sábado, 10 de maio de 2014

EM PARIS: GUERRA E PAZ DE PORTINARI


Pela primeira vez, os painéis de Cândido Portinari, "Guerra e Paz", atravessaram o Atlântico. 
Em Paris, no Grand Palais, eles podem ser apreciados pelos franceses e turistas até o dia 9 de junho de 2014. Ë uma ocasiäo ünica de ver na França os referidos painéis que foram instalados, em 1957, na sede da  Organizaçäo das Naçöes Unidas (ONU), em New York. 
Guerra e Paz, dois imensos painéis de 14 x 10 m, cada,  foi encomendado ao pintor Cândido Portinari pelo governo brasileiro e produzido, de 1952 à 1956. 
Antes de partirem para serem presenteados à ONU, em 1956, foram expostos no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, na presença do Presidente Juscelino Kubitscher.
Em dezembro de 2010, depois de uma dificil negociaçäo, os painéis deixaram a Sede da ONU e retornaram ao Brasil para uma restauraçäo. 
De 2011 até 2013, os painéis foram expostos no Rio e Säo Paulo. Agora, eles chegam à Paris e alto estilo.  A exposiçäo apresenta, também, uma série de 37 estudos preparatörios, desenhos, pinturas e outras obras de Portinari de coleçöes privadas. Para complementar a visita é apresentado um filme sobre Portinari e os panéis. 
Apreciando-os,  hoje, ao lado da minha filha, Jana, e do meu genro, Dani, emocionei-me com a majestade e singeleza dos mesmos. Em maio de 1996, senti a mesma emoçäo, quando ao lado do Rose, na sede da ONU, tive a oportunidade de apreciä-los pela primeira vez.
No painel PAZ, Portinari reproduziu cenas de sua infância em sua terra natal. Figuras de homens, mulheres e crianças movem-se e articulam-se em cirandas. A cor predominante é a amarela, sinalizando a Idade do Ouro. 
No painel GUERRA, Portinari optou pelo tema dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse e mostra figuras de homens, mulheres e crianças em sofrimento profundo. 
Portinari, considerado o mais importante pintor brasileiro do século XX, faleceu intoxicado pelas tintas, com idade de 59 anos, em fevereiro de 1962. 
Como diz os aforismos de Hipöcrates, "a arte é longa e a vida é breve", Portinari continua vivo entre nös, através de sua arte. 

