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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

POR: CLAUDIO GOUVEIA - NOSSAS VIDAS JUNTOS

Teca e Claudio Gouveia
Homenagem de Claudio Gouveia à sua esposa Maria Teresa Arruda Gouveia.
O texto foi lido na missa de 7º dia de Maria Teresa, na Igreja de São Vicente, em Fortaleza-CE, no dia 19/10/2015.
                             NOSSAS VIDAS JUNTOS

Primeiramente queria agradecer a Deus de ter tido o privilegio de viver e conviver, com você TECA a primeira namorada da adolescência, a mulher guerreira, companheira dedicada, amante, esposa amada e uma mãe zelosa com suas filhas REBECA e RAQUEL, também com os meus filhos NETO, ROBERTA, RAPHAELA e REBECA, por coincidência temos filhas com o mesmo nome, estávamos sempre juntos na tentativa de resolver o problema de nossas criança, eu como sempre zangado e você conciliadora, nos tornando cumplice nos erros e acertos de nossa vida juntos, dai aparece o mala sem alça IVAN FILHO (só brincadeira) que tenho certeza ela o queria como um filho, a chegada do GABRIEL foi o êxtase que cheio ainda mais o seu imenso coração de amor e alegria, gravado em nossa memoria quando ele o visitou pela ultima vez no hospital e ela lhe disse “OU MEU AMOR” e um tempinho depois ao vê-lo novamente “OU MEU BEBÊ”.


Mais vamos falar um pouco de nossas vidas juntos:

“Tudo começa por sorte ou destino, pois Deus escreve certo por linhas tortas, em 1970 o Capitão Edgy com sua esposa Maria Adelina, moravam em uma casa alugada há muitos anos na rua: 24 de maio, quando a proprietária pediu o imóvel de volta para que um parente lá pudesse residir, o Capitão Homem integro e correto, embora tivesse direitos por ser um inquilino antigo, pediu apenas o tempo suficiente para que pudesse encontrar outro imóvel, grande o bastante para alojar sua pequena prole de 15 (quinze) filhos dentre eles a TECA, dai a sorte agora acompanha seu Edgy, que nunca gostou e nunca comprava jogos de loteria, estava na sua amada Baturité, quando chega um vendedor de bilhetes da loteria estadual ficou insistido para que ele comprasse, de tanta encher o saco (nós diríamos isso) o Capitão jamais, acabou comprando e ganhando o primeiro premio, olha a mão de Deus, trocou o velho e bom jipe por uma kombi que era um pouquinho maior para melhor acomodar toda a família, divide com seus irmãos parte do premio recebido, gratifica o vendedor do bilhete, e guarda o restante para dá entrada na nova casa da família, o destino cruza novamente nossos caminho, meu e da TECA, pois como seu pai à época era gerente da fabrica de papel por trás da igreja de São Gerardo, na Bezerra de Menezes, um funcionário da fabrica sabendo de seu interesse em encontrar uma casa grande lhe informou que havia uma casa de dois andares a venda na parquelândia, próximo de onde eu morava, seu Edgy ao chegar em casa falou a Dona Adelina sobre a casa a venda, ela manifestou a vontade de conhecer casa, pois estava difícil encontrar uma adequada para a família pequena de 15 filhos, mesmo não querendo, o Capitão, resolveu ver o imóvel, pois achava a localização muito distante, pois a antiga era próxima ao centro e ele queria morar na redondeza do antigo endereço, entra ai a mão de Deus, será, Dona ADELINA pessoa muito religiosa no caminho para conhecer o imóvel viu a Igreja Redonda, com era conhecida no bairro, na realidade à Paroquia de Santo Afonso, que ficava a meio quarteirão da casa, se a memoria não me trai a TECA também foi conhecer a casa com seus pais, ao olhar toda a casa, com 5 quartos, 3 banheiro, minha Sogra pessoa bondosa, querida e muito amada por todos, bateu o martelo dizendo “a casa é esta”, o Capitão marido devotado pela esposa, resignou-se, deu a entrada com o dinheiro ganho na loteria, financiou o restante pela Caixa Econômica adquirido o imóvel dos sonhos de Dona ADELINA, um fato pitoresco, a casa era nova ninguém havia morado antes, o ex-proprietário que tinha construído, mas desistiu de lá morar, ao fazer os banheiros, acho que ele era português da gema, pois colocou os aparelhos sanitário dentre do box do chuveiro e o chuveiro vivinho a pia do banheiro, claro que seu EDGY teve que fazer as mudanças necessária.

