Google+ Followers

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Elizabeth Carvalho comenta a morte de Fidel Castro

Elizabeth Carvalho


http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/v/elizabeth-carvalho-comenta-morte-do-ex-presidente-cubano-fidel-castro/5475785/

Transcrição da fala da jornalista Elizabeth Carvalho no Programa Jornal Globo News 28/11/2016

Eu tenho a impressão que a morte de Fidel Castro é dessas que o Mundo todo se sente na obrigação de repercutir e render homenagens a pessoa que ele foi. Todo o Mundo repercute de uma forma positiva ainda que nos últimos 50 anos ele tenha sido permanentemente difamado no nosso Mundo Ocidental como um cruel ditador com imagem de um homem que estava impondo ao seu país um sistema nocivo de um comunismo que come criancinhas. Essa foi a tônica durante a guerra fria durante todos esses anos. A morte de Fidel Castro marca, de fato, uma data trágica para a humanidade, porque é uma data, realmente, de uma uma página virada na História. Uma página onde terminam os grandes líderes que marcaram a História do século XX. Sim, porque ele era o último deles, uma pessoa da estatura de Mandela, da estatura de Ho Chí Minh, que levou a cargo a Guerra do Vietnam, e de muitos outros grandes líderes que levaram a sua nação, impulsionaram a sua nação numa direção que hoje a gente inclui todos eles dentro de uma pequena expressão chamada populista. 
Mas Fidel Castro foi de fato um homem importantíssimo. A nação cubana está órfã, hoje. Ela está vivendo uma orfandade de um homem que durante 50 anos conseguiu sobreviver a dezenas de tentativas de assassinatos comandadas pela CIA e conseguiu manter aquela pequena ilha, grudada quase nos EEUU, independente apesar de submetida a um bloqueio cruel dos EEUU durante todo esse tempo. 
E, no entanto, sobreviveu. Como todos os grandes líderes cometeu excessos, cometeu erros, mas com Fidel nós estamos enterrando de fato uma era. Estamos, de fato, nos sentindo órfãos de um tempo. Se nós olharmos hoje certos Estados das nossas sociedades, ditas democratas, poucos deles irão passar para a História da Humanidade com a grandeza de Fidel Castro. 
Eu acho também que a revolução cubana foi uma revolução humanista. Uma revolução voltada para o homem. Isso é uma coisa muito importante. Não foi uma revolução pragmática,  econômica. 
Cuba, que é um país que eu visitei muitas vezes, tinha esse aspecto fundamental da dignidade do homem. O que mais me comovia em Cuba era ver a forma como qualquer pessoa era tratada. Você conversava com um lixeiro na rua, um operário na construção, uma camareira em um quarto de hotel e todos falavam de igual para igual. Havia uma irmandade que os unia. Desapareceu aquela ideia de classe social, em que você é melhor do que aquele. Essa é uma das grandes vitórias da revolução cubana. A vitória de ter conseguido realmente igualar os homens da nação cubana e permitir a eles uma grandeza de sentimentos de solidariedade de uns com os outros.    Era muito comovente de ver, porque era uma coisa que eu só via em Cuba.  Eu nunca tinha visto isso em nenhuma outra parte do Mundo. Esse humanismo da revolução cubana talvez tenha sido a maior contribuição de Fidel e da geração dele para o Mundo. Hoje, vivemos em um processo exatamente contrário. Vivemos no Mundo absolutamente individualista, onde cada um está voltado para si mesmo. O espírito coletivo  está desaparecendo. Em Cuba eu via muito essa generosidade prevalecer entre os cidadãos.  Essa generosidade existiu em função de uma revolução que foi feita com coragem e profunda paixão. A paixão revolucionária é também uma coisa que desapareceu no mundo de hoje. A revolução cubana foi feita dessa forma, de uma forma apaixonda.
Fidel encarna um apaixonado revolucionário, mais do que qualquer outra coisa.
Que mais eu posso dizer. Eu e muitas pessoas aqui em Paris estamos todos muito chocados. A morte de Fidel tem pra França, que é um país humanista, que é um país que tem os valores de liberdade, de igualdade e de fraternidade, um significado muito doloroso. O significado do desaparecimento de uma era. Nós estamos aqui profundamente mobilizados, estamos surpreendidos com essa notícia.
 Me vem a cabeça um elemento que eu acho importante que seja dito   Nós vivemos em um continente ligado e dependente dos EEUU, mais do que o resto do Mundo. Os EEUU é a nação mais poderosa do Mundo. Ela influi nos destinos da Europa, mais ainda nos destinos da América do Sul. Nós estamos umbilicalmente ligados. Uma coisa que é comovederora no povo cubano é ser o povo mais culto de toda a América Latina. Não há um cubano iletrado. Não há um cubano incapaz de conhecer a literatura latino americana. Isso é uma coisa que nenhum dos outros países da América Latina conseguiu conquistar. O grau de cultura que Fidel foi capaz de dar ao seu povo em 50 anos. Não há como não reconhecer que o povo cubano é o povo mais culto por causa de 50 anos da revolução cubana.
Acho que é isso que tenho a dizer neste momento.  

