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domingo, 30 de agosto de 2015

POR: MANOEL CÉSAR - O LIVRO DE ANA E ROSE

Manoel César - Poeta


O LIVRO DE ANA E ROSE Manoel César
Num mundo em desencanto Como este que se informatiza Avançando na tecnologia Cada vez mais desenvolvida Provando que a ciência não tem limites Em detrimento da espiritualidade... Mundo que desqualifica os valores Essenciais da vida Mundo que aumenta sensivelmente A violência, nos mostrando Só o desenvolvimento material Passando sempre o espiritual para trás... É neste momento que CONFISSÕES DE AMOR surge Como um relâmpago a clarear As trevas, nos mostrando que Está no amor a saída Para tão complicado e confuso Mundo atual... Não é só na literatura Através de Romeu e Julieta Ceci e Peri E outros casais famosos Que registraram amores infinitos Que vamos tomar conhecimento Em vida da grandeza do amor CONFISSÕES DE AMOR está provando Que realmente o amor Incomensurável e infinito EXISTE... Palmas para Rosenberg Pelo amor extraordinário Que ele teve a você, Ana Causando uma transformação extraordinária... E palmas também para você, Ana Margarida Por ter absorvido com grandeza Contribuindo para o refazimento Da vida de ambos Na harmonia do amor maior A leitura deste livro faz muito bem Ao âmago dos poetas E eu me incluo entre os aprendizes de Rosemberg e Ana... Que Deus os guarde Ele no céu e Aninha na terra VOCÊS SÃO PRECIOSOS
(Poema incluído em meu novo livro, a ser lançado em dezembro de 20l5, Intitulado O CÓRREGO DAS ANDORINHAS(o livro da infância feliz)
   


sábado, 29 de agosto de 2015

POR: LIA BIANCHINI - O DIA EM QUE UM SENHOR DE 80 ANOS REACENDEU UMA CHAMA NA ESQUERDA

Por Lia Bianchini, repórter especial do Cafezinho
As nuvens cinza que se aglomeravam no céu carioca previam a vinda de uma chuva das fortes, na tarde desta quinta (27). Apesar disso, desde as 14h, a Concha Acústica da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), um local sem cobertura, começava a se encher de pessoas. Até o fim da tarde, o espaço, que comporta seis mil pessoas, já estava lotado. Os desavisados poderiam apostar que todo aquele público estava ali para ver uma celebridade internacional da música ou do cinema, mas não imaginariam que o motivo era político: quem apareceria era o ex-presidente do Uruguai, José Mujica. E o que nem mesmo as pessoas que estavam ali imaginavam era que, em pouco mais de uma hora, aquele senhor de 80 anos reacenderia uma chama na esquerda carioca. Com jeito simples e olhar pacato, Mujica inflamava o público com suas falas, destoantes do clássico discurso político pré-moldado e decorado. Mujica falava de suas experiências de vida mais do que de práticas políticas. E falava de política, aplicada à vida. O ex-guerrilheiro tupamaro aplicava em seu discurso a verdadeira práxis revolucionária teorizada por Marx. “Nunca vamos ter um mundo melhor se não lutarmos para mudar a nós mesmos”, “temos que viver como pensamos, porque, se não, acabamos pensando que vivemos” dizia Mujica. O público, formado majoritariamente por militantes de movimentos de esquerda, ouvia atentamente cada fala, preenchendo suas pausas com aplausos ou palavras de ordem. Ouviu-se seis mil vozes gritarem “não à redução”, “não vai ter golpe” e “se cuida imperialista, a América Latina vai ter toda socialista”. Assim, em uma única noite, o ex-presidente de um país centenas de vezes menor que o Brasil conseguiu unir diversos movimentos e mostrar a força da esquerda quando unida e ciente de suas pautas. Todos ali presentes gritavam por pautas específicas e convergentes. Todos gritavam contra a redução da maioridade penal, a favor da democracia, pelo fim da guerra às drogas e, acima de tudo, por uma sociedade mais humana e menos materialista, por uma alternativa à selvageria que o capitalismo impõe. A água da chuva, por fim, não veio. O que surgiu ali foi fogo. Pepe Mujica se despediu com um pedido: “eu não quero aplausos. Quero apenas manter a chama da luta acesa em todos vocês. Lutem, porque a vida é luta”. Abaixo, algumas das falas de Mujica: "O alimento para o desejo permanente de transformação da alma vem de dentro da gente". "Queridos, a nossa crise é de valores e se queremos mudança precisamos mudar a cultura. Não há mudança sem que mudemos a cultura da ética e da economia". "Não vale a pena viver para pagar contas. Vivam para que possam beijar e caminhar com os seus filhos". “Não há homem imprescindível, há causa imprescindível. Sem a força coletiva não somos nada”. “Esta democracia não é perfeita, porque nós não somos perfeitos. Mas temos que defendê-la para melhorá-la, não para sepultá-la”. “Meus queridos, ninguém é melhor do que ninguém. Tenho que agradecer a sua juventude pelas recordações de tantos e tantos estudantes que foram caindo pelos caminhos de nossa América Latina. Vocês têm que seguir levantando a bandeira. Na vida, temos que defender a liberdade. E ela não se vende, se conquista. Fazendo algo pelos outros. Isto se chama solidariedade. E sem solidariedade não há civilização.” "Não devemos deixar de nos ver brasileiros, mas temos de nos entender como latino-americanos". “Temos que pensar como espécie não só como país. Os pobres da África não são da África, são também nossos.” “Não temos que imitar a Europa ou ao Japão. Não podemos querer o desenvolvimento com dor e angústia, desenvolvimento com felicidade para todos. A generosidade é o melhor negócio para a humanidade e o pior dos negócios são os bancos.” “Essa etapa da sociedade capitalista tem que ter uma cultura que permita o seu desenvolvimento. Não podemos confundir o consumo com felicidade.” “Eu creio que estão em crise os valores da nossa civilização. Essa etapa do capitalismo não gera puritanos, mas gera corrupção. Não estamos numa idade de aventura, mas uma idade de sepultura.” “Os únicos derrotados no mundo são os que deixam de lutar, de sonhar e de querer! Levantem suas bandeiras, mesmo quando não puderem levantar!”.

