Os EUA agem em
ações abertas ou dissimuladas quando o objetivo é substituir ou preservar
governos estrangeiros. Na segunda metade do século XIX, os EUA agiram
para mudanças de regimes principalmente na América Latina e no sudoeste do
Pacífico.
No início do século XX, os EUA desenvolveram ou instalaram governos amigos em muitos países ao redor do mundo,
incluindo Panamá, Honduras, Nicarágua, México, Haiti, República Dominicana etc.
Os EUA invadiram a Ilha de Samoa (várias ilhas na Polinésia), em 1887. Em Samoa
houve um confronto entre EUA, Alemanha e Grã-Bretanha. Todos de olho no
trono das ilhas que terminaram sendo divididas: Samoa americana e Samoa alemã.
De 1893 até 1917 houve grande expansão do Império Americano.
Em 1893, o reino do Havaí foi derrubado pelos EUA. No início, o Havaí
foi reconstituído como uma república independente, mas o objetivo final da ação
era a anexação das ilhas aos EUA, o que finalmente aconteceu, em 1898.
Em 1898, os EUA invadiram
e ocuparam Cuba e Porto Rico. Cuba foi ocupada de 1898 a 1902, e, novamente, de 1906 a 1909.
Foi ocupada, ainda, em1912, e de 1917 a 1922. Houve a Emenda Platt que fez
com que os EUA ocupassem Cuba até 1934.
Durante a Guerra Hispano-Americana, os EUA ocuparam a Ilha de
Porto Rico.
Em 1899, houve a Guerra Filipino-Americana.
Esta guerra foi parte de uma série de conflitos da luta filipina pela
independência contra a ocupação dos EUA. A guerra terminou em
1902. Essa intervenção dos EUA tinha como objetivo impedir uma
mudança de regime e manter o controle estadunidense sobre as Filipinas.
Em 1903, os EUA ajudaram na secessão do Panamá
e Colômbia. Esta secessão foi apoiada por uma corporação franco-estadunidense
cujo objetivo era a construção de uma hidrovia através do istmo do Panamá, para
conectar o Oceano Atlântico com o Pacífico. Em 1903, Os EUA assinaram
um tratado com a Colômbia concedendo aos EUA o uso do istmo do Panamá
em troca de compensação financeira. A soberania do canal ficou com os EUA até o ano 2000.
Entre o fim da Guerra Hispano-Americana, em
1898, e o início da política da “Boa Vizinhança”, em 1934, os EUA organizaram muitas invasões e intervenções militares na América Central e no
Caribe.
De 1900 até 1920 foi em Honduras, na Guerra
das Bananas. O escritor O. Henry cunhou o termo “República das bananas”, em
1904, para descrever Honduras.
Os EUA invadiram a Nicarágua,
em 1912, após intermitentes desembarques militares e bombardeios navais nas
décadas anteriores. Os EUA estavam fornecendo apoio político às forças
lideradas pelos conservadores que se rebelavam contra o presidente José Santos
Zelaya, um liberal, que terminou renunciando. Os EUA ocuparam o país
quase continuamente, de 1912 a 1933.
Os EUA ocuparam o Haiti, de 1915 a
1934.
Os EUA invadiram a República Dominicana e ocuparam-na de 1916 a 1924. Isso foi precedido por intervenções militares em 1903, 1904 e 1914.
Em 1918, depois que o governo bolchevique (russo) se
retirou da “Primeira Guerra Mundial”, os EUA e as forças aliadas invadiram
a Rússia. Aproximadamente 250.000 soldados invasores, incluindo tropas
da Europa, dos EUA e do Império do Japão invadiram a Rússia
para ajudar o Exército Branco contra o Exército Vermelho do novo governo
soviético, na Guerra Civil Russa. Os EUA e aliados não tiveram
êxito na tentativa de derrubar o novo governo soviético e restaurar o regime czarista
anterior e se retiraram em 1920.
Em 1941, governo dos EUA usou seus contatos
na Guarda Nacional do Panamá, para orquestrar um golpe contra o governo
panamenho. Os EUA haviam solicitado que o governo do Panamá lhe
permitisse construir mais de 130 novas instalações militares dentro e fora da
Zona do Canal do Panamá, mas o governo do Panamá recusou. O líder golpista
e amigo do governo dos EUA, tornou-se presidente.
Em 1945, quando o Japão se rendeu, depois
das bombas atômicas que os EUA lançaram sobre Hiroshima e Nagazaki,
o governo dos EUA desembarcou forças na Coreia e depois
estabeleceu o Governo Militar do Exército dos EUA na Coreia para
governar a Coreia do Sul.
