Perdemos uma batalha, mas a luta continua.
Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.
Não chores, que a vida
É luta renhida:Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.
Gonçalves Dias
Os golpistas
acertaram um golpe baixo na democracia, mas estão longe de ganhar a
guerra. Mais do que nunca o povo deve se erguer, em uníssono, para
defender a Constituição, que só prevê impeachment em caso de crime de
responsabilidade e a Presidenta Dilma não cometeu nenhum crime. A
democracia está em perigo. Devemos acusar o golpe, mas curar rapidamente
nossas feridas da alma, levantar a poeira, unir nossas mentes e
corações num grito de liberdade contra os golpistas, os lesa-pátria, os
traidores do povo. Não vamos aceitar que um notório corrupto, o Eduardo
Cunha, e um traidor contumaz, Michel Temer, com o apoio da Rede Globo,
que apoiou a Ditadura Militar, manchem mais uma vez a história de nosso
país. Não podemos aceitar que, mancomunados com grandes empresários e
banqueiros, nacionais e internacionais, privatizem a Petrobras, se
apossem do Pré-sal, façam terra arrasada dos programas de inclusão
social e destruam os direitos trabalhistas. Perdemos uma batalha, mas a
luta continua e nossa nova tricheira é barrar o Golpe no Senado Federal.
Temos, a nosso favor, um exército de valorosos combatentes:
os
jornalistas e comunicadores que, com o dom da palavra, criaram uma mídia
alternativa e enfrentaram galhardamente o poder avassalador do Partido
da Imprensa Golpista-PIG;
os povos do campo, da floresta e dos
mares, o MST, a Via Campesina, os agricultores e pequenos produtores
rurais, os indígenas, quilombolas, extrativistas, pescadores e
trabalhadores do mar, que ergueram um tsunami libertário em defesa da
democracia;
os trabalhadores e o povo da cidade, a CUT e demais
centrais sindicais, a gente negra e dos morros, as torcidas organizadas,
todos que têm fome e sede de justiça e se puseram em marcha em defesa
de um país sem opressão;
nossos queridos artistas, os Chicos,
Buarque e César, as Beths, Nelsons e Monarcos, os Celsos, Benvindos e
Duvivier, Pitangas, Sabatelas, Zé Abreus e Wagneres, os Ticos,
Renegados, o povo do funk, sambistas, maracatus e tantos outros
artistas, que com sua força e sensibilidade deram seu recado contra o
golpe;
nossos intelectuais, juristas, professores e profissionais
liberais que venceram o engodo dos argumentos fascistas e golpistas e
defenderam a verdade e humanismo da ciência e de suas profissões;
a nossa juventude, de todas as idades, a UNE, a UBES, a UJS, o Levante e
demais coletivos de luta dos estudantes, por erguerem bem alta a
bandeira libertária da justiça e da fraternidade;
os religiosos
de todos os credos, que deram o testemunho em defesa da vida em
plenitude, da igualdade e compaixão, honrando os ensinamentos do Cristo
revolucionário e dos mestres de todas as religiões;
Lula e Dilma e parlamentares que disseram não ao golpe, por respeitarem a decisão de seus milhares de eleitores;
temos, enfim, nós "Médicos pela Democracia" e todos os Profissionais de
Saúde, que tentamos aliviar o sofrimento de nosso povo e salvar o
Brasil da sanha dos golpistas e nos manteremos unidos e lutando pela
reconquista do estado democrático de direito.
Nossos filhos e
netos, por gerações e gerações, hão de se orgulhar desta nossa jornada
memorável de luta em defesa de um país livre, soberano, justo e
fraterno.
Não ao Golpe
VIVA A DEMOCRACIA
Não ao Golpe
VIVA A DEMOCRACIA
Manoel Fonseca
Arruda Bastos
Ana Margarida Rosemberg
Arruda Bastos
Ana Margarida Rosemberg
Médicos pela Democracia
Comissão de Organização
(17/04/2016)
Comissão de Organização
(17/04/2016)
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