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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

POR: MANOEL FONSÊCA - A ESPERANÇA VIVE


Dr. Manoel Fonsêca
                                                            A esperança vive

Parece que fomos todos derrotados nestas eleições, mas não é verdade. Quando uma fera ferida se sente acuada ela ataca. E foi isto o que fizeram as classes dominantes diante da quarta vitória das forças progressistas e dos avanços sociais. O mentor intelectual do golpe e da campanha de difamação e injúria contra a esquerda, foram os donos do dinheiro, do capital financeiro, que conseguirsm comprar o parlamento, o judiciário e a mídia, para prepararem o golpe e a infâmia contra Dilma, Lula e as forças democráticas e progressistas. Convenceram ainda parte da classe média, politicamente semianalfabeta, para ser o instrumento de confronto, incentivando o ódio de classe. Esta classe média atrasada pensou ter sido protagonista da luta contra a corrupção, mas foi apenas simplória massa de manobra dos donos do capital financeiro, os verdadeiros corruptos e corruptores, que ganham milhões com as altas taxas de juros, sonegação fiscal, ausência de taxação sobre lucros da especulação financeira, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Pensaram destruir o PT e as esquerdas, pensaram destruir Dilma, Lula e quebrar a resistência democrática. Se, por um lado, Dilma sofreu um golpe de estado e o PT perdeu 400, das 600 prefeituras que tinha, tivemos também ganhos políticos significativos e substantivos. Dilma saiu fortalecida e de cabeça erguida, Lula mantem uma forte liderança e reconhecimento nacional e internacional, o PT perdeu a hegemonia na esquerda e o poder institucional, o que será muito bom para reaprender a fazer trabalho de base e ter maior respeito pelas forças de esquerda, abandonando a conciliação de classe e a condescendencia de alianças com setores da direita e o PSOL firmou-se como força democrática no Rio e em Belém. Destacamos ainda, como muito positivo, o fortalecimento da liderança de Boulos, do MTST, de Stédile, do MST, de Wagner da CUT, de Hadadd, Lindemberg e Hoffman do PT, de Requião, de Freixo, Jean Wyllis e Jandira, a atuação afirmativa de esquerda de artistas e intelectuais, os blogs progressistas, a mídia de rua, como o Ninja e Botando Pilha, a força da juventude na UNE e nas ocupações de escolas, o forte movimento de mulheres e os diversos coletivos democráticos, como os Juristas pela Democracia, os Médicos pela Democracia e muitos outros. A esperança não morreu. Ela renasce, como uma fénix, e se fortalecerá na união das forças progressistas numa Frente Ampla Democrática, sem a hegemonia do PT, mas como parceiros iguais de luta, em torno de um programa mínimo popular, democrático e de avanços sociais consistentes. As derrotas podem servir de lição rumo a uma sociedade justa, democrática e livre.
Terra, Teto, Trabalho e Liberdade.
Manoel Fonseca
Médicos pela Democracia
Ceará, 04 de Outubro/2016

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