domingo, 23 de agosto de 2015

POR: FRANCISCO COSTA - AMANHÃ ESTAREI NO EXTERIOR

POR: FRANCISCO COSTA
AMANHÃ ESTAREI NO EXTERIOR
A diferença entre a viagem de recreio e a viagem cultural está em que na de recreio permanecemos nós, apenas admirando o novo ou revendo o já visto, enquanto na cultural há um esforço para olhar com os olhos dos nativos, mais que comer a comida deles, entendê-la, fazendo o máximo possível para ser um deles.
Pois hoje, quando fechar os olhos para dormir, viajarei, talvez para a Europa, ou Ásia, quem sabe a África, e despido da brasilidade que me é essência e razão de existência, olharei para o Brasil.
Com olhos estrangeiros olharei admirado para um país que saltou da décima sexta economia do planeta para sétima em apenas onze anos.
Meio invejoso saberei que é o segundo produtor de alimentos do mundo, o primeiro de carne.
Perceberei que é auto suficiente em petróleo, que é o segundo produtor de energia elétrica, que tem uma das menores taxas de desemprego e enquanto a Europa e os Estados Unidos amargavam uma cruel recessão, lá mais de trinta milhões saíram da pobreza para a classe média, e doze milhões, da miséria para a pobreza.
Observarei as fotos dos empreendimentos, pontes, aeroportos, portos, com duas das dez maiores obras de engenharia civil do planeta em plena execução, a transposição do Rio São Francisco e a hidrelétrica de Belo Monte, a maior, em construção, no mundo.
Analisarei as suas Forças Armadas, entre as dez mais poderosas do planeta, em efetivos, poder de fogo e operacionalidade, sem contar com o reforço de trinta e seis caças, quatro submarinos, um deles atômico, um novo porta aviões, até 2020, e tanques russos, os mais modernos.
Ficarei atento à sua inserção no Brics, o que o faz, junto com os demais membros, a única força capaz de contrabalançar o poder bélico do império, e começo a pensar na política.
E verei o seu ex presidente receber cinqüenta e cinco títulos de Doutor Honoris Causa por relevantes serviços prestados a seu país e à humanidade.
Eu o verei, nascido no agreste de sede, fome e miséria, sem pai, operário já aos quatorze anos, quando se mutilou, sendo recebido por presidentes de potências, reis, sheiks, imperadores, com honras de chefe de Estado, com pompa e circunstância.
E ficarei atento aos clamores dos que o querem Secretário Geral da Organização das Nações Unidas, considerando-o uma autoridade na partição, na divisão, no fim da miséria.
Mais atento perceberei as primeiras vozes sussurrando Prêmio Nobel da Paz, por ele ter vinculado a paz mundial à extinção da fome.
Verei a atual presidente ser considerada, no exterior, a maior combatente da corrupção, democraticamente, permitindo até injustiças com companheiros e camaradas de partido, para ter moral e investir contra todos os ladrões, independente de partidos e opções ideológicas.
E invejarei a gente desse país, até que cansado de pensar, ligarei a televisão, no noticiário internacional.
Mas... Lá onde estará a minha inveja... Mulheres nuas, com os corpos pintados de verde e amarelo, homens fantasiados de super heróis e faixas pedindo ditaduras militares, palavras de ordem gritadas com ódio, e chamarei um intérprete, para que me explique aquela micareta (carnaval fora de época) porque não estou conseguindo entender.
E ele traduzirá pra mim: querem depor os responsáveis pelo progresso da última década, querem colocar Lula e Dilma na cadeia.
Incrédulo, ousarei perguntar: - Mas quem é o responsável por isso, que absurdo!
E mal poderei acreditar no que ouvirei: a classe dominante, os Estados Unidos, os que estão ameaçados pelos processos de corrupção e a mídia, a serviço de todos, complementando: brasileiro é um povo muito esquisito, esperando um sorriso meu.
Diante das minhas inesperadas lágrimas, ele perguntará o porque do meu choro, e explicarei: a classe dominante, os corruptos e a mídia não tem tanta gente, são os pobres que também estão lá.
Francisco Costa
Rio, 15/08/2015.