela capital francesa nas placas de ruas, estátuas, praças etc. A Marselhesa, hino dos revolucionários, é o hino da França. Os ideais revolucionários Liberté, Égalité, Fraternité estão escritos nas entradas das escolas, hospitais e demais instituições públicas. “Vive la Republique” é o grito dos franceses.

A “República Francesa”, conquistada pelos revolucionários, foi defendida pelo militar Napoleão Bonaparte no "Cerco de Toulon", em  1793, e no "13 Vendémiaire", batalha travada entre as forças republicanas e manifestantes pró-monarquistas, nas ruas de Paris, em 5.10.1795. 

Após a queda de Napoleão, em 1815, houve  a restauração da monarquia na França, mas por pouco tempo, pois os revolucionários haviam conquistado os corações e as mentes dos franceses. 

Napoleão, por ter vindo das escolas militares reais, ser filho do iluminismo de Voltaire e Rousseau e ter feito parte da Revolução Francesa, tem um lado universal. Ele implementou políticas liberais fundamentais na França e em toda a Europa Ocidental; criou as escolas de ensino secundário, conhecidas como lycées; promoveu a ciência; reintroduziu os laços com a religião, desfeitos pelos revolucionários, colocando o judaísmo, o protestantismo e o catolicismo em pé de igualdade; organizou as finanças criando o Banco da França; criou o “Código Napoleônico”, copiado em mais de 70 nações em todo o mundo.

Andrew Roberts, historiador britânico, frisou:

"As ideias que sustentam nosso mundo moderno — meritocracia, igualdade perante a lei, direitos de propriedade, tolerância religiosa, educação secular moderna, finanças sólidas etc. — foram defendidas, consolidadas, codificadas e estendidas geograficamente por Napoleão. Além disso, ele também acrescentou uma administração local racional e eficiente, o fim do banditismo rural, o incentivo à ciência e às artes, a abolição do feudalismo e a maior codificação de leis desde a queda do Império Romano"

Os alemães Friedrich Hegel (1770-1830) e Friedrich Nietzsche (1844-1900) o admiravam. Hegel comparou Napoleão a “Prometeu”, por ter transformado a Europa Feudal, difundindo os ideais iluministas da Revolução Francesa; Nietzsche o viu como o exemplo mais extremado da "vontade de poder”.

Por outro lado, os escritores russos Liev Tolstói (1828-1910) e Fiódor Dostoiévzki (1821-1881) o criticaram. Tolstói, autor de “Guerra e Paz”, o culpava pelas mortes e pela destruição causadas pelo conflito, de 1812, entre seu país e o Império francês. Dostoiévski viu Napoleão como o protagonista de sua obra-prima, “Crime e Castigo”.

Beethoven que admirava Napoleão, dedicou-lhe a 3ª Sinfonia (Heroica).  Quando Bonaparte se autoproclamou imperador, Beethoven, em um acesso de raiva, rasgou a dedicatória e escreveu: “À memória de um grande homem”. Na visão de muitos historiadores, Napoleão tinha que se coroar imperador para enfrentar os países monarquistas. 

Na França, Bonaparte sempre foi admirado pela maioria dos franceses que o viam como: l'empereur, sinônimo de gloire, quando a França desfilava vitoriosa de Lisboa a Moscou,  levando os ideais da Revolução Francesa.

No Bicentenário do Nascimento de Napoleão, em 1969, o então presidente francês Georges Pompidou (1911-1974) declarou:

"Não há nome mais glorioso do que o de Napoleão. Partindo do nada, desprovido de tudo, ele conseguiu tudo".

Em maio de 2021, no bicentenário da morte de Napoleão, esta visão passou a ser questionada. Ele foi chamado de “Misógino” pela ministra da Igualdade de Gênero da França, Élisabeth Moreno, por ter, em seu “Código Civil”, consagrado o poder de pai de família sobre a mulher.

Em defesa de Napoleão, o historiador Patrice Gueniffey disse que o código reflete a sociedade camponesa e patriarcal da época. Napoleão foi, também, criticado pelo deputado Alexis Corbière, da “França Insubimissa”, que bradou:

 "A República não pode prestar homenagem oficial àquele que foi seu coveiro, pondo fim à primeira experiência republicana de nossa história para criar um regime autoritário".

Napoleão foi chamado de “Ancestral dos ditadores do Século XX”. Jean Tulard, historiador francês, especialista em Napoleão, retrucou dizendo:

"O seu autoritarismo (...), o seu sentido de Estado forte, o seu desprezo pelo regime parlamentar, o seu imperialismo e sobretudo o seu gênio para a propaganda; tudo pode fazer-nos pensar que sim". Mas "não há em Napoleão nem a ideologia assassina, nem o delírio racista daqueles que se apresentaram como seus sucessores".

Tulard reconhece que o documento que mais incrimina a memória de Napoleão é a lei de 20 de maio de 1802, sob o Consulado, que restaurou a escravidão nas colônias francesas, abolidas, em 1794, durante a Revolução Francesa. Entretanto, Tulard afirma:  

“Napoleão agiu por cálculo econômico em uma época em que a escravidão fervilhava em todos os lugares, chocando apenas poucos defensores dos direitos humanos que viviam à frente de seu tempo”.

