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terça-feira, 13 de setembro de 2016

POR: FRANCISCO COSTA - ESPERO QUE NÃO SEJA PÁGINA FINAL, MAS O ÍNDICE DE VASTA OBRA

ESPERO QUE NÃO SEJA PÁGINA FINAL, MAS O ÍNDICE DE VASTA OBRA

                                                  Postado na página do Face de Francisco Costa
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Eduardo Cunha cassado, e agora tudo o que a direta quer é que o fato seja o epílogo ou a tarja de FIM, o que na verdade pode ser o início do segundo volume de vasta obra.
Cunha nasceu na campanha de Collor, como o seu tesoureiro, no Rio de Janeiro, posteriormente vindo a ser sócio de PC Farias numa empresa, debutando por cima, na crista da onda da criminalidade política.
Esteve muito próximo de ser preso, por estar envolvido em todas as falcatruas colloridas, mas aconteceu a “suicidação” de PC, e ficou tudo no zero a zero.
Cunha foi para a geladeira, até ser resgatado por FHC, para promover o desmonte do sistema de telecomunicações do país e facilitar a privatização a preço vil, nos trazendo ao hoje, quando pagamos as maiores tarifas do mundo na telefonia e provedoria de internet.
Garotinho, outro notório corrupto, o levou ao sistema de habitação fluminense, e Cunha roubou tanto e tão descaradamente que o então governador fluminense teve que exonerá-lo.
Cunha, oportunisticamente, converteu-se ao fundamentalismo pentecostal, o charme da moda, o último a se converter foi Bolsonaro, passando a fazer locução na maior rádio gospel do país, onde criou um público cativo, eleitor do ungido do Senhor.
Com o slogan “o povo merece respeito”, Cunha se tornou o preferido dos ignorantes de Jesus, no Rio de Janeiro, com o apoio de Malafaia e Marco Feliciano, em São Paulo, alguns dos componentes da quadrilha ungida, vendedora de vassouras milagrosas, capazes de espantar o satanás mas não evitar uma cassação.
A rigor, o ex deputado teve presença ativa, passiva ou pelo menos teve conhecimento de todas as falcatruas, trambiques, maracutaias, lesas, rombos, achaques... Desde a era Sarney, caso por caso, nome por nome, e daí a sua autoridade, ao dizer derrubo mais um presidente, pelo menos um ministro, sete senadores e mais de cento e cinqüenta deputados.
Desta vez, por ter processos tramitando no STF, onde é réu, aliviou os santos de toga do STF, mas da vez anterior colocou alguns deles no mesmo saco de ladrões da coisa pública.
O celerado Zolhudo conviveu com Michel Temer por 14 anos, intimamente, com o Michell presidindo o PMDB, partido que fez parte, direta ou indiretamente, de todos os governos, desde o fim da Ditadura Militar, com vários nomes indiciados e até presos na Lava Jato.
A grande preocupação dos políticos do PMDB-PSDB-Dem é com o que eles chamam de “sangria”, a caça continuada a políticos que melhor estariam se no PCC ou CV.
Esperavam que a tirania de Curitiba ficasse nas suas origens: desmontar o PT e desmobilizar a esquerda brasileira, mas o negócio cresceu, o estoque de petistas acabou e a justiça ronda cabeças coroadas da direita.
Com o fim da imunidade e do direito de foro privilegiado, Cunha deve cair nas mãos de Sérgio Moro e aí a chance de se redimir de todos os malefícios feitos ao povo brasileiro: roubo, corrupção, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, manobras regimentais, usurpação de poder, abuso de autoridade, trancamento de pautas, pautas bomba, arquivamentos indevidos... Culminando pela deposição de uma presidente legitimamente eleita e honesta, sem o que justificasse a sua deposição.
Como se redimir? Abrindo a boca e contando tudo o que sabe, sobre a esquerda, direita, de cima, de baixo, da pqp, de maneira que fechemos definitivamente um prostíbulo chamado política brasileira.
Pode ser também que não prendam Cunha, e aí só nos restará uma das três perguntas, ou as três: risco para o Temer? Risco para o Moro? Ou risco para toda a quadrilha que fraudulentamente se apossou do poder?
O tempo dirá.

Francisco Costa
Rio, 13/09/2016.

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