É um Blog para divulgar, preservar e mostrar a importância da: História, Memória, Literatura, Medicina e Arte em nossas vidas.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
terça-feira, 27 de agosto de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
SALVE 19 DE AGOSTO!
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| ROGER CHARTIER (1945) “Ainda que os historiadores tenham sido sempre os piores profetas, certamente, no entanto, podem ajudar a compreender as heresias acumuladas que fizeram nós o que somos hoje” |
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| CARLOS GINSBURG (1939) "Google é uma ferramenta de pesquisa histórica e de cancelamento da história porque, no presente eletrônico, o passado se dissolve" |
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| JULES MICHELET (1798-1894) "É preciso planar sobre o que fazemos. É necessário saber muito mais por cima e por baixo, ao lado e de todos os lados, rodear o seu objeto e tornar-se o seu dono". |
sábado, 10 de agosto de 2013
AO MEU PAI, MIGUEL EDGY.
Ao meu pai, Miguel Edgy, minha primeira e mais importante referência de vida.
In Memoriam.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
PARABÉNS, CLÊIDE!
Hoje, 8 de agosto de 2013, a Clêide completa 60 anos de caminhada. Em sua homenagem, eu e nossa irmã Edna, preparamos um vídeo.
Por sua bela trajetória de vida repleta de altruismo e dedicação aos mais necessitados, o nosso carinhoso abraço com votos de vida longa, paz e muita luz.
FELIZ ANIVERSÁRIO!
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
PRIMAVERA PARA A NANÁ
PARABÉNS, NANÁ!
Ontem, dia 4 de agosto de 2013, o Bouganville Buffet perfumou-se de rosas para comemorar o primeiro aniversário de Ana Leticia, minha Naná.
Em um clima de primavera em Paris, familiares e amigos dos pais, tios e avós da Naná desejaram-lhe felicidades e muitos anos de vidas.
Um toque romântico, dado pela arte de encantar da Valda, nos levou à primavera parisiense. Fátima Arruda e Teresa Arruda, cerimonialistas e tias avós da Naná, proporcionaram a todos uma viagem no tempo. Um viagem cheia de alegria, cores, perfumes e rosas em que a aniversariante contagiou a todos com sua beleza, charme e carisma.
Agradeço sensibilizada a dedicação e o empenho que a Valda, Fátima e Teresa dispensaram para que a viagem no tempo de vida da Naná fosse tão bonita, emocionante, colorida e perfumada. Agradeço, ainda, a presença dos amigos e familiares que foram compartilhar conosco este momento ímpar de nossas vidas.
Ana Margarida (vovó aida)
| Adicionar legenda |
segunda-feira, 29 de julho de 2013
sábado, 27 de julho de 2013
LANÇAMENTO DO LIVRO DE LÚCIA ARRUDA - RISOS E LÁGRIMAS EM BETÂNIA
Hoje, dia 27 de
julho de 2013, aconteceu a manhã de autógrafos na Livraria Paulus, em
Fortaleza-CE, do livro "RISOS E LÁGRIMAS EM BETÂNIA", da escritora
Lúcia Arruda.
Editado
pela Paulus, o referido livro, que trata da amizade na vida de Jesus,
foi apresentado pelo escritor e advogado Carduci Pereira.
Contando com a presença do Padre Luiz Furtado, de familiares e amigos, a autora falou de seu livro com grande entusiasmo.
Parabéns
para a Ir. Lúcia com votos de que "RISOS E LÁGRIMAS EM BETÂNIA" siga o
trajeto do seu primeiro livro " MULHERES NA VIDA DE JESUS".
Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
Fortaleza, 27 de julho de 2013
| Ir. Lúcia |
| Sr. Carduci Pereira |
sexta-feira, 26 de julho de 2013
POR: RAQUEL DE QUEIROZ - A ARTE DE SER AVÓ.
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| Raquel de Queiroz |
Em homenagem ao dia da avó - 26 de julho
A ARTE DE SER AVÓ
Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo...
Quarenta anos, quarenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações - todos dizem isso embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto - mas acredita.
No entanto - no entanto! - nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do garoto. Não importa que ela, hipocritamente, ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha", e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.
Já a avó, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes.
Faz coisas não programadas. Leva a passear, "não ralha nunca". Deixa lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia.
Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer roquetes, tomar café - café! -, mexer no armário da louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar a água do gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser - e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com o lápis dizendo que foi sem querer - e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó, e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna...
E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: "Vó!", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.
E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade...
Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague...
Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo...
Quarenta anos, quarenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações - todos dizem isso embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto - mas acredita.
No entanto - no entanto! - nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do garoto. Não importa que ela, hipocritamente, ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha", e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.
Já a avó, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes.
Faz coisas não programadas. Leva a passear, "não ralha nunca". Deixa lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia.
Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer roquetes, tomar café - café! -, mexer no armário da louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar a água do gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser - e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com o lápis dizendo que foi sem querer - e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó, e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna...
E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: "Vó!", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.
E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade...
Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague...
quarta-feira, 24 de julho de 2013
terça-feira, 23 de julho de 2013
WELLINGTON ALVES NO INSTITUTO HISTÓRICO DO CEARÁ
Ontem, dia 22 de julho de 2013, às 15h, no Instituto Histórico, Geográfico e Antropológico do Ceará, o Dr. Wellington Alves, médico e membro da SOBRAMES-CE, fez uma conferência com o seguinte tema: "PADRE CÍCERO - atuação histórica e permanência no imaginário popular".
A mesa foi conduzida pelo Presidente Ednilo Soarez e o conferencista foi apresentado pelo
Secretário Juarez Leitão.
Com grande participação, o tema despertou um interessante debate, após a apresentação do conferencista.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
REUNIÃO DA FCAA - 20 DE JULHO DE 2013
REUNIÃO DA FCAA - 2O DE JULHO DE 2013
No dia 20 de julho de 2013, às
17h, reuniram-se no restaurante Novo Fogão, em Fortaleza-CE, os seguintes membros da
Fundação Comendador Ananias Arruda:
Raimundo Luiz Furtado de Arruda
(Presidente da FCAA), Claudia Lima Arruda, Teresa Arruda Lima, Beatriz de Melo Arruda, Eurico Távora Arruda, Regina Arruda Bastos Machado, Fátima Germano Arruda, Andrea Arruda Lima, Ana Margarida Furtado
Arruda Rosemberg e Tereza Regina Arruda Zamith. O
presidente da Fundação, Raimundo Luiz, deu inicio a
reunião solicitando que fosse feita a oração inicial. Após a mesma, que
foi conduzida pela Claudia, foi lida a ata da reunião anterior. Foi dada as boas-vindas à Fátima Arruda, representante do família Germano Arruda. Em seguida, entrou em pauta a atualização de um movimento reivindicatório da restauração de um monumento histórico na cidade de Baturité-CE, destruído pela administração passada daquele município. O referido monumento era um marco histórico do centenário de Baturité, erigido em 9 de agosto de 1959, na praça Santa Luzia. Dando continuidade, entrou em pauta o VI Bingo da amizade. Não houve alteração da distribuição dos comes e
bebes entre as famílias. A saber: FAMÍLIA FURTADO ARRUDA - ARROZ E CREME DE
GALINHA; FAMÍLIA ARRUDA BRAGA - ARROZ E VATAPÁ; FAMÍLIA ARRUDA LIMA -
SALPICÃO; FAMÍLIA CARVALHO ARRUDA - SOBREMESA; FAMÍLIA GERMANO ARRUDA -
SOBREMESA, TIA JUCA - MUCUNZÁ; FAMÍLIA MELO ARRUDA - ARROZ DOCE. Ficou
definido que cada família levará 2 garrafas de 2 litros de refrigerante e
uma prenda. Serão vendidos:
prato salgado R$3,00, prato doce R$2,00 e 1 copo de refrigerante R$1,00. A entrada para o bingo custará R$5,00 com direito a 5 cartelas do bingo. A data do mesmo será no dia 24 de agosto de 2013, sábado, às 17h, na residência de Teresa Arruda Lima. Para finalizar a reunião, foram distribuídos mais alguns convites do lançamento do livro da
Ir. Lúcia "Risos e Lágrimas em Betânia" que será no dia 27 de julho,
sábado, às 19h, na livraria Paulus, em Fortaleza-CE. Sem mais nada a ser
tratado, foi encerrada a reunião ficando a próxima para o dia 3 de agosto
de 2013, no Restaurante Novo Fogão.
Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
sábado, 20 de julho de 2013
REUNIÃO DA FCAA- 29 de junho de 2013
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| MEMBROS DA FCAA REUNIDOS NA RESIDÊNCIA DA REGINA&HENRIQUE, NO DIA 29 DE JUNHO DE 2013 |
REUNIÃO DA FCAA - 29 DE JUNHO DE 2013
No dia 29 de junho de 2013, às
17h, reuniram-se na residência de Regina Arruda Bastos Machado e Henrique Machado os seguintes membros da
Fundação Comendador Ananias Arruda:
Raimundo Luiz Furtado de Arruda
(Presidente da FCAA), Claudia Lima Arruda, Teresa Arruda Lima, Edna Maria Furtado
Arruda, Ana Margarida Furtado
Arruda Rosemberg, Tereza Regina Arruda Zamith, Juliana Arruda Zamith e Francisco Luiz Bezerra. O
presidente da Fundação, Raimundo Luiz, deu inicio a
reunião solicitando que fosse feita a oração inicial. Após a mesma, que foi conduzida pela Claudia, foi lida a ata da reunião anterior, por mim. Em seguida, entrou na pauta, o Bingo
Junino. Ficou definida da seguinte maneira a distribuição dos comes e bebes entre as famílias: FAMÍLIA FURTADO ARRUDA - ARROZ E CREME DE GALINHA; FAMÍLIA ARRUDA BRAGA - ARROZ E VATAPÁ; FAMÍLIA ARRUDA LIMA - SALPICÃO; FAMÍLIA CARVALHO ARRUDA - SOBREMESA; FAMÍLIA GERMANO ARRUDA - SOBREMESA, TIA JUCA - MUCUNZÁ; FAMÍLIA MELO ARRUDA - ARROZ DOCE. Ficou definido que cada família levará 2 garrafas de 2 litros de refrigerante e uma prenda. Por ocasião do bingo, ficou definido os seguintes preços: prato salgado R$3,00, prato doce R$2,00 e 1 copo de refrigerante R$1,00. Cada cartela do bingo R$1,00. A data ficou para ser definida posteriormente. Foram distribuídos os convites do lançamento do livro da Ir. Lúcia "Risos e Lágrimas em Betânia" que será no dia 27 de julho, sábado, às 19h, na livraria Paulus, em Fortaleza. Sem mais nada a ser tratado foi encerrada a reunião ficando a próxima para o dia 13 de julho de 2013.
Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
sábado, 13 de julho de 2013
sexta-feira, 12 de julho de 2013
LANÇAMENTO DA REVISTA "LITERAPIA"
Ontem, dia 11/07/2013, às 19h, no Ideal Club, em Fortaleza-CE, ocorreu o lançamento de mais um número da revista "Literapia" - Uma revista de escritores cearenses, nº21 - jul/2012.
O Dr. Pedro Henrique Saraiva Leão, editor da Revista, assim falou na noite de ontem: "LITERAPIA, sempre estampou na capa uma mulher lendo, pois para mim são as duas coisas melhores do mundo".
O Dr. Pedro Henrique Saraiva Leão, editor da Revista, assim falou na noite de ontem: "LITERAPIA, sempre estampou na capa uma mulher lendo, pois para mim são as duas coisas melhores do mundo".
Neste número, LITERAPIA estampa a seguinte tela: ALMEIDA JUNIOR - A leitura - Óleo sobre tela - 41x95 - 1892 - Pinacoteca de São Paulo.
A apresentação da revista foi feita de uma maneira singular pelo Dr. José Teles da Silva que, também, faz parte do seu Conselho Editorial.
Parabéns ao editor, Dr. Pedro Henrique Saraiva Leão, que nos brinda com mais uma pérola de nossa literatura.
Parabéns ao editor, Dr. Pedro Henrique Saraiva Leão, que nos brinda com mais uma pérola de nossa literatura.
