É um Blog para divulgar, preservar e mostrar a importância da: História, Memória, Literatura, Medicina e Arte em nossas vidas.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
PEPÊ NA IDADE DA RAZÃO
Ontem, dia 18 de maio de 2013, meu neto, Pedro Augusto, vulgo Pepê, comemorou, incrivelmente, ao lado de seus familiares e amigos a entrada na IDADE DA RAZÃO. A singela festinha aconteceu no PLUS BUFFET. Parabéns Pepê! Que você construa um futuro promissor e seja útil à humanidade.
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
segunda-feira, 13 de maio de 2013
POR: LÚCIA ARRUDA - RISOS E LÁGRIMAS EM BETÂNIA
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DIVULGANDO UM BOM LIVRO
"RISOS E LÁGRIMAS EM BETÂNIA, a amizade na vida de Jesus", Lúcia F. Arruda, PAULUS, editora.
O livro narra, em forma de romance, a história da AMIZADE DE JESUS COM A FAMÍLIA DE BETÂNIA.
O mesmo pode ser encontrado na livraria PAULUS e em outras livrarias. Também está disponibilizado DIGITALMENTE.
Informações no SITE: www.paulus.com.br
domingo, 12 de maio de 2013
NOVENTA ANOS DO DR. ARRUDA FURTADO
| Dr. Arruda Furtado |
Cercado por sua esposa, irmã, filhos, filhas, genros, noras, netos, netas, bisnetos, sobrinhos, sobrinhas e amigos, o Dr. Arruda Furtado comemorou o seu nonagésimo aniversário, em sua residência, ontem, dia 11 de maio de 2013, com uma missa celebrada por seu filho, Padre Luiz de Gonzaga Furtado Neto.
O Dr. Francisco de Assis Arruda Furtado nasceu em Senador Pompeu, a 10 de maio de 1923. Foi um atuante advogado e professor universitário. Casou-se em Fortaleza, a 24 de setembro de 1948, com Antonia Valburga de Araújo Arruda Furtado.
O casal tem os seguintes filhos:
Maria de Fátima Furtado ChavesJuvenal Antonio Araújo Furtado
Maria Tereza Lumena Furtado Moreira
Luiz de Gonzaga Furtado Neto (sacerdote)
Maria Francelina Furtado Chagas
Maria Mônica Furtado Rodrigues Lima
Francisco de Assis de Arruda Furtado Júnior (1964 ~1982)
quarta-feira, 8 de maio de 2013
POR: CIDINHA FONSECA - O ARTISTA
Hoje, 8 de maio, comemora-se o dia do artista plástico.
A data é uma homenagem a um artista de nome José Ferraz de
Almeida Júnior, que nasceu no dia 8 de maio de 1851, na cidade de Itu,
no interior de São Paulo.
O artista plástico é a pessoa que usa o desenho, a pintura
ou a escultura para expressar seu deslumbramento diante do mundo.
Fonte: www.cidadaopg.sp.gov.br
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| Cidinha Fonseca Aluna do Curso de Licenciatura em Artes Plásticas |
O ARTISTA
Ser artista é ter 90% sensibilidade aguçada e 10% pesquisa ou o contrário?
É desenhar o que vem, quando vem...
Criar ou recriar?
É andar na corda bamba da vida, do agora, em busca do equilíbrio?
Ser artista é sonhar com Pompidou, d’Orsay, com o velho Louvre ou MoMa?
Ou pintar na praia sem tela e sem pincel?
Expor ou fazer intervenção na paisagem?
Com sua antiga dor calejada em busca do sucesso,
da embriaguez momentânea...
Ser artista é escapar da loucura profetizada há muito pelos antigos ou modernos.
Que veem na arte a salvação da fúria do homem, engaiolado nas suas teorias.
Divagações do contemporâneo...
Ser artista...
