Dimensões
– Altura: 1,17m; Altura com acessório: 1,39 m;
Largura: 1,37m; Largura com acessório: 1,58 m
École de France
Localização
- Louvre-Paris
“La Tabagie”, também conhecida como “Le Corps de
Garde”, é uma das obras-primas da pintura noturna e a obra-prima dos irmãos Le
Nain.
O quadro impacta por nos dar a impressão de ser
uma cena de uma taberna repleta de fumadores de cachimbo, moda de consumir o
tabaco no século XVII.
Entretanto, de perto, ele nos leva para dentro
de uma "sala de guarda" no escuro da noite.Os rostos e as atitudes das personagens refletem a
amizade que une esses soldados.Enquanto
um soldado cochila os seus companheiros fumam seus enormes cachimbos em torno
de uma vela.
A tela nos convida a entrar na cena pela
expressividade dos olhares e a confidencialidade das conversas.
A paleta é de cores marrom, ocre e cinza. Porém,
o tom vermelho da personagem em primeiro plano direciona o olhar do espectador.
Esta tela foi por muito
tempo considerada a obra-prima de Louis Le Nain, o gênio dos três irmãos
franceses. Hoje, os estudos mostram que a tela foi só iniciada por ele e,
posteriormente, concluída por seu irmão Mathieu, que ampliou o tema do fumo. Mathieu
acrescentou uma personagem fumando à esquerda e colocou um cachimbo na mão do
homem no primeiro plano do lado direito.
Antoine Le Nain (c. 1600
- 1648), Louis Le Nain (c. 1603 - 1648) e Mathieu Le Nain (1607–1677), os três
irmãos artistas, nasceram em ou perto de Laon, no norte da França.
Suas pinturas magistrais mostram
que eles assinavam somente com o sobrenome Le Nain, ficando, assim, impossível
distinguir a autoria das obras individualmente. Normalmente eles são referidos
como uma única entidade “Le Nain”.
O
passado é um fundo abismo onde não
chegam nossas sondas
Charles Baudelaire (1821-1867)
O conhecimento que temos
das práticas médicas na pré-história e na proto-história (período que precede o surgimento da escrita e que
coincide com a Idade dos Metais), é bastante limitado.
As fontes
disponíveis são dispersas (paleopatologia e etnoarqueologia) e oferecem apenas
uma visão fragmentada. As hipóteses são precárias e as generalizações frágeis.
No período Paleolítico, os
sapiens viviam em pequenos grupos móveis de caçadores-coletores, onde as
epidemias eram raras e os traumas frequentes.
No Neolítico, com o
aparecimento da agricultura, domesticação de animais, urbanização e crescimento
populacional, surgiram novos riscos à saúde.
Ao instalarem-se e reagruparem-se,
os sapiens tiveram que enfrentar novas patologias. Se por um lado o
armazenamento de alimentos permitiu evitar carências, por outro o estoque de
cereais fez com que proliferassem os ratos, causando as pestes e doenças
infecciosas.
Essa forma de vida neolítica e proto-histórica fez com que surgissem
práticas de cuidado com a saúde.
As fontes para o estudo dessas
práticas são reduzidas. A principal disponível para os pesquisadores são os ossos
fósseis.
A análise dos referidos ossos permite conhecer as doenças que
acometiam os homens pré-históricos, como: metástases ósseas, tuberculose,
sífilis, além da detecção de redução de fraturas pelo calo ósseo, que não se
forma se o movimento não for restringido.
A ausência do calo ósseo pode,
portanto, ser interpretada como ausência de procedimento médico. Por outro
lado, algumas fraturas podem cicatrizar perfeitamente sem o uso de um
dispositivo de imobilização.
Intervenções cirúrgicas,
como trepanação ou amputações, também permitem tirar conclusões sobre as
práticas médicas.