sábado, 26 de novembro de 2016

POR LULA : DESCANSE EM PAZ, COMPANHEIRO FIDEL


Lula e Fidel
DESCANSE EM PAZ, COMPANHEIRO FIDEL
Morreu ontem o maior de todos os latino-americanos, o comandante em chefe da revolução cubana, meu amigo e companheiro Fidel Castro Ruz.
Para os povos de nosso continente e os trabalhadores dos países mais pobres, especialmente para os homens e mulheres de minha geração, Fidel foi sempre uma voz de luta e esperança.
Seu espírito combativo e solidário animou sonhos de liberdade, soberania e igualdade. Nos piores momentos, quando ditaduras dominavam as principais nações de nossa região, a bravura de Fidel Castro e o exemplo da revolução cubana inspiravam os que resistiam à tirania.
Eu o conheci pessoalmente em julho de 1980, em Manágua, durante as comemorações do primeiro aniversário da revolução sandinista. Mantivemos, desde então, um relacionamento afetuoso e intenso, baseado na busca de caminhos para a emancipação de nossos povos.
Sinto sua morte como a perda de um irmão mais velho, de um companheiro insubstituível, do qual jamais me esquecerei.
Será eterno seu legado de dignidade e compromisso por um mundo mais justo.
Hasta siempre, comandante, amigo e companheiro Fidel Castro.
Luiz Inácio Lula da Silva
São Paulo, 26 de novembro de 2016
Foto: Ricardo Stuckert

FIDEL, POR EDUARDO GALEANO


Fidel, por Eduardo Galeano

Fidel durante discurso em Havana em 2006

Eduardo Galeano | Havana - 26/11/2016 - 12h47

Seus inimigos dizem que foi rei sem coroa e que confundia a unidade com a unanimidade.
E nisso seus inimigos têm razão.
Seus inimigos dizem que, se Napoleão tivesse tido um jornal como o Granma, nenhum francês ficaria sabendo do desastre de Waterloo.
Seus inimigos dizem que exerceu o poder falando muito e escutando pouco, porque estava mais acostumado aos ecos que às vozes.
E nisso seus inimigos têm razão.
Mas seus inimigos não dizem que não foi para posar para a História que abriu o peito para as balas quando veio a invasão, que enfrentou os furacões de igual pra igual, de furacão a furacão, que sobreviveu a 637 atentados, que sua contagiosa energia foi decisiva para transformar uma colônia em pátria e que não foi nem por feitiço de mandinga nem por milagre de Deus que essa nova pátria conseguiu sobreviver a dez presidentes dos Estados Unidos, que já estavam com o guardanapo no pescoço para almoçá-la de faca e garfo.
E seus inimigos não dizem que Cuba é um raro país que não compete na Copa Mundial do Capacho.
E não dizem que essa revolução, crescida no castigo, é o que pôde ser e não o quis ser. Nem dizem que em grande medida o muro entre o desejo e a realidade foi se fazendo mais alto e mais largo graças ao bloqueio imperial, que afogou o desenvolvimento da democracia a la cubana, obrigou a militarização da sociedade e outorgou à burocracia, que para cada solução tem um problema, os argumentos que necessitava para se justificar e perpetuar.
E não dizem que apesar de todos os pesares, apesar das agressões de fora e das arbitrariedades de dentro, essa ilha sofrida mas obstinadamente alegre gerou a sociedade latino-americana menos injusta.
E seus inimigos não dizem que essa façanha foi obra do sacrifício de seu povo, mas também foi obra da pertinaz vontade e do antiquado sentido de honra desse cavalheiro que sempre se bateu pelos perdedores, como um certo Dom Quixote, seu famoso colega dos campos de batalha.
Do livro "Espelhos, uma história quase universal", tradução de Eric Nepomuceno. Publicado no site Outras Palavras.E nisso seus inimigos têm razão.