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| Dr. José Teles e Dr. Pedro Henrique Saraiva Leão |
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| Ana Margarida Arruda Rosemberg |
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| Dr. Pedro Henrique ao lado do filho e esposa do Dr. Airton Ferro |
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| Apresentação da Literapia |
quinta-feira, 11 de julho de 2013
INSTITUTO CLEMENTE FERREIRA (SÃO PAULO-SP) - 100 ANOS DE HISTÓRIA (1913-2013)
Ontem, dia 10 de julho de 2013, o Instituto Clemente Ferreira de São Paulo, baluarte da luta contra a tuberculose na Brasil, completou um século de existência. Para marcar a data, transcrevo os acontecimentos do dia de sua inauguração, através do texto retirado de minha dissertação de mestrado em História Social: “Guerra à Peste Branca – Clemente Ferreira e a Luta Contra a
Tuberculose”. PUC-SP - 2008.
Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
Em 1913, no dia
10 de julho, foi inaugurada à Rua da Consolação a nova sede do dispensário
Clemente Ferreira com o nome de Dispensário-Modêlo “Clemente Ferreira”.
Compareceram à cerimônia solene o Dr. Altino Arantes, Secretário do Interior; o
Dr. Emílio Ribas, Diretor do Serviço Sanitário; o Deputado Washington Luis;
representantes do Presidente do Estado, do Prefeito Municipal, do Secretário da
Justiça, do Arcebispo e do Conselho Municipal e grande número de médicos e
populares. O Presidente da Liga e do Dispensário, Clemente Ferreira, proferiu
discurso agradecendo, em nome da Liga, aos representantes do Estado pela
presença e pelo apoio material dado para a construção do mesmo, mas deixou
claro que ainda estavam no prefácio de uma luta que necessitava de novos
armamentos e da coadjuvação do Estado.[1]
A imprensa deu grande cobertura ao
acontecimento divulgando a solenidade de inauguração e falando do prédio que
colocava São Paulo no mesmo patamar dos países europeus e norte-americanos. O jornal
Correio Paulistano, assim, noticiou:
Dez de julho de 1913 veio assinalar mais uma brilhante
vitória para o glorioso apostolado do ilustre clínico Sr. Dr. Clemente
Ferreira, que há anos tem movido um combate sem tréguas a uma das mais
terríveis moléstias que flagelam a humanidade. (...) Ontem efetuou-se a
inauguração oficial do novo prédio do Dispensário, situado na Rua da
Consolação, nº. 117.[2]
O novo dispensário foi batizado com
o nome de Dispensário-Modêlo, por possuir a concepção de espaço do pensamento
científico higienista e por sua ousada arquitetura nada ficar a dever a dos
dispensários europeus. O prédio,
circulado por um amplo espaço ajardinado, possuía dois pavimentos. Suas
instalações eram assim constituídas: No segundo andar encontravam-se: sala de
conferências, sala das damas paulistas da “Obra de Preservação dos Filhos de
Tuberculosos Pobres”, sala do diretor, biblioteca, arquivo e secretaria. O
primeiro andar, bem mais amplo, possuía: duas salas de espera para os doentes
tuberculosos (uma aberta e a outra fechada), gabinete de hematologia e de
análises clinicas, gabinete de bacterioscopia clínica, salas de consultas
abertas e fechadas, gabinete de otorrinolaringologia, sala de aeroterapia e
ginástica pulmonar, gabinete de radiologia, gabinete para pequenas operações,
toilletes, gabinete de inscrição dos doentes, sala de entrega de alimentos,
farmácia e laboratório farmacêutico. No térreo encontravam-se: caldeiras para
desinfecção diária das escarradeiras, museu, sala de fotografia, sala de
esterilização de leite, almoxarifado, rouparia e quatro compartimentos para
instalações hidroterápicas. No centro havia um pátio com um solarium para tratamento dos
tuberculosos e, nas paredes da entrada de todos os compartimentos, cartazes
mostrando ensinando higiênicas para prevenir a doença.[3]
No hall da entrada principal foi colocada uma placa de mármore com os seguintes
dizeres:
Dispensário-Modêlo
Clemente Ferreira
Este Estabelecimento, destinado à assistência
Hygienica e ao tratamento dos tuberculosos pobres, foi iniciado e concluído
durante o mandato administrativo da seguinte diretoria:
Presidente – Dr. Clemente da Cunha Ferreira; 1º.
Vice-Presidente – Dr. Victor Godinho; 2º. Vice- Presidente – Dr. Saturnino
Simplicio de Salles Veiga; 3º. Vice- Presidente – Dr. Francisco de Paula de
Abreu Sodré; Secretário Geral – Dr. Henrique Coelho; 1º. Secretário – Dr.