De 1946 a 1949, os EUA forneceram ajuda
militar, logística e de outros tipos para o exército do Partido Nacionalista Chinês,
na Guerra Civil Chinesa contra as forças do Partido Comunista Chinês.
De 1946 a 1949, os militares britânicos, juntamente
com as forças gregas governistas, lutaram pelo controle do país na Guerra
Civil Grega contra o Exército Democrático da Grécia que era formado pelos “partisans
comunistas”. Os britânicos solicitaram que o governo dos EUA interviesse e repassaram ao país equipamento militar, assessores militares e
armas. Com o aumento da ajuda militar dos EUA, em setembro de
1949, o governo grego acabou vencendo.
Em 1947, os EUA apoiaram a Democracia Cristã
contra o Partido Comunista da Itália.
Em 1949, os EUA se envolveram no golpe na Síria
derrubando um governo democraticamente eleito.
Na década de 1950, os EUA agiram de várias
formas para derrubar muitos governos, com sucessos ou não. A saber: Egito,
1952; Irã, 1953; Guatemala,1954; Laos, 1955-1960; Síria,
1956; Indonésia, 1957-1959; Líbano, 1958; Iraque, 1959.
Na década de 1960, os EUA agiram em vários países,
a saber: no Congo, em 1961, quando
o primeiro-ministro democraticamente eleito foi morto por um golpe orquestrado
pelas atividades da CIA, sob o governo Eisenhower; no Laos, em 1960, quando
Kaw Taw, juntamente com a CIA, orquestrou um contragolpe no novo governo; na
República Dominicana, em 1961, o governante Rafael Trujillo foi
assassinado com armas fornecidas pela Agência Central de Inteligência dos
Estados Unidos (CIA).
Depois que Fidel Castro tomou o poder em Cuba,
em 1959, os EUA, através da CIA, orquestraram uma força composta de
exilados cubanos para invadir a Ilha, numa tentativa de derrubar o governo
cubano de Fidel Castro. A invasão foi
lançada em abril de 1961, três meses depois de Kennedy ter assumido a
presidência nos EUA. As forças armadas cubanas, treinadas e equipadas
pelas nações do bloco oriental, derrotaram os combatentes invasores em três
dias. Além disso, a CIA orquestrou uma série de tentativas de assassinato
contra Fidel Castro, chefe do governo de Cuba, sem êxito, e lançou embargos
para sufocar economicamente o governo cubano.
No Brasil, Jânio Quadros renunciou, em agosto de
1961 e foi legalmente sucedido por João Goulart, o vice-presidente eleito
democraticamente. Goulart era um defensor dos direitos democráticos, da
legalização do Partido Comunista e das reformas econômicas e agrárias, mas o
governo dos EUA insistiu que ele impusesse um programa de austeridade econômica.
O governo dos EUA implementou um esforço de desestabilização do Brasil, cortando a ajuda ao governo brasileiro, fornecendo ajuda aos governadores do Brasil que se opuseram ao novo presidente e encorajando altos oficiais militares brasileiros a tomarem o poder e apoiar o Chefe do Estado-Maior do Exército, general Humberto de Alencar Castelo Branco.
Em 1963, no Iraque, o golpe que resultou na
formação de um governo baathista foi planejado pela CIA.
Em
1963, os EUA entraram na Guerra do Vietnã (1959 a 1975), com intensa participação.
A guerra foi um conflito entre o Vietnã do Norte e
o Vietnã do Sul. Esse conflito foi motivado por questões
ideológicas. Estima-se que, nessa guerra, entre 1,5 milhão e 3 milhões de
pessoas tenham morrido.
Em 1965, na Guerra Civil
Dominicana, os EUA participaram com uma frota de 41 embarcações
para bloquear a ilha enquanto a invadia. Em última análise, 42.000 soldados e
fuzileiros navais foram para a República Dominicana e os Estados Unidos
ocuparam o país.
Houve participação dos EUA na
Guerra da Indonésia (1965-1967) e da Grécia (1967). Em
1971, os EUA apoiou o golpe liderado pelo general Hugo Banzer,
que depôs o presidente Juan José Torres, da Bolívia.
De 1972 a 1975, na Guerra do Iraque, os EUA,
secretamente, forneceram milhões de dólares para a insurgência curda, apoiada
pelo Irã, contra o governo iraquiano.
Em 1973, no Chile, o presidente
democraticamente eleito Salvador
Allende foi deposto e assassinado pelas forças
armadas e pela polícia nacional chilena. O Golpe de Estado foi apoiado pelo
governo dos EUA.
Na Guerra do Afeganistão
(1979-1989) os EUA forneceram armas e financiamento para várias facções
de guerrilheiros jihadistas para derrubar o governo afegão
e as forças militares soviéticas que o apoiavam.