HASTA SIEMPRE, FIDEL!


LE MONDE

http://www.lemonde.fr/ameriques/video/2016/11/26/video-fidel-castro-42-ans-a-la-tete-de-la-revolution-cubaine_5038530_3222.html

UOL

http://noticias.uol.com.br/album/2013/08/13/relembre-a-trajetoria-de-fidel-castro.htm?abrefoto=11#fotoNav=15

EL PAIZ

http://brasil.elpais.com/brasil/2016/11/26/internacional/1480139571_674437.html

FOLHA DA SÃO PAULO

http://m.folha.uol.com.br/mundo/2016/11/507178-ditador-fidel-castro-morre-em-cuba-aos-90-anos.shtml?mobile

ESTADÃO

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,morre-fidel-castro,10000090750

UOL ESPECIAL

http://www.uol/noticias/especiais/fidel-castro.htm

A Humanidade lembrará SEMPRE sua luta pela Paz MUNDIAL ... 
Hasta la victoria Siempre !!!
Nazaré Antero

Morre o último dos moicanos...
O último presidente que resistiu ao boicote dos EEUU e não se deixou intimidar pelos gananciosos americanos.
Ângela Pinho de Brito

Aprendi no correr de minha vida a respeitar e admirar Fidel Castro. Um revolucionário na acepção mais pura da palavra. Nunca traiu seu povo. Nunca traiu seus ideais de construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Fidel terá seu nome gravado perenemente no panteão dos grandes líderes mundiais. Viva o comandante  Fidel! Hasta siempre, Fidel! 
Ana Margarida Rosemberg

Hoje, 25 de novembro, às 10h29 da noite, faleceu o Comandante em Chefe da Revolução Cubana Fidel Castro Ruz. Cumprindo a vontade expressa do Companheiro Fidel, seus restos mortais serão cremados. Nas primeiras horas da manhã deste sábado (26), a comissão organizadora dos funerais dará ao nosso povo uma informação detalhada sobre a organização da Homenagem póstuma ao fundador da Revolução Cubana. Até a vitória sempre!”
Raúl Castro.


Já na adolescência me apaixonei por Fidel Castro, lendo "A ILHA" do Fernando Morais. Tenho a honra terrena de ter compartilhado com ele uma época. Espírito tenaz e aguerrido, que deixa a memória de ter defendido e comandado seu povo cubano, que no passado era considerado o bordel dos americanos. Meu herói, meu guerreiro! 
Nilze Costa e Silva 


Hasta siempre, comandante Fidel! Com todo carinho, admiração e reverência por um autêntico revolucionário, que foi fiel ao povo Cubano e ao socialismo durante toda a sua vida!
Manoel Fonsêca

Morreu Fidel Castro
Comandante revolucionário 
Digníssimo mandatário
Do aguerrido povo de Cuba 
A quem o mundo inteiro saúda
Por sua saudosa memória 
Por sua honra e glória 
E seu exemplo de luta.
Dilvardo Costa Lima