Américo Brasiliense de Almeida Mello; 2º. Secretário – Dr. Remízio Gomes
Guimarães; Thesoureiro – Comendador Joaquim d´Abreu de Lima Pereira Coutinho;
Procurador – Tenente Coronel José de Amorim Lima. [4]
Quatro bustos de
bronze,[5]
além de uma placa com o nome da Liga, ornamentavam sua fachada. Sobre esses
bustos, Clemente Ferreira, assim, se referiu no discurso que fez na inauguração
do Dispensário:
Os bustos de bronze simbolizam quatro fases memoráveis
na história da tuberculose, na evolução dos conhecimentos, no desdobrar dos
estudos e investigações sobre a patologia, a profilaxia e a terapêutica da
moléstia. Um representa o genial Laennec, o venerando descobridor da escuta mediata,
a quem visceralmente se prende o inicio do progresso, do aperfeiçoamento da
técnica da diagnose física do mal (...); o outro busto personifica o sábio
Villemin, o eminente investigador e proficiente demonstrador da contagiosidade
do terrível morbo que, desde os seus incomparáveis estudos e pesquizas, ficou
conhecido em seu caráter de transmissibilidade, assentando-se assim as
fundações de uma higiene profilática. O terceiro busto perpetua a figura do
insigne Koch, o emérito descobridor do bacilo – o motor patogênico da moléstia,
o qual isolado e cultivado desde esta data – 1882-, desvendou todos os
mistérios da etiologia do mal (...). Finalmente, ao quarto busto do único
sobrevivente – o sr. dr. Philip – de Edimburgo, - cabem a imperecível gloria e o
irredutível mérito da fundação dos dispensários antituberculosos, que marca a
fase pratica do combate ao flagelo popular, a era eficiente do movimento
educativo da opinião publica, do ensino preventivo e da assistência higiênica
dos tuberculosos necessitados e suas famílias. A colocação de taes bustos
representa, portanto, a consagração, a comemoração dos méritos e dos serviços
dos insignes cientistas à medicina e à sociedade, e constitue um gesto
expressivo de justiça histórica.[6]
Ana
Margarida Furtado Arruda Rosemberg
[1] FEREIRA,
Clemente. Discursos e Conferências... Op.
cit., pp. 102-103.
[2] Jornal Correio
Paulistano, 11 de julho de 1913.
[3] Jornal Correio Brasiliense, 11 de julho de
1913.
[4] Esta placa
ainda continua na mesma localização. Ela não tem data, mas é da época da
inauguração do prédio - 10 de julho de 1913.
[5] Os quatros bustos ainda
hoje estão lá, mas no pátio interno onde funcionava um solarium para o
tratamento dos tuberculosos, pela helioterapia.
[6] FERREIRA,
Clemente. Discurso pronunciado por ocasião do ato da inauguração do
dispensario-modêlo “Clemente Ferreira”, da Liga Paulista contra a Tuberculose,
à Rua da Consolação, a 10 de Julho de 1913.
In: FERREIRA, Clemente. Discursos
e Conferencias... Op. cit., pp. 106-107.
SESSÃO ORDINÁRIA DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA (ACM) - 10 DE JULHO DE 2013
Ontem, 10 de julho de 2013, às
15:30h,
no auditório da Pró-Reitoria de Extensão da UFC, em Fortaleza-CE,
ocorreu mais uma sessão ordinária da ACM. O presidente da ACM, o
Acadêmico João Pompeu Randal, abriu a sessão dando as boas vindas. Após,
o Acadêmico Marcelo Gurgel fez uma homenagem ao Acadêmico Oswaldo de
Oliveira Riedel pela passagem de seu primeiro centenário de nascimento.
Em seguida, tivemos a palestra do Acadêmico Sebastião Diógenes Pinheiro
com o seguinte tema: "O SERVIÇO DE SAÚDE AUDITIVA DO HUVC-UFC". Parabéns
aos Acadêmicos Marcelo Gurgel e Sebastião Diógenes.
| O Acadêmico Marcelo Gurgel homenageando Oswaldo Riedel |
| O Acadêmico Sebastião Diógenes palestrando |
| O Acadêmico Sebastião Diógenes recebendo o diploma da Dra. Ana Margarida |
| Foto Panorâmica |
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