Sou eu, é você que sobrevive
apesar do desencanto, do desamor da
Arte Concreta.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
MISSA DE SÉTIMO DIA - MARIA VALMISA SOUSA DA FRANCA
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| Maria Valmisa Sousa da Franca |
MISSA DE SÉTIMO DIA
Completam-se hoje, dia 03 de maio de 2013, sete dias do falecimento de Maria Valmisa Sousa da Franca.
Valmisa era funcionária da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, lotada na SESA, onde sempre desempenhou suas tarefas com responsabilidade, sendo muito querida por todos que tiveram o privilégio de com ela conviver.
A missa de sétimo dia ocorrerá hoje, às 17h, na Capela do Hospital do Exército, na Avenida Desembargador Moreira, em Fortaleza.
Seu esposo, filhos, filhas, genro, nora e netos, consternados com o rápido desaparecimento de Valmisa, agradecem a todos que comparecerem à essa celebração, em sufrágio de sua alma.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
ROSISKA DARCY DE OLIVEIRA NA ABL
| Adicionar legenda |
Rosiska Darcy de Oliveira - Nova imortal da ABL
Publicado na Folha de São Paulo - Caderno Ilustrada - 13/04/2013
Conhecida por sua militância feminista, da qual derivou vasta produção
ensaística, a escritora e jornalista Rosiska Darcy de Oliveira, 69, foi
eleita na quinta-feira (11) para a Academia Brasileira de Letras (ABL) e
fez questão de frisar que sua vitória baseou-se em seus méritos como
autora.
Com oito livros publicados, Rosiska, é a quinta mulher a assumir uma
cadeira na ABL, hoje presidida por uma delas, Ana Maria Machado.
"A Academia era uma aspiração minha como escritora, que é algo que fui a
vida inteira. Fui ensaísta, sou cronista", diz a nova imortal, que
sucede o poeta Lêdo Ivo (1924-2012) na cadeira nº 10.
Bacharel em direito pela PUC-RJ, onde foi professora de doutorado no
departamento de Letras, Rosiska fez carreira como jornalista --trabalhou
na TV Globo, no "Jornal do Brasil" e é articulista de "O Globo"-- e na
militância feminista.
"A biografia dela nesse campo do feminismo é mais visível e bem mais
ostensiva do que como escritora, mas isso não é um demérito", diz o
crítico literário Antonio Carlos Secchin, membro da ABL.
A autora diz que sua trajetória militante "correu imbricada com a minha
atividade literária, porque a minha profissão sempre foi escritora".
Foi presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (1995-2000) no governo Fernando Henrique Cardoso.
"Sempre foi uma lutadora inteligente pelos direitos das mulheres.
Escreveu livros marcantes, como 'Elogio da Diferença', e é cronista
notável. Foi boa decisão da ABL", disse FHC, candidato a vaga na próxima
eleição da casa.
PRINCIPAL LIVRO
A obra citada pelo ex-presidente também é considerada pelos acadêmicos a
principal de Rosiska. "O 'Elogio da Diferença' tem um tratamento
literário. É uma ensaística literária, a abordagem que ela dá à
'Antígona' é extremamente original", diz Nélida Piñon.
Entre seus outros livros destacam-se "Reengenharia do Tempo" (2003), "A
Natureza do Escorpião" (2006) e "Chão de Terra" (2010), nos quais
discute temas como o desejo da sociedade por status, a organização do
cotidiano e a ditadura do corpo.
Sua produção como cronista, publicada na imprensa e em livros como "A
Dama e o Unicórnio", abrange temas variados como literatura e futebol,
além do feminismo.
Em uma crítica sobre esta obra, publicada na "Ilustrada" em 2000 sob o
título "Nada de novo sobre ser mulher", a escritora Marilene Felinto diz
que tem "tom professoral e meio piegas", com a "exata mistura de
ligeira ingenuidade com deslumbramento e nada de novo a dizer".
