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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

GOLPE DE 2016 - MANCHA NEGRA EM NOSSA HISTÓRIA



Dilma Rousseff fazendo sua defesa no Senado Federal - 29/08/2016

Hoje, 31 de agosto de 2016, o Senado Federal do Brasil manchou indelevelmente a nossa História. A frágil democracia brasileira foi ferida pelo parlamento, através de um golpe travestido de impeachment.

Dilma Vana Rousseff, eleita por mais de 54 milhões de brasileiros, a primeira mulher presidenta do Brasil, acaba de ser apeada do poder sem ter cometido crime de responsabilidade.

Não valeram os editoriais denunciando O GOLPE E/OU A FARSA, dos maiores e mais importantes jornais do mundo como: Le Monde, New York Times, The Washington Post, The Guardian, El Pais e Al Jazeera; a brilhante defesa do advogado Eduardo Cardozo; os discursos lúcidos de senadores e deputados democráticos; as testemunhas de defesa; os apelos de artistas, intelectuais, profissionais liberais, escritores e povo em geral. 
Não valeram, ainda, as manifestações de rua do povo mais sofrido do Brasil, articuladas pela CUT, MST, MTST, Brasil sem Medo, Mulheres do Ceará com Dilma, Médicos pela Democracia, Juristas pela Democracia, União da Juventude Socialista, UNE, Jornalistas Livres, Imprensa Livre, Carta Capital, Mídia Ninja e tantas outras organizações democráticas que se espraiam por esse imenso Brasil.

Como Émile Zola dizendo J’accuse, em uma carta aberta endereçada ao presidente da França, Félix Faure,  e publicada no jornal L’ Aurore, em 13 de janeiro de 1898, defendendo Dreyfus, um oficial do exército francês, que, por ser de origem judaica, foi julgado e condenado por alta traição em um processo fraudulento; como o Senador Lindbergh dizendo “Eu Acuso”, na tribuna do Senado Federal do Brasil, em 29 de agosto de 2016, defendendo Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil, vítima de um golpe parlamentar, eu também digo: EU ACUSO.

Eu acuso a cúpula do PSDB, o vice-presidente da república, Michel Temer, o então Presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha e sua corja do PMDB, o DEM, a REDE GLOBO, as revistas: VEJA e ISTO É, a FIESP de São Paulo, a elite econômica, grande parte do judiciário brasileiro, e, principalmente, o mercado financeiro por tramarem tamanho crime contra a nossa democracia e a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff.

A História não começa e nem termina hoje. A História é um movimento. Segundo Marx, a História se repete como tragédia e/ou como farsa. No momento, ela se repete das duas maneiras.

Em 5 de abril de 1794, durante a Revolução Francesa, a caminho do cadafalso, Danton profetizou: "Vil Robespierre! Tu me seguirás! A 28 de julho do mesmo ano a cabeça de Robespierre rolou para o cesto de Samson. 
Aguardemos, portanto, pois os traidores e  golpistas não escaparão, profetizo eu. Serão julgados de uma forma ou de outra, já que do julgamento da História ninguém escapa.


Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg

Fortaleza, 31 de agosto de 2016

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