segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Recordando o aniversário de 65 anos do "Dia D" na Normandia

 No dia 6 de junho de 2009, estive participando das comemorações dos 65 anos do Desembarque dos aliados na Normandia, com minha prima Filomena, Marc, Eric e um amigo do casal.


      Obama e o Presidente da França chegando à Normandia de helicóptero


























































































































Noticia do jornal da época

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, que participou neste sábado da cerimônia de comemoração dos 65 anos do Dia D em Colleville-sur-Mer, no oeste da França, cometeu um curioso lapso ao discursar. Ele trocou "Omaha Beach", praia famosa onde ocorreu o desembarque dos aliados, por "Obama Beach".

"E se, perto de Obama Beach, nos unimos ao presidente Obama para render uma particular homenagem ao imenso gesto dos soldados que deram sua vida em Omaha Beach", declarou Brown, arrancando risos dos presentes.

Fonte https://m.folha.uol.com.br/mundo/2009/06/577628-brown-chama-praia-na-normandia-de-obama-beach.shtml?origin=uol

domingo, 21 de novembro de 2021

LA MAISON DE VICTOR HUGO

 

                                               Foto: internet   La Maison de Victor Hugo

     Foto: ana margaridarte -  Pedro Augusto (Pepê) jogando futebol na  Place des Vosges – Maison de Victor Hugo, em  9/10/2014.

Victor Hugo nasceu em 26/02/1802, em Besançon, na França, e faleceu em 22/05/1885, em Paris. Considerado um dos mais importantes escritores da língua francesa foi, além de poeta, dramaturgo e romancista, um político e intelectual comprometido com seu tempo e com as injustiças sociais.

Victor Hugo ocupa lugar de destaque na história da literatura francesa do século XIX, em gêneros e áreas de notável variedade. Ele foi um poeta lírico com coleções como: Odes et Ballades (1826), Les Feuilles d'automne (1831) ou Les Contemplations (1856), mas também foi um poeta engajado contra Napoleão III, em Les Châtiments (1853) ou um épico poeta com: La légende des Siècles (1859 e 1877). Escreveu romances populares de grande sucesso, como: Notre-Dame de Paris (1831), e Les Misérables (1862).   

Em 1832, Victor Hugo mudou-se com sua família para um apartamento de 280 m2, localizado no segundo andar do Hotel de Rohan-Guémené, em Paris, e lá viveu até 1848. Foi nesse apartamento que ele escreveu grande parte de “Os Miseráveis” ​​e concluiu muitas de suas obras famosas.

Nesse endereço recebeu amigos, como: Lamartine, Alfred de Vigny, Alexandre Dumas, Honoré de Balzac, entre outros. A partir de 1848, o apartamento sofreu várias transformações, que impossibilitaram a reconstrução com precisão de sua configuração original, como: o desaparecimento dos corredores e a varanda da praça. Porém conservou a sua superfície original.    

O famoso endereço é um museu parisiense localizado no número 6 da Place des Vosges, no 4º arrondissement.  Uma visita ao museu permite conhecer o apartamento da família Hugo com uma reconstrução das salas e uma exposição dos seus desenhos, livros, fotos e lembranças que evocam momentos importantes de sua vida, desde sua infância até seus 18 anos de exílio.

O apartamento apresenta-se com sete quartos interligados que evocam cronologicamente a viagem do escritor: antes e depois do exílio.  A antecâmara apresenta sua juventude, os primeiros anos de seu casamento com Adèle Foucher; a sala vermelha evoca a sua estadia na Place Royale (Place des Vosges).

O Salão Chinês e os dois quartos seguintes evocam o exílio de 1852 a 1870. O penúltimo quarto (Cabinet de Travail), evoca o regresso da família, em 1870, à Paris, e os últimos anos de Victor Hugo no seu apartamento na Avenue d’Eylau, com os móveis originais. Podemos apreciar no Museu um busto de Victor Hugo de David d’Angers

O apartamento do primeiro andar apresenta exposições temporárias e os seiscentos desenhos que o museu possui, dos três mil que o escritor fez. O museu está aberto das 10h às 18h, exceto às segundas-feiras e feriados. Como na maioria dos museus de Paris, o acesso às coleções permanentes é gratuito.

La Maison de Victor Hugo é um dos 14 museus da cidade de Paris administrados pela prefeitura de Paris.

ana margarida furtado arruda rosemberg

Fortaleza, 19/11/2021
 

REFERÊNCIAS

Maison de Victor Hugo — Wikipédia (wikipedia.org)

Victor Hugo — Wikipédia (wikipedia.org)

Les Misérables | hachette.fr

 Artigo publicado no Jornal do Médico

Link, abaixo.

https://jornaldomedico.com.br/2021/11/21/la-maison-de-victor-hugo/ 


segunda-feira, 15 de novembro de 2021

OA ÍNDIOS DA AMÉRICA UTÓPICA


A primeira missa no Brasil, Victor Meirelles, óleo sobre tela, século XIX, Museu Nacional de Belas Artes.

 

 Publicado no Jornal do Médico

https://jornaldomedico.com.br/2021/11/14/os-indios-da-america-utopica/ 

                            OS ÍNDIOS DA AMÉRICA UTÓPICA

No século XVI, os colonizadores europeus chegaram à América mal alimentados, vindos em navios fétidos, imundos, desconfortáveis, abarrotados de pessoas, que suportavam todo tipo de infortúnio em busca do paraíso perdido.  

Em busca do Eldorado, eles massacraram, escravizaram e dizimaram os índios (habitantes da América), vistos como canibais, sodomitas, inimigos da verdadeira religião, preguiçosos, ladrões, mentirosos e traidores.     

Várias questões sobre os referidos índios foram levantadas: eram humanos? tinham alma?  Em Salamanca, houve uma discussão acirrada para saber se os índios eram ou não bichos. Finalmente, chegaram à conclusão de que eram gente e que deveriam ser catequizados.  

A Europa cristã se viu obrigada a salvar os índios pagãos. Os padres jesuítas resolveram, com a máxima boa intenção, acredito eu, salvar esses pagãos, catequizando-os. Acreditavam que os índios estavam mergulhados no pecado da nudez, da luxúria, da antropofagia, do incesto, da feitiçaria, da sodomia e do lesbianismo.  

Os jesuítas embarcaram para o “Novo Mundo” com uma “sagrada missão”. Por mais que tenham se esforçado, as conversões dos índios foram superficiais e a adoção do cristianismo foi, também, superficial. Apesar de letrados, os europeus não compreenderam que a cultura dos índios não era inferior a deles e que, por isso, não deveria ser mudada.

Foi uma verdadeira tragédia a catequização dos índios, além de um terrível equívoco que levou a um grande genocídio e quase dizimação dos habitantes da América.   

Os europeus trouxeram com eles várias doenças como: tuberculose, gripe, varíola, sarampo, malária, sífilis, gonorreia etc. Somadas às guerras, essas moléstias contribuíram, enormemente, para o extermínio de tribos indígenas. A conjugação catequese e contaminação, guerras de extermínio e escravidão reduziram drasticamente as populações indígenas.

Penso que os índios deram o troco aos europeus por tal extermínio, pois legaram ao homem branco o mortífero tabaco, que penetrou na Europa, em 1560, através de Jean Nicot, e espalhou-se rapidamente.

Mais de quinhentos anos se passaram e ainda lutamos para erradicar essa verdadeira pandemia, que ceifa milhares de vidas no mundo inteiro.

 

 

ana margarida furtado arruda rosemberg

Fortaleza, 12 de novembro de 2021.