Na avaliação de Secchin, seu trabalho é "multifacetado, dentro dessa
linha do feminismo, mas é importante ressaltar e respeitar o nível
estético da escrita da Rosiska."
CAMPANHA BEM FEITA
Vencedora no primeiro escrutínio, com 23 dos 38 votos possíveis (duas
cadeiras estavam vagas), Rosiska teve sua candidatura respaldada por
figuras de peso, como a presidente da ABL e a acadêmica Cleonice
Berardinelli, segundo a Folha apurou.
"Ela obteve uma votação importante, o que mostra que havia uma
receptividade ao nome e à obra dela", afirmou o imortal Celso Lafer.
Segundo outro votante, Rosiska "teve o mérito de manter uma certa coesão
entre as pessoas que a apoiavam", enquanto outros concorrentes fortes
--como os poetas Antonio Cícero e Marcus Accioly, que tiveram seis e
cinco votos, respectivamente-- viram seus apoios se fragmentarem.
"É um tabuleiro muito complexo, e certamente o resultado da campanha mais bem feita se traduz em números", disse Secchin.
"Mesmo com a entrada dela, a Academia fica devendo à mulher maior
presença, não resgatou ainda a escassez. É a quinta num universo de 40.
Há grandes mulheres que certamente ingressarão", aposta Nélida Piñon.
*
RAIO-X
ROSISKA DARCY DE OLIVEIRA
VIDA
Nasceu no Rio de Janeiro, Rio, 27 de março de 1944.
Nasceu no Rio de Janeiro, Rio, 27 de março de 1944.
CARREIRA
Foi presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher durante o governo FHC e embaixadora na Comissão Interamericana de Mulheres da OEA.
Foi presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher durante o governo FHC e embaixadora na Comissão Interamericana de Mulheres da OEA.
PRINCIPAIS LIVROS
"A Dama e o Unicórnio", "Chão de Terra", "A Natureza do Escorpião".
"A Dama e o Unicórnio", "Chão de Terra", "A Natureza do Escorpião".
segunda-feira, 29 de abril de 2013
REUNIÃO DA FCAA - 27 de abril de 2013
ATA RESUMIDA DA REUNIÃO DA FCAA - 27 de abril de 2013
No dia 27 de abril
de 2013, às
17h, reuniram-se na residência de Beatriz&Eurico os membros
da
Fundação Comendador Ananias Arruda, para mais uma reunião ordinária.
Presentes: Julieta Távora Arruda Monteiro, Teresa Távora Arruda Lima, Beatriz Melo Arruda, Eurico
Távora Arruda, Raimundo Luiz Furtado de Arruda
(Presidente da FCAA), Claudia Lima Arruda, Edna Maria Furtado Arruda, Regina Maria Arruda Bastos
Machado, Ana Margarida Furtado
Arruda Rosemberg, Maria Goretti Arruda Bezerra,
Francisco Luiz Bezerra, Maria Teresa Arruda Gouveia e Noemy Adelina
Carvalho Arruda, Flávia Arruda e Gabriella Arruda. Raimundo Luiz deu inicio a
reunião solicitando que a Claudia Lima Arruda conduzisse as orações.
Beatriz deu as boas vindas falando da alegria em receber os familiares
em sua residência e enfatizando a união da família. Em
seguida,
foi lida a ata da reunião anterior. Dando continuidade, entrou em pauta a
homenagem à Julieta pelo grandioso gesto de ter doado a sua residência à
FCAA. Foi discutida a realização da homenagem, com a colocação de uma
placa de bronze no museu, em Baturité. Finalmente entrou em pauta a
próxima atividade da Fundação. Foi definida a realização de um BINGO
JUNINO na residência da tia Teresa, no dia 29 de julho de 2013, nos
moldes dos bingos anteriores.
Sem mais nada a ser discutido foi encerrada a reunião e em seguida houve o momento de confraternização.domingo, 28 de abril de 2013
ADEUS, VALMISA!
