domingo, 8 de maio de 2016

HOMENAGEM À MINHA MÃE ADELINA NO DIA DAS MÃES 08/05/2016


Maria Adelina Furtado de Arruda

                    Imagens de Nossa Mãe 

TEXTO LIDO POR OCASIÃO DA MISSA DE 7º DIA DE SUA PARTIDA    Fortaleza, 7 de julho de 2004.   


Na pia batismal, nossa mãe recebeu o nome da vovó Adelina e herdou dela além do nome, a têmpera, a fibra, a coragem, a inteligência, a fé, e a caridade. Também de nossa avó herdou a vocação para a maternidade, pois como ela, gerou muitos, muitos filhos.
Pronta para ser consagrada à Deus, como freira Dorotéia, encantou-se por um belo jovem de porte esbelto, sorriso cativante, olhar sedutor e inteligência invulgar.
Uniram suas vidas em um só destino e ela o amou para sempre.
São muitas as imagens de nossa mãe que ficaram em nossas memórias, porém algumas devem ser ressaltadas.
Nossa mãe “a redoma”.
As barrigas anuais, os filhos multiplicando-se sem parar. Um no colo, outro no ventre e outros mais a lhe puxar a saia. O amor transbordando incondicional.
            Nossa mãe “pudica”.
Sempre vestida! Sua fé indômita, a comunhão diária, a missa dominical, o terço, a mantilha e o missal. No oratório, em casa, a imagem da Sagrada Família. No Natal, a magia da lapinha, menino Jesus na manjedoura, Maria e José de cada lado, os carneirinhos e os reis Magos.
Nossa mãe “esposa”.
            Fiel e apaixonada companheira, atenta à todas necessidades de nosso pai.
Nossa mãe “devota”.
Rezando tanto um rosário sem fim, ensinando-nos a rezar de joelhos e mãos postas: “Boa noite menino Jesus eu vos dou o meu coração e prometo ser muito boazinha.Anjo da Guarda guiai-me, Nossa Senhora de Fátima protegei-me, São Luiz de Gonzaga conservai a minha inocência. À benção papai do céu, à benção mamãe do céu, faça feliz sua filhinha. Protegei o papai, a mamãe, meus irmãos, meus avós, meus tios, meu padrinho e minha madrinha”.À benção papai, À benção mamãe!”
Nossa mãe “guerreira”.
Lutando, ao lado de nosso pai, para educar a prole numerosa de 15 filhos.
Nossa mãe “vitoriosa”.
Os filhos criados, realizados em suas vidas.  Coroamento de todos os esforços e todos os sacrifícios.
Nossa mãe “filha, irmã, cunhada, tia, sogra, prima, madrinha e amiga”.
Sempre uma palavra de compreensão e um sorriso generoso.
Nossa mãe “avó e bisavó”.
Desdobrando-se em carinho e atenção.
A última imagem que nos fica é a de uma mulher fisicamente frágil, mas de uma fortaleza e fé inabaláveis.
Nossa mãe “santa”.
Seus cabelos brancos imaculados e puros como sua alma sem pecado.
Seu coração, um poço de bondade e resignação.
Seus olhos verdes translúcidos e serenos espelhando a alma encharcada de amor.
Seu sorriso generoso que nem a dor foi capaz de apagar de seu semblante e que à  todos distribuiu em sua santidade.
Descansa mãe querida, na paz de Deus, tua missão foi cumprida.

Ana Margarida

Fortaleza, 7 de julho de 2004.             

terça-feira, 3 de maio de 2016

1º DE MAIO DE 2016 EM FORTALEZA-CE

Em defesa dos direitos dos trabalhadores, das trabalhadoras e da democracia a FRENTE BRASIL POPULAR, CUT, CTB e  CEARÁ CONTRA O GOLPE realizaram uma caminhada pela Avenida Presidente Castelo Branco (Leste Oeste) até o Cuca da Barra, onde houve o encerramento com um ATO POLÍTICO. O Grupo "Médicos pela Democracia" esteve presente com suas faixas, bandeiras e entusiasmo para barrar o impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

















sábado, 23 de abril de 2016

A HISTÓRIA É IMPLACÁVEL COM OS TRAIDORES

Ana Margarida Rosemberg - médica e historiadora


A HISTÓRIA É IMPLACÁVEL COM OS TRAIDORES

Para a história os traidores são seres abomináveis que, após julgados, vão para a lata do lixo. Os exemplos não faltam. Um dos mais conhecidos, Judas Iscariotes, entregou Cristo aos romanos por 30 moedas.
Marcus Junius Brutus, em 44 a.C., traiu Júlio César quando se juntou a Cassius em uma conspiração para matá-lo. Foi imortalizado na célebre frase dita por Júlio César: “Até tu Brutus”. Na Divina Comédia, Dante Alighieri jogou no inferno Brutus e Cassius, evidenciando que a humanidade não perdoa os traidores. 