Que dia triste. Hoje falece um homem com a maior armadura moral que o século XX conheceu. Hoje falece um homem fundamental para manter viva a ideia de que os homens e mulheres podem ser livres do jugo imperialista, que podem viver com dignidade. Enquanto muitos países exportam mísseis, balas, petróleo, Cuba exporta Medicina e solidariedade. A história o absolveu. E nós absorvemos seu profundo amor pela humanidade. Vá em Paz Comandante.  Hoje é um dia triste, mas o futuro é um livro aberto e vamos nos dedicar a escrever suas linhas, as linhas do mundo livre do jugo capitalista. 
Thiago Henrique, "Gaúcho".

Fidel Castro e Che Guevara

Fidel Castro e Hemingway
Fidel Castro e Nikita Khrushchauv

Fidel Castro e Nelson Mandela

Fidel Castro e Papa João Paulo II
Fidel Castro e Papa Bento XVI

Fidel Castro e Papa Francisco


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

POR: MANOEL FONSÊCA - SOBRE CONFISSÕES DE AMOR



Dr. Manoel Fonsêca

SOBRE CONFISSÕES DE AMOR

Segundo a concepção filosófica de Pierre Weil, primeiro reitor e um dos fundadores da Universidade da Paz e do Colégio Internacional dos Terapeutas, um casal pode formar um conjunto onde 1+1=1, quando um dos parceiros anula o outro ou este se anula e deixa-se dominar; ou 1+1=2, quando cada um tem autonomia e cada um cuida de sua vida e vivem sob o mesmo teto sem uma harmonia maior e o casal evolutivo, quando 1+1 =3, onde cada um faz tudo para fazer o (a) parceiro (a) feliz, numa simbiose perfeita, formando um novo  ente, um casal uno evolutivo. Este é o caso de vocês. 
O livro "Confissões de Amor" é excelente, de uma sensibilidade extraordinária, expressão de completude e inteireza na relação marido e mulher, quando 01+01=03, pois formam um novo ente, o casal uno.


ROSE, 11 ANOS DE SAUDADE !


terça-feira, 15 de novembro de 2016

POR: ANA MARGARIDA ROSEMBERG - DIA HISTÓRICO NA VIDA DE ROSEMBERG


José Rosemberg

DIA HISTÓRICO NA VIDA DE ROSEMBERG


 Era o dia 15 de novembro de 1915. A Europa estava em guerra. No Brasil, um trem vindo de Santos chegava de mansinho à Estação da Luz, em São Paulo. Da janela, um garoto de apenas seis anos, trajando calças curtas, meias de cano longo e suspensório, contemplava maravilhado a arquitetura da bela estação, quando sua mãe, Sisel, fala-lhe em ídiche.
             - Joe, chegamos! 
            O pai, Emanuel, não disfarçava a alegria do reencontro com sua mulher e seu filho, depois de um mês de separação. Tinha-os deixado em Buenos Aires e vindo para São Paulo, ganhar a vida. Finalmente, estava com tudo pronto para recebê-los e foi buscá-los no Porto de Santos, de onde tomaram aquele trem rumo à capital paulista.
            O sol alto e forte banhava de intensa luz a provinciana cidade de 350 mil habitantes e, naquela manhã, uma grande parada militar se formava em frente à Estação, para comemorar o dia da Proclamação da República.  Bandeiras verde-amarelas tremulavam nas mãos dos transeuntes que se apinhavam para ver e aplaudir os militares engalanados, cheios de medalhas, marchando garbosos ou desfilando em cima de cavalos. Emanuel Rosemberg logo se apressou para apanhar um coche e dirigir-se à sua residência, pois a viagem de navio, na 3ª classe, tinha sido muito cansativa para sua mulher e seu filho.
               No curto percurso da estação à nova morada, o garoto pôde apreciar a cidade com seus tílburis de dois lugares, leves e elegantes, seus coches cobertos puxados a cavalos, seus bondes abertos de nove bancos puxando os “caras duras”, os poucos automóveis, os raros Ford Bigode que trafegavam, sua bela arquitetura, seus lampiões a gás e suas arborizadas praças com enormes bebedouros para os animais. 
               Apesar do calor, os homens de terno, palheta e bengala, e as mulheres com seus vestidos compridos, sombrinhas e elegantes chapéus, passeavam pelas praças e alamedas da cidade, naquele feriado de 15 de novembro. 
              Por fim, o táxi-coche para em frente a uma casa na rua José Paulino esquina com Ribeiro de Lima, e logo começa a azáfama de descarregar as malas, baús e outros pertences. 
            E assim, passa-se o dia que haveria de transformar-se em um marco na vida de José Rosemberg. 
             Chegando a São Paulo, em 1915, Rosemberg afeiçoou-se à cidade, adotando-a como sua, transformando-a na terra de seus filhos, netos e bisnetos. Cresceu com ela e a viu transformar-se na maior metrópole da América do Sul.