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| Maria Valmisa Sousa da Franca |
Com profunda tristeza registro o falecimento, ontem, dia 27 de abril de 2013, dois dias após completar 63 anos, de MARIA VALMISA SOUSA DA FRANCA, funcionária da Secretaria de Saúde (SESA).
Valmisa trabalhou durante 10 anos no Programa de Controle do Tabagismo da SESA, quando estive na coordenação do mesmo, de 1990 até o ano 2000. Atualmente, estava lotada no Programa DST-AIDS.
Com meiguice, responsabilidade, dedicação e competência, Valmisa desempenhou suas atividades, angariando a amizade de todos que com ela tiveram o privilégio de conviver. Foi dedicada esposa, mãe de quatro filhos e avó de três netos. Cumpriu bem a sua missão e parte com dividendos, deixando exemplo de vida para nós, que a amávamos muito.
Seu corpo foi velado no Cemitério Jardim Metropolitano e seu sepultamento ocorreu hoje, dia 28 de abril de 2013, às 8:30h, após uma missa de corpo presente. Descanse em paz, Valmisa, sua missão foi cumprida.
sábado, 13 de abril de 2013
BACO E ARIADNE
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| O Outono – Baco e Ariadne, Eugène Delacroix, óleo sobre tela, de 196x165 cm, pintado de 1856 a 1863. |
BACO E ARIADNE
Sempre que
visito o MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubrient), sinto-me
impulsionada a registrar as minhas impressões. A última visita que fiz ao museu
foi no dia 24 de outubro de 2012.
Naquele dia, postei no meu BLOG um texto sobre o mesmo que pode ser lido neste
link: http://anamargarida-memorias.blogspot.com.br/2012/10/visita-ao-masp_24.html .
Hoje, 11 de abril de 2013, visitei o MASP com outro olhar. Um olhar de quem
procura ver o que tem por trás de cada obra de arte. Ao me deparar com As Quatro Estações, de Eugène Delacroix, fui arrastada em uma
viagem à Grecia Antiga. São telas imensas com temas ligados a mitologia grega. O
inverno - Juno implora a Eolo a Destruição da Frota de Ulisses, A primavera –
Eurídice Colhendo Flores é mordida por uma cobra, O Verão – Diana Surpreendida
por um Acteão e O Outono – Baco e Ariadne. Todas são incrivelmente belas,
mas a que me causou profunda impressão
foi O Outono – Baco e Ariadne, um
óleo sobre tela, de 196x165 cm, pintado de 1856 a 1863. Nela, Delacroix retrata Baco (ou Dionísio,
para os gregos) estendendo a mão para Ariadne, após Teseu tê-la abandonado. Um Cupido,
acima, aparece carregando a guirlanda, símbolo da união e do amor do casal. Tiziano
Vecellio (1487-1576) também pintou, três séculos antes, o encontro de Baco e Ariadne, uma das
obras-primas da Renascença Veneziana.
Eugène
Delacroix (1798–1863) foi um pintor francês considerado o mais importante
representante do romantismo. Ele ficou conhecido por seu quadro A Liberdade Guiando o Povo (1830), que
foi pintado em comemoração à Revolução de Julho de 1830, na França. Esta tela
encontra-se no Louvre, em Paris. As
Quatro Estações, que, na realidade, são quatro telas, está pertinho de nós,
no MASP, em SAMPA.
