sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA ENTREVISTA ZYGMUNT BAUMAN


Zygmunt Bauman (19/11/1925) é um SOCIÓLOGO polaco. Serviu na Segunda Guerra Mundial pelo exército da União Soviética e conheceu sua esposa, Janine Bauman, nos acampamentos de refugiados polacos. Nos anos 40 e 50 foi militante entusiasmado do Partido Comunista Polaco, até se desligar da organização devido ao fracasso da experiência socialista no leste europeu .
Se graduou em sociologia na URSS e, por seu status de combatente, conseguiu ascender socialmente: saiu da condição modesta que seus pais lhe propiciaram durante a juventude e tornou-se professor universitário. Iniciou sua carreira na Universidade de Varsóvia de onde foi afastado em 1968, após ter vários livros e artigos censurados. Emigrou então da Polônia por motivo de perseguições antissemitas, e na Grã-Bretanha tornou-se professor titular da Universidade de Leeds (1971 em diante). Recebeu os prêmios Amalfi (1989, por sua obra Modernidade e Holocausto) e Adorno (1998, pelo conjunto de sua obra). É professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia.
Fonte : Wikipédia

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O MASP E SEUS CAVALETES DE CRISTAL

Sempre que visito o Museu de Arte de São Paulo (MASP) ficou surpresa com sua nova roupagem. Há dois dias, 26/01/2016, terça-feira, fiquei deslumbrada ao ver 119 obras de arte vestidas de cristal e suspensas no ar em uma grande galeria aberta e fluida. Lembrei-me do Louvre de Lens, que foi criado, há poucos anos, com esse conceito.  O mais impressionante é que os cavaletes de cristal são bem antigos e estrearam, em 1968, quando Lina Bo Bardi implantou o seu programa museológico para o MASP. Por isso, ficaram conhecidos como os cavaletes de cristal de Lina  Bo Bardi. Removidos em 1996, os cavaletes de cristal voltam agora com certo ar de nostalgia e muita leveza. As obras de arte estão em ordem cronológica abrangendo um período que vai do século 4 a.C. a 2008. A legenda informativa encontra-se atrás do quadro, permitindo ao visitante maior intimidade com os mesmos que desceram das paredes para esse contato quase carnal com o seu apreciador.


Giovanni Bellini - 1430 -1516 -  A Virgem com o Menino de pé

Maestro di San Martino alla Palma - virgem com o Menino Jesus 1310-20

Maestro del Bigollo - Virgem em Majestade com o Menino e dois Anjos  - 1275


Giampietrino - A Virgem amamentando o Menino e Sâo Joâo Batista criança em adoraçao - 1500-20






Pierre-Auguste Renoir - Rosa e Azul - As Meninas Cahen d'Anvers -1881

Amadeo Modigliani  - Lunia Czechwska, circo 1918

Amadeo Modigliani - Retrato de Leopoldo Zborowski 1916-19

Candido Portinari - O Lavrador de Cafê -1939

Diego Rivera 1886-1957 - Os Semeadores - 1947

Estatua da Deusa Higeia  - Grêcia Periodo Helenistico 4 a.C.

Par de guerreiros Chineses - China - 907 d.C.

Edgar Degas - bailarina de 14 anos -1880





terça-feira, 12 de janeiro de 2016

BODAS DE RAÍSSA E NETO - FORTALEZA 09/01/2016

Realizou-se às vinte horas do dia nove de janeiro de dois mil e dezesseis, na Capela São Francisco Xavier, em Fortaleza-CE , cerimônia religiosa de casamento de Raíssa e Neto. 
A noiva é filha do casal Carmen Alice Arruda Magalhães e Alfredo Magalhães de Sousa e o noivo é filho de Marliene Lima Girão e Stélio José Saboia Girão (in memoriam).
Parabéns aos noivos com votos de que as juras de amor trocadas aos pés do altar sejam renovadas todos os dias. 