Agora, em novembro de 2023, Napoleão chega aos cinemas mundiais para um duplo julgamento: do filme e da figura histórica.

ana margarida furtado arruda rosemberg

Fortaleza, 30 de novembro de 2023














sábado, 25 de novembro de 2023

JOSÉ ROSEMBERG (1909-2005) - 24.11.2005 18 ANOS DE SAUDADE - 24.11.2023

 


JOSÉ ROSEMBERG (1909-2005) 

 

18 ANOS DE SAUDADE!  

 

José Rosemberg, filho de Emanuel Rosemberg e Eugenia Rosemberg, nasceu em Londres, Inglaterra, em 19 de setembro de 1909 e aos seis anos de idade veio com os pais morar no Brasil – São Paulo.

 

Em 1928, graduou-se em farmácia e, em 1934, em medicina, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Professor Titular de Tuberculose e Doenças Pulmonares durante mais de quatro décadas e diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. 

 

Rosemberg tinha um reconhecimento nacional e internacional no controle da tuberculose, quando, na década de 1970, com mais de 60 anos de idade, entrou de forma corajosa em um tema novo – TABAGISMO – que não tinha nenhuma base nacional.

 

Uma das primeiras vozes a colocar o tema tabagismo, ele veio a público, falou com a imprensa, ensinou seus alunos, escreveu livros, cruzou o Brasil desfraldando a bandeira de luta contra o tabaco sendo, portanto, iniciador de uma massa crítica brasileira no combate ao fumo. 

 
Foi Presidente do I Congresso Brasileiro sobre Tabagismo, realizado no Rio de Janeiro, em 1994, e Presidente de Honra dos quatro congressos seguintes, ocorridos, respectivamente, em: Fortaleza (1996), Porto Alegre (2000), Brasília (2002) e Belo Horizonte (2004). 

 
Em sua luta contra o tabagismo, Rosemberg foi membro do Grupo Assessor do Ministério da Saúde para o Controle do Tabagismo no Brasil, de 1985 a 1993; presidente do Comitê Coordenador do Controle do Tabagismo no Brasil, de 1987 a 2005; membro da Câmara Técnica de Tabagismo do Programa Nacional de Controle do Tabagismo do INCA-MS, de 1993 a 2005; assessor técnico em tabagismo da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, de 1999 a 2001. 

 
Foram muitas as condecorações e os títulos honoríficos que lhe foram outorgados por instituições governamentais e ONGs. Citaremos apenas algumas: a OMS conferiu-lhe a Medalha “Tabaco e Saúde” pelas pesquisas e luta contra o tabaco no Brasil, em 10 de novembro de 1991; o Comitê Latino Americano Coordenador do Controle de Tabagismo o proclamou Presidente Honorário, em 25 de janeiro de 1995, na Cidade do México; a Secretaria Nacional Antidrogas da Presidência da República, em 19 de junho de 2002, conferiu-lhe o diploma “Mérito pela Valorização da Vida”; a Secretaria de Justiça e Defesa do Cidadão do Estado de São Paulo, em 26 de junho de 2002, conferiu-lhe um diploma por sua luta antidrogas. 

 
Rosemberg publicou quatorze livros e mais de duzentos artigos científicos em revistas médicas nacionais e estrangeiras. Dentre os livros relacionados ao tabagismo citaremos: "Tabagismo: Fisiopatologia e Epidemiologia", publicado pela Pontifícia Universidade Católica do Estado de São Paulo, 1977; "Tabagismo: Sério Problema de Saúde Pública’, publicado pela editora Almed-Edusp - São Paulo, 1981 -  obra foi laureada pela Academia Nacional de Medicina; "Métodos para deixar de fumar", com a colaboração de Vera Luíza da Costa e Silva, publicado pelo Instituto Nacional de Câncer, Rio de Janeiro, 1986; "Tabagismo e Câncer", publicado pelo CEBRAF, Senado Federal, Brasília, 1991; "Informações Básicas sobre o Tabagismo", publicado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, 1996; "Cartilha sobre Tabagismo", publicado pela Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, 1997; "Temas sobre o Tabagismo", publicado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, 1998; "Nicotina", publicado pelo Colegio Medico del Peru, Colcit, Lima, 1999; "Pandemia do Tabagismo. Enfoques Históricos e Atuais", publicado pela Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo, 2002 e "Nicotina: Droga Universal", com a minha colaboração (ana margarida furtado arruda rosemberg) e a de Marco Antonio de Moraes, publicado pelo INCA-MS e pela SES/CVE, São Paulo, 2003. 

 
As repercussões científicas e práticas de seu trabalho, exemplificadas por suas pesquisas sobre a vacinação BCG indiscriminada (direct vaccination), a proteção anti-leprótica pelo BCG e o tabagismo e seus malefícios à saúde, alçaram-no ao umbral das grandes personalidades médicas do século XX. 

 

Rosemberg faleceu em São Paulo, em 24 de novembro de 2005, deixando um legado e um vazio incomensuráveis.  
 
Hoje, 24/11/2023, no 18º ano de sua partida, reafirmo meu amor e minha fidelidade, como na Roma Antiga, dizendo:  

Ubi tu Gaius ego Gaia.  

 

 

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