Ao contemplar
“O Outono”, lembrei-me da história de Baco e Ariadne. Reza a lenda que o rei
Minos, pai de Ariadne, era dono do famoso Minotauro, o monstro que possuia
cabeça de touro e corpo de homem e que vivia em um labirinto na Iha de Creta. A
cada nove anos, um navio vindo de Atenas desembarcava em Creta com sete rapazes
e sete donzelas para serem devorados pelo Minotauro. Isto porque Minos,
ao sair vitorioso de uma guerra que declarara a Atenas, passou a exigir que tal
fato acontecesse. Quando se aproximava a data do envio do terceiro sacrifício,
o jovem príncipe Teseu se ofereceu para assassinar o monstro. Em Creta,
Ariadne, filha de Minos, se apaixonou por ele e o ajudou a matar o Minotauro, dando-lhe um novelo de lã, que ele utilizaria
para marcar seu caminho de volta, e uma espada mágica. E, assim, Teseu matou o
Minotauro. Grato, Teseu embarcou com
Ariadne para desposá-la em Atenas. Ao parar na ilha de Naxos, deixou-a dormindo,
e zarpou sozinho, pois não correspondia ao seu amor. Na Ilha, Baco foi ao
encontro de Ariadne e, oferecendo-lhe um amor imortal, deu-lhe de presente de
núpcias um diadema de ouro cinzelado feito por Hefesto. Este diadema foi mais
tarde transformado em constelação. Baco e Ariadne casaram-se e tiveram quatro
filhos: Toas, Estáfilo, Enopião e Pepareto. Há outras versões dessa história.
Esta, porém, é uma bela história de amor não correspondido, cuja dor foi
superada, depois, em um amor imortal.
Ana Margarida
Furtado Arruda Rosemberg
São Paulo, 11
de abril de 2013
POR: NILZE COSTA E SILVA - PRAIA DE IRACEMA
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| Nilze Costa e Silva e Manoel César |
PARABÉNS, FORTALEZA! EM SUA HOMENAGEM, PELAS 287 VOLTAS EM TORNO DO SOL, TRANSCREVO TEXTO DO LIVRO "FORTALEZA ENCANTADA", DE NILZE COSTA E SILVA.
PRAIA DE IRACEMA
Adeus Praia de Iracema
Praia dos Amores
Que o mar carregou
(Luiz Assunção)
Nuvens vermelhas, últimos raios de sol. Anoitece na Praia de Iracema. Conta a lenda que um dia o mar invadirá a orla, submergindo-a. Mas ninguém quer acreditar nisso, nem se preocupa. Não se acredita ao menos que a Ponte Metálica venha a cair um dia. O povo de Fortaleza não é tão crédulo assim... Que caiam os governos, a ponte fica.
Lá vem a lua lindona se insinuando entre dois edifícios. As pessoas insistem em construir prédios altos, embora os sobrados nostálgicos tentem ficar. E ficam. Que passem os calçadões. Os sobrados ainda não tremem como a ponte. O navio naufragado, lá longe, perto de onde o sol se põe, parece tremer um pouco, mas é só na nossa imaginação. Aliás, é preciso ter muita imaginação para apreciar um pôr-do-sol na praia de Iracema. E para madrugar também. Lá a madrugada acorda cedo. Anoitece sábado e amanhece domingo. Nada estranho nisso.
Os sinos da Igreja de São Pedro acordam os últimos notívagos. Continua lá, sempre branquinha, na contramão, atrapalhando o tráfego. Falando dessa igreja, foi lá que me batizaram. Ela fez parte de toda a minha infância. Eu a olhava sempre, todos os domingos, ao passar por ela. Domingo era dia de praia na piscininha em frente ao Estoril. O tenente Adauto, meu pai, era assíduo freqüentador do Bar do Oliveira, situado em frente à Igreja de São Pedro, mas os dias de domingo eram da filharada.
A piscina, como nós a chamávamos, era uma concha enorme de mar azul. Em criança era assim que eu a via. Gostava de nadar até as pedras, sob o olhar cauteloso de meu pai que nos observava de longe, a mim e aos irmãos, enquanto tomava uma caninha e dedilhava seu violão, sentado em frente ao Estoril. Na volta, era imprescindível passar na bodega do Abelardo, que ficava no meio do caminho e tomar uma deliciosa cajuína.
