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segunda-feira, 18 de abril de 2016

NOTA DOS MÉDICOS PELA DEMOCRACIA

             Perdemos uma batalha, mas a luta continua.

Não chores, meu filho; 
Não chores, que a vida 
É luta renhida:Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.

 
Gonçalves Dias

Os golpistas acertaram um golpe baixo na democracia, mas estão longe de ganhar a guerra. Mais do que nunca o povo deve se erguer, em uníssono, para defender a Constituição, que só prevê impeachment em caso de crime de responsabilidade e a Presidenta Dilma não cometeu nenhum crime. A democracia está em perigo. Devemos acusar o golpe, mas curar rapidamente nossas feridas da alma, levantar a poeira, unir nossas mentes e corações num grito de liberdade contra os golpistas, os lesa-pátria, os traidores do povo. Não vamos aceitar que um notório corrupto, o Eduardo Cunha, e um traidor contumaz, Michel Temer, com o apoio da Rede Globo, que apoiou a Ditadura Militar, manchem mais uma vez a história de nosso país. Não podemos aceitar que, mancomunados com grandes empresários e banqueiros, nacionais e internacionais, privatizem a Petrobras, se apossem do Pré-sal, façam terra arrasada dos programas de inclusão social e destruam os direitos trabalhistas. Perdemos uma batalha, mas a luta continua e nossa nova tricheira é barrar o Golpe no Senado Federal. Temos, a nosso favor, um exército de valorosos combatentes:
os jornalistas e comunicadores que, com o dom da palavra, criaram uma mídia alternativa e enfrentaram galhardamente o poder avassalador do Partido da Imprensa Golpista-PIG;
os povos do campo, da floresta e dos mares, o MST, a Via Campesina, os agricultores e pequenos produtores rurais, os indígenas, quilombolas, extrativistas, pescadores e trabalhadores do mar, que ergueram um tsunami libertário em defesa da democracia;
os trabalhadores e o povo da cidade, a CUT e demais centrais sindicais, a gente negra e dos morros, as torcidas organizadas, todos que têm fome e sede de justiça e se puseram em marcha em defesa de um país sem opressão;
nossos queridos artistas, os Chicos, Buarque e César, as Beths, Nelsons e Monarcos, os Celsos, Benvindos e Duvivier, Pitangas, Sabatelas, Zé Abreus e Wagneres, os Ticos, Renegados, o povo do funk, sambistas, maracatus e tantos outros artistas, que com sua força e sensibilidade deram seu recado contra o golpe;
nossos intelectuais, juristas, professores e profissionais liberais que venceram o engodo dos argumentos fascistas e golpistas e defenderam a verdade e humanismo da ciência e de suas profissões;
a nossa juventude, de todas as idades, a UNE, a UBES, a UJS, o Levante e demais coletivos de luta dos estudantes, por erguerem bem alta a bandeira libertária da justiça e da fraternidade;
os religiosos de todos os credos, que deram o testemunho em defesa da vida em plenitude, da igualdade e compaixão, honrando os ensinamentos do Cristo revolucionário e dos mestres de todas as religiões;
Lula e Dilma e parlamentares que disseram não ao golpe, por respeitarem a decisão de seus milhares de eleitores;
temos, enfim, nós "Médicos pela Democracia" e todos os Profissionais de Saúde, que tentamos aliviar o sofrimento de nosso povo e salvar o Brasil da sanha dos golpistas e nos manteremos unidos e lutando pela reconquista do estado democrático de direito.
Nossos filhos e netos, por gerações e gerações, hão de se orgulhar desta nossa jornada memorável de luta em defesa de um país livre, soberano, justo e fraterno.
Não ao Golpe
VIVA A DEMOCRACIA
Manoel Fonseca
Arruda Bastos
Ana Margarida Rosemberg
Médicos pela Democracia
Comissão de Organização
(17/04/2016)

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