É possível observar certos grupos étnicos na África
Ocidental, e concluir sobre práticas médicas pré-históricas. Mesmo assim, essa
abordagem etnoarqueológica apresenta várias dificuldades, como a diferença de
clima e as grandes diferenças de práticas entre grupos étnicos.
Hoje, o uso de
equipamentos sofisticados (radiologia, ressonância magnética etc.) ou novas
técnicas (estudos de DNA etc.) levam a avanços notáveis no conhecimento e
facilitam as pesquisas de pré-historiadores especializados no estudo de
patologias pré-históricas.
Ao observarem restos ósseos de raras múmias, esses
cientistas descobrem várias patologias que afetam os ossos e, em alguns casos,
intervenções humanas destinadas a tratá-las.
Pierre Thillaud,
professor emérito de história da medicina na faculdade de Paris-Descartes, frisou:
as doenças de que padeceram nossos ancestrais são as mesmas que as nossas.
Nada
surpreendente, aliás, já que nada distingue o humano Cro-Magnon do humano do
século XXI: seu organismo sofre as mesmas agressões e encontra as mesmas
respostas para combatê-las.
Obviamente, o clima e o ambiente socioecológico dos
humanos pré-históricos favoreciam certas patologias em detrimento de outras,
mas uma queda em um barranco sempre causava fraturas e a exposição ao parasita
Plasmodium falciparum apresentava o mesmo risco de malária.
Se as doenças
fossem as mesmas, eles já sabiam como curá-las? Eles foram capazes de analisar
os sintomas para identificar uma doença e tratá-la? Eles tinham médicos?
Essas são perguntas que
os paleopatologistas se fazem para entender as doenças do passado e seus
tratamentos.
“Então
o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma
das suas costelas e fechou a carne em seu lugar; E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou
uma mulher, e levou-a a Adão”.
Gênesis 2:21-22 - Bíblia
Segundo historiadores da
medicina, a primeira anestesia foi feita por Deus quando induziu um sono profundo
em Adão e retirou-lhe uma costela. Portanto, Deus foi o primeiro anestesista e
o primeiro cirurgião.
Sem entrar em
considerações religiosas e filosóficas, limito-me a descrever uma breve
história da anestesia seguindo documentos escritos.
A prática anestésica
surgiu em meados do século XIX, mas o conhecimento é muito mais antigo. Entre 430
e 424 a.C., o historiador grego Heródoto de Halicarnasso relatou em seus
escritos como os citas, uma tribo do “Mar Negro”, no sul da Rússia, induziam um
estado de estupor ao inalar vapores de cânhamo. As inalações de vapores para
entrar em estado de transe também eram praticadas pela Pítia de Delfos, guardiã
do templo de Apolo. Pode-se estabelecer que o cânhamo foi o primeiro anestésico
inalatório, mas este processo nunca foi usado na antiguidade para cirurgia.
Na Idade Média, os
barbeiros ou cirurgiões da Escola Médica de Salerno faziam as vezes dos
anestesistas. Eles causavam intensa dor e desmaios nos pacientes colocando o
dedo em suas feridas ou faziam uma mistura de duas plantas, meimendro, uma planta da família das solanáceas
e o ópio. O paciente era amarrado para evitar que se movesse ao acordar e um
afastador de língua era colocado para evitar que ele mordesse a língua.
No século VIII, a
referida Escola de Salerno recebeu importantes textos médicos gregos referentes
ao ensino da cirurgia. Os escritos gregos foram traduzidos para o árabe e chegaram
ao mundo cristão por meio de uma tradução dupla. Depois de Salerno, esses
conhecimentos chegaram à “Escola de Medicina de Montpellier” e daí para o resto
da Europa. Os documentos dessa época relatam uma preparação anestésica aplicada
através de um lenço ou esponja colocada no nariz, chamadas de “esponjas
soporíficas”.
O uso de esponjas soporíferas,
havia sido descrito na Antiguidade por Dioscórides, e foi usada pelo Lombardo Hugo
de Lucca (Borgognoni, Ugo de Lucca 1220), cirurgião da cidade de Bolonha, e que
participou das Cruzadas na Terra Santa. A Lombardia foi o centro de transmissão
do conhecimento.
