quarta-feira, 13 de novembro de 2013

REUNIÃO DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA - 13 DE NOVEMBRO DE 2013


Hoje, dia 13 de novembro de 2013, às 15h30min, no auditório da Pró-Reitoria de Extensão da UFC, em Fortaleza-CE, aconteceu a palestra da historiadora Profa. Dra. Maria Liège Freitas que falou sobre a Amazônia e a Borracha.
Parabéns à Profa. Liège por sua apresentação, nos mostrando uma faceta da história do Brasil pouco conhecida, ou seja, a difícil vida dos nordestinos nos seringais amazonenses. Frisou a Professora Liège a participação do dr. Haroldo Juaçaba na Amazônia, dando um suporte assistêncial aos trabalhadores da borracha, e sua fala foi complementada pela a do Dr. Marcelo Gurgel, profundo conhecedor da vida e da obra do Dr. Haroldo Juaçaba. Parabéns ao Dr. Marcelo por reverenciar a memória de grandes vultos da medicina cearense e pesquisar a história de nossa medicina. 
Dr. Sérgio Gomes de Matos, Dr. Flávio Leitão, Dr. Randal e Dr. Vladimir Távora




Dr. Marcelo Gurgel

Historiadora Liège Freitas


Dr. Sérgio Gomes de Matos e Historiadora Liège Freitas
Liège e Ana Margarida (eu).



terça-feira, 12 de novembro de 2013

POR: MARCELO GURGEL - SANTA MARIA GORETTI: mártir da castidade




Santa Maria Goretti

SANTA MARIA GORETTI: mártir da castidade

Por: Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Integrante da Sociedade Médica São Lucas


* Publicado In: Boletim Informativo da Sociedade Médica São Lucas, 9(74): 4, setembro de 2013.


Recordo bem, quando ainda criança de tenra idade, nos anos cinquenta, eu apreciava ver uma grande imagem disposta em um nicho no terço medial, à direita, da nave da pequena Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, em Jacarecanga, defronte à Escola de Aprendizes Marinheiros, em Fortaleza.

A imagem reproduzia uma bela jovem, de tez alva e rosto angelical, de longos cabelos pretos ondulados, trajando um simples vestido azul celeste, com alguns detalhes brancos. Ela segurava, à altura do seu peito esquerdo, um ramalhete de lírios, indicativos de suas pureza e castidade.

Era Santa Maria Goretti, cujo nome, tal como Maria de Fátima, servira de motivação para batizar tantas meninas nascidas na capital cearense, na década de 1950. Eram muitas as famílias locais que possuíam uma garota que atendia pelo prenome Maria Goretti, embora apenas fossem chamadas de Goretti.

Nos primeiros anos da década seguinte, por eu ter duas irmãs, Marta e Márcia, estudando no Ginásio Santa Maria Goretti, uma escola confessional, a história dessa santa passou a ser mais comentada em nossa família. Ela era uma adolescente que, por resistir ao assédio sexual de um rapaz, foi barbaramente assassinada, a facadas, por ele, e, mesmo assim, ainda o perdoou; também me diziam que o homicida se arrependera do crime cometido e tornara-se um frade franciscano, que era o jardineiro do convento, mas não podia celebrar missa.

Maria Resa Goretti nasceu em Corinaldo, Província de Ancona, na Itália, em 16 de outubro de 1890. Seus pais, Luigi Goretti e Assunta Carlini, como bons cristãos confiavam na Providência do Pai celestial. Eles eram camponeses empobrecidos, que foram forçados a deixar sua fazenda e trabalhar para outros fazendeiros, tendo que se mudarem para Le Ferriere, em Lazio, onde passaram a viver em prédio compartilhado com a família Serenelli; a condição financeira da família viria a se agravar com a morte prematura do genitor, quando Goretti tinha apenas nove anos de idade, ficando seis filhos na orfandade.

Na tarde de 5 de julho de 1902, Alessandro Serenelli, um moço de 20 anos de idade, agindo premeditadamente, e aproveitando a situação de que Assunta Carlini estava arando a terra, tentou estuprar Maria Goretti, que rechaçou as violentas investidas do seu agressor, protestando que seria um pecado mortal o cometimento de um ato libidinoso tão execrável, sob o ponto de vista religioso e moral. Refere o Processo Canônico para sua beatificação que Maria Goretti, aquela frágil menina de doze anos incompletos, ainda encontrou forças, para lutar, a fim de preservar o tesouro mais querido de sua vida.

