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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A VÊNUS DE VILLENDORF

Vênus de Tan-Tan
Venus_vom_Hohlen_Fels_Original
Venus_of_Brassempouy



Vênus de Lespug - cópia


Vênus de Villendorf

          A VÊNUS DE VILLENDORF 

O dia era 26 de outubro de 2016 da era cristã. 
Naquela quarta-feira, saí de casa logo depois do almoço em busca de mais uma aula do curso de Artes Visuais, promovido pela UNIFOR. 
Cheguei 40 minutos antes da hora marcada e fui fotografar algumas obras de arte, expostas no Espaço Cultural da Universidade, pertencentes ao acervo do Chanceler Airton Queiroz. De repente, lembrei-me que a professora Paula havia dito que a aula seria na biblioteca e saí quase correndo para não me atrasar 
Fomos para a sala de projeção da Unifor. Para mim foi uma grata surpresa quando um documentário sobre a história da arte, através do corpo humano, rompeu na telinha. 
Mais surpresa fiquei quando o documentarista nos apresentou a Vênus de Villendorf. 
Conhecida também como a mulher de Willendorf,  a Vênus é uma estatueta de 11,1 cm de altura que foi descoberta no sítio arqueológico do paleolítico, no vale do Danúbio, em Willendorf, na Áustria.  
O arqueólogo Josef Szombathy, no dia 8 de agosto de 1908, entrou para história da arte, quando desenterrou a estatueta esculpida em calcário oolítico, há aproximadamente 24.000 anos, quando o ser humano era nômade. 
 A vênus de Villendorf  é uma figura feminina com vulva, mamas e abdome extremamente volumosos. Há uma forte relação da estatueta com a fertilidade.  Os braços são quase imperceptíveis, a cabeça é coberta com rolos de trança  deixando a face invisível e os pés não são esculpidos. Provavelmente a vênus era um amuleto 
Sua aparência gerou controvérsias no meio científico. Para alguns a vênus foi identificada como a deusa Mãe-Terra; para outros, a corpulência evidenciava status social em uma sociedade caçadora e coletora; para outros, ainda, a imagem era uma referência a fertilidade e símbolo de sucesso e segurança.  Atualmente, a Vênus está no Museu de História Natural de Viena fascinando os visitantes com seus mistérios milenares.   
Seguindo a máxima de Sócrates: "ipse se nihil scire id unum sciat", "Sei que nada sei", fui pesquisar na WEB sobre a referida estatueta. Descobri que  a primeira representação de uma mulher do Paleolítico Superior foi descoberta, em 1864, pelo Marquês de Vibraye, em Laugerie-Basse, na França. Apelidada de Vênus impudica, não tem cabeça, pés ou braços e apresenta uma grande abertura vaginal. Em 1894, foram encontrados pequenos bustos, de 22.000 anos, em uma caverna dos Pirineus, na França. Nascia a Vênus de Brassempouy. 
Depois da nus de Willendorf, encontrada em 1908, cerca de 200 figuras semelhantes foram encontradas desde os Pirineus até as planícies da Sibéria.   
Algumas merecem destaqueVênus de Hohle Fels, de 35.000 anos, descoberta na Alemanha, em 2008Vênus de Dolni Vestonice, de 29.000 a 25.000 anos, descoberta na República Checa, em 1925; Vênus de Kostenki, de 30.000 a 15.000 anos, descoberta na Rússia, em 1967; Vênus de Savignano, sem data precisa, descoberta na Itália, em 1925; Vênus de Tan-Tan, de 200.000 e 300.000 anos, contemporânea do Homo Heidelbergensisdescoberta no Marrocos, em 1999  
Todas foram batizadas de Vênus para homenagear a deusa do amor e da beleza da mitologia. 
A Vênus de Milo, do século II a.C., estátua da Grécia Antiga, que atrai multidões ao museu do Louvre-Paris, foi encontrada, em 1820, na ilha de Milo.  
predomínio das imagens femininas, no Período Paleolítico, sobre imagens masculinas nos deixa a pensar que as mulheres desempenhavam papel preponderante naquelas sociedades. Teria havido uma sociedade matriarcal? Ou essas estatuetas nos mostram que a divindade mais importante era feminina e seria a grande mãe, a Mãe-Terra? 
Fica a indagação !

Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg 
Fortaleza, 28/10/2016 



terça-feira, 18 de outubro de 2016

SALVE 18 DE OUTUBRO - DIA DO MÉDICO



Parabéns aos médicos do Brasil e do Mundo. 
Parabéns aos médicos que deixam suas pátrias e suas famílias para cuidar de pessoas na África e nos países em desenvolvimento. 
Parabéns aos médicos que vão cuidar das pessoas nos países atingidos por guerras e, ou, catástrofes da natureza.


O Doutor" - Samuel Luke Fildes
O inglês Sir Samuel Luke Fields foi o artista responsável por um dos mais belos quadros que têm médicos como tema. A célebre obra retrata um médico pensativo observando uma criança gravemente doente:
" The Doctor",1891; Samuel Luke Fildes (1844-1927), Óleo sobre tela, Galeria Tate (Londres)