Os EUA interferiram nas
operações de Polônia (1980-1989), com ações secretas da CIA durante a Guerra
Fria.
O governo de El Salvador travou uma sangrenta guerra civil,
de 1980 a 1992. O governo dos EEUU
forneceu treinamento militar e armas para os militares salvadorenhos.
O governo dos EUA tentou derrubar o governo
da Nicarágua (1982-1989) ao armar secretamente, treinar e financiar
os Contras,
um grupo rebelde baseado em Honduras que foi criado para sabotar a
Nicarágua e desestabilizar o governo nicaraguense.
Como parte do treinamento, a CIA distribuiu um manual
que instruiu os Contras, entre outras coisas, sobre como explodir
prédios públicos, assassinar juízes, criar mártires e chantagear cidadãos
comuns. Além de orquestrar os Contras, o governo estadunidense
também explodiu pontes e minou o porto de Corinto,
causando o afundamento de vários navios civis nicaraguenses e estrangeiros e
muitas mortes de civis.
Os EUA, na Operação
Fúria Urgente, invadiram a pequena nação insular de Granada (1983)
para remover o governo marxista que a administração Reagan considerou
condenável. A ONU chamou a invasão de "uma violação flagrante da
lei internacional", mas uma resolução similar amplamente apoiada
pelo Conselho de Segurança da ONU foi
vetada pelos Estados Unidos.
Em dezembro de 1989, em uma operação militar
chamada Operação
Justa Causa, os
EUA invadiram o Panamá. O presidente George W. Bush lançou
a guerra dez anos depois que os Tratados Torrijos-Carter foram
ratificados para transferir o controle do Canal do Panamá dos EUA para o
Panamá no ano 2000.
Em 1991, depois que o Iraque invadiu o Kuwait,
em agosto de 1990, o governo dos EUA fez lobby aos
governos representados no Conselho de Segurança das Nações Unidas para
apoiarem uma resolução autorizando os membros da ONU a usar "todos os
meios necessários" para retirar as forças iraquianas do Kuwait.
A Resolução 678,
foi aprovada e os EUA reuniram uma força de coalizão de
34 países para intervir. A operação foi lançada em janeiro de 1991 e possuiu o
codinome "Operação Tempestade no Deserto".
A coalizão liderada pelos EUA repeliu as forças iraquianas do Kuwait.
Iraque (1994-2000).
A CIA lançou a Operação DBACHILLES, uma
operação golpista contra o governo iraquiano.
Em 1997, o presidente Clinton viu uma oportunidade para derrubar o
presidente da Indonésia, Suharto, quando seu governo sobre a Indonésia
tornou-se cada vez mais precário, depois da crise financeira asiática de 1997.
Centenas morreriam na crise que
se seguiu.
Iugoslávia, do
período de 1998 a 2000, pouco mais de 100.000.000 dólares foram canalizados dos EUA para
os partidos da oposição, a fim de provocar uma mudança de regime na Iugoslávia.
Guerra do Iraque (2002-2011).
Em 1998, como medida não encoberta, os EUA promulgaram a "Lei de Libertação do Iraque",
que declara, em parte, que "deveria ser política dos Estados Unidos apoiar
os esforços para retirar o regime liderado por Saddam Hussein no
Iraque do poder", e apropriou fundos para a ajuda dos EUA "às
organizações da oposição democrática iraquiana".
Depois de Bush ter sido eleito, começou a ser
mais agressivo em relação ao Iraque. Depois dos ataques de 11 de setembro,
a administração Bush começou a dizer que Saddam Hussein estava ligado e apoiava
a Al-Qaeda e
que possuía armas de destruição maciça,
apesar de não haver provas de nenhuma delas. O Iraque era também um dos
três países que Bush invocou no seu discurso do "Eixo do mal".
Em 2002, o Congresso aprovou a
"Resolução Iraquiana" que autorizava o presidente a "utilizar
todos os meios necessários" contra o Iraque. A Guerra do Iraque
começou em março de 2003, quando a coligação militar liderada pelos EUA invadiu o país e derrubou o
governo iraquiano. Os EUA capturaram e ajudaram a processar Hussein,
que mais tarde foi enforcado. Os EUA e o novo governo iraquiano também
combateram uma insurreição após a invasão.
Em 2011, os EUA retiraram os seus soldados
do conflito, embora eles tenham regressado militarmente, em 2014, para ajudar a
deter a ascensão do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL).
ana
margarida furtado arruda rosemberg
Fortaleza, 01 de março de 2022

Não consigo entender tanta apatite por parte da História, tudo isso é muito vergonhoso.
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