Tomado de ódio, por não lograr o seu intento, Alessandro Serenelli desferiu-lhe quatorze golpes de uma arma branca, fugindo, em seguida, crente de que Maria Goretti estava morta. Ela conseguiu pedir socorro, sendo acudida por vizinhos e pela própria mãe, que a levaram para o Hospital dos Irmãos de São João de Deus, em Netuno, onde foi submetida a uma laparotomia, sem qualquer anestesia.

Apesar da gravidade dos ferimentos, Maria Goretti deu provas cabais de sua santidade, perdoando o seu assassino, conclamando-o ao arrependimento, para que ele estivesse junto dela na eterna glória. Ela sofreu horrivelmente, porém nenhuma queixa partiu de seus lábios. Na noite do seu calvário, Maria recebeu no pescoço o Medalhão, com uma fita azul, da Congregação das Filhas de Maria. Então, Maria beijou a imagem da Virgem Santíssima e rezou usando as palavras que Catarina Labouré falou à Nossa Senhora: “Oh! Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.

Na manhã seguinte, domingo, 6 de julho de 1902, Maria recebeu a Sagrada Comunhão. Em sua agonia, revelou a sua conformação, afirmando que em breve encontraria a Deus, face a face. À tarde, Maria olhou carinhosamente para a imagem da Virgem Santíssima na parede de seu quarto, e sussurrou para Assunta, posicionada ao lado da cabeceira do seu leito de morte: “A Mãe Santíssima está esperando por mim”. Às 15h45min, Maria Goretti morre enquanto beija uma cruz.

Após sua morte, uma enorme manifestação pública acontece; o seu sepultamento não foi um funeral, mas, sim, um verdadeiro triunfo! Seus restos mortais repousam, desde 1926, no belo mausoléu de Zaccagnini, erigido para ela no Santuário de Nossa Senhora das Graças, em Netuno.

Alessandro Serenelli, sob proteção policial, escapou do linchamento por populares, revoltados à conta do odioso crime perpetrado, e foi levado a julgamento, recebendo a condenação à prisão perpétua, comutada a trinta anos de prisão, por ser menor de idade, ao tempo do crime. Durante a prisão, ele declarou ter tido uma visão da mártir, oferecendo-lhe lírio, que, ao recebê-lo, se transmutou em chamas cintilantes, fato que culminou em sua conversão. Em 1936, tendo passado trinta anos encarcerado, Alessandro Serenelli ingressou em um convento capuchinho, no qual viveu o resto de seus dias, como frade contemplativo, em vida santa e penitente, vindo a falecer em 1970.

Em 27 de abril de 1947, o Papa Pio XII beatificou Maria Goretti, virgem e mártir, na Basílica de São Pedro, em Roma, em cerimônia assistida pela mãe e três dos irmãos de Maria e de pessoas de toda parte do mundo vieram render-lhe homenagem.

Em 24 de junho de 1950, Maria Goretti foi canonizada pelo Papa Pio XII, na presença de sua mãe e irmãos, e, inclusive, de Alessandro Serenelli. Para a sua canonização quarenta milagres foram atribuídos à sua intercessão. A canonização foi realizada na Praça São Pedro, em frente à Basílica de São Pedro. Uma multidão de meio milhão pessoas presenciou à celebração, na sua maioria jovens, vindos de vários países do mundo.

Maria Goretti é padroeira das adolescentes, da castidade e das “Filhas de Maria”. Ela pode servir de exemplo à juventude hodierna, em uma época de decadência moral, como o ideal de pureza e integridade espiritual.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

POR: EMANUEL CARVALHO MELO - SOBRAMES-CE - COMO TUDO COMEÇOU

 
Dr. Emanuel Carvalho Melo - Médico e Primeiro Presidente da SOBRAMES-CE

 Este texto foi postado no facebook, na página do autor, em 31 de outubro de 2013.