Adeus, Praia de Iracema. Sou aquela filha que se foi, ficou grande e nostálgica. Daqui onde estou ainda vejo a minha igrejinha caiada de branco por dentro e por fora, tão sossegada, indiferente ao trânsito, às correrias do dia a dia. Ouço o velho bater dos sinos chamando para o terço e as novenas. Penso em sua torre vislumbrando de longe a insanidade do mar.
Vez em quando eu retorno para visitar os recantos da minha infância. Continuo a dizer como Adoniran Barbosa, embora sua musa fosse outra: “Iracema, o meu grande amor foi você”.
Adeus Praia de Iracema
Praia dos Amores
Que o mar carregou
(Luiz Assunção)
Nuvens vermelhas, últimos raios de sol. Anoitece na Praia de Iracema. Conta a lenda que um dia o mar invadirá a orla, submergindo-a. Mas ninguém quer acreditar nisso, nem se preocupa. Não se acredita ao menos que a Ponte Metálica venha a cair um dia. O povo de Fortaleza não é tão crédulo assim... Que caiam os governos, a ponte fica.
Lá vem a lua lindona se insinuando entre dois edifícios. As pessoas insistem em construir prédios altos, embora os sobrados nostálgicos tentem ficar. E ficam. Que passem os calçadões. Os sobrados ainda não tremem como a ponte. O navio naufragado, lá longe, perto de onde o sol se põe, parece tremer um pouco, mas é só na nossa imaginação. Aliás, é preciso ter muita imaginação para apreciar um pôr-do-sol na praia de Iracema. E para madrugar também. Lá a madrugada acorda cedo. Anoitece sábado e amanhece domingo. Nada estranho nisso.
Os sinos da Igreja de São Pedro acordam os últimos notívagos. Continua lá, sempre branquinha, na contramão, atrapalhando o tráfego. Falando dessa igreja, foi lá que me batizaram. Ela fez parte de toda a minha infância. Eu a olhava sempre, todos os domingos, ao passar por ela. Domingo era dia de praia na piscininha em frente ao Estoril. O tenente Adauto, meu pai, era assíduo freqüentador do Bar do Oliveira, situado em frente à Igreja de São Pedro, mas os dias de domingo eram da filharada.
A piscina, como nós a chamávamos, era uma concha enorme de mar azul. Em criança era assim que eu a via. Gostava de nadar até as pedras, sob o olhar cauteloso de meu pai que nos observava de longe, a mim e aos irmãos, enquanto tomava uma caninha e dedilhava seu violão, sentado em frente ao Estoril. Na volta, era imprescindível passar na bodega do Abelardo, que ficava no meio do caminho e tomar uma deliciosa cajuína.
Adeus, Praia de Iracema. Sou aquela filha que se foi, ficou grande e nostálgica. Daqui onde estou ainda vejo a minha igrejinha caiada de branco por dentro e por fora, tão sossegada, indiferente ao trânsito, às correrias do dia a dia. Ouço o velho bater dos sinos chamando para o terço e as novenas. Penso em sua torre vislumbrando de longe a insanidade do mar.
Vez em quando eu retorno para visitar os recantos da minha infância. Continuo a dizer como Adoniran Barbosa, embora sua musa fosse outra: “Iracema, o meu grande amor foi você”.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
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| NOEMY ADELINA AOS 12 ANOS - BATURITÉ, 1958. |
HÁ
EXATOS 11 ANOS, POR UM MISTÉRIO INSONDÁLVEL DO DESTINO, MINHA IRMÃ,
MANINHA, FALECEU NO DIA DO ANIVERSÁRIO DE MEU PAI. PARA HOMENAGEÁ-LA, A
MÚSICA QUE RETRATA O MEU SENTIMENTO POR TÃO GRANDE E IRREPARÁVEL PERDA.
“PEDAÇO DE MIM”
Chico Buarque
1977-1978
Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus”
“PEDAÇO DE MIM”
Chico Buarque
1977-1978
Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus”
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