                                                                             Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
                                                                         São Paulo, 19 de setembro de 2004.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

AS ESCARRADEIRAS NA LUTA CONTRA A TUBERCULOSE





AS ESCARRADEIRAS NA LUTA CONTRA A TUBERCULOSE     
     Publicado no Jornal do Médico ANO XII, edição nº76 (setembro - outubro) 2016, pág. 14.
            Com a descoberta do bacilo da tuberculose, em 1882, pelo alemão Robert Koch, o escarro passou a ser visto como o grande veículo e devia, portanto, ser combatido.     Era preciso conscientizar a população, que apresentava o “péssimo” costume de escarrar em todos os lugares, a mudar esse hábito. O tuberculoso passou a ser visto como disseminador da doença e leis foram criadas para combater o hábito de escarrar no chão e nas paredes. Surgiram grandes campanhas, em diversos países do mundo, em favor do uso das escarradeiras públicas e de bolso contendo líquidos antissépticos.
Por isso, na guerra ao escarro foi relevante o papel que as escarradeiras (ou cuspideiras) desempenharam. As antigas de madeira cheias de areia e serradura foram irremediavelmente condenadas pela higiene. Aquelas de metal, vidro ou ferro esmaltado, apesar de mais asseadas, não foram toleradas por muito tempo por apresentarem pequeno tamanho e não permitirem a colocação de uma camada suficiente de liquido antisséptico para impedir a dessecação dos escarros. Depois, por serem instáveis, podiam tombar com facilidade contaminando o solo com seu conteúdo e, por serem colocadas ao nível do solo, dificultava a projeção dos escarros em seus interiores principalmente quando suas aberturas não eram suficientemente amplas. Outro problema era a dificuldade para limpá-las e esterilizá-las por causa de suas reentrâncias. Todos esses inconvenientes justificavam a condenação das escarradeiras comuns pela ciência sanitária como uma peça anti-higiênica para ser usada principalmente nos lugares públicos. As escarradeiras fixas, de fácil limpeza e desinfecção, adaptadas às paredes e sempre a certa altura do assoalho eram as mais aconselhadas. As escarradeiras higiênicas coletivas sustentadas por um pé de 90 centímetros a 1 metro e as que se fixavam as paredes por ganchos eram as mais utilizadas nos países civilizados.
Existiam vários tipos e modelos e tornaram-se objetos requintados que ornamentavam as residências dos ricos.  Os pobres escarravam mesmo no chão, dentro de seus dormitórios escuros e sem ventilação, espalhando bacilos e contaminando facilmente seus familiares. É interessante observar que com o mesmo slogan, “É PROIBIDO”, o destino de dois objetos, escarradeira e cinzeiro, nas lutas contra a tuberculose e contra o tabaco foi completamente diferente. Na primeira, as escarradeiras entraram na moda e se disseminaram por todos os lugares. Na segunda, os cinzeiros foram, paulatinamente, saindo de moda e desaparecendo, pouco a pouco, das residências e demais locais públicos.
Ana Margarida Arruda Rosemberg
Fortaleza, 20/09/2016