Foto de Diego Farias Photografia

Foto de Diego Farias Photografia
Foto de Diego Farias Photografia









terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Soneto XLIII - Elizabeth Barrett Browning

http://www.avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=10661&poeta_id=45

Elizabeth Barrett Browning 


Elizabeth Barrett Browning (KelloeDurham6 de Março de 1806 — Florença29 de Junho de 1861) foi uma poetisa inglesa da época vitoriana.
Autora de Sonetos da Portuguesa, reunião de poemas românticos — sua própria história de amor com o marido, o também poeta Robert Browning. Um destes poemas (o de número 43) é considerado o mais belo escrito por uma mulher em língua inglesa:
Amo-te quanto em largo, alto e profundo
Minh'alma alcança quando, transportada,
Sente, alongando os olhos deste mundo,
Os fins do Ser, a Graça entressonhada.
Amo-te em cada dia, hora e segundo:
À luz do sol, na noite sossegada.
E é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não pedem nada.
Amo-te com o doer das velhas penas;
Com sorrisos, com lágrimas de prece,
E a fé da minha infância, ingênua e forte.
Amo-te até nas coisas mais pequenas.
Por toda a vida. E, assim Deus o quisesse,
Ainda mais te amarei depois da morte.
Tradução de Manuel Bandeira.
Elizabeth foi a dona do Cocker Spaniel que inspirou Virginia Woolf a escrever Flush.

Fonte: Wikipédia

LOUVRE - O MUSEU

LOUVRE-PARIS

LOUVRE-LENS

LOUVRE-ABU DHABI



 



LOUVRE - 0 MUSEU 

                                                    Ana Margarida Arruda Rosemberg

                                                   Publicado no Jornal do Médico, edição 68/2015, pag 7.

O museu do Louvre em Paris, antigo palácio dos reis da França, é uma imensa estrutura em forma da letra “U” e está dividido em três alas: A ala Sully, a leste, que abriga a “Cour Carrée” e a parte mais antiga do palácio; a Ala Richelieu, ao norte, que faz fronteira com a Rue de Rivoli e a Ala Denon, ao sul, que faz fronteira com o Rio Sena.
Em 1988, foi inaugurada a famosa pirâmide de vidro que dá acesso ao museu.  Localizada no pátio central, a referida pirâmide foi uma proposta do presidente François Mitterrand e teve a finalidade de expandir o Louvre. O projeto, que tornou a pirâmide de vidro uma realidade, foi do arquiteto chinês I. M. Pei.
O acervo do Louvre é composto por mais de 380 mil obras de arte. São 35 mil em exibição permanente e distribuídas em oito departamentos, cujas coleções são identificadas por uma cor e todas as salas são numeradas. As coleções do Louvre são: Antiguidades orientais, Antiguidades egípcias, Antiguidades greco-romanas e etruscas, Oriente Mediterrâneo no Império Romano, Arte islâmica, Objetos de arte, Artes gráficas, Esculturas, Pinturas, História do Louvre, Artes da África, Ásia, Oceania e das Américas e Louvre Medieval.
A primeira filial do Louvre (Louvre-Lens) foi inaugurada, em dezembro de 2012, no norte da França (Nord-Pas-de-Calais) na cidade de Lens. O museu de vidro e luz custou mais de 150 milhões de euros e sua arquitetura, obra dos arquitetos japoneses Ryue Nishizawa e Kazuyo Sejima, tem design contemporâneo. É uma arquitetura de abstração. A estrutura de alumínio do museu, com suas paredes totalmente de vidro, absorve o céu do norte da França fazendo com que o museu se torne quase invisível e desapareça no horizonte misturado às nuvens. Este ar de etéreo do Louvre-Lens é uma âncora para seis mil anos de arte.
O museu está situado em um espaço de 200 hectares de uma antiga mina e fica próximo à estação de trem da cidade de Lens, que conta com o expresso TGV. A viagem Paris-Lens leva pouco mais de 1 hora. O imenso parque do museu está em completa sintonia com os 120 metros de comprimento da galeria do tempo (Galerie du temps), onde 250 obras do Louvre são apresentadas em ordem cronológica. Na galeria, as obras de arte explodem, sem fronteiras, ao olhar dos visitantes. Além do clássico quadro de Delacroix “A Liberdade Guiando o Povo”, os visitantes podem apreciar obras primas como: “ A Virgem e o Menino de Sant’Anna” (1513), de Leonardo Da Vinci, “Retrato de Baltasar Castiglione” (1515), de Rafael, e “Retrato de Monsieur Bertin” (1832), de Igres.
As Obras estão expostas em três períodos que vão desde o nascimento da escrita, 3.500 a.C., até meados do século XIX.  São 70 obras da Antiguidade, 45 da Idade Média e 90 da modernidade.  Todas as civilizações estão contempladas. A segunda filial do Louvre será em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Sua inauguração estava prevista para 2012-2013, mas foi adiada para 2016. O Louvre-Abu Dhabi, projeto do arquiteto francês Jean Nouvel, fará parte de um gigantesco bairro cultural na ilha de Saadivat junto a outros três museus e um centro de entretenimentos. Obras de arte de artista como: Leonardo Da Vinci, Van Gogh, Claude Monet, Henri Matisse e Andy Washol estarão entre as 300 peças para a inauguração do museu. Entre as obras que farão a viagem da França ao Golfo Pérsico estão: "La Belle Ferronnière", de Leonardo da Vinci, e uma estátua colossal do rei Ramsés II.                   
                                        Fortaleza, 23/11/2015