Há muitos anos, lá pelos idos de 1979, fui convidado para ser diretor cultural do Centro Médico Cearense (atual Ass.Médica Cearense) por razão do meu envolvimento em movimentos musical, literário e pictórico. Fui embuído de criar um jornal e um espaço cultural para exposições e também para facilitar a criação de momento cultural às 6ª feiras onde a classe poderia se reunir para conversar em lugar descontraído. Isto feito, nasceu um pequeno grupo de 10 médicos no qual me incluía, que liam seus poemas e contos. Publicávamos alguma coisa no jornal "CMC informa" que era o nome do jornal. Mas, começamos a pensar em publicar livros. Como? Falei com o Presidente do CMC para que me autorizasse a criar uma "editora" e usar o CMC para conseguir ajuda oficial. Foi assim que consegui montar uma editora e lançar livros, e ao longo do processo conhecí 3 governadores inclusive o Gov. Virgílio Távora, que está em uma das fotos publicadas. Depois, já em 1982 tomei conhecimento da Sobrames (Sociedade Brasileira de Médicos Escritores) que tinha 5 regionais e fundei com a ajuda do CMC a nossa regional e fui o seu primeiro Presidente empossado em Nov/82. Ao longo desses anos ela cresceu e se fortificou. Hoje, tem muitos sócios. Ontem, fui homenageado como o primeiro presidente e fundador. Foram lançados 30 livros, fizemos 2 congressos nacionais e muitos regionais. 
Olho para trás e vejo que aquela energia jovial que nos movia, hoje, está muito viva e forte e vejo que tomei decisões acertadas. Tenho muita coisa publicada e isto é o resumo de mais de 30 anos em poucas palavras desse meu lado literário.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

CONVITE COM A ARTE DE ISAAC FURTADO


A Presidente da Sobrames-CE

Dra. Celina Côrte Pinheiro

tem a satisfação de convidar para a Inauguração da
Galeria de Fotos dos Ex-Presidentes,
a realizar-se às dezenove horas e trinta minutos do dia trinta de outubro de dois mil e treze,
 à Av. Rui Barbosa nº 1880, esquina com Rua Bárbara de Alencar.

Após a cerimônia será servido um coquetel.
Traje: esporte fino
RSVP  (85) 3244 3807/ (85) 8616 8781 – Srta. Luana
Dr Emanuel de Carvalho
Dr. Paulo Gurgel
Dr. Geraldo Bezerra
Dr. Luiz Moura
Dr. Pedro Henrique
Dr. Wellington Alves
Dr. José Telles
Dr. José Maria Chaves
Dr. Flávio Leitão

VÍDEO LANÇAMENTO 30ª ANTOLOGIA DA SOBRAMES-CE


terça-feira, 15 de outubro de 2013

domingo, 13 de outubro de 2013

HOMENAGEM ÀS CRIANÇAS DA FAMÍLIA FURTADO ARRUDA

REUNIÃO DA FCAA - 12 DE OUTUBRO DE 2013


Sentados da E. pra D.: Isabel, Julieta, Edna, Teresa. Atrás de E. pra D.: Luiz, Noemy, Goretti, ana, R. Luiz, Regina e Glória

Transcorreu ontem, dia 12 de outubro de 2013, às 17h, no restaurante NOVO FOGÃO, em Fortaleza-CE, mais uma reunião da FCAA. Presentes: Raimundo Luiz Furtado de Arruda (Presidente da FCAA), Teresa Távora Arruda Lima, Julieta Távora Arruda Monteiro, Edna Maria Furtado Arruda, Ana Margarida Arruda Rosemberg, Regina Arruda Bastos Machado, Glória Arruda Vieira, Maria Goretti Arruda Bezerra, Francisco Luiz Bezerra, Isabel Carvalho e Noemy Arruda Carvalho. Tivemos a alegria de contar com a presença da Glória que foi muito bem-vinda.
Após as orações de praxe, foi colocado em pauta a discussão sobre o local das reuniões. Ficou determinado que o melhor local seria no Restaurante Novo Fogão, pela praticidade para todos. 
Em seguida, entrou em pauta a organização do Bingo da Amizade. Após várias sugestões ficou determinado que o mesmo será na residência de Teresa Arruda Lima, no dia 23 de novembro de 2013, sábado, às 17h. 
Como das vezes anteriores, foi distribuido entre as várias famílias os brindes, comes e bebes e demais detalhes da organização. 
O Raimundo Luiz ficou de criar no face uma página do bingo para divulgação do mesmo.
Sem mais nada para ser decidido, foi encerrada a reunião ficando a próxima para o dia 2 de novembro de 2013.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