Na Idade Média, o médico
francês Guy de Chauillac advertiu contra o uso de “esponjas soporíficas”,
devido ao perigo que seu uso acarretava. A famosa médica alemã, Santa Hildegard de
Bingen, no século XII, deu remédios aos enfermos para capacitá-los a resistir as
dores.
No século XIX, os
derivados do ópio continuaram sendo o principal analgésico eficaz, antes do uso
do sono químico geral com éter e depois com clorofórmio.
O inventor
da anestesia foi o dentista americano William Thomas Green Morton (1819-1868). O
grande feito aconteceu, em 1846, no anfiteatro cirúrgico do “Massachusetts
General Hospital”, nos EEUU. Morton tinha idealizado um aparelho inalador de
éter que foi usado durante a cirurgia de um jovem de 17 anos, Gilbert Abbot, portador
de um tumor no pescoço. A cirurgia foi realizada com êxito pelo cirurgião John
Collins Warren (1778-1856).
O termo anestesia foi dado pelo professor americano
de anatomia e fisiologia, Oliver Wendell Holmes, em carta dirigida a William
Morton. Ele designou por este termo um estado de inconsciência induzido pela
inalação de gás para reduzir a dor do ato cirúrgico.
No início do século XX, a
cocaína foi utilizada como anestésico local, em particular para cirurgia
ocular, até ao desenvolvimento dos seus primeiros derivados sintéticos,
Stovaïne de Ernest Fourneau (1904) e Novocaïne de Alfred Einhorn (1906).
Em 1867, foi realizada a primeira
anestesia no Brasil, pelo médico Roberto Jorge Haddock Lobo, no Hospital
Militar do Rio de Janeiro.
Historicamente a
participação da mulher nas profissões ligadas à saúde, em especial à profissão
de médica, foi limitada, ainda que tenha sido importante o seu papel como
cuidadora. Proibida de estudar medicina, a grega Agnodice (século IV a.C.)
disfarçou-se de homem.
Na Idade Média,
poucos países permitiam a entrada de mulheres nas faculdades de medicina. A
abadessa alemã Hildegard de Bingen (1098-1179) foi exceção e tornou-se uma
médica renomada. Na Itália, séc. XI, a médica Trótula de Salerno (1050 -?) se
projetou. Na França, a primeira médica foi Madeleine Brès (1842-1921), que se
formou, em 1875. Na Suíça e na Rússia, as mulheres só conquistaram o direito de
estudar medicina na segunda metade do século XIX. Na Alemanha, Regina von
Siebold (1771-1849) foi a primeira médica.
No Brasil, no século XIX, as mulheres que
ousaram sonhar em se formar em medicina enfrentaram discriminação e
preconceito. Maria Augusta Generoso Estrela (1860-1946) foi a primeira mulher
brasileira a se formar em medicina, em 1881, com o apoio de D. Pedro II, mas
nos EEUU. Porém, foi a gaúcha Rita Lobato Velho Lopes (1866-1954) a primeira
mulher brasileira a se formar em numa escola brasileira. Ermelinda Lopes
(1866-1952) e Antonieta Dias, 1889, foram também pioneiras. Nise da Silveira,
alagoana, se formou em medicina na Bahia, em 1926, como
única mulher em uma turma de 157 homens.
Essa
proporção foi mudando e, hoje, a projeção revela que, em 2024, as mulheres
serão maioria entre os médicos no Brasil. Entre os anos de 2009 e 2022, o
número de mulheres passou de 133.000 para 260.000, ou seja, quase dobrou na
série histórica.
Entre os homens, o
crescimento foi mais lento no mesmo período, com acréscimo de cerca de 43%.
Entre 2023 e 2035, o crescimento previsto entre as médicas será de cerca de
118%, enquanto, entre os homens, será de 62%. As mulheres conseguiram uma
trajetória exitosa na profissão dedicada a arte de curar.