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

OS MENSALÕES, DREYFUS E A JUSTIÇA

                        



Com quase 20 anos de atraso está emergindo o resultado do julgamento de Eduardo Azeredo do mensalão tucano. O ex-presidente do PSDB e ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, foi condenado a 20 anos e dez meses de prisão pelo esquema de desvio de recursos de estatais mineiras que abasteceram a campanha dele ao governo de Minas Gerais, em 1998. 
O publicitário Marcos Valério foi o operador do referido mensalão e, depois, introdutor deste mesmo esquema de corrupção no governo petista. Marcos Valério, o chocador do “ovo da serpente” deste Modus operandi de corrupção na política brasileira, surgiu, portanto, na presidência do tucanato. 
O mensalão petista é cria do mensalão tucano, ficou evidente. Se o mensalão tucano tivesse sido investigado, julgado e os tucanos condenados, certamente, hoje, esse ódio que existe no Brasil contra o PT seria dirigido ao PSDB. Claro que todos os corruptos, independente da sigla partidária, devem ser julgados e condenados. O injusto é jogarem pedras somente nos corruptos do PT enquanto outros corruptos de outras siglas ficam protegidos pela grande mídia manipuladora, partidária e golpista. 
Ricardo Lewandowski, um dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e revisor da Ação Penal 470, que julgou 38 réus do escândalo do mensalão, em 2012, com ousada coragem bradou: 
José Genoino é inocente! 
Ele afirmou durante o julgamento que as acusações do Ministério Público contra Genoino, que na época era o presidente do PT, eram abstratas e impessoais. Além disso, segundo Lewandowski, foi atribuído ao Genoino, de modo forçado e artificial, a condição de membro de uma quadrilha. Genoino foi condenado a seis anos e 11 meses de prisão. Em março de 2015, após cumprir um quarto da pena, Genoino teve sua pena perdoada, por unanimidade, pelos membros do STF.
A justiça, por ser feita por homens, muitas vezes comete erros gritantes e irreparáveis. A história já registrou inúmeros julgamentos falhos que quando são esclarecidos o réu já foi condenado e já cumpriu pena. Um dos casos mais emblemáticos da História foi o “Caso Dreyfus”, um escândalo político que dividiu a França no final do século XIX, durante anos. 
Em 1894, Alfred Dreyfus, um oficial do exército francês, por ser de origem judaica, foi julgado e condenado por alta traição. Inocente, ele sofreu um processo fraudulento baseado em documentos falsos. O erro judicial foi acobertado por uma onda de nacionalismo e xenofobia que invadiu a Europa no final do século XIX. Dreyfus foi condenado à prisão perpétua na Ilha do diabo, na Guiana Francesa, onde penou durante cinco anos, até o caso ser revisto. 
Émile Zola, no artigo J’accuse, publicado no jornal L’ Aurore, em 13 de janeiro de 1898, em forma de carta aberta ao presidente da França Félix Faure, saiu em defesa de Dreyfus. « Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. Mes nuits seraient hantées par le spectre de l'innocent qui expie là-bas, dans la plus affreuse des tortures, un crime qu'il n'a pas commis. »
"Meu dever é de falar, não quero ser cúmplice. Minhas noites seriam atormentadas pelo espectro do inocente que paga, na mais horrível das torturas, por um crime que ele não cometeu."
Uma revisão do processo de Dreyfus mostrou que outro major do exército francês Charles-Ferdinand Walsin fora o culpado. Dreyfus foi restabelecido parcialmente, mas o trauma sofrido e os danos financeiros foram irreparáveis.
Somente a História resgata os injustiçados, porque o julgamento da História está acima das falhas humanas.

Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg

Fortaleza, 21 de dezembro de 2015
https://www.youtube.com/watch?v=CBff1I_ESSA#t=39

domingo, 6 de dezembro de 2015

GOLPE EM CURSO!


Postado em 05 dez 2015 por Paulo Nogueira no Diário do Centro do Mundo.



DILMA ESTÁ SENDO POMBARDEADA MUITO ALÉM DA CONTA.
Me chamou a atenção o número de artigos em que pessoas que condenam o impeachment fazem questão de dizer que Dilma vem fazendo um governo péssimo e é irremediavelmente incompetente.

Um momento.

Gostaria de saber quais as razões concretas por trás dessa avaliação.
Dilma, a rigor, fez um mandato. Se os brasileiros não aprovassem seu desempenho ela não teria sido eleita. Isto é fato.
Para colocar em contexto, ela venceu em circunstâncias extraordinariamente adversas, o que dá ainda maior legitimidade à vitória.
A imprensa fez tudo o que podia para sabotar sua candidatura. Aécio foi escandalosamente favorecido. A imprensa tratou-o como seu candidato.
Dilma foi, em todos os momentos da campanha, massacrada por jornais, revistas, telejornais. O caso da Petrobras veio para liquidá-la.
Aécio não foi associado sequer ao helicóptero cheio de cocaína de seu amigo do peito (e de clube) Perrela.
O favorecimento criminoso da mídia a Aécio, neste episódio, pode ser avaliado diante das obsessivas menções, agora, a um “amigo de Lula”.
Perrela, para a imprensa e só para ela, não era amigo de Aécio.
Sequer o aeroporto privado que Aécio construiu com dinheiro público numa cidade mineira foi objeto de questionamento da imprensa.
A Folha tocou no assunto, e logo caiu fora. Aparentemente, estava mais preocupada em fazer marketing – o do rabo que não está preso – do que jornalismo efetivamente.
E a Globo fez uma palhaçada. Depois de ignorar o assunto, Bonner, em sua entrevista com Aécio, interpelou-o duramente sobre o aeroporto. De novo: depois de esconder o aeroporto.
Aécio, se fosse mais esperto, poderia responder: “Ora, Bonner, se o assunto fosse importante, vocês teriam dado bem no Jornal Nacional.”
Seria um ippon.
Dilma viveu uma situação oposta. A obra magna da imprensa foi a capa da Veja na véspera da eleição.
Baseada numa mentira acintosa, a de que um delator teria dito que Dilma e Lula sabiam de tudo no Petrolão, a capa foi maciçamente usada como propaganda política antipetista no maior colégio eleitoral do país, São Paulo.
O gangsterismo da Veja se comprovaria, algum tempo depois, quando foi publicado o real conteúdo da delação. Em nenhum instante o delator disse o que a Veja disse que ele disse.
Pois bem.
Com tudo isso, e sem ser uma debatedora com os dotes de Lula, Dilma venceu.
O povo, portanto, a aprovou. Deu-lhe mais um mandato.
E o que veio depois?
Dilma nem assumira e se iniciou um descarado movimento para derrubá-la. A direita, sem pudor, repetiu o que fizera em 1954 e 1964: tentar tirar na marra um governante de caráter popular.
Governar um país é difícil. Quando este país tem uma estrutura secularmente voltada para preservar privilégios e mamatas de uma pequena elite predadora, é ainda mais complicado.
Agora: quando você é sabotado a cada minuto, é simplesmente impossível. E Dilma vem sendo sabotada em regime de 24 horas por 7 dias. Não há feriado, não há dia santo, não há sábado e não há domingo.
Se você olhar para trás, vai ver que até os números de votos foram postos em dúvida. Nem a direita venezuelana chegou a tal grau de abjeção.
Como, diante disso, avaliar Dilma? Quem faria melhor? Quem teria chance de fazer melhor?
Ninguém.
A “incompetência” é, ao lado da corrupção, uma antiga arma usada pelo plutocracia brasileira contra presidentes que ela não controla. Jango foi o tempo inteiro acusado de incompetente quando criavam contra ele dificuldades simplesmente intransponíveis.
É a mesma história com Dilma.
A direita inviabiliza qualquer chance de você governar e depois acusa você de inepto.
Não há limites para o descaramento. Aécio, para defender o impeachment, disse nestes dias que a instabilidade é enorme no Brasil.
Ora, a instabilidade tem um nome: Aécio. Desde o primeiro dia ele se dedica a conspirar contra 54 milhões de votos.
O mandato de Dilma é de quatro anos. E no entanto desde a primeira semana cobravam dela como se fosse a última.
É golpe, é uma tentativa intolerável de destruir a democracia, falar em qualquer coisa que desconsidere que Dilma foi eleita para governar até 2018.
O momento de julgá-la – nas urnas – foi no final de 2014.
Querer tirá-la no poder agora, e com os argumentos desumanamente falaciosos que estão sendo utilizados, é um crime de lesa pátria e lesa democracia.