REUNIÃO DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA - 9 DE OUTUBRO DE 2013


No dia 9 de outubro de 2013, às 15h30min, no auditório da Pró-Reitoria de Extensão da UFC, em Fortaleza-CE, aconteceu a palestra do Dr.  Roberto Misici, intitulada: "ÓPERA: DOENÇA E MORTE". 
Parabéns ao Dr. Roberto Misici, que é Vice-Consul da Itália no Ceará e amante da boa música, pela brilhante apresentação que contribuiu para a disseminação da cultura musical em nosso meio.

Da esquerda pra direita: Dr. Sergio Gomes de Matos, Dr. Flávio Leitão, Dr. José Randal, Dr. Vladimir Távora e Dr. Roberto Misici
Dr. Roberto Misici









quinta-feira, 10 de outubro de 2013

FELIZ ANIVERSÁRIO, MIGUEL!

Transcorreu no dia 3 de outubro o aniversário de nosso irmão Miguel Antônio Furtado de Arruda. 
Parabéns, Miguel! Muitas primaveras para você.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

ASCLÉPIO - O DEUS DA MEDICINA

Escultura de Esculápio/Asclépio - MUSEU DO LOUVRE - PARIS

Texto publicado no Jornal do médico em Revista, ano IX/ nº 52/ setembro-outubro/ Dia do Médico 2013/ página 24.

ASCLÉPIO – O DEUS DA MEDICINA

Asclépio é o Deus da medicina e da cura, na mitologia grega. Os romanos o chamavam de Esculápio. Uma das divindades mais populares do mundo antigo, Asclépio foi cultuado em várias regiões e homenageado em templos e hospitais. Para muitos, Asclépio pode ter vivido em torno de 1200 a.C. e depois ter sido divinizado, pois é citado na Ilíada de Homero como um médico que aprendeu a sua arte com Quíron.

Por outro lado, reza a lenda que o deus Apolo, filho de Zeus, apaixonou-se por Corônis, uma bela mortal. Ao descobrir que ela o havia traído, Apolo disparou uma seta contra o peito dela. Antes de morrer, Corônis disse que gestava um filho seu. Apolo, desesperado, retirou-o de seu ventre e o levou para que o Centauro Quíron o criasse. A filha de Quíron, prevendo o seu futuro, profetizou: “trarás a saúde para todos. Os mortais deverão suas vidas a ti, e a ti será concedido o poder de dar a vida aos que morreram”. E assim foi sua existência. Tinha tanto poder em curar e ressuscitar, que Zeus o puniu, matando-o com um raio. Asclépio é representado como um homem de vasta cabeleira, vestido com uma túnica e apoiado em um cajado que se enrola uma serpente.

Às vezes, aparece ao seu lado um menino, seu filho Telésforo, deus da convalescença. Também pode ser mostrado junto à filha Higeia. Asclépio viveu em Epidauro com sua esposa Epione, e seus filhos: Higeia (higiene), laso (medicina), Akeso (cura), Aglaia (brilho saudável), Panaceia (cura para todos os males), Podalírio e Macaão (deuses protetores dos médicos), Telésforo (deus da convalescença) e Arato. Sobrevivem da Antiguidade várias estátuas de Asclépio e imagens em moedas e camafeus.

A estátua de seu principal templo, em Epidauro, era de ouro e marfim, tinha seis metros de altura. Nela, ele aparecia sentado em um trono, pousando sua mão direita sobre uma serpente e a esquerda sobre um cajado. Asclépio foi representado em moedas cunhadas por 46 imperadores romanos. No Louvre, na ala Denon, existe uma escultura de Esculápio e outra de Higeia. Na Galeria Borghese, em Roma, há um templo dedicado a Esculápio. Os deuses não morrem. Asclépio continua vivo. Ele permanece como símbolo da medicina em inúmeros países do mundo, inclusive na bandeira da Organização Mundial da Saúde.