Em dezembro de 1970, a família Arruda muda-se para a nova residência, o destino entra em ação, os vizinhos da casa em frente, meus tios Raimundo e Eliza, veio em auxilio à nova família para guardam em sua geladeira a comida perecível, dos novos vizinhos, enquanto não chegava o restante da mudança.
Gente nova no bairro chegando, com muitas garotas bonitas, logo a amizade surge nos tornando uma turma, surgi os namoricos, eu muito tímido, por favor, não riam, fui conversa com a ANGELA, não sei exatamente o que lhe disse, mas quando fui lhe dá um beijinho inocente, pois aquela não tínhamos maldade nenhuma, ela quase me bate, desisti logo, ai meus olhares se voltaram para a TECA nascendo dai o amor da adolescência e de uma vida inteira, época das tertúlias para dançar bem agarradinho, das quadrilhas da São João, as idas à praia na AABB, nosso saudoso e famoso bloco de carnaval “OS METRALHAS”, em 1974 fui aos Estados Unidos, estudar por nove meses, na volta houve os encontros e desencontros, servi o Exercito, casei, fui para a Policia Federal, morando no Rio Grande do Sul, depois na Paraíba, tive 4 filhos maravilhosos, TECA também casou e teve 2 filhas também maravilhosas, com quem tive o privilegio tê-las vivendo sob o meu teto.
Em 1984 deixei a PF e vim morar definitivamente em fortaleza, onde no ano de 1989 me separei, TECA também veio a se separar, nos reencontramos voltamos a namorar e vivemos juntos um tempo, tendo à Noemy prima a cumplice, com algumas passagens divertidas, quando a Noemy no opala preto entra na garagem lá de casa atrás de mim e a TECA dentro do carro, a Jane minha cunhada, já fica toda de papo e naquele dia ou no dia seria o aniversario de uma das suas filhas, ela logo as convida para a festa, ó gente alcoviteira. Na festa de ano novo 89/90, em que fui encontra-la no Icaraí, o primo curioso Fana, queria por queria saber quem era aquele cara, que tinha indo se encontrar com sua prima, de lá saímos rumo a Canoa Quebrada, ela só com a roupa do corpo e eu com uma sacola de roupa na mala do carro, inclusive tive que emprestar uma cueca a ela, até comprarmos roupas, biquíni no dia seguite, encontramos o Gouveia, onde surgi à amizade entre eles, naquele mesmo ano fizemos o nosso carnaval em Canoa, com a presença de muito amigo e familiares com a Edna, Gouveia, Isabel, Marcelo, Goretti, Luiz.
Em junho de 1990, fui morar nos Estados Unidos novamente, desta vez para trabalhar, pois com problemas financeiros, fui tentar uma nova vida lá, nos separamos sem saber se um dia poderíamos está juntos de novo, se era um adeus ou somente um até logo, e novamente os Estados Unidos estava nos separando, mas como o futuro pertence sempre a Deus, sigamos adiante.
Em 1994 ainda nos Estados Unidos, o Gouveia meu irmão que também morava lá e muito amigo da Teca sabendo que nós seriamos passar o natal e ano novo, em Los Angeles com ele, a mamãe vindo do Brasil, eu e o Neto meu filho que à época morava comigo que iriamos de Nova Iorque, começo a alcovitar para que ela fosse passar as festas de final de ano com a gente, inclusive argumentou “quem sabe esse mesmo Estados Unidos, que os separou por duas vezes, não ira junta-los para o resto da vida”, TECA foi e lá nos divertimos muito, fomos a Disney, Studio MGM, Las Vegas nessa viagem ela viu neve caído, paramos o carro e nos divertimos um pouco com aquela neve, voltamos a namorar reacendendo a velha e deliciosa “chama do amor”, TECA retorno para o Brasil e eu a Nova Iorque, ficamos nos correspondendo por carta e uma vez por semana falamos pelo telefone, alternávamos as ligações uma semana eu ligava pra ela, na outra ela mim ligava, e acertamos que conversaríamos ao telefone por um certo tempo para as ligações não ficarem muito caras, nossa conversa era sempre pequenina de um hora marcada de relógio, o mais difícil estava no momento de desligar o telefone, pois nenhum dos dois queria ser o primeiro.
Em junho de 1995, voltei para o Brasil (afinal de contas ela tinha indo me buscar nos Estados Unidos, que ela não me ousa, pois ela diria “eu fui visitar meu amigo Gouveia”) e somos morar juntos, passei a trabalhar com ela e o Dondinho, um dos irmãos mais querido por ela, não que os outros não fossem queridos do mesmo jeito, pois TECA estava sempre a postos para ajudar a qualquer pessoa, parentes e amigos, ele em especial o irmão, amigo e sócio, passando eu a ser o cunhado mais querido do Dondinho, ele vai dizer que não mais eu sei que é, até porque em nosso trabalho na Softcolor, antes de minha chegada ele só viajava a trabalho se ela fosse, e eu passei a acompanha-lo nas viajem de trabalho, bons tempos aquele Dondinho, depois veio as dificuldade, para se trabalhar com as Prefeituras e acabamos mudados de ramo, somos trabalhar com a cerimonialista da família a Fátima, que resolveu realmente assumir trabalhar com aquilo que sempre gostou e lhe trazia e traz satisfação e alegria, em realizar os sonhos das pessoas, nos casamentos, aniversario principalmente os de 15 anos, que a deixa em êxtase, Fátima convida a TECA para trabalharem juntas se tornando sócias, e lá vai eu juntos com ela no novo projeto de vida e trabalho, mas para ser a sócia da Fatima, com seu temperamento forte, mandona, só ela que sabe das coisas, tinha que ser a TECA, calma, mais conciliadora, protetora da auxiliares, que era as filhas, as sobrinha, mas está mesmo Fátima briguenta, é uma mulher excepcional, mãe, irmã, tia, cunhada, amiga, que tem um coração enorme, auxiliado a todos com carinho e amor.
