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quinta-feira, 9 de abril de 2015

POR: VANDA FURTADO - EDNA, QUERIDA! - 06/04/2015

Edna e Vanda
Homenagem da tia e amiga Vanda Furtado, por ocasião da Missa de 7º dia da Edna, realizada na capela do Colégio Santo Inácio, Fortaleza-CE, 06/04/2015.

Edna querida!

            Começou há muito tempo atrás!...
            Eram três as bolotas, mas a que deu origem a essa alcunha, foi você!       Lembra? Estudávamos no mesmo Colégio, e muitas vezes, vocês nos  ofereciam  carona, no Jeep de seu pai. Apertando-nos nos bancos laterais, que ficavam atrás, no veículo. Morávamos na mesma rua. Nossas mães, eram colegas de trabalho. E a sua, foi minha professora de Biblioteca, na Seção A, do Grupo Escolar Mons. Manoel Cândido.
           Meu pai  era grande admirador de sua família e discursou nos palanques para a eleição e reeleição do Capitão Edggy, seu pai, como prefeito da cidade! E assim nossas vidas foram sempre muito cruzadas, não obstante a diferença de idade.
           E lá vinha você, pela calçada, com ar de filósofa, lentamente! Sempre sorrindo, às vezes cheirando à comida, outras com um gostoso beef preso na pequena mão, levando-o à boca, de  vez em quando. E o suco daquela carne a escorrer pelo bracinho, era algo muito próprio de você!
            O banho no tanque da casa de minha mãe, aos sábados. As brincadeiras de roda, de casinha, de pular corda, de berlinda, nas calçadas da Rua Sete. Os guisados nas panelinha de barro em cima de uma trempe, feita te tijolos sobrepostos, no fundo do quintal da minha casa, na nossa querida Baturité!
            Depois, vieram os teatros, as ciganas, as quadrilhas.
Em todas esses acontecimentos, vocês, já não tão bolotinhas, estavam lá! Mas, quando as primas de Fortaleza chegavam em férias... aí... éramos relegadas ao esquecimento! E, apenas lamentávamos, pois éramos intensamente ligadas a vocês e sentíamos tanto, que ficávamos tristes! Porém, eram tão pequenas... assim como nossas irmãs caçulas! E, tudo voltava ao normal, com o retorno das primas para suas origens. E os rostinhos mesclados de riso e remorso, retornavam, certos de que seriam novamente aceitos entre nós! E vinha o abraço!
            Fomos crescendo! E ficávamos extasiadas com as seções de hipnotismo, realizadas por seu “Tio Joãozinho”. Só não contávamos, àquela hora, com a grande metamorfose que aconteceria em nossas vidas: de amigas passaríamos a parentas, de companheiras a tia e sobrinha..
            E você continuava sorrindo, pois esta era a marca de sua personalidade. A nota estampada de sua felicidade!
            A vida, no entanto, continuou a nos querer mais próximas. Agora, como partes integrantes das Comunidades Nossa Senhora da Esperança. Em que foi peça muito importante, fundamental, dessa Equipe! Com todas as suas limitações, nunca se negou a colaborar, a propagar o Movimento, inclusive enriquecendo o grupo com mais participantes. E de mãos estendidas, dispunha-se sempre a ajudar. Inclusive emprestando a própria casa para a Reunião, àquelas que não tinham condição de fazê-lo. Você foi aquela nota alegre e feliz orquestrada no nosso grupo, na nossa Comunidade!
           Rogue a Deus por nós. Pelas CNSE.  E por mim como amiga, como companheira, como parente, e como tia que muito a ama!

                                                                                     Vanda

 Edna sentada com um pandeiro, na frente, e Vanda a do meio com acordeon,  atrás. Baturité-CE - Final da década de 1950


Edna na frente com um pandeiro e Vanda com um acordeon à direita

Baturité-CE - Final da década de 1950

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