O CUNHA VAI PARA O LIXO DA HISTÓRIA


RECADO DA DILMA PARA O CUNHA


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

UMA TARDE NO CINEMA 1 - "Chico Buarque-Artista Brasileiro"

Chico Buarque de Holanda

Hoje, fui ao cinema e, finalmente, consegui ver o meu eterno ídolo, Chico Buarque de Holanda. O documentário de Miguel Faria Junior “Chico Buarque-Artista Brasileiro”, estreou em todo o Brasil, dia 26/11/2015.

Eu, uma fã incontestável e ardorosa do Chico, estava na primeira sessão, no dia da estreia, na cadeira 8 da fila D, do Cine Iguatemi.

Por um capricho do acaso, o projetor pifou exatamente na hora de começar o filme. Mais alguns minutos de espera e surgiu uma senhora pedindo mil desculpas. Essas coisas acontecem, disse ela.

Comigo nunca aconteceu, pensei. Aliás, minto, aconteceu nos idos da década de 1950, na cidade de Baturité, quando eu era criança e a única diversão da cidade era o cinema. Não existia televisão. As fitas de guerras de índios americanos quebravam a todo instante no precário projetor. A dona do cinema remendava e, para alegria de todos, voltava a projeção.

Lembro-me de um filme que parou e não teve mais conserto. Para frustração nossa, a dona foi até à frente e falou: “O filme terminou podem ir embora”. Ao ouvir nossos protestos ela disse: “Este filme não tem escrito FIM”.

Hoje, a minha apreensão só acabou quando a fita explodiu na telona e vislumbrei a imagem do Chico, lindo, de cabelos grisalhos, olhos cor de ardósia, como dizia Marieta, contrastando com um blazer vermelho, minha cor favorita.

De repente, a voz do Chico quebrou o silêncio da sala 7, com a magistral “Sinhá” (dele, a letra, e de João Bosco, a música). Canção histórica, pois denuncia a barbárie que foi a escravidão no Brasil. Impossível alguém como eu, que teve a vida embalada pelas músicas do Chico, segurar a emoção.

O filme viaja pelo tempo de Chico poeta, músico, dramaturgo e escritor. Através de depoimentos, cenas históricas e canções, Chico revisita sua própria história desnudando sua alma sensível e sempre preocupada com as desigualdades sociais. Mostra detalhes de sua trajetória coerente com sua maneira corajosa de denunciar as injustiças sociais.

O filme mostra, também, a vida familiar de Chico, a ligação com o pai, o historiador Sergio Buarque de Holanda, com a mãe, Maria Amélia, com Marieta Severo, filhas e netos.

Foi impossível segurar as lágrimas ao ouvir a Betânia cantando “Olhos nos olhos”. O dueto entre Mart’nália e Adriana Calcanhoto interpretando “Biscate” foi divino. “Uma Canção desnaturada” e “Mar e Lua” interpretadas por Laila Garin e Mônica Salmaso e tantas outras músicas e tantos outros intérpretes me fizeram viajar no meu tempo.

Para completar, o filme desvenda a história do irmão alemão de Chico que foi plasmada no livro de sua autoria, “O irmão Alemão”.

Finalmente, o filme revela um Chico no auge da maturidade a nos transmitir valores filosóficos da vida.

No final de um ano de tantas agruras e tantos percalços o filme do Chico Buarque foi o bálsamo que me fez levitar de emoção.

 

ana margarida furtado arruda rosemberg

Fortaleza, 26 de novembro de 2015

sábado, 28 de novembro de 2015

FESTA DE ANIVERSÁRIO DE MARIA LUIZA FONTENELE

Aconteceu ontem, dia 27/11/2015,  no Estoril, em Fortaleza-CE, com a presença de familiares, amigos, políticos e militantes do Crítica Radical, a festa comemorativa de 73 anos de Maria Luiza Fontenele. 
Parabéns, Maria, pela bela trajetória de vida!