No ano de 1998, resolvemos oficializar nossa união, a cerimonia foi na casa de meu pais que veio a se transformou em buffet, lua de mel, o melhor do casamento, igual a nossa nunca tinha visto, uma reca de amigos, indo junto pra lua de mel em Canoa, uma de nossas praias favorita, turma de amigos a maioria familiares, em que passamos todos esses anos alugando casa para o carnaval, e a TECA sempre a frente, na organização, onde tivemos o privilegio de ter conosco em alguns desse carnavais a presença da tia Marlene, hoje juntas no céu olhando por todos nós.
Veio o casamento da Rebeca com o Ivan, festa linda que ela ajudou a filha para que tudo fosse perfeito no dia e foi, logo após no mesmo ano começo a batalha da GUERREIRA, estive ao lado com sempre ela esteve ao meu lado, nunca fui a um medico fazer uma consulta, por mais corriqueira que fosse, TECA estava sempre comigo, isto para mim é cumplicidade do casal que se ama e se respeita, então acompanha-la para mim foi um prazer de poder está sempre ao seu lado, não sou e nunca fui diferente de qualquer pessoa, sempre fiz e faço aquilo que acho certo seguindo sempre o meu coração. Pois quem ama cuida, estes três últimos anos vivemos juntos intensamente, e a TECA durante essa fase mais difícil de nossas vidas foi tratada por mim do mesmo jeito, fomos um casal feliz por termos um ao outro.
Assim dividi com a família e amigos um pouco da historia de nossas vidas, que foi alicerçada no amor, respeito, cumplicidade.
Quero nesse momento gradecer a todos que estiveram conosco na luta pela a vida da TECA, amigos que nos apoiaram com a Vera, a Henritte e o Claudio xará que quando necessário nos deram total apoio na nossa ida ao Rio de Janeiro para tratamento, a fora os momento de lazer em que estivemos com todos os amigos maravilho que lá fizemos, no Rio também aos familiares do Marcelo que se tornaram nossa família, aos amigos e colegas de trabalho de cerimoniais, sempre incríveis no apoio e solidariedade, um obrigado especial a meus colegas e amigo da faculdade de quem recebi apoio e ajuda inclusive nas tarefas escolares, representados na pessoa incrível, de minha grande amiga Marilac, aos professores da FAC que em sua sabedoria, quando necessário foi, dera-me total apoio, a nossos familiares, meus irmãos, os irmãos da TECA, meu pai e minha mãe, os sobrinhos e sobrinhas que nos ajudaram de todas as formas possíveis, não só na parte financeira, mas principalmente na espiritual, nos aparando naqueles momentos mais difíceis.
Nosso agradecimento à equipe medica que acompanhou a TECA, as enfermeiras do ICC e Fujiday, sempre solicitas nesses anos de químio e radio terapia, um muito obrigado especial ao Dr. Markus Gifoni, que esteve sempre ao lado dela, Deus lhe abençoe e ilumine, trazendo-lhe mais e mais sabedoria, para que possa tratar e curar, outras pessoas como a TECA que sofrem com essa doença, obrigado Dr.
Obrigado às sobrinhas Raissa, também afilhada nas lutas judiciais que travamos contra a AMIL, na busca dos melhores tratamentos, a Manuela outra afilhada, pela entrega de cuidados da amada madrinha e tia, juntamente com a Sabrina na formação de fundo financeiro e escala dos plantões no hospital, que não seria possível sem a união, solidariedade e amor da família Arruda. As primas irmãs Isabel e Noemy, abnegadas nos cuidados da sua amada TECA, as irmãs medicas Dra. Cleide e Dra. Ana Margarida, pelos cuidados que dedicaram a ela, encontramos na Cleide o suporte nas horas das duvidas de medicamentos e exames.
Um obrigado especialíssimo, aquele que é meu esteio, Eloísio Gouveia, meu pai que sem a sua ajuda muita coisa não teria conseguido fazer pela TECA como o tempo em que pude está ao lado dela, me apoiando emocionalmente e financeiramente.
TECA que seu exemplo de vida como mulher, esposa, mãe, avô e amiga, sirva de inspiração a homens e mulheres, sabemos que no lugar onda estás, juntos de seus pais, irmãs, seus e meus avós, da minha querida e amada irmã VIVI, estará sempre olhando por nós, agradeço a Deus por ter vivido e convivido com você, tenha a certeza que estamos todos unidos, nossas famílias, os nossos filhos os teus e os meus, os nossos 6 netos e esperando a chegada de mais uma neta, você vai estar sempre em nossas lembranças com muito amor.
MUITO OBRIGADO MESMO DO FUNDO DE MEU CORAÇÃO, À TODOS UM BEIJO NO CORAÇÃO MEU E DA TECA
TECA TE AMO

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