Psiquiatra
e pensadora alagoana Nise da Silveira | Foto: Itaú Cultural / Divulgação / CP
Nise da
Silveira, filha única de Faustino Magalhães da Silveira (1872-1927), professor
de matemática e jornalista, e de pianista Maria Lydia da Silveira (1885-1970), nasceu em Maceió, Alagoas, no dia 15 de fevereiro de 1905, e cresceu em um ambiente de amor, arte, cultura e
harmonia.
Em sua
cidade natal, estudou no colégio de freiras para meninas, “Santíssimo
Sacramento”, concluindo o curso secundário com 15 anos de idade. De Maceió foi
para Salvador fazer o curso médico na Faculdade de Medicina da Bahia.
Em 1926, com apenas 21 anos e como a única
mulher em uma turma de 157 homens, colou grau em medicina ao lado de Mário
Magalhães da Silveira (1905-1986), seu primo, que tornou-se, além de um grande
médico sanitarista, companheiro de sua vida inteira.
Em 1927,
após a morte de seu pai, foi morar no Rio de Janeiro, onde especializou-se em
neurologia e psiquiatria. Em 1933, foi trabalhar no Serviço de Assistência a
Psicopatas e Profilaxia Mental do Hospital da Praia Vermelha, depois de ser
aprovada em concurso público.
Foi presa
em 1936 e solta em 1937, após permanecer 18 meses no presídio Frei Caneca, onde
teve convivência com Olga Benário Prestes (1908-1942) e Graciliano Ramos (1892-1953),
que a citou 41 vezes em seu livro “Memórias do Cárcere”.
Sobre a
causa de sua prisão, ela falou: “Em 1936, início da ditadura Vargas, uma
enfermeira do hospital, percebendo na minha mesa, em meio a livros de
psiquiatria, literatura, arte, livros sobre marxismo, que eu também estudava,
denunciou-me à diretoria. Na mesma noite fui presa (...). Perdi o emprego e
fiquei afastada do serviço público, obtido por concurso, durante oito anos, sob
a alegação de pertencer a um círculo de ideias incompatíveis com a democracia.
Eu tinha contato com o Partido Comunista, mas não era uma militante política
ativa”.
Em 1944,
após sair da prisão e morar em vários estados do Nordeste, fugindo de
novas ameaças de encarceramento, Nise retornou ao serviço públicono “Centro Psiquiátrico Pedro II”, no Engenho
de Dentro.
Por discordar
da literatura psiquiátrica em voga que preconizava métodos agressivos de
tratamentos, como: eletroconvulsoterapia (eletrochoque), insulinoterapia,
lobotomia e confinamento, Nise se negou a utilizá-los.
Discordando
também da ideia de que o esquizofrênico é destituído de afetividade, ela
assumiu os trabalhos de terapia ocupacional do hospital Pedro II, criando, em
1946, a “Sessão de Terapêutica Ocupacional e Recreação (STOR)”, do referido
hospital.
Com uma
nova abordagem, baseada no afeto, ela conseguiu penetrar no mundo hermético de
seus “clientes”, como denominava seus pacientes, ajudando-os a se apropriarem
da realidade. Além das oficinas de trabalho artesanal, Nise criou os ateliês de
pintura e modelagem, valorizando a autonomia dos pacientes que eram, até então,
usados para prestar serviços no hospital.
Incompreendida
por seus pares, por buscar um caminho psicológico e não fisiológico, ela foi
perseguida, ridicularizada e hostilizada.Enfrentando muitas barreiras para levar adiante seu trabalho, ao
contrário de desistir, ela ampliou seus conhecimentos sobre a linguagem da arte
e o significado das fórmulas simbólicas.