Shakespeare explorou o tema da traição em várias de suas peças como: Rei Lear, Hamlet e Macbeth. Porém, na peça “Otelo, o Mouro de Veneza”, escrita por volta de 1603, a traição ficou mais chocante. Iago, amigo de Otelo, o induziu a matar a própria esposa, Desdêmona, injustamente. No Brasil, Domingos Fernandes Calabar, em 1635, foi condenado por traição, por ter ajudado a Holanda a invadir o Nordeste. Em 1789, Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, foi traído por um de seus companheiros, Silvério dos Reis. A História enaltece Tiradentes e não perdoa Silvério.  
Napoleão Bonaparte foi traído por Talleyrand. Quando a França espalhava pela Europa os princípios da Revolução Francesa, Talleyrand organizou a deposição de Napoleão e a restauração da monarquia com a volta dos Bourbons.  
Poucas traições tiveram efeito tão imensurável como a que envolveu a União Soviética e a Alemanha, em 1939. O pacto Molotov-Ribbentrop estabelecia que a Alemanha nazista de Hitler e a URSS de Stálin não iriam interferir uma na outra em termos bélicos. Porém, Hitler, em 1941, atacou os russos na Operação Barbarossa. A Rússia, após tamanha traição, entrou na Segunda Grande Guerra ao lado dos aliados. O resto é História. 
 Salvador Allende, presidente do Chile, foi traído por um de seus militares mais “leais”, Augusto Pinochet. Em 1973, após ter sido nomeado por Allende para a chefia do Exército, Pinochet liderou um golpe militar que derrubou Allende e implantou uma ditadura ferrenha. Allende confiava tanto em Pinochet, que na manhã do golpe disse: “chamem Augusto ele é um dos nossos”.  
No Brasil, em 2016, Michel Temer, Vice-Presidente da República conspirou, com bandidos de seu partido e da oposição ao governo, contra a primeira presidente mulher, eleita por 54 milhões de brasileiros, Dilma Rousseff. 
Temer foi desleal, covarde e traidor. Por isso, a História joga-lo-á na lata do lixo.

Ana Margarida Arruda Rosemberg  


POR: ARRUDA BASTOS - Golpe: o filho “bastardo” que a mídia tenta negar

Dr. Arruda Bastos


Por Arruda Bastos - médico, professor universitário e ex-Secretário da Saúde do Ceará.

Publicado na página do FACE - Médicos pela democracia, em 21 de abril de 2016
https://www.facebook.com/AtitudeMedica/?fref=nf
 
Que a história é o senhor da razão não se tem a menor dúvida. É uma máxima reconhecida por todos. Com essas palavras, inicio o meu raciocínio. Em 1964, os mesmos segmentos que hoje tentam negar o Golpe em andamento no Brasil estavam juntos: a grande mídia, comandada mais uma vez pela Globo, alguns membros do STF, partidos reacionários, empresários e entidades patronais sem compromisso com a nação, o grande capital internacional, entre outros. Na época, diziam que não estava acontecendo um golpe no Brasil, mas sim uma revolução democrática. Precisamos de longos 21 anos de opressão, censura, tortura e até mortes para que se reconhecesse que o acontecido não foi uma revolução democrática, mas um golpe, patrocinado pelos segmentos citados e, na época, com o apoio da força das baionetas dos militares.

A história agora se repete e de uma forma ainda mais despudorada. Os mesmos segmentos com a grande mídia, como em 64, fazem um grande esforço para negar o golpe em andamento. O golpe é o filho bastardo que a mídia tenta negar, eles geraram o filho, foram cúmplices, parceiros e tentam dourar a pílula, renegar o filho e batizá-lo com um nome democrático.

2016 não é nem de longe 1964. A única aparência é no reacionarismo, no espírito e na postura golpistas dos mesmos segmentos, só que hoje sem os militares, que parecem ser os únicos que evoluíram no seu espírito democrático. Hoje, não precisaremos mais de 21 anos, só mesmo de alguns segundos, para que todos, até os mais desinformados, firmem uma posição. A dantesca votação da admissibilidade do impeachment na Câmara dos Deputados no último dia 17 foi determinante. Ficou claro que a presidenta Dilma não cometeu crime para sofrer o impeachment. Até mesmo alguns, não poucos, adeptos da saída da presidenta, reconhecem se tratar de um golpe parlamentar jurídico midiático com o apoio de segmentos dos mais corruptos, comandados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o pelo conspirador vice-presidente, Michel Temer.

Agora, querem calar a voz da nossa democracia e até, pasmem, a voz da nossa presidenta na denúncia do golpe à imprensa internacional em seu discurso na ONU - Organização das Nações Unidas. Fato esse que seria cômico se não fosse trágico; seria de rir se não fosse para chorar. A que ponto chega a desfaçatez dessa gente?

Agora, mais do que nunca, devemos bradar bem alto a plenos pulmões que o que está acontecendo no Brasil é uma tentativa de golpe que, como em 64, tem como únicas finalidades retirar direitos sociais, retroceder nos avanços sociais, inverter o vetor de apoio às regiões e aos mais pobres da nossa sociedade e entregar nossas riquezas aos grandes grupos internacionais.

O nosso papel, o da mídia independente, dos blogs, das redes sociais e, principalmente, do povo nas ruas vai ser fundamental para defender o nosso Estado Democrático de Direito. Não vamos nos dispersar. Pelo contrário, devemos amplificar os nossos movimentos, uma vez que, só assim, o golpe será barrado agora no Senado.

O GOLPE VAI SER DERROTADO!
VIVA A DEMOCRACIA!
21 de abril de 2016