Ana Margarida Rosemberg

Paris, 10 de maio de 2014

Grand Palais


Grand Palais








Guerra










sexta-feira, 25 de abril de 2014

ASSIS ARRUDA - DICIONÁRIO BIOGRÁFICO DA FAMÍLIA ARRUDA - LUIZ GONZAGA ARRUDA FURTADO



 
Prof. Luiz Arruda Furtado


LUIZ GONZAGA ARRUDA FURTADO (Tn. 285), Professor, n. a 18/08/1915, em Baturi­té-CE, filho de Luis de Gonzaga Furtado e Maria Adelina Vasconcelos Arruda (Bn.71); Fez seus estudos primários em Senador Pompeu-CE e depois em Baturité-CE com suas tias paternas Maria Teresa e Maria Ursulina. A 15.08.1927, foi fundada a Escola Apostólica dos Padres Jesuitas na serra de Baturité. A 18.08.1927, ao completar 12 anos, integrou a primeira turma de apostólicos que inauguraram a Escola Apostólica, sendo: Job Saraiva Furtado, Luiz Arruda Furtado, José Saraiva Furtado e Luis Dória. Dedicou-se com afinco aos estudos de todas as disciplinas, tendo se destacado, porém, no estudo das línguas clássicas. Aos 18 anos redigia e falava com desembaraço o idioma latino, com conhecimentos de grego e das línguas neo-latinas. A 13.02.1932, foi fundador do Noviciado, integrando a primeira turma de 13 noviços. Depois de ano e meio de Noviciado deixou a Escola, a 23.09.1933, indo para Fortaleza onde residia sua família. A 10.11.1934, foi trabalhar na Ceará Tramway, Light &Power Co. Ltd, na Rua Barão do Rio Branco, 884. Depois de um ano foi transferido para a Usina da Light, abaixo do Passeio Público, ganhando duzentos mil reais mensais, como intérprete do Mr. Jackson, engenheiro Superintendente, recém-vindo de Londres. A 09.04.1936, deixou a Companhia e a convite do Sr. Costinha Fernandes, titular de Tertuliano Fernandes & Cia., foi para Mossoró lecionar português e inglês as duas filhas e duas sobrinhas do referido senhor, com o ordenado mensal de seiscentos mil réis que, para a época, era elevadíssimo. Em Mossoró, lecionou inglês no Ginásio Santa Luzia, União Caixeral, além de manter várias turmas particulares. Regressando à Fortaleza, foi trabalhar, em 1938, em Walter Sá &Cia e, em 1939, em Leite Barbosa &Filho. Em 1939, foi ensinar inglês, à noite, no Curso Comercial Carlos de Carvalho, cargo que lhe foi cedido pelo Prof. Waldemar Barros, catedrático de inglês do Liceu do Ceará. O Curso Comercial Carlos de Carvalho, de propriedade do Prof. Heráclito de Castro e Silva, transformou-se depois em Escola Técnica de Comércio Carlos de Carvalho, funcionando na Rua Floriano Peixoto 963, onde viu, pela primeira vez, a 15 de março de 1940, no início das aulas, a aluna AGLAIR que estudava na mesma Escola, aquela que 3 anos depois seria a mãe de seus filhos. Ela não era sua aluna de inglês, pois estudava apenas Contabilidade, não obstante sua beleza, seu porte elegante e suas maneiras exerceram sobre o jovem professor um fascínio inexplicável e marcante, tanto assim que nunca mais a perdeu de vista. Na mesma época, trabalhava, durante o dia, como correspondente de Cia. Johnson S/A. Em março de 1941, lecionou inglês no Ginásio Juvenal de Carvalho e anteriomente na Fenix Caixeral. Em maio de 1941, foi fundado o Vice-Consulado Americano em Fortaleza, tendo sido seu primeiro funcionário, secretário do Vice-Cônsul Mr. William Preston Rambo. Em 1942, foi para Manaus ao encontro da AGLAIR que se encontrava bem doente em Belém, em consequência de uma operação de apendicite. Em Manaus, lecionou latim no Colégio Dom Bosco. Não se dando bem em Manaus, viajou para Belém, indo trabalhar como intérprete no Grande Hotel, arrendado aos americanos. Depois de alguns dias, foi convidado para trabalhar, como intérprete e auxiliar de tipografia, na construção da Base Aérea Americana de Val de Cans, ganhando 40 cruzeiros antigos por dia. Em agosto de 1942, mês em que o Brasil declarou guerra à Alemanha, foi transferido para a Base Aérea Americana de Amapá, em construção. No mesmo ano, em setembro, tendo adoecido, regressou à Fortaleza pelo vapor Itaité, comboiado de São Luis à Fortaleza por um destroyer americano para evitar possível torpedeamento por parte de submarinos alemães, pois estávamos no auge da Segunda Grande Guerra Mundial. Em Fortaleza, dedicou-se novamente ao magistério particular, porém com o início da construção da Base Aérea Americana, foi trabalhar na mesma, como intérprete. De início no ADP-Airpor Development Program e quando a base foi entregue ao exército americano, no ATC-Air Transport Command, ganhando 40 cruzeiros antigos por dia. Finda a Guerra, viajou em maio de 1945, já casado e com um filho, para Recife indo residir na casa de sua cunhada Stella, casada com o Sr. Fernando Carvalho. Regressando a Fortaleza, trabalhou nas seguintes firmas: Ananias Arrruda &Cia.Ltda., Bóris Fréres &Cia.Ltda. (2 vezes), Irmãos Cavalcante, Organização Silveira Alencar A/A e Brasil Oiticica A/A, saindo a 31.10. 60. A 1 de novembro de 1960, foi admitido na firma MACHADO S/A-COMÉRCIO e INDÚSTRIA, como correspondente de inglês, onde permaneceu até 1991. A 1 de abril de 1953, atendendo a pedido da AGLAIR, a direção da Escola Técnica de Comércio Carlos de Carvalho o chamou para lecionar inglês nos curso Básico e Técnico, onde permaneceu ininterruptamente por 20 anos, pois deixou a Escola a 15 de maio de 1974, já com outra direção e sob denominação de Colégio Carlos de Carvalho. Passou toda sua vida trabalhando de dia no comércio e lecionandoà noite, com exceção de alguns anos em que foi exclusivamente professor particular de português, latim, inglês. Ao tempo de Demócrito Rocha e Paulo Sarasate, trabalhou no Jornal “O Povo”, como revisor. Foi professor de inglês registrado no Ministério de Educação e Cultura sob o número 7955. É técnico em Contabilidade pela Escola de Comércio do Ceará. Deve, porém, todos os seus conhecimentos à sábia orientação dos Padres Jesuitas, a quem dedicou um verdadeiro sentimento de gratidão e amizade. Casou-se com AGLAIR CAVALCANTE RIBEIRO FURTADO, n. a 27/05/1916, em Tarauacá-AM,  filha de Achilles Rodrigues Ribeiro e Maria Cavalcante Ribeiro. Pais de: Luís Achilles Ribeiro Furtado, Marcos Aurélio Ribeiro Furtado, Paulo Roberto Ribeiro Furtado e Níobe Maria Ribeiro Furtado Barbosa. Avós de: Isabella Rodrigues Furtado, Luís Achilles Rodrigues Furtado, Paula Rodrigues Furtado, Marco Luís Motta Furtado, André Motta Furtado, Fábio Motta Furtado, Danielle Ribeiro Furtado Barbosa Mendes, Adriano Ribeiro Furtado Barbosa, Maria Aglair Furtado Barbosa e Bárbara Siqueira Furtado. Trisavô de: Isadora, Pedro, Maria Alice, Gabriel, Adriano, Maria Eduarda, Davi e Isabella. Faleceu em Fortaleza, em 1994, aos 79 anos.