Em 1952, Nise
fundou o “Museu de Imagens do Inconsciente” para preservar os trabalhos dos
pacientes e, alguns anos depois, fundou a “Casa das Palmeiras”, uma clínica de
reabilitação para pacientes, em regime ambulatorial, para quebrar os ciclos de reinternação hospitalar.
Em dezembro
de 1954, escreveu uma carta a Carl Gustav Jung (1875-1971), psiquiatra e
psicoterapeuta suíço, com fotografias de pinturas (mandalas) de seus pacientes,
expondo sua experiência com a arte no tratamento dos esquizofrênicos. Recebeu
em seguida uma carta de Yung reconhecendo que as mandalas eram manifestações de
forças do inconsciente que tinham por finalidade compensar a dissociação
esquizofrênica.
Em 1957,
Nise foi estudar no Instituto C. G. Yung, em Zurique, estreitando suas relações
com Yung. Em seguida participou do “II Congresso Internacional de Psiquiatria”,
quando expôs obras do acervo do “Museu de Imagens do Inconsciente”.
Nise
treinou monitores que atuaram com êxito na terapia ocupacional. Um de seus
clientes, Emygdio de Barros (1895-1986), tornou-se um artista plástico
reconhecido. Ao falecer, ele deixou um legado de 3.300 obras de arte.
Nise soube
valorizar as relações dos pacientes com os animais (cães e gatos), e plantas,
como parte do tratamento da esquizofrenia. Em seu livro “Imagens do
Inconsciente”, ela descreve essa experiência com os animais, chamados de
coterapeutas. A presença de cães no hospital provocou a revolta de médicos e
culminou com o envenenamento de muitos deles.
Pioneira na
zooterapia, para facilitar a reintegração social de pacientes com transtornos
psiquiátricos, expôs suas teorias no livro “Gatos, A Emoção de Lidar”,
publicado em 1998. Publicou outras obras, como: “Jung: vida e obra”, “Imagens do inconsciente”,
“Casa das Palmeiras”, “O Mundo das Imagens”, “Cartas a Spinoza” e “Nise da Silveira”.
A inscrição
de seu nome no livro de “Heróis e Heroínas da Pátria” foi vetada, em 2022, pelo
então Presidente Bolsonaro. Felizmente o parlamento brasileiro derrubou o veto.
Há inúmeros reconhecimentos nacionais e internacionais da obra de Nise da
Silveira. O centro psiquiátrico onde ela trabalhou leva seu nome: “Instituto
Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira”. Em Portugal, França, Itália
e muitas cidades brasileiras há instituições inspiradas em seu trabalho.
Ferreira
Gullar (1930-2016), acompanhou com fascínio a trajetória de Nise e publicou, em
1996, o livro “Nise da Silveira – uma psiquiatra rebelde”. Em 2008, o jornalista
e escritor Bernardo Carneiro Horta publicou uma biografia não convencional de
Nise, intitulada: “NISE – Arqueóloga dos Mares”.
Em 2016, baseado
na biografia de Horta, foi lançado o filme “Nise - O Coração da Loucura”,
dirigido por Roberto Berliner, com Glória Pires no papel principal.
Nise
faleceu em 30 de outubro de 1999, aos 94 anos, no Rio de Janeiro, deixando como
legado uma revolução no tratamento dos doentes mentais através da arte, do
afeto e da solidariedade.
ana
margarida furtado arruda rosemberg
Fortaleza,
14 de março de 2023
Nise da Silveira | fotos: autores desconhecidos/arquivo Nise da Silveira
Nise da Silveira | fotos: autores desconhecidos/arquivo Nise da Silveira
Foto da turma de formandos de 1926 da Universidade de Medicina da Bahia. Nise era a única mulher em uma sala de 75 alunos | foto: autor desconhecido/arquivo Nise da Silveira
Nise entre professores e alunos durante uma aula de anatomia na Faculdade de Medicina da Bahia. À esquerda de Nise está Arthur Ramos, futuro antropólogo | foto: autor desconhecido/acervo da Fundação Biblioteca Nacional – Brasi